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segunda-feira, maio 22, 2023

3 notas: Cavaco, Costa e Alternativas







 Cavaco Silva 

Quem não se lembra da expressão tão usada por Cavaco Silva quando era Presidente da República "Um presidente não se deve pronunciar sobre...". Foi tantas vezes usada, mesmo quando a sua opinião tinha lugar.  

Após a sua saída da Presidência ficou acentuado e notório o incómodo entre Cavaco e o seu sucessor Marcelo. 

Sendo ou não oportuno/questionável, Cavaco Silva quebra o silêncio e lança-se à opinião pública, onde tem agitado as hostes e de mansinho, feito frente a Costa e a Marcelo, para além de encontrar um espaço que não tem sido bem aproveitado pelos partidos, em particular os da direita. Crítico, firme, credível e cirúrgico pronuncia-se e faz mossa no cambalacho em que está emaranhada a vida pública em Portugal.

Para quem tantas vezes não falou, agora disse o que pensa, sem meias medidas.  

Costa

Costa quis dar "o peito às balas" pelo seu Ministro Galamba, logo toda a responsabilidade política transitou para o chefe do governo. Pode fazer todas as opções na sua equipa, está legitimado, é verdade, agora não pode é disfarçar que está tudo bem, quando todos sabem que não está. Fica mal a António Costa e desqualificante para a sua liderança política. 

Alternativas 

Portugal está à deriva e importa acertar as agulhas da alternativa ao PS, porque, habilmente, tem deixado a "marinar" a crise política à espera de tirar um "coelho da cartola" e sair deste logro onde o próprio se colocou.  

É preciso arte e empenho, mas sobretudo prospetiva e ousadia para dizerem presente.  O povo não pode olhar para os partidos e ver que está tudo mal e não receber a confiança de que existe um projeto sólido para uma mudança inevitável. Afinal em política, tempo, popularidade e oportunidade são efémeros.  

Do que esperam? 

sábado, setembro 26, 2015

Legislativas nacionais 2015: Mais e Menos (II)



Mais
A mobilização da coligação Portugal à frente

Na mobilização tem demonstrado ser a única força política que pode ficar à frente no dia 4 de outubro. A política também se faz de esperança e neste aspeto a coligação tem demonstrado.

Menos
Marinho Pinto
Nos grandes palcos políticos a descontração e o humor também fazem parte. O que não se compreende é que, nos dias de hoje, não só se fica ofendido como se entra para o ataque sobre coisas que devem ser relativizadas. Perde mais do que ganha.  

quinta-feira, setembro 24, 2015

Legislativas nacionais 2015: Mais e Menos

Mais
Campanha da coligação Portugal à Frente

Nas redes sociais está à frente em qualidade, em conteúdos e a puxar pela atenção. Uma campanha do século XXI, incomparavelmente superior aos adversários.


Menos
Campanha do empate

As projeções que apontam para um empate técnico, obrigam a uma campanha calculista que não descola de um mero tacticismo e que não esclarece os portugueses sobre o futuro que lhes reserva. 

segunda-feira, abril 13, 2015

Presidenciais: Candidatos a feijões

São nomes atrás de nomes a possíveis candidatos à Presidência da República. Da Esquerda à Direita há um naipe imenso de personalidades que se perfilham. Podemos dizer que muitas candidaturas não se materializarão, mas que serão uma grande dor de cabeça para os partidos, ai isso serão!

As legislativas nacionais serão o mote para afrouxar ou não os candidatos que espreitam a sua vez. Partido reforçado nas eleições terá a força para “propor” o candidato, partido enfraquecido dará lugar força à livre iniciativa dos candidatos. 

quinta-feira, janeiro 15, 2015

PRESIDENCIAIS: MARCELO OU SANTANA


O PSD está envolto numa grande confusão em torno do dossier Presidenciais e pelo facto de se perfilarem dois grandes candidatos dentro da sua área política: Pedro Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa.


Santana Lopes é mais próximo da direção de Pedro Passos Coelho e deverá granjear maiores preferências, no entanto, Marcelo Rebelo de Sousa é o eterno candidato a Presidente da República e um dos grandes barões do PSD.

Se por um lado Santana Lopes tem o peso da máquina, por outro, tem um trajeto político que poderá não abonar na hora da decisão. Marcelo poderá não reunir as simpatias da direção, mas tem um impacto mediático fora de série e tem argumentos para ganhar as eleições.

A escolha não será fácil e será motivo de dilemas na direção do PSD e, em geral, nos militantes e simpatizantes do PSD.
O que pode ainda piorar o cenário é o aparecimento de nomes como Alberto João Jardim e Rui Rio. Aí o caldo está entornado!
Será caso para dizer que o melhor para a direção do PSD é passar por entre os pingos da chuva, não apoiar qualquer dos candidatos, sacudir a água do capote e afirmar que as Presidenciais são matéria do foro individual dos candidatos e de escolha livre.

