A comunicação social portuguesa tem sido, ao longo do tempo, muito seletiva nas notícias provenientes da Região Autónoma da Madeira. Os conteúdos divulgados sobre a Madeira são orientados de forma a condicionar e hostilizar a opinião pública continental relativamente à Região.
Um português do continente que nunca visitou a Madeira e que apenas tem acesso à informação pelos meios de comunicação convencionais tem uma ideia negativa e claramente distorcida da realidade regional, por via das campanhas da comunicação social.
Para chegar a esta análise basta fazer uma pesquisa das notícias e verificar, por exemplo, nas reportagens de rua, que pessoas são entrevistadas, quais são os conteúdos selecionados e que tipo de notícia é suscitável de ter uma janela na imprensa, rádios ou televisões nacionais.
A linha editorial dos Media em Portugal denuncia a perseguição e a vontade em veicular, nas suas cadeias informativas, notícias negativas ou tendencialmente influenciadas por pensamentos políticos claramente opositores da Madeira.
A arquitetura noticiosa condiciona o pensamento livre da população portuguesa e barra, por completo, todas as notícias positivas e boas práticas que são desenvolvidas na Região.
É evidente que, por detrás da obsessão e da exploração irracional da informação sobre a Madeira tem objetivos políticos, porque colocam sucessivamente em causa todas as opções governativas com a agravante de as manipular e converter em conteúdos negativos.
Esta fixação leva a questionar porque é que existe um interesse corporativo da comunicação social em relação ao poder político regional? A resposta é óbvia, porque nunca alcançaram as suas pretensões.
Não há dúvidas que a comunicação social, também conhecida como o quarto poder, tem ganho cada vez mais preponderância e influência sobre as populações e os Países, a par do poder político, do poder económico e do poder judicial. Por seu turno é manifesto o interesse dos media em vincar um pensamento único e dominante, sendo que qualquer orientação dissidente ou incómoda é alvo da sua radicalização e até perseguição.
Se a tendência e preponderância da comunicação social, sobre os demais, é usual em muitos territórios e em determinados grupos de pressão ou de interesse, na Madeira nunca ganhou a mesma relevância porque, a seu tempo, foram denunciadas e desmanteladas todas as suas intenções.
A resistência do Povo da Madeira face à influência da comunicação social deveu-se à capacidade de realizar as leituras adequadas, separando, sabiamente, o essencial do acessório da informação veiculada. E este é um elemento fundamental para explicar o progresso da Região porque se o povo tivesse sido influenciado pelas tendências sabotadoras da oposição madeirense e dos Media a Madeira seria hoje um território diferente, mais pobre, atrasado e condicionado por influências externas.
Se por um lado interessa que os holofotes da comunicação social continuem a apontar para a Madeira porque abstrai o País da dura realidade em que está mergulhado, por outro, a insistência desta perseguição reflete a frustração dos interesses instalados, pelas falhas sucessivas em fazer fletir a linha de orientação do Governo Regional. A estratégia está desmascarada e os propósitos são evidentes: Tomar de assalto o poder na Região Autónoma da Madeira e destruir a autonomia que tanto custou a conquistar.
As palavras de ordem são suportar e persistir às duras campanhas contra a Madeira e à retaliação sobre as escolhas livres e democráticas do povo madeirense. É crucial resistir aos que declinaram de o fazer há mais de trinta anos como são os casos de todos os partidos políticos da oposição na Madeira.
Esta simbiose entre o poder da comunicação social e os partidos políticos da oposição madeirense é reveladora de que a troco do mediatismo e da demagogia muitos rendem-se e abdicam de defender as populações para criar consensos que, ao resultarem, custarão o preço da perda da nossa identidade e da nossa capacidade de decidir sobre matérias que nos dizem respeito.
Cabe aos madeirenses, perante a fixação dos interesses instalados, apelar àqueles que do outro lado do mar são massificados por campanhas agressivas contra a Madeira, para que visitem e conheçam a realidade insular de forma a aferir a discrepância entre o que é notícia e o que é verdade. Nunca é demais lembrar que os tempos são outros, mas não deixando de notar que como em tempos existia o lápis azul para noticiar apenas o que interessava, nos dias de hoje, e no que diz respeito à Madeira, há filtragem política nas redações e nos comandos informativos a favor da desinformação facciosa.
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