sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Questionário Íntimo


Há questões que nunca nos colocamos. José Alberto Carvalho, jornalista da TVI, colocou em prática o inquérito Proust num programa de televisão chamado “Questionário íntimo” na TVI 24 que questiona sobre o amor, o sonho, o medo, a morte, entre outras. O primeiro convidado foi Marcelo Rebelo se Sousa, e os resultados são curiosos e interessantes. Ficamos com uma outra ideia daquela que estamos habituados a “ver” as pessoas.  
O exercício será feito a figuras públicas nacionais, mas não é impeditivo que possamos o testar. Os resultados serão, também, interessantes.  

Deixo aqui as questões e atrevo-me a fazer o desafio de respondermos às mesmas. Sugiro ainda que as respostas sejam dadas por escritas e guardadas. Um dia podemos mostrar a pessoas que nos queiram conhecer melhor ou então para memória futura dos nossos descendestes.  

1     Qual é a sua ideia de «felicidade perfeita»? 
2      Qual é o seu maior medo?
3      Qual a característica que mais lamenta em si próprio?
4      Qual a característica que mais lamenta nos outros?
5      Que pessoa viva mais admira?
6      Qual é a sua maior extravagância?
7      Qual é o seu atual estado de espírito?
8      Qual é a virtude que considera mais marcante?
9      Em que ocasiões mente ?
10    Do que gosta menos na sua aparência?
11    Que pessoa viva mais despreza?
12    Que qualidade mais aprecia num homem?
13    Que qualidade mais aprecia numa mulher?
14    Que palavras ou expressões utiliza com mais frequência?
15    Quem ou o quê é o maior amor da sua vida?
16    Quando e onde foi mais feliz?
17    Que talento mais gostaria de ter?
18    Se pudesse mudar UMA coisa sobre si, qual seria?
19    Qual considera ser a sua maior conquista?
20    Se morresse e voltasse à vida como uma coisa, um animal ou uma planta, qual seria?
21    Onde gostaria de viver?
22    Qual é o seu bem mais precioso?
23    O que considera ser a fonte da maior angústia?
24    Qual é a sua ocupação preferida?
25    Qual é a sua característica mais acentuada?
26    O que valoriza acima de tudo nos seus amigos?
27    Quem são os seus escritores preferidos?
28    Qual é o seu herói na ficção?
29    Com qual figura histórica mais se identifica?
30    Quem são os seus heróis na vida real?
31    Quais são os seus nomes preferidos?
32    O que detesta?
33    Qual é o seu maior lamento?
34    Como gostaria de morrer?
35    Qual é o seu lema de vida? 
              
Fica aqui também o link que acede ao primeiro programa Questionário Íntimo:

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

POR SANTANA DENTRO: Maravilhas naturais por lapidar

Santana é um concelho rico, não só na maneira de ser e de receber do seu povo, mas também pelo imenso património natural que o envolve e que faz de si uma marca para a Madeira. 
Tem,sem dúvida, potencialidades únicas, que podem e devem ser exploradas. A beleza natural, as atividades turísticas tradicionais e a simbiose natureza/novas atividades turísticas são apenas três das muitas referências para os empreendedores que carecem de uma outra dinâmica. 
Com avanços e recuos, com maior ou menos sensibilidade, o tempo passa, perdem-se espaço e oportunidades e fica-se confinados à condição de ser um ponto de passagem. Ouso dizer que o Concelho de Santana tem ouro por lapidar.

Algumas delicias naturais, obrigatório visitar e conhecer:
Miradouro dos Balcões - São Roque do Faial


 Fortim - Faial

Reserva Natural da Rocha do Navio - Santana

Achada do Marques - Ilha

Ribeiro Bonito - São Jorge

Arco de São Jorge

terça-feira, fevereiro 24, 2015

REGIONAIS 2015: CDS pensa pequeno

O CDS/Madeira como principal partido da oposição apresenta-se às eleições regionais de 29 de março como força política derrotada. 
Não é demagogia, não é visão partidária, são evidências. Senão vejamos os dois cartazes de campanha que estão afixados pela Região: 

O único objectivo do CDS é tirar a maioria absoluta ao PSD. O CDS pensa pequeno ou pensa adequado ao seu capital político?
Se assim não é, suponhamos que o CDS ganha as eleições regionais não poderá ser com maioria absoluta porque afinal "Quem governa sozinho não governa para todos" e porque "Só a vontade dos Madeirenses é absoluta".
A história política do CDS na Madeira reza sempre desaires após bons resultados eleitorais, e a última delas foi nas autárquicas em que apostava ganhar a Câmara do Funchal e que acabou em 3º lugar. Vamos ter um "bis"?
Estas são dúvidas que só os estrategas do marketing político poderão responder. 