Será que os ventos agitados no PSD poderão abrir espaço a uma vitória de um candidato da esquerda? 
Um dossier a seguir...

quarta-feira, janeiro 14, 2015

NERVOSO NAS VÉSPERAS DAS ELEIÇÕES

A marcação das eleições, mais do que certa, para 29 de março torna o clima político regional em estado tenso e de nervoso. Se por um lado o PSD tem sobre os seus ombros a afirmação da nova liderança e do novo ciclo dependente de maioria absoluta, por outro, os partidos da oposição estão sobre um efeito surpresa e estão incertos quanto à ação e reação à presente conjuntura, vamos por partes:

PS
Vitor Freitas, presidente do partido, está sob uma forte contestação interna. A oposição interna vai desde Carlos Pereira à ala mais tradicional,  que não acreditam na possibilidade do atual líder conseguir um bom resultado eleitoral.
Paulo Cafofo entre nestas contas, no entanto face à intransigência de Vítor Freitas não tem tempo de se afirmar como candidato, mesmo que a hipótese Vítor Freitas caia por terra.

CDS
José Manuel Rodrigues é uma figura desgastada e que não tem conseguido catapultar os resultados eleitorais. Depois das regionais de 2011, em que ganhou algum fulgor político, nas autárquicas, em particular no Funchal, levou com um balde de água fria na capacidade dos centristas em se afirmarem como principal partido da oposição.
Só com uma nova cara, quiçá de Rui Barreto podia disputar com o PSD, no entanto já não há tempo.

PTP
José Manuel Coelho tem perdido o espaço e revela no eleitorado cansaço e pouca seriedade.

PND
As confusões no interior da direção partidária coloca-o muito fragilizado para as regionais.

PCP
Não é alternativa e continuará a ser um partido de minorias.

Perante os factos, o PSD-Madeira e Miguel Albuquerque têm caminho aberto para ganhar as eleições com maioria absoluta, a não ser que aconteça algo de transcendente no processo eleitoral.   

As regionais do próximo dia 29 de março serão um pró-forma e uma confirmação do PSD na frente dos destinos políticos e do Governo da Região. 

segunda-feira, janeiro 12, 2015

sexta-feira, setembro 19, 2008

O Novo ano Político!

Os partidos políticos em Portugal e na Região Autónoma da Madeira estão de volta. Sim! Acabaram-se as férias e "bora lá" preparar estratégias, orientações e sobretudo a acção política partidária em prol daqueles que os elegeram (presumo que assim seja).

O PSD com uma nova liderança entrou a quebrar o silêncio, com um discurso forte, corrosivo, provocante apelando a um governo socialista novas políticas, menos propaganda, menos exibicionismo.

O PS, não sei se chegou a entrar politicamente no novo ano, a máquina de propaganda pelo menos não se sentiu abrandar. Mas esta história da criminalidade veio manchar o brilharete que se pretendia ser implacável para o ano político que antecede à prova de fogo.

O CDS/PP, uma decepção contínua. Então os militantes só tiveram conhecimento da demissão do vice-presidente Nobre Guedes após um ano? Onde está a credibilidade e ética na política.?

O PCP e BE, poucas novidades apesar de os resultados nas sondagens deixarem a esquerda muito confortável no nosso país.

Aqui na Madeira,

PSD está no terreno, na política ao serviços das pessoas. Sem grandes espectáculos continua a fazer o seu trabalho de base junto dos militantes.

O PS está em força, mas uma força que penso ser mais forte dentro de quatro paredes do que para a Madeira. Há uma vontade enorme de muitos membros de peso no partido em dar a cara ou melhor a piscar o olho à liderança do partido. Este ano político será o Adeus de João Carlos Gouveia à frente dos destinos do PS-Madeira. Eu acredito!

CDS/PP- Madeira, parece andar irreconhecível, agora troca de porta voz como quem troca de camisa. Muito confuso em ideias e a se distanciar daquele que é o seu potencial eleitorado.

BE e PCP - Madeira, mais do mesmo acções de esquina, com causa de "esquina". Aparecer, aparecer, aparecer. Nem que seja por fingimento mostrar aos madeirenses que se faz política a sério.

Uma nota ao exemplo mais profundo da descredibilização da política madeirense e da Assembleia Madeirense. o símbolo da palhaçada em política o deputado PND. Está para ficar! Baltasar está em casa, tem a sua marioneta em acção, a fazer aquilo que sempre quis fazer, mas nunca teve coragem. Está em tempo de pensar em mecanismos que possam corrigir estas atitudes. Poderá não ser nesta geração de políticos, mas vai ser um dia, antes que a política seja igual a soma 0+0.

Agora resta esperar por um ano em que na política se pense que fazer política é servir o povo! Por vezes tantos esquecem e ficam pelas vaidades e protagonismos pessoais.