Terminando a campanha eleitoral para as legislativas regionais 2011, faço
uma análise, que se resume cinco pontos, e que, mesmo que a considerem parcial,
não poderia fazer de outra forma, tendo em conta os factos e os episódios de
campanha:
1. Injustiça
Esta campanha
evidenciou a injustiça, para com um homem, vinda dos partidos políticos,
regionais e nacionais, e da comunicação social. Um ataque feroz, que leva a
crer ter sido programado, brincando com a seriedade e com a clarividência e a imparcialidade
que exigia o momento. O alvo das forças da destruição foi o Dr. Alberto João
Jardim.
As atitudes
tristes que todos nós assistimos carecem de legitimidade, e só será
justificável se, no próximo Domingo, a vontade dos madeirenses for a mudança.
Não é para
dramatizar mas todos sabem em que condições pessoais o Dr. Alberto João Jardim
assume se recandidatar, sacrificando a sua vida, numa atitude puramente
altruísta, e que em nome da Madeira, por quem lutou uma vida inteira, mesmo
sabendo das dificuldades, assumiu assegurar o futuro e a estabilidade.
O povo deve-lhe
um agradecimento, não só pela obra brilhante que realizou mas sobretudo pela
necessidade de ajudar a Madeira neste momento crítico. O homem que deu “nome” à
Madeira e dignificou a sua gente com uma relevante obra social, cultural e
económica.
É o madeirense
com maior credibilidade nas instâncias nacionais e internacionais, e este
pormenor não pode ser esquecido e deve ser equacionado no Domingo. Qual dos outros
candidatos tem este estofo? Quem mais fez pela Madeira?
Cabe ao povo na
urna honrar o seu profundo agradecimento a um homem que ficará para sempre na
história da Região.
2. Democracia
Quando se fala
em défice democrático na Madeira, questiono-me se o que aconteceu nesta
campanha é ou não democracia? Partidos a se insurgirem em actos oficiais do
Governo Regional da Madeira; Nove partidos candidatos às eleições Regionais
tendo, todos eles, possibilidades de obterem representatividade no Parlamento
Regional; órgãos de comunicação social a enxovalhar a Madeira e os Madeirenses.
Existe algum paralelo? Se sim onde? Uma lição de democracia digna de avaliação
das mais elevadas instâncias, nacionais e internacionais.
3. Responsabilidade
Perante os
factos, cabe ao povo da Madeira, com responsabilidade, escolher os melhores
destinos para a sua Região. Não entro em dramatismo mas havendo uma mudança do
cenário político Regional o dia 10 de Outubro será de uma transformação radical
que só irá prejudicar a Madeira. Apesar de todos os partidos terem definido o
seu objectivo, retirar a maioria absoluta ao PSD Madeira, será que alguém
acredita em entendimentos para esses formarem Governo?
O que se pode
pedir à população, perante todos os factos e acontecimentos, é decidir com
habilidade e responsabilidade, traço característico do Madeirense, saber
escolher.
Que Madeira e
que dirigentes queremos ter no dia 10 de Outubro?
Que força
negociativa queremos dar a um Governo da Madeira, para o momento delicado que enfrentamos?
4. Degradação
Política
Para além de uma
Democracia evoluída, estas eleições representaram a degradação de vários
partidos e a ridicularização da política. Comportamentos partidários
extremistas e criados com propósitos bem delimitados, a palhaçada.
Estes fenómenos,
como PND e PTP, apenas surgem porque os partidos históricos e de tradição não
conseguem captar aquele eleitorado, refiro-me ao PS, CDS, BE e PCP. Podemos
dizer que os partidos da oposição na Madeira são inadequados e ineficientes na
sua acção política e falharam redondamente nestes últimos 35 anos.
De referir que,
como é óbvio, não abona o clima de tensão para o panorama partidário da Região,
seja ele qual for, na sequência de provocações feitas pelos partidos de reacção
(PTP e PND). Infelizmente perante a provocação, os sucessivos episódios a única
resposta possível. Sim, porque caminhamos para um tempo que não é possível
fazer política civilizadamente, onde a contestação, o barulho, os gritos
parecem ser a palavra de ordem na política e onde se relegou para segundo plano
o debate, as ideias alternativas e os programas dos partidos para o futuro da
Madeira.
Confesso que não
é isto que quero para a minha terra. O que quero é elevação na atitude e na
maneira de estar na política, onde a verdadeira arma é o voto e o verdadeiro
argumento são as palavras.
5. Dia
Depois
Depois do dia 9
de Outubro, a Madeira terá obrigatoriamente de se reerguer desta campanha
agressiva e profundamente negativa, o inverso do que se congregou com os
acontecimentos de 20 de Fevereiro. Essa deverá ser a palavra de ordem.
Para o Domingo,
antecipo as reacções do PCS (Partido da Comunicação Social), do PFO (Partido
dos Fazedores de Opinião) e dos partidos políticos. Para todos estes, Alberto
João Jardim e o PSD Madeira serão sempre os derrotados, mesmo obtendo maioria
absoluta e os partidos da oposição serão sempre vencedores.
Infelizmente é a
leitura que se faz à 35 anos, e por via da falta de visão e de uma real análise
dos resultados, a oposição de acto eleitoral em acto eleitoral é cada vez mais
frágil, está aqui a dificuldade em sair do quadrado.
Eu confio que no
dia 9 os Madeirenses farão a melhor opção para um dia 10 de estabilidade e de
partida para maior progresso e desenvolvimento.
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