A marcação das eleições, mais do que certa, para
29 de março torna o clima político regional em estado tenso e de nervoso. Se
por um lado o PSD tem sobre os seus ombros a afirmação da nova liderança e do
novo ciclo dependente de maioria absoluta, por outro, os partidos da oposição
estão sobre um efeito surpresa e estão incertos quanto à ação e reação à
presente conjuntura, vamos por partes:
PS
Vitor Freitas, presidente do
partido, está sob uma forte contestação interna. A oposição interna vai desde Carlos
Pereira à ala mais tradicional, que não
acreditam na possibilidade do atual líder conseguir um bom resultado eleitoral.
Paulo Cafofo entre nestas contas,
no entanto face à intransigência de Vítor Freitas não tem tempo de se afirmar
como candidato, mesmo que a hipótese Vítor Freitas caia por terra.
CDS
José Manuel Rodrigues é uma
figura desgastada e que não tem conseguido catapultar os resultados eleitorais.
Depois das regionais de 2011, em que ganhou algum fulgor político, nas autárquicas,
em particular no Funchal, levou com um balde de água fria na capacidade dos
centristas em se afirmarem como principal partido da oposição.
Só com uma nova cara, quiçá de
Rui Barreto podia disputar com o PSD, no entanto já não há tempo.
PTP
José Manuel Coelho tem perdido o
espaço e revela no eleitorado cansaço e pouca seriedade.
PND
As confusões no interior da
direção partidária coloca-o muito fragilizado para as regionais.
PCP
Não é alternativa e continuará a
ser um partido de minorias.
Perante os factos, o PSD-Madeira e
Miguel Albuquerque têm caminho aberto para ganhar as eleições com maioria
absoluta, a não ser que aconteça algo de transcendente no processo eleitoral.
As regionais do próximo dia 29 de
março serão um pró-forma e uma confirmação do PSD na frente dos destinos
políticos e do Governo da Região.
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