A Assembleia Legislativa da
Madeira debateu, no dia de ontem, o programa do Governo Regional para
2011-2015. Nesse debate, condicionado por uma situação particularmente difícil,
os partidos da oposição são balanço de uma marca de água nos seus
posicionamento e na sua participação, vejamos então:
O CDS/PP, a segunda força partidária
no parlamento, angustiada por ter responsabilidades nos constrangimentos
impostos e pela dificuldade em negociar com o Governo da República nos dossiers
da Madeira , passa despercebido de forma a evitar situações de confrontação
política.
O PS Madeira, envolto em questões
de liderança interna, assumiu uma atitude agressiva ou melhor corrosiva, cheia
de contradições, esquecendo das responsabilidades do seu partido, regional e
nacional, pela actual situação da Região.
O PTP optou pela postura natural
da radicalização política e da subversão da ordem política apostada no número
ao qual denomino de “I tech”, através de um fait divers de filmagem da sessão plenária, atitude infantil, fazendo lembrar uma criança quando tem um brinquedo pela primeira vez.
Infelizmente foram muitos os madeirenses que depositaram o voto num partido que
não tem sentido de responsabilidade que não tem sentido de missão e que o único
objectivo é fazer desacreditar na política e nos órgãos políticos como arma de arremesso
contra o Governo Regional.
O PCP, longe do fulgor de outros
tempos, passa despercebido do debate e da defesa dos seus valores e das suas
causas.
O PND com a atitude irresponsável
alheia-se ao debate considerando-se superior e à margem das questões que se
discutem.
O MPT
uma voz sempre presente, discute, argumenta mas é deveras difícil entender a
disparidade de posições.
O PAN é uma representação
discreta, muito por via das poucas qualidades de oratória do seu representante
no parlamento regional.
O balanço é claro, por um lado
está o partido do Governo que, ciente das dificuldades em que está mergulhada a
Região, assume uma atitude de responsabilidade e de esperança no futuro, não se
esquivando de falar a verdade e de antecipar medidas duras e impopulares. Por
outro lado, temos uma oposição que prefere dividir do que congregar em torno dos
desígnios regionais e da população da Madeira. São nestes momentos que se
avalia o que move a política e alguns partidos políticos, são também nestes
momentos que assistimos que a política, para além da argumentação e dos números
políticos de distorção, não acompanha medidas que somem que acrescentem, exigidas pelo actual momento.
Fica para a história que, neste
momento crucial para todos os madeirenses, existe um parlamento bipolarizado entre
a esperança, ideias concretas e a irresponsabilidade e falta de alternativas e
propostas. Estou certo que a Madeira e os Madeirenses ultrapassarão, com brio e
esforço, esta fase, e que, o ruído e a distorção de oito partidos políticos com
assento no parlamento, será resumido num conjunto de pessoas que não estiveram
a altura e que não estiveram do lado de quem deveriam estar, incluso daqueles
que depositaram o voto nessas forças políticas.
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