quarta-feira, dezembro 07, 2011

Programa de Governo passa ao lado da oposição


A Assembleia Legislativa da Madeira debateu, no dia de ontem, o programa do Governo Regional para 2011-2015. Nesse debate, condicionado por uma situação particularmente difícil, os partidos da oposição são balanço de uma marca de água nos seus posicionamento e na sua participação, vejamos então:
O CDS/PP, a segunda força partidária no parlamento, angustiada por ter responsabilidades nos constrangimentos impostos e pela dificuldade em negociar com o Governo da República nos dossiers da Madeira , passa despercebido de forma a evitar situações de confrontação política.
O PS Madeira, envolto em questões de liderança interna, assumiu uma atitude agressiva ou melhor corrosiva, cheia de contradições, esquecendo das responsabilidades do seu partido, regional e nacional, pela actual situação da Região.
O PTP optou pela postura natural da radicalização política e da subversão da ordem política apostada no número ao qual denomino de “I tech”, através de um fait divers de filmagem da sessão plenária, atitude infantil, fazendo lembrar uma criança quando tem um brinquedo pela primeira vez. Infelizmente foram muitos os madeirenses que depositaram o voto num partido que não tem sentido de responsabilidade que não tem sentido de missão e que o único objectivo é fazer desacreditar na política e nos órgãos políticos como arma de arremesso contra o Governo Regional.
O PCP, longe do fulgor de outros tempos, passa despercebido do debate e da defesa dos seus valores e das suas causas.
O PND com a atitude irresponsável alheia-se ao debate considerando-se superior e à margem das questões que se discutem.
O MPT uma voz sempre presente, discute, argumenta mas é deveras difícil entender a disparidade de posições.
O PAN é uma representação discreta, muito por via das poucas qualidades de oratória do seu representante no parlamento regional.
O balanço é claro, por um lado está o partido do Governo que, ciente das dificuldades em que está mergulhada a Região, assume uma atitude de responsabilidade e de esperança no futuro, não se esquivando de falar a verdade e de antecipar medidas duras e impopulares. Por outro lado, temos uma oposição que prefere dividir do que congregar em torno dos desígnios regionais e da população da Madeira. São nestes momentos que se avalia o que move a política e alguns partidos políticos, são também nestes momentos que assistimos que a política, para além da argumentação e dos números políticos de distorção, não acompanha medidas que somem que acrescentem, exigidas pelo actual momento.
Fica para a história que, neste momento crucial para todos os madeirenses, existe um parlamento bipolarizado entre a esperança, ideias concretas e a irresponsabilidade e falta de alternativas e propostas. Estou certo que a Madeira e os Madeirenses ultrapassarão, com brio e esforço, esta fase, e que, o ruído e a distorção de oito partidos políticos com assento no parlamento, será resumido num conjunto de pessoas que não estiveram a altura e que não estiveram do lado de quem deveriam estar, incluso daqueles que depositaram o voto nessas forças políticas.  

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