segunda-feira, março 26, 2012

5 Notas sobre o XXXIV Nacional do PSD


O Congresso Nacional do PSD que ontem terminou foi um congresso amorfo. O novo processo de eleição directa do líder do partido faz com que os congressos representem o cumprimento de uma formalidade, no entanto identifiquei cinco momentos, designadamente: 

1.       Desilusão – Discurso de abertura do Presidente do PSD Nacional
O Dr. Passos Coelho começou mal ao dirigir as primeiras palavras ao colega da coligação, Paulo Portas, num congresso partidário do seu partido, e ao ter um discurso com registo parlamentar. Expectava-se um discurso para o partido e para as questões que foram amplamente debatidas no ante-congresso.


2.       Discurso - Dr. Alberto João Jardim
Para um congresso que definiu como slogan um partido de causas, o discurso do Presidente do PSD Madeira foi dos poucos que abordou ideias e verdadeiras causas para o PSD e para Portugal. A apresentação da proposta madeirense registou a atenção de todo o congresso e ficou marcada por um discurso profícuo em ideias e reflexões, dirigido a diversas sensibilidades no PSD. Um apelo PSD. 


3.       Estrutura - JSD
A estrutura de juventude do PSD afirmou-se neste congresso pelas ideias, pelos discursos do seu líder, Duarte Marques, e pela conquista de 12 lugares no Conselho Nacional. Uma JSD de referência, conquistou e mereceu a confiança de muitos congressistas. Um sinal mais, é importante seguir os quadros desta JSD.

4.       Figura - Jorge Moreira da Silva
Este jovem quadro do PSD e ex-líder da JSD ganha grande preponderância neste congresso. Nas suas mãos fica a voz e o destino do PSD, na sua pessoa poderá ficar o futuro do partido e do País nas próximas décadas. 
 

5.       Esperança - Discurso de Encerramento
O Dr. Passos Coelho, ao contrário da intervenção institucional que havia feito na abertura começa a justificar os esforços dos portugueses e aponta o caminho à recuperação da economia e da credibilidade do País.  

Um olhar sobre o Associativismo



O associativismo é um dos alicerces da sociedade contemporânea, uma vez que suplanta necessidades das populações, sendo também um importante auxiliar na intervenção das entidades governamentais. 
A história do associativismo faz convergir pessoas que têm objetivos comuns e que se dedicam a causas e valores. A materialização dos propósitos da atividade associativa, concretizados através do desenvolvimento de iniciativas que contemplam o seu objeto social, beneficia uma grande fatia da população. 
Na Região Autónoma da Madeira esta atividade é bem representativa onde centenas de associações dedicam-se nas mais diversas áreas de intervenção, nomeadamente sociais, culturais, desportivas, entre outras. O forte empenho e a grande adesão às atividades associativas, bem como o contínuo aparecimento de novas entidades é representativo da participação 
cívica e do espírito de partilha e da cooperação existente na sociedade madeirense. 
Neste âmbito, é curioso constatar a crescente envolvência dos jovens, em específico na intervenção sobre assuntos e causas que dizem respeito à juventude, como são os casos das associações juvenis e estudantis, sinal da consciência cívica das novas gerações mas também sinal de garante do futuro deste sector. São cada vez mais as associações que têm uma intervenção de proximidade junto das populações e que assumem respostas concretas para problemas, necessidades e sensibilidades. 
A importância do terceiro sector na Região é bem elucidativo se olharmos para o número de associações na Região. Só na área do desporto, e ao nível dos clubes e associações desportivas, existem cerca de 201 associações, ligadas ao desenvolvimento rural cerca de 44 entidades e na área social à volta de 71 instituições particulares de solidariedade social. 
Se é de elevar os resultados do trabalho de todas as associações é também de realçar o trabalho de todos estes dirigentes que, ao serviço de interesses comuns, beneficiam a Região e a sua população. A estabilidade social, mas também o desenvolvimento do potencial humano da Região, deve-se, em muito, à capacidade associativa e a determinação de muitos homens e mulheres que, na ação proactiva por causas nobres, desenvolvem um meritório trabalho a favor da sociedade. 
Decorrente do número de associações e considerando que cada associação, em média, tem nos seus órgãos sociais cerca 9 elementos, é fácil aferir a envolvência e dimensão do dirigismo associativo, por exemplo, nas associações de desenvolvimento rural Madeira existem pelo menos 396 dirigentes, nos clubes e associações desportivas cerca de 1809 dirigentes e ao nível das instituições sociais à volta de 639 responsáveis. 
O empenho associativo espelha a vontade em contribuir e de prosseguir uma missão mas que exige igualmente um trabalho de grande responsabilidade humano e social. 
Na atual conjuntura o associativismo vê reforçado o seu papel por via do acréscimo das solicitações mas também, ao nível da gestão, pelos constrangimentos na disponibilidade de recursos. A satisfação destas duas exigências revela ser o maior desafio às entidades associativas. O espírito de missão e de comunidade inerente ao associativismo deve ser robustecido, de forma a superar as adversidades que atingem atualmente as pessoas, em especial àquelas que se encontram em situações mais vulneráveis. 
As causas associativas têm sido cruciais no desenvolvimento local e regional, quer por via do assistencialismo, quer pelo contributo que têm administrado junto das populações dotando-as de competências humanas, na transmissão de valores e na descoberta de talentos. 
Apesar das condicionantes e das fortes limitações, os resultados do trabalho associativo refletem externalidades bem mais positivos do que os valores públicos investidos, isto porque existe muito empenho, criatividade e voluntariado que são, sem dúvida, os pontos fortes e de sucesso do terceiro sector. 
A ação associativa determina a integração e a aculturação das pessoas e o estímulo à participação nas associações é, em geral, dar, acrescentar, inovar e dinamizar de forma a almejar mais justiça social e defender a igualdade de oportunidades para todos. 
Se dúvidas houvesse quanto à pertinência das associações e da sua atividade, os fatores de integração social, cultural e desportiva falam por si. Envolver-se e participar no movimento associativo é também uma forma de agregar e educar para a cidadania. 
O nobre trabalho associativo na Madeira, muitas vezes discreto, persistente e dirigido, merece de todos o maior apoio e respeito, não só pelas causas que defendem mas também pelos resultados que expressam todo este esforço a favor da comunidade. 

