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segunda-feira, maio 22, 2023

3 notas: Cavaco, Costa e Alternativas







 Cavaco Silva 

Quem não se lembra da expressão tão usada por Cavaco Silva quando era Presidente da República "Um presidente não se deve pronunciar sobre...". Foi tantas vezes usada, mesmo quando a sua opinião tinha lugar.  

Após a sua saída da Presidência ficou acentuado e notório o incómodo entre Cavaco e o seu sucessor Marcelo. 

Sendo ou não oportuno/questionável, Cavaco Silva quebra o silêncio e lança-se à opinião pública, onde tem agitado as hostes e de mansinho, feito frente a Costa e a Marcelo, para além de encontrar um espaço que não tem sido bem aproveitado pelos partidos, em particular os da direita. Crítico, firme, credível e cirúrgico pronuncia-se e faz mossa no cambalacho em que está emaranhada a vida pública em Portugal.

Para quem tantas vezes não falou, agora disse o que pensa, sem meias medidas.  

Costa

Costa quis dar "o peito às balas" pelo seu Ministro Galamba, logo toda a responsabilidade política transitou para o chefe do governo. Pode fazer todas as opções na sua equipa, está legitimado, é verdade, agora não pode é disfarçar que está tudo bem, quando todos sabem que não está. Fica mal a António Costa e desqualificante para a sua liderança política. 

Alternativas 

Portugal está à deriva e importa acertar as agulhas da alternativa ao PS, porque, habilmente, tem deixado a "marinar" a crise política à espera de tirar um "coelho da cartola" e sair deste logro onde o próprio se colocou.  

É preciso arte e empenho, mas sobretudo prospetiva e ousadia para dizerem presente.  O povo não pode olhar para os partidos e ver que está tudo mal e não receber a confiança de que existe um projeto sólido para uma mudança inevitável. Afinal em política, tempo, popularidade e oportunidade são efémeros.  

Do que esperam? 

quinta-feira, janeiro 15, 2015

PRESIDENCIAIS: MARCELO OU SANTANA


O PSD está envolto numa grande confusão em torno do dossier Presidenciais e pelo facto de se perfilarem dois grandes candidatos dentro da sua área política: Pedro Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa.


Santana Lopes é mais próximo da direção de Pedro Passos Coelho e deverá granjear maiores preferências, no entanto, Marcelo Rebelo de Sousa é o eterno candidato a Presidente da República e um dos grandes barões do PSD.

Se por um lado Santana Lopes tem o peso da máquina, por outro, tem um trajeto político que poderá não abonar na hora da decisão. Marcelo poderá não reunir as simpatias da direção, mas tem um impacto mediático fora de série e tem argumentos para ganhar as eleições.

A escolha não será fácil e será motivo de dilemas na direção do PSD e, em geral, nos militantes e simpatizantes do PSD.
O que pode ainda piorar o cenário é o aparecimento de nomes como Alberto João Jardim e Rui Rio. Aí o caldo está entornado!
Será caso para dizer que o melhor para a direção do PSD é passar por entre os pingos da chuva, não apoiar qualquer dos candidatos, sacudir a água do capote e afirmar que as Presidenciais são matéria do foro individual dos candidatos e de escolha livre.

Será que os ventos agitados no PSD poderão abrir espaço a uma vitória de um candidato da esquerda? 
Um dossier a seguir...

quarta-feira, janeiro 14, 2015

A FORMALIDADE DO PRÓXIMO CONSELHO DE ESTADO


O Presidente da República convocará o Conselho de Estado para analisar a saída de Alberto João Jardim. Pouco ou nada estará sobre a mesa. A saída é irrevogável e as eleições regionais são inevitáveis.
Correrá tinta e haverá mais um facto político e noticioso, à medida do nosso país!
O que espero é que saia deste Conselho de Estado um justo reconhecimento pelo trabalho e obra de Alberto João Jardim, isso sim.