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

ANIMAÇÃO DE RUA PRECISA-SE

Numa terra turística como a Madeira a animação de rua pode e deve ser uma marca das nossas ruas e dos nossos espaços, a exemplo de outros casos europeus como é o exemplo da cidade de Londres, em particular na zona de Covent Garden. 
As vantagens são inúmeras: se por um lado torna aprazível para o turista, por outro, é também uma forma de apostar nos jovens, entre outros naqueles que se formam nas nossas escolas de artes.
A cidade do Funchal tem todas as condições de complementar a afluência turística com programas de atração cultural, neste caso a e animação de rua. 
O grupo camachafones é um bom exemplo de animação de rua no Funchal. Que surjam muitos mais, para bem de todos da cultura, dos jovens talentos e da atração dos nossos espaços turísticos.  

sábado, fevereiro 21, 2015

Todos sabem onde fica a Grécia


É com razão que se diz que «no mundo global há lugar para a diferença». É precisamente o que está a acontecer à Grécia. Discutível ou não a opção política do povo grego e dos seus legítimos representantes, a verdade é que a Europa vive hoje com o coração na Grécia, porque o grito anti-sistema  e anti-pensamento único financeiro tem eco por intermédio dos gregos. Há mesmo quem diga que são os governantes gregos são os representantes daqueles que se resignam às imposições das instâncias financeiras internacionais. 
A voz e os alertas vindos daquele país do sul da Europa são ouvidos em todo o Mundo e, em particular, por toda a União Europa. Com ou sem resultados, a verdade é que há uma voz diferente, atenta e que incomoda no meio de um silêncio discordante que reinou anos e anos na Europa. 
Por mais controvérsia que possam gerar todos têm uma posição entre o pensamento dominante europeu e a resistência. 
Ninguém é indiferente e todos sabem onde fica e o que pensa a Grécia. 

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Ferreira Leite candidata da esquerda à Presidência da República


Tenho vindo a fazer referências à “novela” Presidências. Há um leque de especulações em torno dos possíveis candidatos, mas aquela que, até agora, me parece mais surpreendente é o apoio da esquerda à candidatura de Manuela Ferreira Leite, para muitos a tão odiada Ministra das Finanças e líder do PSD.
Ao confirmar-se o avanço de Ferreira Leite, esta não será uma candidatura de esquerda ou de direita, antes sim será uma candidatura legítima e para toda a escala ideológica em Portugal.

É bom lembrar que Manuela Ferreira Leite foi promotora do apelo à verdade na política em Portugal, o que lhe valeu a derrota face a José Sócrates. O tempo deu-lhe razão e hoje uma das vozes mais respeitada deste país. A acompanhar…

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

A novela do cachecol


O cachecol do Ministro das Finanças Grego tem sido alvo de uma autêntica novela nas redes sociais. Não é porque me revejo na política do "pé-de-chinelo" que não passa de demagogia barata, mas quem se expõe também leva com ela.
É lamentável que, apesar os problemas que se deparam à Europa por via de uma nova corrente política na Grécia, o cachecol Burberry do Ministro das Finanças grego seja assunto importante.
Cortar nas despesas de qualquer Estado não basta cortar naquilo que se apelida "mordomias dos políticos". 
Há mordomias e mordomias, mas há que haver dignidade aos que nos representam. 

Ruido visual das campanhas

As campanhas eleitorais são momentos para os partidos políticos ou movimentos elucidarem os eleitores sobre aquilo a que propõem. Esta é a parte positiva.
A parte negativa é o ruído visual que dá as ruas. Senão vejamos este exemplo das ruas do Funchal que se vestem para as eleições regionais que acontecem no próximo dia 29 de março. Para uma cidade turística poderia haver um pouco mais de cautela ou contenção.


terça-feira, fevereiro 10, 2015

POR SANTANA DENTRO

SOA O ALARME DA DESERTIFICAÇÃO

O Concelho de Santana tem vindo a perder habitantes e são urgentes medidas para que se inverta a tendência de desertificação. Os dados do INE, sobre os nascimentos no Concelho de Santana, comprovam a tendência e os motivos para alarme, senão vejamos:
      Em  2008- 61 nascimentos;
      Em 2010 - 52 nascimentos;
      Em 2013- 36 nascimentos. 

Hoje foi tornado público, através do Diário de Notícias, que a Câmara Municipal pretende implementar um subsídio de apoio à natalidade, durante os três primeiros anos de vida da criança, que totalizará os 3600€. Esta medida é uma ajuda mas não é suficiente. Ninguém minimamente responsável irá ter crianças a pensar no subsídio de 100€.

São urgentes políticas transversais que tenham efeitos concretos no dia a dia das famílias, nomeadamente nos custos dos infantários e da educação em geral, reforma do sistema de abonos de família, nos benefícios fiscais aos jovens casais que optem por viver no Concelho, entre muitas outras medidas. 
Mas a trave mestra da fixação de jovens casais e o subsequente aumento da natalidade depende e muito da economia local. São necessárias políticas que incentivem à economia, que promovam a criação de empresas. As empresas não podem continuar a viver asfixiadas  pela carga de impostos exagerada, antes pelo contrário deverão ser incentivadas a investir e a criar emprego. 
O turismo, a agricultura e as potencialidades de serra e de mar são a saída para um Concelho que não inverterá uma tendência catastrófica apenas com o recurso aos subsídios!