domingo, março 18, 2012

Filtragem





A comunicação social portuguesa tem sido, ao longo do tempo, muito seletiva nas notícias provenientes da Região Autónoma da Madeira. Os conteúdos divulgados sobre a Madeira são orientados de forma a condicionar e hostilizar a opinião pública continental relativamente à Região.
Um português do continente que nunca visitou a Madeira e que apenas tem acesso à informação pelos meios de comunicação convencionais tem uma ideia negativa e claramente distorcida da realidade regional, por via das campanhas da comunicação social.
Para chegar a esta análise basta fazer uma pesquisa das notícias e verificar, por exemplo, nas reportagens de rua, que pessoas são entrevistadas, quais são os conteúdos selecionados e que tipo de notícia é suscitável de ter uma janela na imprensa, rádios ou televisões nacionais.
A linha editorial dos Media em Portugal denuncia a perseguição e a vontade em veicular, nas suas cadeias informativas, notícias negativas ou tendencialmente influenciadas por pensamentos políticos claramente opositores da Madeira.
A arquitetura noticiosa condiciona o pensamento livre da população portuguesa e barra, por completo, todas as notícias positivas e boas práticas que são desenvolvidas na Região.
É evidente que, por detrás da obsessão e da exploração irracional da informação sobre a Madeira tem objetivos políticos, porque colocam sucessivamente em causa todas as opções governativas com a agravante de as manipular e converter em conteúdos negativos.
Esta fixação leva a questionar porque é que existe um interesse corporativo da comunicação social em relação ao poder político regional? A resposta é óbvia, porque nunca alcançaram as suas pretensões.
Não há dúvidas que a comunicação social, também conhecida como o quarto poder, tem ganho cada vez mais preponderância e influência sobre as populações e os Países, a par do poder político, do poder económico e do poder judicial. Por seu turno é manifesto o interesse dos media em vincar um pensamento único e dominante, sendo que qualquer orientação dissidente ou incómoda é alvo da sua radicalização e até perseguição.
Se a tendência e preponderância da comunicação social, sobre os demais, é usual em muitos territórios e em determinados grupos de pressão ou de interesse, na Madeira nunca ganhou a mesma relevância porque, a seu tempo, foram denunciadas e desmanteladas todas as suas intenções.
A resistência do Povo da Madeira face à influência da comunicação social deveu-se à capacidade de realizar as leituras adequadas, separando, sabiamente, o essencial do acessório da informação veiculada. E este é um elemento fundamental para explicar o progresso da Região porque se o povo tivesse sido influenciado pelas tendências sabotadoras da oposição madeirense e dos Media a Madeira seria hoje um território diferente, mais pobre, atrasado e condicionado por influências externas.
Se por um lado interessa que os holofotes da comunicação social continuem a apontar para a Madeira porque abstrai o País da dura realidade em que está mergulhado, por outro, a insistência desta perseguição reflete a frustração dos interesses instalados, pelas falhas sucessivas em fazer fletir a linha de orientação do Governo Regional. A estratégia está desmascarada e os propósitos são evidentes: Tomar de assalto o poder na Região Autónoma da Madeira e destruir a autonomia que tanto custou a conquistar.
As palavras de ordem são suportar e persistir às duras campanhas contra a Madeira e à retaliação sobre as escolhas livres e democráticas do povo madeirense. É crucial resistir aos que declinaram de o fazer há mais de trinta anos como são os casos de todos os partidos políticos da oposição na Madeira.
Esta simbiose entre o poder da comunicação social e os partidos políticos da oposição madeirense é reveladora de que a troco do mediatismo e da demagogia muitos rendem-se e abdicam de defender as populações para criar consensos que, ao resultarem, custarão o preço da perda da nossa identidade e da nossa capacidade de decidir sobre matérias que nos dizem respeito.
Cabe aos madeirenses, perante a fixação dos interesses instalados, apelar àqueles que do outro lado do mar são massificados por campanhas agressivas contra a Madeira, para que visitem e conheçam a realidade insular de forma a aferir a discrepância entre o que é notícia e o que é verdade. Nunca é demais lembrar que os tempos são outros, mas não deixando de notar que como em tempos existia o lápis azul para noticiar apenas o que interessava, nos dias de hoje, e no que diz respeito à Madeira, há filtragem política nas redações e nos comandos informativos a favor da desinformação facciosa.

domingo, março 04, 2012

Extravagâncias Verbais

PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA | DOMINGO, 4 DE MARÇO DE 2012 | POR O momento particular que se vive no País e na Região é incomportável para com as extravagâncias verbais de certos partidos políticos que se contradizem nas posições que assumem na República e na Madeira. O desígnio nacional, por via dos compromissos assumidos com as instâncias internacionais, comprometem os maiores partidos políticos portugueses, pelo que todas as tentativas de distanciamento para com esse comprometimento têm refletido cobardia descarada. O CDS/PP Madeira é, pelos piores motivos, o principal abusador da extravagância verbal que, teimosamente, tende a branquear as responsabilidades na linha estratégica seguida pelo Governo da República, do qual o seu partido a nível nacional faz parte, como também no que diz respeito às medidas impostas à Madeira. Se, por um lado, vivendo numa sociedade democrática, temos de respeitar as estratégias e prioridades políticas do CDS/PP, por outro, não é admissível observar em silêncio a ação política oportunista e incoerente, porque temos de admitir que não é consequente defender as opções políticas da República de segunda a sexta, e ao fim de semana, na Madeira, estar a assumir um papel contraditório em relação a essas mesmas medidas. A posição dos centristas da Madeira relativamente ao plano de ajustamento financeiro à Região é o exemplo mais escandaloso. Não é comportável que no plano nacional defenda as medidas adotadas, considerando-as ajustadas e, por seu turno, na Região Autónoma da Madeira discorde e repudie a aceitação das mesmas, com a agravante de revindicar mais obras, mais meios e mais subsídios. É de uma incomensurável desonestidade pedir mais e afirmar-se opositor, em especial vindo de um partido que bem conhece o estado do país e da Região. Mas é importante registar que o CDS/PP Madeira tem hoje as mesmas responsabilidades que o PSD no que diz respeito à linha estratégica e às opções políticas, financeiras e sociais em Portugal. No mesmo âmbito, o Partido Socialista é outro caso de descaramento pelas atitudes e posições que têm tomado no plano nacional e regional. No momento que se vive, ninguém tem dúvidas que o PS é hoje o principal responsável pelo estado a que chegou o País, por via da falta de habilidade na gestão do País pelo seu Governo da República e que, nas questões referentes à Madeira, nada mais fez do que estrangular e aplicar represálias políticas. O discurso do partido socialista nacional é hoje de um contrassenso desmedido porque efetivamente foram eles que colocaram Portugal na atual situação financeira sem que isso se tenha repercutido no desenvolvimento e modernização do País. Como é que se admite que o PS hoje defenda uma outra alternativa ao plano assinado com a Troika quando foram eles que o negociaram e que fugiram do poder e das responsabilidades por não se sentirem capazes de o cumprir. É de um desplante enorme não ser solidário para com as medidas e as consequências de um plano financeiro solicitado e assinado, mesmo que tardiamente, pelos socialistas, então Governo da República. Por seu turno, o PS local, para além de ficar na história negra da Região por, em momento algum, ter defendido a Madeira e a sua população, em especial nos períodos em que foi Governo Nacional, continua a esgrimir factos políticos e a disseminar a desconfiança e o medo nos madeirenses relativamente à situação que se vive. O Partido Socialista pode fazer o que fizer, pode desenvolver as ações que entender, mas de uma coisa temos a certeza é que não conseguirá branquear os milhões que retirou à Madeira e a responsabilidade de tal discriminação em relação a outros territórios nacionais, arrastando a Região a esta situação de estrangulamento. O CDS e o PS estão em sintonia com o objetivo de fragilizar a Região, através da distorção da realidade, de modo a alcançar os objetivos políticos que, por mérito, jamais alcançariam. Por sua vez, pior do que o desmarque de alguns partidos políticos das responsabilidades que lhes assistem da presente situação, são os seus contributos para campanhas externas, quer no território nacional, quer no espaço europeu e mundial, que prejudicam gravemente a imagem e a credibilidade de um território como a Madeira. Ao envolvimento externo para destruir a imagem da Madeira junta-se a vontade de outros que, na parcela continental, estão sempre prontos para abater a estabilidade política e social da Região, os quais podem trazer consequências muito negativas para o futuro. Este enredo encontra sintonia nos polos distintos de ação política na Madeira no pós-autonomia. Enquanto um único partido, com sentido de visão autonómica e matriz personalista, acrescentava, reivindicava e lutava por uma Região mais próspera, outros almejavam que todo esse esforço fosse infrutífero e que, por sua vez, perdesse autonomia. Apesar de reconhecerem os benefícios do desenvolvimento alcançado, as atitudes são díspares para enfrentar este período de profunda crise financeira que, igualmente, atinge outras regiões e países no mundo. Enquanto uns ficam a lamentar e a esgrimir argumentos que possam beneficiar a lógica partidária, outros continuam insistentemente a encontrar soluções para esses problemas. A seu tempo, o povo madeirense, como sempre sabiamente tem feito, dará a sua recompensa ou o justo julgamento a cada atitude e posicionamento. http://pintadoascores.blogspot.com

