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segunda-feira, março 16, 2015

A Novela Sócrates

Um dos mais tristes episódios da justiça e da política nacional é o caso José Sócrates. O fenómeno mediático que enreda esta detenção é deveras caricato, começando pelo desfile de figuras públicas que, salvo erro, fazem nota à comunicação social para marcar presença e ter mais um momento noticioso, obviamente com palavras comprometedoras quanto à inocência do ex-primeiro ministro.
Acontece de tudo, até uma manifestação com mais de 100 pessoas em defesa da inocência de Sócrates sem conhecer o processo que o levou e mantém na prisão.
Como se não bastasse o advogado do arguido é um homem único, com estilo próprio e com um temperamento singular na relação com a comunicação social.  Porque vale a pena, partilho um dos episódios: 

A novela continuará até porque muitos serão ainda os motivos para espaços nos telejornais, para as manchetes dos jornais e as capas de revista, enfim justiça à portuguesa onde muito mói e pouco conclui. 

sábado, março 07, 2015

RECORDAR É VIVER: O que fizemos e o que somos

Numa consulta aos arquivos encontrei este pequeno vídeo que diz muito de um tempo em que muitos jovens como eu partilharam os mesmos ideais, as mesmas causas, as mesmas preocupações e as mesmas amizades.
Foram tempos em que o sucesso de um era o sucesso de todos, onde tudo era possível, até mesmo abdicar de sonhos pessoais pelo outro, pelo coletivo.
Se muito conquistamos, se muito ajudamos o próximo, se  nos batemos pelas causas de juventude, também criaram-se muitas amizades que, felizmente ainda hoje continuam.

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Não é por aí que se resolvem os problemas


A cegueira da austeridade e o olhar para os estados soberanos e para as pessoas como números, e não enquanto comunidade fez com que se agravasse uma onda de contestação aos políticos e à forma como se usam os dinheiros públicos. Se é verdade que é necessário e importante a contenção e a implementação do princípio do accountability, também é verdade que se entrou num clima de demagogia política para fazer face a este problema de credibilidade.
Será que vender a frota de automóveis do Governo grego vai resolver o problema das finanças públicas daquele país? 
Alto e para o baile, assim não! Não se atire poeira para os olhos do povo. 

sexta-feira, setembro 19, 2008

O Novo ano Político!

Os partidos políticos em Portugal e na Região Autónoma da Madeira estão de volta. Sim! Acabaram-se as férias e "bora lá" preparar estratégias, orientações e sobretudo a acção política partidária em prol daqueles que os elegeram (presumo que assim seja).

O PSD com uma nova liderança entrou a quebrar o silêncio, com um discurso forte, corrosivo, provocante apelando a um governo socialista novas políticas, menos propaganda, menos exibicionismo.

O PS, não sei se chegou a entrar politicamente no novo ano, a máquina de propaganda pelo menos não se sentiu abrandar. Mas esta história da criminalidade veio manchar o brilharete que se pretendia ser implacável para o ano político que antecede à prova de fogo.

O CDS/PP, uma decepção contínua. Então os militantes só tiveram conhecimento da demissão do vice-presidente Nobre Guedes após um ano? Onde está a credibilidade e ética na política.?

O PCP e BE, poucas novidades apesar de os resultados nas sondagens deixarem a esquerda muito confortável no nosso país.

Aqui na Madeira,

PSD está no terreno, na política ao serviços das pessoas. Sem grandes espectáculos continua a fazer o seu trabalho de base junto dos militantes.

O PS está em força, mas uma força que penso ser mais forte dentro de quatro paredes do que para a Madeira. Há uma vontade enorme de muitos membros de peso no partido em dar a cara ou melhor a piscar o olho à liderança do partido. Este ano político será o Adeus de João Carlos Gouveia à frente dos destinos do PS-Madeira. Eu acredito!

CDS/PP- Madeira, parece andar irreconhecível, agora troca de porta voz como quem troca de camisa. Muito confuso em ideias e a se distanciar daquele que é o seu potencial eleitorado.

BE e PCP - Madeira, mais do mesmo acções de esquina, com causa de "esquina". Aparecer, aparecer, aparecer. Nem que seja por fingimento mostrar aos madeirenses que se faz política a sério.

Uma nota ao exemplo mais profundo da descredibilização da política madeirense e da Assembleia Madeirense. o símbolo da palhaçada em política o deputado PND. Está para ficar! Baltasar está em casa, tem a sua marioneta em acção, a fazer aquilo que sempre quis fazer, mas nunca teve coragem. Está em tempo de pensar em mecanismos que possam corrigir estas atitudes. Poderá não ser nesta geração de políticos, mas vai ser um dia, antes que a política seja igual a soma 0+0.

Agora resta esperar por um ano em que na política se pense que fazer política é servir o povo! Por vezes tantos esquecem e ficam pelas vaidades e protagonismos pessoais.