Triste realidade

Uma crua realidade escondida por detrás de muitos filhos. Infelizmente é este o nosso mundo.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Festa dos Compadres

ESTE ANO NÃO FOI EXCEÇÃO 
Ao longo destes 11 anos na Casa do Povo da Ilha saí sempre com o nosso grupo na Festa dos Compadres em Santana com a mesma motivação e empenho. Este ano não foi excepção. 
Obrigado a todos que se associaram na preparação e no desfile do nosso grupo. 
Parabéns a todos quantos prepararam e desfilaram nos mais diversos grupos e que, mesmo com a chuva, engrandeceram e proporcionaram grande animação e divertimento. Afinal O CARNAVAL DE SANTANA É O MAIS GENUÍNO DA MADEIRA!
https://facebook.com/casapovoilha

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Para quê mais palavras


Mais do que futebolista o exemplo de vida

Cristiano Ronaldo faz hoje 30 anos. Para além de ser um astro do futebol mundial, o que mais relevo neste homem é a crença nas suas potencialidades e de que com o trabalho tudo se atinge. Este "menino comum" é um self made man que, como tantos outros Madeirenses, conseguiu singrar e mostrar o seu valor pelos seus próprios meios.
Este é um exemplo para tantos outros que acreditam que vale a pena trabalhar, e mesmo sem "nome" ou meios financeiros conseguem lutar pelos mais elevados objectivos de vida.
Parabéns!

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Não é por aí que se resolvem os problemas


A cegueira da austeridade e o olhar para os estados soberanos e para as pessoas como números, e não enquanto comunidade fez com que se agravasse uma onda de contestação aos políticos e à forma como se usam os dinheiros públicos. Se é verdade que é necessário e importante a contenção e a implementação do princípio do accountability, também é verdade que se entrou num clima de demagogia política para fazer face a este problema de credibilidade.
Será que vender a frota de automóveis do Governo grego vai resolver o problema das finanças públicas daquele país? 
Alto e para o baile, assim não! Não se atire poeira para os olhos do povo. 

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Recomendação:Imaginarium Funchal

Recomendo vivamente pela diversidade e pela pedagogia dos brinquedos mas também pelo atendimento altamente profissional e de qualidade. 
Para crianças vale sempre a pena as sugestões desta loja localizada no Dolce Vita Funchal. 

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

S.O.S Partidos


Em ano de duas eleições, regionais e nacionais, os partidos políticos tradicionais têm de se debruçar, com muita atenção, ao fenómeno de contestação, de liberdade e de mudança em torno das políticas de austeridade e de contenção. Exemplos como os da Grécia, que contagiam os europeus podem ter resquícios nos resultados eleitorais em Portugal.

Nunca é demais chamar a atenção para este fenómeno para que se adequem as melhores estratégias de fazer face a esta tendência de revolta contra o modelo financeiro europeu. 

Dá que pensar...


sexta-feira, janeiro 16, 2015

CONVÍVIO FAMILIAR VS NOVAS TECNOLOGIAS

As novas tecnologias são, cada vez mais, uma barreira ao convívio familiar. Eis uma boa maneira de fazer pedagogia: 

quinta-feira, janeiro 15, 2015

PRESIDENCIAIS: MARCELO OU SANTANA


O PSD está envolto numa grande confusão em torno do dossier Presidenciais e pelo facto de se perfilarem dois grandes candidatos dentro da sua área política: Pedro Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa.


Santana Lopes é mais próximo da direção de Pedro Passos Coelho e deverá granjear maiores preferências, no entanto, Marcelo Rebelo de Sousa é o eterno candidato a Presidente da República e um dos grandes barões do PSD.

Se por um lado Santana Lopes tem o peso da máquina, por outro, tem um trajeto político que poderá não abonar na hora da decisão. Marcelo poderá não reunir as simpatias da direção, mas tem um impacto mediático fora de série e tem argumentos para ganhar as eleições.

A escolha não será fácil e será motivo de dilemas na direção do PSD e, em geral, nos militantes e simpatizantes do PSD.
O que pode ainda piorar o cenário é o aparecimento de nomes como Alberto João Jardim e Rui Rio. Aí o caldo está entornado!
Será caso para dizer que o melhor para a direção do PSD é passar por entre os pingos da chuva, não apoiar qualquer dos candidatos, sacudir a água do capote e afirmar que as Presidenciais são matéria do foro individual dos candidatos e de escolha livre.

Será que os ventos agitados no PSD poderão abrir espaço a uma vitória de um candidato da esquerda? 
Um dossier a seguir...

PROIBIÇÃO DE AUTOMÓVEIS ANTIGOS CENTRO LISBOA




A proibição de entrada de carros produzidos antes de 2000 no centro da cidade de Lisboa é um total absurdo. As modas ambientalistas não podem, de modo algum, prejudicar as populações, em particular aqueles que não têm condições para adquirir um carro novo ou centros dos limites estabelecidos. 
É bom que a Câmara de Lisboa pense nas prioridades das pessoas e nas suas necessidades prementes antes de aplicar restrições absurdas e pouco adequadas. A presente conjunta do país e das suas populações não aconselha a medidas tão rígidas. É bom lembrar a pirâmide de Maslow, em que só depois de satisfeitas as necessidades básicas é que se pensa em subir o patamar. 
Que impere o bom senso! 

quarta-feira, janeiro 14, 2015

NERVOSO NAS VÉSPERAS DAS ELEIÇÕES

A marcação das eleições, mais do que certa, para 29 de março torna o clima político regional em estado tenso e de nervoso. Se por um lado o PSD tem sobre os seus ombros a afirmação da nova liderança e do novo ciclo dependente de maioria absoluta, por outro, os partidos da oposição estão sobre um efeito surpresa e estão incertos quanto à ação e reação à presente conjuntura, vamos por partes:

PS
Vitor Freitas, presidente do partido, está sob uma forte contestação interna. A oposição interna vai desde Carlos Pereira à ala mais tradicional,  que não acreditam na possibilidade do atual líder conseguir um bom resultado eleitoral.
Paulo Cafofo entre nestas contas, no entanto face à intransigência de Vítor Freitas não tem tempo de se afirmar como candidato, mesmo que a hipótese Vítor Freitas caia por terra.