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Amo Teatro 2012 - Evento Qualidade

Ontem participei no encerramento da iniciativa Amo Teatro 2012, organizada pelo Teatro Experimental da Camacha (TEC) em parceria com a Casa do Povo da Camacha. O clima de família e de orgulho  expressos por todos os elementos do TEC foram saudados, pelo público, por uma noite de aplausos e de emoção. 
Por detrás da cortina, daquele palco, era manifesta a qualidade, o sentido de equipa e a diversidade que este Amo Teatro 2012 ofereceu ao público. 
Fica aqui esta referência e o reconhecimento que a "alta cultura" pode estar onde há empenho, determinação e vontade. Parabéns a todos os que se envolveram e ao público que reconheceu, com a sua participação, todo este trabalho. 

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Deutscher druck


PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA Jornal da madeira |  |


Afundada a Grécia, Portugal passa a ser o bode expiatório dos governantes alemães. As recentes declarações de Angela Merkel respeitantes à aplicação dos fundos europeus na Madeira e as palavras do alemão Martin Schulz, Presidente do Parlamento Europeu, sobre as relações económicas de Portugal representam o desconhecimento e a perseguição da Alemanha face aos outros países europeus.
Se, por um lado, as declarações produzidas são sobrevalorizadas, repercutindo-se como caixas-de-ressonância, por outro, tem inevitáveis consequências no prestígio e nos esforços, que têm vindo a ser feitos, quer pela Madeira, quer pelo País como um todo.
As declarações de Merkel ferem o orgulho dos madeirenses e são injustas para uma Região que foi, durante muitos séculos, esquecida no meio atlântico e que, fruto do seu esforço e com o apoio de outra Europa, mais solidária e apostada na coesão, conseguiu, através do sentido de oportunidade e de visão, aproveitar ao serviço da Região e de uma forma exemplar os fundos estruturais.
Dizer que, «Quem já esteve na Madeira, deve ter ficado convencido que os fundos estruturais europeus foram bem aplicados na construção de muitos túneis e auto-estradas, mas isso não conduziu a que haja mais competitividade», era perfeitamente aceitável se essas palavras tivessem sido proferidas por um cidadão comum sem conhecimento de causa ou por pura ignorância, mas reprováveis quando emitidas pela chanceler alemã, numa conferência, na Bela Foundation, em Berlim.
O desconhecimento do processo de desenvolvimento da Madeira e das condições sobre-humanas em que vivia a sua população até 1976 são a única justificação para que Merkel produzisse tais declarações.
Não há dúvidas que as acessibilidades são fundamentais em qualquer território para o seu desenvolvimento. Como se não bastasse as restrições naturais e intransponíveis de uma região ultraperiférica é absurdo questionar a aposta nas acessibilidades internas. Seria mais competitivo demorar quatro ou cinco horas para se deslocar de um ponto da ilha a outro?
Por seu lado, Merkel desconhece que os fundos europeus, para além de terem sido direcionados para edificar as acessibilidades regionais foram também aplicados na construção de importantes obras sociais, que vieram dar dignidade e qualidade de vida à população da Madeira, como foram os casos das escolas, centros de saúde e de centros cívicos. Ao invés desta aposta social seria aceitável que as pessoas continuassem a viver sem as mínimas condições de saúde e de acesso à educação?
Outros argumentos podiam ser utilizados, mas de uma coisa temos a certeza, sendo evidente o desconhecimento da chanceler alemã sobre a Região Autónoma da Madeira, esse desconhecimento não é justificativo para que se coloque em causa um trabalho de décadas. Basta uma simples consulta sobre a performance da aplicação dos fundos estruturais para verificar que a Madeira é um dos bons exemplos na Europa sendo evidente o salto qualitativo alcançado. A estratégia da Região foi, e bem, priorizar as pessoas porque, ao contrário do que pensa a governante alemã, a competitividade económica é importante mas os alicerces desse dinamismo dependem e muito das acessibilidades e das condições de vida das populações.
A europa ideal de Merkel é uma Europa gerida pela Alemanha a mercê das suas prioridades e interesses.
Por sua vez, e depois desta declaração inqualificável, surge o alemão Martin Schulz, Presidente do Parlamento Europeu, que veio criticar o facto de Portugal estar a pedir investimentos angolanos e que, no seu entendimento, “o futuro de Portugal é o declínio”. Esta afirmação não admira para quem saiba qual é a pretensão da Alemanha que quer concentrar o predomínio económico da Europa no seu País. Convém relembrar que Portugal está sobre administração estrangeira, através de medidas impostas pela troika, que têm apenas objetivos financeiros e que não delineia medidas de crescimento económico daí que cumpre a Portugal encontrar os seus parceiros, em especial de países com ligações privilegiadas e históricas profundamente enraizadas.
Esta concertina da Alemanha não só quer administrar as opções políticas, económicas e sociais de países como Portugal, como também pretende boicotar as soluções e as estratégias que o País soberanamente pretender encontrar para alavancar a sua economia.
Estes são dois exemplos escandalosos do rumo que a Europa está a tomar. A Europa por este caminho não é a Europa social, a Europa solidária e a Europa da coesão que foi declarada pelos membros fundadores. Atualmente temos uma Europa sob PRESSÃO ALEMÃ.
http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=208311&sdata=2012-02-16

sábado, fevereiro 04, 2012

Incongruências

A postura e a conduta do maior partido político da oposição madeirense, são circunscritas ao eleitoralismo. Um partido com duas faces, uma na República e outra na Madeira. Se por um lado na República compreendem que estamos no tempo de contingências específicas ao nível financeiro, por outro, na Região Autónoma, apesar de atacarem o Governo Regional por ter investido na infra estruturação da Madeira, continuam a reivindicar mais obras, mais despesa pública e envolvam-se em contradições, sendo curioso analisar alguns exemplos:

O primeiro exemplo diz respeito à construção de um novo hospital, que foi a principal proposta do CDS/PP nas eleições legislativas regionais de 2011, mesmo sabendo que esta obra era utópica, atendendo aos constrangimentos e à falta de capacidade financeira para uma obra dessa envergadura. Para além desta proposta, ainda na área da saúde, e no que diz respeito às medidas, necessárias e inevitáveis, adotadas recentemente, a demagogia tem sido a principal arma dos centristas. 
A construção do Porto de Pesca em Câmara de Lobos suscitada pelo CDS, aquando do debate do Programa do Governo Regional, é outro exemplo. Esta obra, conforme foi explicado na altura, estava adiada por via das limitações financeiras. Fazendo ouvidos de mercador, o CDS voltou a apontar o dedo ao Governo Regional e a acusar de ter abortado a edificação, o que significa que quer ver a todo o custo, e no imediato, a obra concluída. 
Muitos outros exemplos haveria para dar, mas estas duas situações referenciadas espelham o oportunismo ao serviço da política. Não é concebível que, um partido, que é cúmplice no desenho de um plano de reajustamento financeiro em que prevê a limitação e contenção do investimento público, esteja a defender, sistematicamente, mais investimento público na Região.
É fácil apontar e criticar as opções tomadas, difícil é somar, acrescentar e apresentar vias alternativas de concretização dessas ideias, sem que, para isso, se tenha de sobrecarregar mais o erário público. 
Nunca é demais relembrar que a ética na política passa também por falar a verdade e não criar falsas expetativas. Os objetivos eleitorais não podem ser motivo para que, a todo o momento, desprovidos de responsabilidade, os centristas madeirenses se estejam a associar a causas e reivindicações que, na prática, são inexequíveis. 
Contudo, é de ressalvar que se o CDS está em condições de garantir financiamento para concretizar as suas propostas e reivindicações, através do seu poder de influência no Governo da República, essas iniciativas serão sempre bem-vindas, caso contrário deixem-se de demagogias.

terça-feira, janeiro 31, 2012

Produtos da Madeira com “ponte” para Londres


Um grupo de empresários madeirenses radicados em Londres reuniu-se, ontem, com vários produtores regionais. O encontro, que decorreu sob a égide do secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, pretendeu estabelecer um primeiro contacto para alicerçar e reforçar uma ponte comercial para a produção regional


O secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais promoveu, ontem, um encontro no qual empresários madeirenses radicados em Londres reuniram-se com vários produtores e empresários regionais.
Contactado pelo JM, Manuel António Correia confirmou a reunião e sublinhou que o objectivo da mesma foi o de estabelecer contactos para alicerçar e reforçar uma ponte comercial para os produtos madeirenses em Inglaterra.
Esta reunião, onde participou também o presidente da Câmara Municipal de Santana, Rui Moisés, aproveita a presença na Região de um grupo de empresários daquele concelho, radicados em Londres, cujo principal objectivo foi a constituição da Associação Empresarial Santana Madeira Londres, registada no último sábado, mas ao qual o secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, juntamente com o edil de Santana, quis dar sequência através desta acção.
Segundo o secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, esta é uma excelente oportunidade de reacção às dificuldades que enfrentamos neste momento. Pois, tal como afirmou Manuel António Correia, «é uma forma de abrir portas para o futuro, através de acções concretas, como as de promover a exportação de produtos regionais, através e para a nossa comunidade no exterior, a qual constitui uma mais-valia também no aspecto económico».
Para o nosso interlocutor, neste momento difícil, «não nos podemos render às dificuldades, é preciso é investimento sobretudo privado, porque o público é cada vez mais difícil, mas também um investimento selectivo, porque não podemos desperdiçar um só cêntimo».
Nesta altura, prosseguiu o governante, «o investimento deve ser dirigido para a criação de riqueza, para a transacção de bens e serviços que possam representar a entrada de divisas na Madeira».
Por outro lado, acrescentou ainda, «esse investimento tem de representar crescimento económico também pelo efeito que tem na criação de emprego».
De referir ainda que na reunião de ontem, mediada por Manuel António Correia, participaram produtores e empresários de várias áreas susceptíveis de ter interesse em exportar para Londres, desde o mel de cana e derivados, mel de abelhas, bem como a banana e outros hortofrutícolas, rum e licores. Refira-se que Londres tem 15 milhões de habitantes, dos quais 700 mil portugueses (120 mil madeirenses).
http://impresso.jornaldamadeira.pt/noticia.php?Seccao=17&id=206920&sdata=2012-01-31

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Madeira: Missão de um Povo


PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA |  | POR


O Povo da Madeira sempre foi o melhor embaixador e promotor da sua terra. A história evidencia a dignidade, a persistência e a capacidade de sacrifício dos madeirenses que, aqui e além-fronteiras, determinaram o seu sucesso.
Foi na década de 60 que o povo insular lançou-se ao mundo à procura de novas oportunidades, com a vontade de vencer e de almejar melhores condições de vida. Nos países da diáspora madeirense, este povo “estoico e valente”, com sacrifício e determinação, empreendeu e evidenciou-se, criando rendimento e iniciativas de sucesso.
Fruto dos resultados obtidos, um pouco por todo o mundo, transpuseram o saber, a experiência e o sucesso ao serviço da Região através de investimentos meritórios.
Se hoje a Madeira é uma região desenvolvida e modelar deveu-se em grande parte ao contributo dos nossos emigrantes, que ajudaram a alavancar a Madeira e incentivaram o desenvolvimento regional.
É este orgulho e tenacidade que devem ser estimulados nos dias de hoje de forma a superarmos as dificuldades. A união do povo madeirense em torno dos valores e das valias regionais serão os trunfos para resistir aos ataques e às invejas externas, especialmente de certa classe política que não entende, nem quer entender, que desenvolver a Madeira é desenvolver Portugal no Atlântico.
O que está em causa é a Madeira, o que está em causa é não regredirmos, o que está em causa é agirmos e apelarmos à força e a alma de um povo. Este é um apelo que cabe a todos mas que deve ser acompanhado de ações que deverão centrar-se em três ideias essenciais:
A primeira ideia está na defesa das causas da Madeira: A Região não pode continuar a tolerar o desrespeito e desconsideração dos direitos constitucionalmente inscritos e consagrados no seu Estatuto Político-Administrativo, pela dita República (de todos os portugueses). Não podemos ser parte da nação apenas para os sacrifícios e relegados à indiferença quando precisamos do auxílio e ajuda para a resolução dos nossos problemas. No entanto, só conseguiremos salvaguardar a nossa posição se agirmos de forma unida, posicionando-nos acima de interesses político- partidários ou até corporativos, salvaguardando, assim, o bem comum de todos os madeirenses.
A opção pelos serviços e produtos regionais é a segunda ideia devendo ser também um motivo de união de todos os madeirenses em prol da nossa terra. São nos tempos de maior dificuldade que se desafia a criatividade de um povo, mas também que se apela à escolha racional na hora de consumir. Diversas iniciativas de marketing têm sido desenvolvidas ao longo dos tempos, por múltiplas entidades regionais no sentido de promover e revolucionar as mentalidades na escolha por produtos e serviços regionais, sendo exemplo disso o sistema de certificação de origem garantida dos produtos da Região Autónoma da Madeira. Ao optarmos por serviços e produtos regionais estamos a ajudar os nossos empresários, mas estamos também a ajudar a impulsionar a retenção de rendimento e de impostos na região, a incentivar o aumento das produções, o que, por sua vez, gera e promove emprego. A escolha é nossa e individual, os benefícios são para todos.
A terceira ideia e porventura a mais importante é a aposta na diáspora madeirense, que se revela um aspeto central para o novo ciclo de desenvolvimento regional, quer por via da atração de investimento, quer por via do seu contributo para a exportação dos nossos produtos e serviços. O potencial de consumo dos nossos produtos e a promoção da Região lá fora, pelos nossos emigrantes, podem e devem ser explorados. Promover a rede e os benefícios de uma imensa Madeira espalhada pelo mundo será um passo determinante na nossa expansão, com efeitos óbvios para a economia regional.
A união em torno das causas regionais, a preferência pelos produtos e serviços regionais e a aposta na diáspora madeirense são cruciais para o novo desígnio. O orgulho do que é nosso, o amor pela terra e a vontade em não regredir está na alma do madeirense… É hora de os potenciar.
http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=206850&sdata=2012-01-30

