A semana que terminou foi rica no debate político regional. Discutiram-se três moções na Assembleia da Madeira: uma de confiança, apresentada pelo Governo Regional, e duas moções de censura apresentadas, respetivamente, pelo partido socialista e pelo partido trabalhista.
O tom político em torno dos documentos em apreço versaram, essencialmente, sobre a legitimidade política dos governantes e dos partidos políticos representados no parlamento regional. A troca de argumentos, emanados da discussão das moções, merecem uma analise séria e um esclarecimento à população, sob pena de se criarem ideias erradas sobre as causas da presente situação que se vive na Madeira.
O partido socialista, por exemplo, apresentou uma moção de censura "hipócrita" porque branqueia as responsabilidades do seu partido na presente conjuntura económico-financeira, que incidiu primeiramente com a Lei das Finanças Regionais de 2007, altamente penalizadora para a Madeira, e depois com a inexplicável desistência do Governo Socialista nas negociações do Centro Internacional de Negócios da Madeira, lesando severamente a Região e o país.
Por seu turno, o PTP, que não passa de um partido que vive obstinado pela subversão política na Madeira e que aproveita qualquer oportunidade para fazer "chincana" política, também apresentou uma moção de censura. Para este caso, nada melhor lembrar que a política deve ser uma actividade séria e que o povo espera respostas e soluções para os seus problemas, ao contrário dos engenhos do PTP que apenas têm o intuito de garantir espaço nos media e de criar instabilidade.
Porque os desafios são exigentes, e porque não se pode viver de insinuações e de incertezas, em boa hora, o Governo Regional apresentou uma moção de confiança, contribuindo também para clarificar o presente momento. O voto de confiança, que mereceu da Assembleia, se no dia da sua apresentação fez sentido, sai ainda mais reforçado após os bons resultados da recente avaliação do plano de ajustamento económico e financeiro pela troika, que relevou o esforço notável do Governo Regional em cumprir os objectivos e metas do plano.
Face ao exposto, não será necessário discorrer mais sobre a legitimidade deste Governo porque é no trabalho e nos resultados que se afere a competência e a capacidades de quem nos governa, mesmo com medidas externas, impostas e injustas.
http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=240381&sdata=2013-03-18
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