CDS
José Manuel Rodrigues é uma figura desgastada e que não tem conseguido catapultar os resultados eleitorais. Depois das regionais de 2011, em que ganhou algum fulgor político, nas autárquicas, em particular no Funchal, levou com um balde de água fria na capacidade dos centristas em se afirmarem como principal partido da oposição.
Só com uma nova cara, quiçá de Rui Barreto podia disputar com o PSD, no entanto já não há tempo.

PTP
José Manuel Coelho tem perdido o espaço e revela no eleitorado cansaço e pouca seriedade.

PND
As confusões no interior da direção partidária coloca-o muito fragilizado para as regionais.

PCP
Não é alternativa e continuará a ser um partido de minorias.

Perante os factos, o PSD-Madeira e Miguel Albuquerque têm caminho aberto para ganhar as eleições com maioria absoluta, a não ser que aconteça algo de transcendente no processo eleitoral.   

As regionais do próximo dia 29 de março serão um pró-forma e uma confirmação do PSD na frente dos destinos políticos e do Governo da Região. 

DESCONGELAMENTO REFORMAS - ATÉ QUE ENFIM

Governo descongela parcialmente as reformas antecipadas. Uma medida positiva mas tardia. Trará efeitos positivos se forem repostos os ativos profissionais. Assim merecerá aplauso.

Mais pormenores:
http://economico.sapo.pt/noticias/descongelamento-parcial-das-reformas-antecipadas-produz-efeitos-a-1-de-janeiro_209876.html

A FORMALIDADE DO PRÓXIMO CONSELHO DE ESTADO


O Presidente da República convocará o Conselho de Estado para analisar a saída de Alberto João Jardim. Pouco ou nada estará sobre a mesa. A saída é irrevogável e as eleições regionais são inevitáveis.
Correrá tinta e haverá mais um facto político e noticioso, à medida do nosso país!
O que espero é que saia deste Conselho de Estado um justo reconhecimento pelo trabalho e obra de Alberto João Jardim, isso sim. 

segunda-feira, janeiro 12, 2015

RONALDO IS THE WINNER 2014

Informação do jornalista José Milhazes:
ÚLTIMA HORA!!!!!!
Caros amigos, segundo fontes de Moscovo na FIFA, Ronaldo vence a Bola de Ouro com 37,66% dos votos!
Messi vai receber 15,76% e Neuer 15,72%

OBRIGADO DR. ALBERTO JOÃO JARDIM

Uma caminhada de glória, que criou oportunidades para TODOS os Madeirenses! OBRIGADO

DISCURSO XV CONGRESSO DO PSD-MADEIRA

DEFENDI NO CONGRESSO REGIONAL DO PSD-MADEIRA: UM PARTIDO VENCEDOR, INCLUSIVO E A PENSAR NA MADEIRA
O papel do militante base tem importância extrema na dialética partidária e na vida dos congressos. É nessa condição que venho aqui participar.
Terminado que está um ciclo político de vitórias e de resultados, altamente vantajosos no desenvolvimento da Madeira, construído por muitos homens e mulheres sociais-democratas, é também tempo de dizer Obrigado. Um Obrigado particular ao Dr.Alberto Joao Jardim por ter sido o rosto desta grande transformação e das oportunidades para Todos.
Os processos democráticos e partidários implicam escolhas. Temos todos de as respeitar, sobretudo as que foram feitas com carater.
O processo que culminou não foi só uma disputa a seis, com uma finalíssima a dois e que culminou com a vitória de um candidato, o companheiro Miguel Albuquerque. Foi a envolvência de 70% dos militantes do partido o que é bem demonstrativo a dinâmica de um PSD ativo e vencedor.
Estou ciente da marca que Todos nós deixamos neste processo. A alegria, a mobilização e o orgulho em pertencer a um projeto político perdurarão para sempre como experiência mas também como lição de vida.
Agora virada a página escolhido o líder e um projeto vencedor, a grande missão do PSD-Madeira é a de potenciar o património político e partidário que se gerou, sem sectarismos, sem os bons e os maus, sem os nossos e os deles, sem os de campo e da cidade, sem os ilustres e os comuns, mesmo que cada um, como é o meu caso, assuma com orgulho a condição de madeirense que vem da Madeira profunda, ali onde nasceu a alma do nosso povo!
Não há militantes de primeira e militantes de segunda, aqui somos todos iguais.
A história política deve também servir para olhar para o futuro.
Reafirmo a importância de colocar no centro das decisões as estruturas e os militantes. Não se pode decidir unilateralmente e em grupos fechados e quando corre bem serem donos do saber e da estratégia, e quando corre mal se pretender encontrar supostos responsáveis, muitos até alheios aos resultados eleitorais.
O efeito eucalipto é demasiado nocivo para o partido.
O papel do militante deve também ser elevado. Há direitos mas há também deveres.
O cartão laranja não pode servir única e exclusivamente para quando se exerce funções, quando se quer premiar ou castigar este ou aquele militante, eleger este ou aquele candidato. O cartão laranja exige também a obrigação e a responsabilidade de ser ativo permanentemente, mesmo quando não fazemos parte das escolhas, mesmo quando as orientações não são do nosso agrado.
Os desafios são muitos:
• Ganhar as eleições regionais com maioria absoluta.
• Sermos protagonistas da credibilização da atividade política e dos atores políticos.
• Colocar no centro do debate as políticas de apoio à família, em particular aquelas que fomentem a natalidade e a fixação das populações.
• Alavancar a economia como a verdadeira política social e de criação de emprego;
• Defesa intransigente da continuidade territorial.
• Reconhecimento de que desenvolver a Madeira é desenvolver Portugal no Atlântico, e de que não existem portugueses despesistas, dependentes de outros portugueses.
É com este ensejo de um partido verdadeiramente livre, inclusivo, que salvaguarde os interesses de Todos, focado nos problemas dos Madeirenses e dirigido para o futuro da Madeira.
Estamos a pouco tempo das eleições regionais e a atitude deve ser construir, deve ser contribuir para que a alternativa seja clara. Resta-nos respeitar quem ganha, respeitar quem tenha maioria e ajudar a ganhar as eleições pela Madeira.
Viva a social-democracia!
Viva sempre, sempre a Madeira!
Tenho dito!

