segunda-feira, março 26, 2012

Um olhar sobre o Associativismo



O associativismo é um dos alicerces da sociedade contemporânea, uma vez que suplanta necessidades das populações, sendo também um importante auxiliar na intervenção das entidades governamentais. 
A história do associativismo faz convergir pessoas que têm objetivos comuns e que se dedicam a causas e valores. A materialização dos propósitos da atividade associativa, concretizados através do desenvolvimento de iniciativas que contemplam o seu objeto social, beneficia uma grande fatia da população. 
Na Região Autónoma da Madeira esta atividade é bem representativa onde centenas de associações dedicam-se nas mais diversas áreas de intervenção, nomeadamente sociais, culturais, desportivas, entre outras. O forte empenho e a grande adesão às atividades associativas, bem como o contínuo aparecimento de novas entidades é representativo da participação 
cívica e do espírito de partilha e da cooperação existente na sociedade madeirense. 
Neste âmbito, é curioso constatar a crescente envolvência dos jovens, em específico na intervenção sobre assuntos e causas que dizem respeito à juventude, como são os casos das associações juvenis e estudantis, sinal da consciência cívica das novas gerações mas também sinal de garante do futuro deste sector. São cada vez mais as associações que têm uma intervenção de proximidade junto das populações e que assumem respostas concretas para problemas, necessidades e sensibilidades. 
A importância do terceiro sector na Região é bem elucidativo se olharmos para o número de associações na Região. Só na área do desporto, e ao nível dos clubes e associações desportivas, existem cerca de 201 associações, ligadas ao desenvolvimento rural cerca de 44 entidades e na área social à volta de 71 instituições particulares de solidariedade social. 
Se é de elevar os resultados do trabalho de todas as associações é também de realçar o trabalho de todos estes dirigentes que, ao serviço de interesses comuns, beneficiam a Região e a sua população. A estabilidade social, mas também o desenvolvimento do potencial humano da Região, deve-se, em muito, à capacidade associativa e a determinação de muitos homens e mulheres que, na ação proactiva por causas nobres, desenvolvem um meritório trabalho a favor da sociedade. 
Decorrente do número de associações e considerando que cada associação, em média, tem nos seus órgãos sociais cerca 9 elementos, é fácil aferir a envolvência e dimensão do dirigismo associativo, por exemplo, nas associações de desenvolvimento rural Madeira existem pelo menos 396 dirigentes, nos clubes e associações desportivas cerca de 1809 dirigentes e ao nível das instituições sociais à volta de 639 responsáveis. 
O empenho associativo espelha a vontade em contribuir e de prosseguir uma missão mas que exige igualmente um trabalho de grande responsabilidade humano e social. 
Na atual conjuntura o associativismo vê reforçado o seu papel por via do acréscimo das solicitações mas também, ao nível da gestão, pelos constrangimentos na disponibilidade de recursos. A satisfação destas duas exigências revela ser o maior desafio às entidades associativas. O espírito de missão e de comunidade inerente ao associativismo deve ser robustecido, de forma a superar as adversidades que atingem atualmente as pessoas, em especial àquelas que se encontram em situações mais vulneráveis. 
As causas associativas têm sido cruciais no desenvolvimento local e regional, quer por via do assistencialismo, quer pelo contributo que têm administrado junto das populações dotando-as de competências humanas, na transmissão de valores e na descoberta de talentos. 
Apesar das condicionantes e das fortes limitações, os resultados do trabalho associativo refletem externalidades bem mais positivos do que os valores públicos investidos, isto porque existe muito empenho, criatividade e voluntariado que são, sem dúvida, os pontos fortes e de sucesso do terceiro sector. 
A ação associativa determina a integração e a aculturação das pessoas e o estímulo à participação nas associações é, em geral, dar, acrescentar, inovar e dinamizar de forma a almejar mais justiça social e defender a igualdade de oportunidades para todos. 
Se dúvidas houvesse quanto à pertinência das associações e da sua atividade, os fatores de integração social, cultural e desportiva falam por si. Envolver-se e participar no movimento associativo é também uma forma de agregar e educar para a cidadania. 
O nobre trabalho associativo na Madeira, muitas vezes discreto, persistente e dirigido, merece de todos o maior apoio e respeito, não só pelas causas que defendem mas também pelos resultados que expressam todo este esforço a favor da comunidade. 

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