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Superficialidade Política



A arte de gerir a vida cívica foi se desenvolvendo ao longo dos séculos e as dimensões da abrangência da sua ação transformou-se. Se, por um lado, os mecanismos de ação política tiveram de se diversificar, por outro, a massificação desses mecanismos tornaram a intervenção politica menos transparente e mais superficial.
A comunicação política transformou os políticos em produtos comerciais, altamente sofisticados, cujas características como a imagem, os hábitos e os gostos, muitas vezes estereotipados, prevalecem sobre os valores, as ideias e as propostas. Os políticos passaram a “vender-se” como autênticas estrelas de cinema por uma indústria de marketing político agressiva.
A moda na política e a subsequente superficialidade chegou a Portugal. Nos últimos dezasseis anos, sobressaíram políticos que não são mais do que produtos elaborados e altamente condicionados pelos meios de comunicação social, por interesses de ordem social, cultural, económica e financeira.
Os resultados estão à vista: O país regrediu e as políticas eleitoralistas condicionaram a vida para as próximas décadas.
A orientação eleitoralista fez com que Portugal fosse campeão das coisas negativas e que não se delineassem políticas estruturais a médio e longo prazo. A opção centrou-se na obtenção de resultados fáceis, na obsessão pela popularidade, mesmo tendo a noção que se estava a hipotecar o futuro do país.
O exemplo mais evidente da primazia pelos holofotes mediáticos é a postura dos mais recentes governos da república em relação à Região Autónoma da Madeira. Quando se arrecadavam votos por estar ao lado da Madeira, a opção foi a solidariedade, por seu turno, quando a generalidade da opinião pública pedia que se reprimisse os madeirenses, foi essa a escolha. Eis a aplicação mais elementar da política dos barómetros e das sondagens.
Contra a corrente dominante, a opção do Governo Regional passou por executar os seus programas e de ser autêntico na sua ação. Certamente, em determinados momentos do processo de desenvolvimento da Madeira, a opção por uma postura superficial poderia ter sido bem mais confortável ou popular, embora susceptível de levantar dúvidas, designadamente:
Seria possível executar o processo de infraestruturação se fosse tido em conta unicamente a opinião pública ou o juízo dos que condicionam a liberdade de pensamento do povo?
Os níveis de desenvolvimento evidenciados na Região seriam os mesmos se a linha estratégica fosse de avançar e recuar mediante a opinião dominante?
Atendendo à política de imagem, seria possível alavancar a Madeira longe dos mediatismos que hoje são valorizados pelos políticos da moda?
Certamente que a resposta a todas estas questões teria de ser negativa, visto que a autenticidade na política, a responsabilidade e o rumo estrategicamente tomado foram os trunfos para a obtenção do desenvolvimento Regional.  
A crispação que se tem vindo a se acentuar nas posições dos Governos centrais em relação à Madeira fazem concluir que existem outros objetivos por detrás de uma estratégia de desgaste do poder político regional. Será admissível uma Região autónoma ter um produto interno bruto acima do obtido no país? Será conveniente uma Região ter índices de qualidade de vida e de conforto superiores aos nacionais? Será aceitável a estabilidade política que sempre retratou o panorama político regional?
Apesar de tudo, muitos portugueses e políticos, da parcela continental, continuam a não perceber ou a não querer perceber, o mérito da governação madeirense e a robustez das suas políticas. Esquecem que, apesar das várias tentativas, os madeirenses continuam imunes à “política de plástico”. A verdade é que o povo não sobrevive de imagens e de slogans sofisticados, mas sim de opções políticas que determinem, pela positiva, o alcance do desenvolvimento desejável.    
A Madeira é hoje por via dos sucessivos governos da república sacrificada e punida injustamente.
No entanto e para já, olhando para a realidade nacional, estamos irremediavelmente reféns desta política que não se poderá continuar a tolerar para o futuro.
Os tempos são de mudança, o clima político exige reformas estruturais, que devem também passar pela reflexão do que se ambiciona, na Madeira e em Portugal continental, para o futuro das Autonomias Regionais.
A política real, autêntica e coerente, sejamos sinceros, faz muita falta a Portugal.

Artigo de opinião no Jornal da Madeira 

domingo, janeiro 15, 2012

O valor da economia solidária



A economia solidária ganha cada vez mais importância na medida em que acrescenta ao valor social o valor económico satisfazendo necessidades e procurando ter em conta os critérios de boa gestão e de eficiência.
Através da ação da economia solidária têm sido dadas respostas a diversos problemas sociais, com especial enfoque no domínio do desenvolvimento local. O horizonte da intervenção resume-se em objetivos claros no âmbito do combate à pobreza, à exclusão social e ao desemprego, flagelos do mundo global que têm vindo a se agravar nos últimos anos, sem nunca descurar a sustentabilidade económica.
A natureza da economia solidária, pese embora ter no centro da sua ação as pessoas, tem o desafio de incrementar oportunidades de negócio sendo que, neste âmbito, têm-se destacado as atividades tradicionais, os serviços, a defesa da cultura, a preservação do ambiente e o património.
A economia solidária ganhou maior preponderância na Região Autónoma da Madeira a partir de 2004, surgindo diversos projetos no âmbito das empresas de inserção social. Desde essa altura têm sido diversas as instituições regionais que abraçaram estes incentivos e que, com ideias inovadoras e através do desenvolvimento de conceitos tradicionais, transformaram-nos em atividades competitivas e socialmente muito positivas.
As empresas de inserção social desenvolveram-se na Madeira através de uma medida de incentivo ao emprego do Instituto de Emprego da Madeira com vista a criar iniciativas de valor económico e com o objetivo de integrar desempregados de longa duração e pessoas desfavorecidas no mercado de trabalho.
Estes projetos sociais, altamente reconfortantes do ponto de vista social, beneficiaram largas centenas de pessoas que, por via destas experiências, desenvolveram hábitos, rotinas, transformaram as suas vidas e adquiriram aptidões para o exercício de uma profissão.
Do ponto de vista económico, é interessante verificar o empreendedorismo e as ideias que foram postas em prática: Desde a reativação de atividades em vias de extinção até a criação de serviços ou até mesmo na criação de novas necessidades de mercado.
As principais críticas apontadas a estes projetos derivam destes serem desenvolvidos em contexto de organizações sociais e que, de certo modo, podem fazer alguma concorrência desleal a empresas com atividade económica similar. Apesar destas observações, as empresas de inserção social beneficiam pessoas com necessidades sociais específicas e exigem um esforço redobrado àquele que é habitualmente exigido no sector empresarial convencional. Importa reforçar que estas instituições e estes projetos, mesmo à luz da economia solidária, têm as mesmas obrigações em termos de contribuições ao Estado.
Outra das distinções entre a economia de mercado e a economia solidária reside nos recursos humanos. No âmbito da economia solidária e, de acordo com os seus públicos-alvo, torna-se necessário desenvolverem-se ações de formação pessoal, familiar e técnica. De igual modo, exige-se um acompanhamento técnico e rigoroso na execução das suas funções.
Vivemos num tempo particularmente difícil em que as fricções e as disparidades sociais evidenciam-se, daí que é altura de intensificar a aposta na economia solidária e no seu valor.
Nos dias de hoje há margem para explorar novas atividades e são cada vez mais os destinatários que querem e merecem uma nova oportunidade. Ajudando a percorrer o caminho é, sem dúvida, a forma mais correta de ultrapassar as dificuldades, através da pedagogia no desenvolvimento de competências pessoais e profissionais.
Do ponto de vista do consumidor e do adquirente de serviços provenientes de economia solidária pede-se um olhar especial e atento porque, ao optarmos por estes projetos estamos a contribuir e a beneficiar as pessoas, a premiar o esforço na procura de critérios de boa gestão e de eficiência e a gerar mais-valias sociais.
Desafia-se a contributos altruístas mas sustentáveis que acrescentem valor à economia, que potenciem os produtos e serviços regionais. É tempo de sermos solidários e de empreender socialmente de uma forma responsável e financeiramente sustentável.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Prémios Construir 2011