terça-feira, agosto 26, 2014

MANUEL ANTÓNIO OUVE SOCIEDADE


A luta interna no PSD-Madeira ganha intensidade e Manuel António foca o debate naquilo que é importante- as ideias para o partido e para a Madeira.
Esta abordagem inovadora à procura de contributos da sociedade para o seu programa marca pela diferença. Vamos acompanhar e participar neste debate.

A recolha de contributos poderá ser feita através das seguintes plataformas: 
Página na internet: www.manuelantonio.pt 
Twitter:@mantonio2014 

quinta-feira, junho 12, 2014

Manuel António com página no Facebook


Manuel António Correia lançou a sua página no Facebook. A página apresenta uma abordagem distinta do que é habitual nas páginas do Facebook dos políticos. 

5 bons motivos para clicar GOSTO e acompanhar as publicações:
- Criativa;
- Interessante;
- Conteúdos simples;
- Expressa ideias para o futuro; 
- Atual;

Basta Clicar GOSTO:

https://www.facebook.com/manuelantoniorcorreia






sábado, janeiro 25, 2014

Questões ao PSD Madeira


















Num tempo em que o clima interno do PSD-Madeira ganha proporções mediáticas, muito por via das agitações em torno da sucessão do atual Presidente da Comissão Política Regional, com diretas agendadas para 19 de Dezembro, e porque o Partido Social Democrata da Madeira sempre se pautou pela união em torno das questões estruturais e no enfoque nos seus objetivos - o progresso e desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira - importa que os militantes do PSD examinem sobre o que querem para o seu partido e que postura deverá ser a mais adequada, perante um tempo que exige clarificação, moderação e, em particular, enfoque na governação, nos projetos e ideias para a Madeira. 
Porque a consciência crítica é coisa que não falta aos militantes do PSD Madeira, ao contrário do que se diz, e porque para muitos os assuntos devem ser analisados com a maior frontalidade e sinceridade, deixo aqui algumas questões que muito têm contribuído para a minha reflexão sobre o partido:

1. Quererá o PSD Madeira e seus principais dirigentes que agentes externos, em particular a comunicação social, marquem a agenda, o compasso e o caminho do partido?
2. Será viável que o PSD permaneça, ad aeternum, em clima de congresso?
3. Deverá ou não ser desígnio de um militante a participação ativa em todos os momentos do partido ou essa incumbência apenas se resume aos congressos eletivos?
4. Deverá ou não ser dever de todos os militantes do PSD o empenho para assegurar vitórias eleitorais?
5. Nos momentos sensíveis, em particular, em contextos eleitorais deverão todos os militantes estar empenhados nos objetivos e programas do partido ou, por sua vez, alinharão nas lutas e nos objetivos da oposição? 
6. Será ou não conciliável respeitar o passado do partido e ao mesmo tempo delinear um novo programa e uma nova estratégia para o futuro do PSD e da Região? 
7. As influências mediáticas negativas que têm condicionado a vida interna do partido não deverão servir para concluir que no PSD existem mais pontos que unem do que aqueles que dividem os seus militantes? 


