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O Povo da Madeira sempre foi o melhor embaixador e promotor da sua terra. A história evidencia a dignidade, a persistência e a capacidade de sacrifício dos madeirenses que, aqui e além-fronteiras, determinaram o seu sucesso.
Foi na década de 60 que o povo insular lançou-se ao mundo à procura de novas oportunidades, com a vontade de vencer e de almejar melhores condições de vida. Nos países da diáspora madeirense, este povo “estoico e valente”, com sacrifício e determinação, empreendeu e evidenciou-se, criando rendimento e iniciativas de sucesso.
Fruto dos resultados obtidos, um pouco por todo o mundo, transpuseram o saber, a experiência e o sucesso ao serviço da Região através de investimentos meritórios.
Se hoje a Madeira é uma região desenvolvida e modelar deveu-se em grande parte ao contributo dos nossos emigrantes, que ajudaram a alavancar a Madeira e incentivaram o desenvolvimento regional.
É este orgulho e tenacidade que devem ser estimulados nos dias de hoje de forma a superarmos as dificuldades. A união do povo madeirense em torno dos valores e das valias regionais serão os trunfos para resistir aos ataques e às invejas externas, especialmente de certa classe política que não entende, nem quer entender, que desenvolver a Madeira é desenvolver Portugal no Atlântico.
O que está em causa é a Madeira, o que está em causa é não regredirmos, o que está em causa é agirmos e apelarmos à força e a alma de um povo. Este é um apelo que cabe a todos mas que deve ser acompanhado de ações que deverão centrar-se em três ideias essenciais:
A primeira ideia está na defesa das causas da Madeira: A Região não pode continuar a tolerar o desrespeito e desconsideração dos direitos constitucionalmente inscritos e consagrados no seu Estatuto Político-Administrativo, pela dita República (de todos os portugueses). Não podemos ser parte da nação apenas para os sacrifícios e relegados à indiferença quando precisamos do auxílio e ajuda para a resolução dos nossos problemas. No entanto, só conseguiremos salvaguardar a nossa posição se agirmos de forma unida, posicionando-nos acima de interesses político- partidários ou até corporativos, salvaguardando, assim, o bem comum de todos os madeirenses.
A opção pelos serviços e produtos regionais é a segunda ideia devendo ser também um motivo de união de todos os madeirenses em prol da nossa terra. São nos tempos de maior dificuldade que se desafia a criatividade de um povo, mas também que se apela à escolha racional na hora de consumir. Diversas iniciativas de marketing têm sido desenvolvidas ao longo dos tempos, por múltiplas entidades regionais no sentido de promover e revolucionar as mentalidades na escolha por produtos e serviços regionais, sendo exemplo disso o sistema de certificação de origem garantida dos produtos da Região Autónoma da Madeira. Ao optarmos por serviços e produtos regionais estamos a ajudar os nossos empresários, mas estamos também a ajudar a impulsionar a retenção de rendimento e de impostos na região, a incentivar o aumento das produções, o que, por sua vez, gera e promove emprego. A escolha é nossa e individual, os benefícios são para todos.
A terceira ideia e porventura a mais importante é a aposta na diáspora madeirense, que se revela um aspeto central para o novo ciclo de desenvolvimento regional, quer por via da atração de investimento, quer por via do seu contributo para a exportação dos nossos produtos e serviços. O potencial de consumo dos nossos produtos e a promoção da Região lá fora, pelos nossos emigrantes, podem e devem ser explorados. Promover a rede e os benefícios de uma imensa Madeira espalhada pelo mundo será um passo determinante na nossa expansão, com efeitos óbvios para a economia regional.
A união em torno das causas regionais, a preferência pelos produtos e serviços regionais e a aposta na diáspora madeirense são cruciais para o novo desígnio. O orgulho do que é nosso, o amor pela terra e a vontade em não regredir está na alma do madeirense… É hora de os potenciar.
http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=206850&sdata=2012-01-30
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