O Gabinete de Arquitectura madeirense MSB foi distinguido nos prémios contruir 2011, um orgulho para o sector e para a Região. Bem hajam!

MSB distinguidos - Prémio Construir 2011

O Gabinete de Arquitectura madeirense MSB foi distinguido nos prémios contruir 2011, um orgulho para o sector e para a Região. Bem hajam!
http://www.youtube.com/watch?v=wO5u1LmRhUs

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Contradições Imprudentes


PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA Jornal da Madeira |  |


A Madeira tornou-se um alvo de opiniões e despoletou o interesse de comentadores e especialistas nas mais diversas áreas de especialidade e de intervenção. São centenas de individualidades solicitadas para participar em programas de opinião, ilustres conhecidos, anónimos e ainda jornalistas que extravasam o seu dever de informar e transformam-se em comentadores facciosos, muitos deles opinando sobre todas as matérias e domínios.
Em assuntos conexos com a Região desdobram-se em contradições e revelam impreparação e desconhecimento da generalidade destes “profissionais” da opinião. Recentemente, no âmbito das eleições legislativas regionais, os comentadores estiveram activíssimos em tirar as ilações dos conteúdos que foram vindo a público, criaram artefactos, condicionaram opiniões e contribuíram, também, para um clima de crispação junto dos portugueses da parcela continental, em relação à Madeira. Desta feita, a campanha negativa contra a Madeira, em ambiente eleitoral, foi tão agressiva que reverteu o efeito positivo que havia sido criado, de solidariedade e cooperação nacional, em torno dos acontecimentos dos temporais de 20 de Fevereiro de 2010.
Os assuntos referentes à divida da Madeira, criados e explorados ao milímetro, por diversos quadrantes e individualidades com responsabilidades no País, revelaram-se um trunfo, que aos seus olhos, poderiam resultar numa derrota do rosto e obreiro da Autonomia da Madeira. Por via de muitos comentadores extremaram-se posições e passaram a mensagem que, deste lado do Atlântico, estavam os prevaricadores, os subsídio-dependentes e que teria de ser activada a vingança. Este clima de mau estar, causado por muitos dos comentadores, instalou-se e crispou-se ainda mais após as eleições.
Como na política em Portugal é sempre mais importante agradar aos fazedores de opinião e à ideia dominante dos media, são cada vez mais os políticos que cedem a esta fraqueza, mesmo que, com essa conduta, cometam injustiças e abdiquem das suas convicções.
Situação caricata é, a actualmente vivida, perante o anúncio das medidas de assistência financeira da Região. Os comentadores que contribuíram decisivamente para uma campanha dura, injusta e altamente penalizadora para a Região, vêm defender o povo da Madeira e, com um tom de penosidade, alertar para as sacrificantes medidas quando foram eles próprios, como grupo de pressão, que exerceram influência nos decisores, para que, habilmente, fosse colocada de parte qualquer solidariedade e que se ignorassem as obrigações do Estado português às suas parcelas Autónomas.
São estes os comentadores que temos, não são verdadeiros nem imparciais e estão condicionados política e ideologicamente para poderem fazer o trabalho com credibilidade, autenticidade e imparcialidade. No que diz respeito à Região Autónoma da Madeira evidenciam raiva, frustração e até mesmo revolta de, apesar dos seus esforços, não condicionarem a opinião, o saber escolher e a liberdade do seu povo.

http://pintadoascores.blogspot.com

http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=204431&sdata=2012-01-02

sábado, dezembro 31, 2011

Votos 2012, Balanço 2011



Para 2012, aposto em três palavras de ordem: persistência, união e criatividade. Serão nestas palavras que debruço a minha esperança, e que julgo ser a receita para as adversidades e oportunidades que surgirão no novo ano.
2011 foi um ano, em termos pessoais, profissionais e sociais, de emoções, de transições, de conquistas e de concretizações. Neste dia quero, lembrar todos aqueles, que nos diversos planos da minha intervenção e vivências, foram presença pela positiva.
Obrigado a quem decidiu partilhar a sua vida e os anos comigo.
Obrigado aos familiares que foram presença e estímulo constante em todos os passos e dias deste ano.
Obrigado aqueles que apostaram em partilhar a sua amizade comigo e que foram constante alento e ajuda.
Obrigado àqueles que estiveram em todos os momentos, os felizes mas também os menos conseguidos.
Obrigado àqueles que me proporcionaram oportunidades, nos mais diversos níveis, continuarei a ser leal, coerente com os meus princípios e esforçado para corresponder às expectativas.
Obrigado aos colegas e colaboradores de luta, de intervenção social, cultural e local e que estiveram à altura da na nossa missão. Cumprimos com o nosso dever de intervenção a favor da comunidade.
Obrigado àqueles que primam pelos princípios, pela coerência e pelos valores de uma sociedade mais justa e mais solidária;
Obrigado àqueles que foram reticentes sobre a minha pessoa e as minhas capacidades, pois tornaram-me mais forte e mais motivado para debruçar, em tantos planos, o meu melhor.
Obrigado àqueles que fizeram o favor de ser injustos, mas que me fizeram crescer e ser mais homem e estar melhor preparado para os obstáculos da vida.
Obrigado também àqueles que, dos seus iguais, fizeram moeda de batalha. Estou seguro que hoje sou mais forte, mais persistente e mais ciente das minhas convicções.
São estes sentimentos que ficam imprimidos do ano 2011.
Para todos, familiares, amigos, colegas, conhecidos um ano 2012 repleto de esperança.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Coluna de Opinião - Austeridade Viciosa