O juízo cabe a cada qual, mas o intento é que estas questões possam contribuir para uma mudança de atitude. O que se pretende é uma profunda e responsável reflexão. O exercício da liberdade de pensamento e de expressão deverão ser mote para responder a cada uma das questões, cientes dos direitos e dos deveres enquanto militantes, mas, sobretudo, com sentido de partido.
A lógica da união partidária, dentro da diversidade, é da mais elementar importância para a vida democrática porque, além de fortalecer internamente o partido, encontram-se soluções mais adequadas para as inquietações das populações.
Num partido de causas outro compromisso não será esperado. A atitude e a postura política deverão sempre servir para elevar o mais importante: o trajeto, a história, em nome do futuro!

http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=264656&sdata=2014-01-25 

domingo, dezembro 01, 2013

XIXª Semana Cultural da Ilha

Encerrada que está a XIXª Semana Cultural da Ilha é hora de agradecer a todos quantos tornaram possível esta iniciativa, nomeadamente oradores, expositores, grupos de animação, público, parceiros e entidades apoiantes. Felizmente o sucesso da presente edição é também resultado de ter a honra de estar acompanhado de uma equipa muito competente, motivada e com grande entrega ao projeto. Porque ajo em consciência, com verticalidade e frontalidade, os elogios e os agradecimentos à equipa são mais do que um dever, são também o sentir. O agradecimento para pessoas da equipa de trabalho permanente e às colegas de Direcção da Casa do Povo da Ilha é extensivo a todos quanto colaboraram proativamente na Semana Cultural: Obrigado CarlosPereira Nene Elsa MarquesSandra SilvaCristiano JardimMaria Jesus,Aurélia Sena e à Mónica Ascensão.
A Semana Cultural é o evento mais ambicioso da Casa Povo Ilha, mas é também aquela que melhores resultados produz. Após 10 edições da Semana Cultural continuo a aprender, a errar e a tirar elações. O que mais me marca é a adesão, o entusiasmo, o brilho nos olhos das pessoas e o empenho de muitos em querer fazer a Semana cultural Maior. Obrigado àqueles que, ano após ano, marcam presença os quais designo de “Comunidade da Semana Cultural da Ilha”.
Sob o tema de fundo “Etnografia, Turismo e Inovação” estou certo que a Semana contribuiu para lançar ideias para o futuro e para valorizar o território. Estou certo que o nosso povo é a nossa marca. Há um povo – solidário, rico nas tradições, genuíno que sabe fazer e sabe receber. Há uma MARCA – distinta, apelativa e com potencial.
Termino com uma frase de Charlie Chaplin "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

segunda-feira, setembro 30, 2013

Autárquicas 2013 - Desfecho para um novo alento

Sempre foi habituado a lutar e suar por cada conquista, de cair e levantar, sem ofertas de mão beijada. Assim fui e assim continuará a ser. Ontem já passou, hoje é um novo dia, um novo começo. Cada novo segundo e minuto serão talhados por aquilo que lutarmos e suarmos.Seria uma cobardia dizer, que mesmo não estando diretamente implicado, os resultados eleitorais não me abalaram, antes pelo contrário e por vários motivos. Sentir-se implicado é também um dever do companheirismo e da lealdade que afinamos para com uma causa. Embebo os dissabores das derrotas e as alegrias das vitórias. O futuro é possível, está na minha, na tua, nas nossas mãos. Bom dia, à luta combater o bom combate!

domingo, setembro 08, 2013

Não bastará votar...


No próximo dia 29 de setembro os Portugueses, em geral, e Madeirenses, em particular, serão chamados a escolher o futuro das suas freguesias e concelhos. A decisão que está em causa vai para além de uma simples escolha de pessoas e de protagonistas, e incide, principalmente, nas expectativas de cada munícipe para a gestão autárquica num período de restrições financeiras, mas também na escolha de respostas adequadas para atenuar dificuldades, em particular, as sociais.

Se, por um lado, parece difícil esta escolha, por existirem diversas candidaturas e programas distintos, por outro, existem fatores e princípios que tornam simples essa mesma escolha. Senão vejamos:

Verdade

Todos os cidadãos são livres de se apresentarem como candidatos aos órgãos autárquicos, mesmo que movidos por interesses que nada têm que ver com a gestão de uma Junta de Freguesia ou de uma Câmara Municipal. Por via desse recurso livre, no momento quente das campanhas, há quem, pela obsessiva caça ao voto, prometa o “céu na terra”, mesmo fora do âmbito dos poderes autárquicos.

O que é passível de se apresentar aos eleitores, nesta campanha, e em abono da verdade em todas as campanhas eleitorais, são programas exequíveis e medidas que correspondam aos anseios mais prementes das populações porque cabe ao poder local, enquanto instância mais próxima dos cidadãos, focalizar a sua intervenção nas micropolíticas, aliás a exemplo do que tem sido, em geral, a prática autárquica na Região.  

Quem promete pela demagogia está a ser hipócrita e está a enganar o Povo!

Competência

As regras e as limitações que afunilam a gestão das autarquias exigem dos autarcas competências políticas e técnicas e, em particular, de experiência na gestão da res pública. O tempo que se avizinha não está para amadorismos ou para experiências, sob pena de se estagnar o desenvolvimento local. Se na teoria todos podem aceder ao exercício de um mandato autárquico, na prática, após o combate eleitoral será tempo de colocar ao serviço dos territórios e das suas populações os programas e as medidas concretas.

Se não forem escolhidos os melhores autarcas dificilmente as respostas às populações serão as mais adequadas.

Estabilidade política

É de conhecimento geral que um dos fatores determinantes do desenvolvimento regional, em particular dos últimos 30 anos, deveu-se à afinação política nos vários níveis de poder na Madeira. Não seria possível a “revolução tranquila” se os poderes regionais e locais andassem de costas voltadas e as disputas de lugares e as conquistas político-partidárias estivessem em primeiro lugar. Este deve ser o alicerce da ação política nos próximos anos, não pela lógica da hegemonia partidária, mas porque, mais que nunca, a complementaridade dos poderes será determinante num momento conturbado e indefinido como o que se vive atualmente.

