quarta-feira, janeiro 14, 2015

NERVOSO NAS VÉSPERAS DAS ELEIÇÕES

A marcação das eleições, mais do que certa, para 29 de março torna o clima político regional em estado tenso e de nervoso. Se por um lado o PSD tem sobre os seus ombros a afirmação da nova liderança e do novo ciclo dependente de maioria absoluta, por outro, os partidos da oposição estão sobre um efeito surpresa e estão incertos quanto à ação e reação à presente conjuntura, vamos por partes:

PS
Vitor Freitas, presidente do partido, está sob uma forte contestação interna. A oposição interna vai desde Carlos Pereira à ala mais tradicional,  que não acreditam na possibilidade do atual líder conseguir um bom resultado eleitoral.
Paulo Cafofo entre nestas contas, no entanto face à intransigência de Vítor Freitas não tem tempo de se afirmar como candidato, mesmo que a hipótese Vítor Freitas caia por terra.

CDS
José Manuel Rodrigues é uma figura desgastada e que não tem conseguido catapultar os resultados eleitorais. Depois das regionais de 2011, em que ganhou algum fulgor político, nas autárquicas, em particular no Funchal, levou com um balde de água fria na capacidade dos centristas em se afirmarem como principal partido da oposição.
Só com uma nova cara, quiçá de Rui Barreto podia disputar com o PSD, no entanto já não há tempo.

PTP
José Manuel Coelho tem perdido o espaço e revela no eleitorado cansaço e pouca seriedade.

PND
As confusões no interior da direção partidária coloca-o muito fragilizado para as regionais.

PCP
Não é alternativa e continuará a ser um partido de minorias.

Perante os factos, o PSD-Madeira e Miguel Albuquerque têm caminho aberto para ganhar as eleições com maioria absoluta, a não ser que aconteça algo de transcendente no processo eleitoral.   

As regionais do próximo dia 29 de março serão um pró-forma e uma confirmação do PSD na frente dos destinos políticos e do Governo da Região. 

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