 Coluna de Opinião de hoje, no Jornal da Madeira

2012 será um dos anos mais penalizadores e duros para os portugueses em termos económicos e financeiros após o 25 de Abril. As medidas severas e mesmo injustas, premeditadas por parâmetros meramente financeiros na gestão da “res pública”, por via das imposições externas, tornarão os portugueses mais pobres, debilitarão a economia e promoverão a recessão. 
Se por um lado, estas medidas, numa visão financeira e do controlo das contas públicas, são inevitáveis, por outro revestem um vazio nas soluções para alavancar a economia e desinibir a retracção das famílias. É difícil verificar o impacto positivo do rumo delineado quando, nada mais se faz do que aplicar impostos, vender património e empresas do estado, fazendo com que a ordem de emagrecer as despesas públicas seja feita a todo o custo, mesmo que, para isso, se tenha de relegar para segundo plano a salvaguarda de bens e serviços públicos. 
Este ciclo vicioso de retracção e de austeridade tem gerado mais retracção e mais austeridade, arrastando os países e a Europa para um problema económico, financeiro e político sem precedentes.
A lógica diligenciada e castradora do investimento público tem tido consequências desmesuráveis no desemprego e, por sua vez, repercussões na qualidade de vida das populações.
Na Região Autónoma da Madeira a opção versou sempre por promover o investimento público gerador de emprego e motor da dinamização económica, o que foi e continua a ser criticado, apesar de actualmente estarmos convictos que o inverso seria adiar as necessidades prementes da população e do território. Obviamente que esta opção política, mas também estratégica, valeu à Região e aos madeirenses um desafogo e o correspondente crescimento económico, ao qual as estatísticas credíveis assim o evidenciam. 
A dívida regional, decorrente do investimento público, é perfeitamente justificável quando é objecto de análise na evolução económica da Madeira. Para além de se ter revelado crucial para a dinamização económica, evidenciou um acutilante sentido de oportunidade na infra-estruturação da Região com benefícios sociais, que personificam os meios e a qualidade de vida potenciada, pelo Governo Regional, aos cidadãos. 
Se a Região Autónoma da Madeira e os seus responsáveis políticos tivessem seguido a corrente vigente no nosso País e de alguns sectores políticos da Região estaríamos muito menos desenvolvidos, mas, igualmente, prejudicados pelas medidas de austeridade impostas por entidades internacionais e nacionais. 
São estes factos que nos permitem avaliar o investimento realizado, permitindo, no entanto, questionar o rumo que se segue na Europa onde, num ciclo vicioso, as regiões e os países se entranham em cálculos financeiros e se esquecem que restam soluções verdadeiramente impulsionadoras para a inversão do actual modelo. As soluções estão ao alcance de todos nós, mas devem ser diligenciadas pelos responsáveis políticos europeus, podendo passar por voltar a apostar fortemente no investimento público. Será esta uma das possíveis respostas à austeridade viciosa?

ANTÓNIO TRINDADE
http://pintadoascores.blogspot.com

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Programa de Governo passa ao lado da oposição


A Assembleia Legislativa da Madeira debateu, no dia de ontem, o programa do Governo Regional para 2011-2015. Nesse debate, condicionado por uma situação particularmente difícil, os partidos da oposição são balanço de uma marca de água nos seus posicionamento e na sua participação, vejamos então:
O CDS/PP, a segunda força partidária no parlamento, angustiada por ter responsabilidades nos constrangimentos impostos e pela dificuldade em negociar com o Governo da República nos dossiers da Madeira , passa despercebido de forma a evitar situações de confrontação política.
O PS Madeira, envolto em questões de liderança interna, assumiu uma atitude agressiva ou melhor corrosiva, cheia de contradições, esquecendo das responsabilidades do seu partido, regional e nacional, pela actual situação da Região.
O PTP optou pela postura natural da radicalização política e da subversão da ordem política apostada no número ao qual denomino de “I tech”, através de um fait divers de filmagem da sessão plenária, atitude infantil, fazendo lembrar uma criança quando tem um brinquedo pela primeira vez. Infelizmente foram muitos os madeirenses que depositaram o voto num partido que não tem sentido de responsabilidade que não tem sentido de missão e que o único objectivo é fazer desacreditar na política e nos órgãos políticos como arma de arremesso contra o Governo Regional.
O PCP, longe do fulgor de outros tempos, passa despercebido do debate e da defesa dos seus valores e das suas causas.
O PND com a atitude irresponsável alheia-se ao debate considerando-se superior e à margem das questões que se discutem.
O MPT uma voz sempre presente, discute, argumenta mas é deveras difícil entender a disparidade de posições.
O PAN é uma representação discreta, muito por via das poucas qualidades de oratória do seu representante no parlamento regional.
O balanço é claro, por um lado está o partido do Governo que, ciente das dificuldades em que está mergulhada a Região, assume uma atitude de responsabilidade e de esperança no futuro, não se esquivando de falar a verdade e de antecipar medidas duras e impopulares. Por outro lado, temos uma oposição que prefere dividir do que congregar em torno dos desígnios regionais e da população da Madeira. São nestes momentos que se avalia o que move a política e alguns partidos políticos, são também nestes momentos que assistimos que a política, para além da argumentação e dos números políticos de distorção, não acompanha medidas que somem que acrescentem, exigidas pelo actual momento.
Fica para a história que, neste momento crucial para todos os madeirenses, existe um parlamento bipolarizado entre a esperança, ideias concretas e a irresponsabilidade e falta de alternativas e propostas. Estou certo que a Madeira e os Madeirenses ultrapassarão, com brio e esforço, esta fase, e que, o ruído e a distorção de oito partidos políticos com assento no parlamento, será resumido num conjunto de pessoas que não estiveram a altura e que não estiveram do lado de quem deveriam estar, incluso daqueles que depositaram o voto nessas forças políticas.  

segunda-feira, outubro 10, 2011

REGIONAIS 2011: Eles não são Tontos

Este texto está divinal (e é de um jornalista da TVI 24 - continental) Eles não são tontos por Filipe Mendonça a Domingo, 9 de Outubro de 2011 às 23:37


Gostava que a Madeira tivesse virado a página. Não virou. Mas compreendo a decisão dos madeirenses. Se vivesse num canto perdido da Calheta ou de São Vicente, talvez estivesse eternamente grato ao homem que me ligou ao mundo, que me mostrou que o Funchal, afinal, é já ali, e que plantou um centro de saúde à minha porta. Talvez. Gostava que a Madeira tivesse virado a página. Mas percebo a escolha dos madeirenses. Se vivesse perdido numa esquina da Ribeira Brava, talvez estivesse eternamente grato ao homem que ergueu a escola para o meu mais novo, ali mesmo ao lado da rotunda - a dois passos cá de casa - e avançou com o subsídio para o mais velho poder estudar em Lisboa, na universidade. Talvez. Jardim ganha porque oprime, gritam os adversários. Jardim ganha porque torna possível, responde o povo. A opressão, para quem não tem pão, é outra coisa. Jardim sabe disso. A história está cheia de homens como ele, mas faltam homens com obra assim. A gratidão esquece a opressão, seja lá o que isso for para gente que há 35 anos vivia na segunda região mais pobre do país, e que hoje levanta a cabeça para falar do segundo canto mais rico de Portugal. É a dívida, gritam os cubanos. A dívida na Madeira está na vida das pessoas, como aqui está nos nossos bolsos. Com uma diferença: a dívida na Madeira tornou possível. E paga-se, aqui ou lá. Está na hora de deixar de olhar para os madeirenses como um bando de iletrados, "semi-tontos", brincou a Helena Matos. Atenção aos resultados desta noite. Jardim ganha, mas tem o pior resultado de sempre. Governa sozinho, mas enfrente a maior oposição da história. O PS, fabrincante da dívida de todos, tem um castigo exemplar. E a esquerda? Desaparece (ou quase) do Parlamento Regional e descansa no discurso de Jardim. "Face a este capitalismo selvagem impõe-se o intervencionismo disciplinador do Estado nos meios financeiros". Bloco e CDU? Para quê? Olhem para os concelhos mais pobres da Madeira e vejam os resultados do PSD. Esmagadores. Os madeirenses são tudo menos "semi-tontos". E em relação à falta de saúde democrática do "regime", outro rasgo de ironia: dos nove partidos concorrentes a estas eleições, oito conseguiram votos suficientes para terem representação parlamentar. Até o partido dos animais (PAN). E nós, aqui no canto iluminado do continente, do alto da nossa intelectualidade, mais não temos conseguido do que meter os cinco de sempre em São Bento. Gostava que a Madeira tivesse virado a página. Não virou. Escreveu outra. Porque os madeirenses são assim. 