O que está em causa nas próximas eleições é a governação das Câmaras e Juntas e não as anunciadas disputas entre as autarquias e o Governo Regional, profanadas por alguns movimentos e partidos.

Governabilidade

A lei eleitoral para as autarquias locais rege-se por princípios que não asseguram a estabilidade governativa nas Câmaras Municipais. O método de conversão de votos em mandatos possibilita que o partido mais votado fique refém dos acordos com os outros partidos da oposição para implementar o programa e as políticas municipais. Os exemplos conhecidos são negativos, os impasses da instabilidade governativa dessas Câmaras prejudicaram sobretudo os Concelhos e as suas populações.

Importa também prospectivar sobre o hipotético cenário da gestão e estabilidade autárquica se o povo der a maioria a certas coligações que juntam ideologias e formas de atuação política distintas ou até mesmo radicais. Será que esses entendimentos perdurarão depois das eleições? Não se mantendo como ficará entregue o futuro desses municípios?

Queremos Câmaras ativas a trabalhar para a melhoria das condições de vida das pessoas do Concelho ou preferiremos constantes bloqueios originados pela falta de consensos políticos, que em nada ajudam o desenvolvimento local?

A 29 de setembro não bastará ficar em casa, e esperar que alguém decida por nós. No dia 29 de setembro não bastará assinalar uma cruz num papel com muitas possibilidades. Dia 29 é dia de escolher o melhor para a nossa freguesia e para o nosso concelho. Dia 29 de setembro não bastará votar. Este será o dia de escolher pela verdade, pela competência, pela estabilidade política e pela governabilidade nas autarquias da Madeira.

In Jornal daMadeira: http://impresso.jornaldamadeira.pt/noticia.php?Seccao=12&id=254247&sup=0&sdata=2013-09-08

quinta-feira, junho 13, 2013

Beta talk chega ao Funchal

A Beta-Talk chega à Madeira no próximo dia 17 de Junho!

É um evento descontraído que acontece todos os dias 16 de cada mês, e que junta 2 oradores empreendedores, que durante 20 minutos partilham as suas experiências, vitórias,dificuldades e desafios! 

No final da intervenção há um momento de perguntas e respostas, sempre num registo descontraído. Todos os participantes estão também convidados a fazer um “picht corner”, para exporem as suas ideias e novos projectos.

Apareçam, estão todos convidados!

http://beta-talk-junho.eventbrite.com/

domingo, maio 26, 2013

A do vizinho é sempre melhor

O ditado “a galinha do vizinho é sempre melhor que a minha” ganha impacto nos dias que correm. Se por um lado, tentamos acreditar que há valor e potencial humano, que a capacidade de adaptação é singular e até mesmo que o trunfo está na identidade e distinção, por outro, vive-se em constante estado de negação duvidando na capacidade do povo para superar a espiral depressiva e recessiva em que se encontram a sociedade e o país. 
O estado de negação mas também de subjugação ao “vizinho” retrata-se bem na postura dos nossos governantes nacionais, tendo como exemplo flagrante a atitude de subserviência demonstrada na passada quarta-feira, pelo Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, deslocando-se à Alemanha para explicar a situação financeira de Portugal ao seu par do governo alemão. Depois admirem-se que Vítor Gaspar seja apelidado o ministro das finanças mais alemão de Portugal. 
Já não bastava a postura passiva e de inércia perante os ditames à troika, através da adoção da austeridade como único caminho possível para a suposta salvação nacional, agora aprofunda-se a dependência e incapacidade com esta prostração perante certos governantes europeus que nada mais querem do que a austeridade e a dependência dos outros estados, desta aparente “união” Europeia. Para espelhar este pensamento é bom recordar, que ainda bem recentemente, no passado dia 8 de Abril, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, o mesmo a quem Gaspar foi prestar contas, exigiu mais austeridade afirmando que "depois da decisão do Tribunal Constitucional Portugal tem agora de tomar novas medidas". 
A atitude do governo da República revela vassalagem, imaturidade mas também passa um atestado de incompetência aos quadros do País que parecem ser incapazes de encontrar e delinear a estratégia para o Hoje e o Amanhã da nação. É preciso clareza e verticalidade nas posturas, porque quem se parece coerente em relação aos compromissos assumidos contradiz-se com estes exemplos, fazendo crer que não acreditam no país e, quiçá, até na sua própria competência. 
Das duas uma, ou assumem, de uma vez por todas, que os portugueses são incapazes e que os quadros de fora são melhores, ou então é hora de apostar nos seus pares para pensar e agir. Seguramente a solução passa pela segunda hipótese, porque, por mais que apreciemos o que é alheio, agir por Portugal deverá ser responsabilidade do seu povo que sente, que vive e que sonha. A fórmula para que não se deixe esmorecer a chama da esperança reside na força e na união dos portugueses, para converter as dificuldades em oportunidades, ao invés de assumir, em cegueira, aquilo que lhe é imposto. 
Quem nos momentos difíceis não tiver a humildade de reconhecer o erro, e até mesmo de honrar os sacrifícios que já foram suportados, não estará à altura dos desígnios que, hoje, se levantam. Se assim não for refuta-se um dos mais célebres pensamentos de Fernando Pessoa "tudo vale a pena se a alma não for pequena", porque nada valerá a alma de um povo se lhe for sequestrada a esperança de fazer acontecer. Pior do que falhar é persistir em procurar a solução junto de desinteressados e alheios à realidade. 

http://impresso.jornaldamadeira.pt/noticia.php?Seccao=12&id=245853&sup=0&sdata=2013-05-26

segunda-feira, abril 22, 2013

Atrofio constitucional


É ponto assente que o sistema político português está ultrapassado. Na atual conjuntura económica, financeira e social, o ortodoxo normativo constitucional inviabiliza a superação dos desafios que se colocam ao país.
Se, por um lado, a Constituição parece assegurar os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos portugueses, por outro, tende a ser bloqueio às importantes mudanças que precisam de ser feitas para garantir a sustentabilidade e o crescimento nacional. 
Os recentes episódios em torno do plano de resgate a Portugal evidenciam que o caminho que percorremos, à luz da atual Constituição, tende para a destruição do Estado português. Destruição, porque o texto constitucional é um obstáculo ao cumprimento dos objetivos da troika, que erradamente este governo da República insiste em cumprir, mas também porque não assegura uma via alternativa, nomeadamente para o relançamento da economia portuguesa. Portugal está num beco sem saída e refém do situacionismo. 
Há quem despreze a necessidade da revisão da Constituição, inclusive figuras de Estado e partidos políticos de alternância do poder, no entanto, apesar da aversão à sua adequação aos novos tempos, são, a todo o momento, sequestrados pela incapacidade de dar a volta às dificuldades. 
O exemplo mais flagrante respeita à declaração de inconstitucionalidade das normas do orçamento de Estado de 2012 e de 2013. Se, por um lado, a bandeira da inconstitucionalidade, embora que ilusória, tende a ser tábua de salvação dos portugueses pelas medidas de austeridade que têm vindo a ser impostas, por outro, tem gerado mais sacrifícios e medidas inconsequentes, do ponto de vista do esforço das famílias e empresas para que se cumpra o plano de resgate. De uma forma sôfrega, os portugueses, têm se esforçado para levar o país adiante, mas, apesar dos sacrifícios, Portugal continua distante das metas propostas. 
Cabe aos cidadãos portugueses decidirem sobre o rumo que o país deve trilhar. Se não queremos este quadro de eminente calamidade social, salvaguardada pela Constituição, então temos de apresentar uma alternativa para que a economia portuguesa cresça, o que não é permitido atualmente. 
Se falharmos agora comprometeremos a esperança de um país próspero, a não ser que queiramos que, ao invés de um Estado Democrático, fiquemos reféns de uma Constituição e de um tribunal constitucional, que age como e quando quer. Se assim for que governe o tribunal constitucional, pois nenhuma força política terá capacidade, com este normativo, de endireitar as finanças públicas e relançar Portugal.

Publicado no Jornal da Madeira
http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=243155&sdata=2013-04-22

segunda-feira, março 18, 2013

Legitimidades - Artigo JM

A semana que terminou foi rica no debate político regional. Discutiram-se três moções na Assembleia da Madeira: uma de confiança, apresentada pelo Governo Regional, e duas moções de censura apresentadas, respetivamente, pelo partido socialista e pelo partido trabalhista.
O tom político em torno dos documentos em apreço versaram, essencialmente, sobre a legitimidade política dos governantes e dos partidos políticos representados no parlamento regional. A troca de argumentos, emanados da discussão das moções, merecem uma analise séria e um esclarecimento à população, sob pena de se criarem ideias erradas sobre as causas da presente situação que se vive na Madeira.
O partido socialista, por exemplo, apresentou uma moção de censura "hipócrita" porque branqueia as responsabilidades do seu partido na presente conjuntura económico-financeira, que incidiu primeiramente com a Lei das Finanças Regionais de 2007, altamente penalizadora para a Madeira, e depois com a inexplicável desistência do Governo Socialista nas negociações do Centro Internacional de Negócios da Madeira, lesando severamente a Região e o país.
Por seu turno, o PTP, que não passa de um partido que vive obstinado pela subversão política na Madeira e que aproveita qualquer oportunidade para fazer "chincana" política, também apresentou uma moção de censura. Para este caso, nada melhor lembrar que a política deve ser uma actividade séria e que o povo espera respostas e soluções para os seus problemas, ao contrário dos engenhos do PTP que apenas têm o intuito de garantir espaço nos media e de criar instabilidade.
Porque os desafios são exigentes, e porque não se pode viver de insinuações e de incertezas, em boa hora, o Governo Regional apresentou uma moção de confiança, contribuindo também para clarificar o presente momento. O voto de confiança, que mereceu da Assembleia, se no dia da sua apresentação fez sentido, sai ainda mais reforçado após os bons resultados da recente avaliação do plano de ajustamento económico e financeiro pela troika, que relevou o esforço notável do Governo Regional em cumprir os objectivos e metas do plano.
Face ao exposto, não será necessário discorrer mais sobre a legitimidade deste Governo porque é no trabalho e nos resultados que se afere a competência e a capacidades de quem nos governa, mesmo com medidas externas, impostas e injustas.

http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=240381&sdata=2013-03-18