sexta-feira, outubro 07, 2011

REGIONAIS 2011: Conclusões Campanha


Terminando a campanha eleitoral para as legislativas regionais 2011, faço uma análise, que se resume cinco pontos, e que, mesmo que a considerem parcial, não poderia fazer de outra forma, tendo em conta os factos e os episódios de campanha:

1.       Injustiça
Esta campanha evidenciou a injustiça, para com um homem, vinda dos partidos políticos, regionais e nacionais, e da comunicação social. Um ataque feroz, que leva a crer ter sido programado, brincando com a seriedade e com a clarividência e a imparcialidade que exigia o momento. O alvo das forças da destruição foi o Dr. Alberto João Jardim.
As atitudes tristes que todos nós assistimos carecem de legitimidade, e só será justificável se, no próximo Domingo, a vontade dos madeirenses for a mudança.
Não é para dramatizar mas todos sabem em que condições pessoais o Dr. Alberto João Jardim assume se recandidatar, sacrificando a sua vida, numa atitude puramente altruísta, e que em nome da Madeira, por quem lutou uma vida inteira, mesmo sabendo das dificuldades, assumiu assegurar o futuro e a estabilidade.
O povo deve-lhe um agradecimento, não só pela obra brilhante que realizou mas sobretudo pela necessidade de ajudar a Madeira neste momento crítico. O homem que deu “nome” à Madeira e dignificou a sua gente com uma relevante obra social, cultural e económica.
É o madeirense com maior credibilidade nas instâncias nacionais e internacionais, e este pormenor não pode ser esquecido e deve ser equacionado no Domingo. Qual dos outros candidatos tem este estofo? Quem mais fez pela Madeira?
Cabe ao povo na urna honrar o seu profundo agradecimento a um homem que ficará para sempre na história da Região.

2.       Democracia
Quando se fala em défice democrático na Madeira, questiono-me se o que aconteceu nesta campanha é ou não democracia? Partidos a se insurgirem em actos oficiais do Governo Regional da Madeira; Nove partidos candidatos às eleições Regionais tendo, todos eles, possibilidades de obterem representatividade no Parlamento Regional; órgãos de comunicação social a enxovalhar a Madeira e os Madeirenses. Existe algum paralelo? Se sim onde? Uma lição de democracia digna de avaliação das mais elevadas instâncias, nacionais e internacionais.

3.       Responsabilidade
Perante os factos, cabe ao povo da Madeira, com responsabilidade, escolher os melhores destinos para a sua Região. Não entro em dramatismo mas havendo uma mudança do cenário político Regional o dia 10 de Outubro será de uma transformação radical que só irá prejudicar a Madeira. Apesar de todos os partidos terem definido o seu objectivo, retirar a maioria absoluta ao PSD Madeira, será que alguém acredita em entendimentos para esses formarem Governo?
O que se pode pedir à população, perante todos os factos e acontecimentos, é decidir com habilidade e responsabilidade, traço característico do Madeirense, saber escolher.
Que Madeira e que dirigentes queremos ter no dia 10 de Outubro?
Que força negociativa queremos dar a um Governo da Madeira, para o momento delicado que enfrentamos?

4.      Degradação Política
Para além de uma Democracia evoluída, estas eleições representaram a degradação de vários partidos e a ridicularização da política. Comportamentos partidários extremistas e criados com propósitos bem delimitados, a palhaçada.
Estes fenómenos, como PND e PTP, apenas surgem porque os partidos históricos e de tradição não conseguem captar aquele eleitorado, refiro-me ao PS, CDS, BE e PCP. Podemos dizer que os partidos da oposição na Madeira são inadequados e ineficientes na sua acção política e falharam redondamente nestes últimos 35 anos.
De referir que, como é óbvio, não abona o clima de tensão para o panorama partidário da Região, seja ele qual for, na sequência de provocações feitas pelos partidos de reacção (PTP e PND). Infelizmente perante a provocação, os sucessivos episódios a única resposta possível. Sim, porque caminhamos para um tempo que não é possível fazer política civilizadamente, onde a contestação, o barulho, os gritos parecem ser a palavra de ordem na política e onde se relegou para segundo plano o debate, as ideias alternativas e os programas dos partidos para o futuro da Madeira.
Confesso que não é isto que quero para a minha terra. O que quero é elevação na atitude e na maneira de estar na política, onde a verdadeira arma é o voto e o verdadeiro argumento são as palavras.

5.       Dia Depois
Depois do dia 9 de Outubro, a Madeira terá obrigatoriamente de se reerguer desta campanha agressiva e profundamente negativa, o inverso do que se congregou com os acontecimentos de 20 de Fevereiro. Essa deverá ser a palavra de ordem.
Para o Domingo, antecipo as reacções do PCS (Partido da Comunicação Social), do PFO (Partido dos Fazedores de Opinião) e dos partidos políticos. Para todos estes, Alberto João Jardim e o PSD Madeira serão sempre os derrotados, mesmo obtendo maioria absoluta e os partidos da oposição serão sempre vencedores.   
Infelizmente é a leitura que se faz à 35 anos, e por via da falta de visão e de uma real análise dos resultados, a oposição de acto eleitoral em acto eleitoral é cada vez mais frágil, está aqui a dificuldade em sair do quadrado.
Eu confio que no dia 9 os Madeirenses farão a melhor opção para um dia 10 de estabilidade e de partida para maior progresso e desenvolvimento. 

terça-feira, outubro 04, 2011

REGIONAIS 2011: Um Prenúncio para o PS Madeira

A reportagem da SIC antecipa o resultado histórico que o PS Madeira prevê obter nas eleições do próximo Domingo:

domingo, outubro 02, 2011

REGIONAIS 2011: Hora da Decisão

Inicia-se hoje a semana da Madeira, a semana que Todos nós somos chamados a reflectir e decidir. Vamos escolher Madeira. Vamos defender a nossa autonomia. Vamos optar pelo rosto da Autonomia e da obra(social, cultural e económica). Vamos decidir pelo mais bem preparado. Vamos votar PSD e em Alberto João Jardim. Esta é a semana decisiva para o futuro: o meu, o teu, o nosso e o da Madeira.

sexta-feira, setembro 30, 2011

REGIONAIS 2011: Quem Queremos para Governar a Madeira?

Está nas mãos dos madeirenses!
Foram estes que lutaram pela Madeira?
Foram estes que lutaram para que todos vivessem melhor?
Foram estes que sempre estiveram com os madeirenses?
Foram estes que sempre defenderam a Madeira e os Madeirenses?
Foram estes que lutaram por mais autonomia?
Foram estes que defenderam financeiramente a Madeira?
São estes que oferecem maior credibilidade?
São estes que oferecem maior confiança?
São estes que acreditamos para liderar a Madeira?