domingo, dezembro 16, 2012

Apenas três notas


http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=233316&sdata=2012-12-16



1. Visita do Secretário Estado dos Assuntos Parlamentares à Madeira
São claros os propósitos do Governo da República quanto aos órgãos de governo próprio da Região Autónoma da Madeira. Numa encenação política, o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares visita a Madeira, coincidindo com a discussão do Orçamento Regional, logo, com dificuldades de agenda em reunir com o Governo Regional. Por sua vez, o Secretário de Estado acaba por reunir com o grupo parlamentar do CDS/PP local e que, resultado desse encontro, noticia que haverá um plano estratégico para a RTP e RDP Madeira, que poderá também envolver o Jornal da Madeira. Pergunto-me, com quem é que esse plano será materializado? Com o CDS/PP? Com outros poderes ou outras personalidades, quando está clarificado e postos de lado alguns planos que envolveriam esse propósito?
Já agora porque será que o CDS que faz “jogo de cintura” com o Governo da República, umas vezes estando do lado daquele Governo e outras não, não usa o seu capital de influência para outras situações mais prementes para a presente conjuntura da Região?

2. Voto do CDS/PP no Orçamento Regional
A votação na generalidade do Orçamento Regional para o ano 2013 clarificou as motivações políticas do CDS/PP Madeira: a demagogia e o eleitoralismo. Alinhado no diapasão dos partidos radicais representados no parlamento regional votou contra a proposta de orçamento, esquecendo que faz parte de um alinhamento político que impos um Programa de Ajustamento Financeiro à Madeira e que, desse plano, adveio medidas severas que também condicionam aquele documento, mas também que implicam esforços na economia e impõem sacrifícios às famílias madeirenses. Uma atitude responsável seria de esperar deste CDS/PP, pelo menos a abstenção no orçamento, que continua a se demitir das responsabilidades inerentes a um partido que integra a coligação no Governo da República.

3. Preocupação da oposição quanto ao PSD
Se houvesse dúvidas quanto ao futuro político da Região ficariam todas dissipadas nas preocupações de toda a oposição sobre a vida interna do PSD/Madeira. Ao invés dos partidos anti-autonomistas organizarem os seus partidos, de modo a construir uma alternativa de poder ao PSD, ficam envencilhados a discutir os processos internos do partido da maioria na Madeira. Está provado que ao PSD/Madeira basta ter a cabeça no seu sítio e não fazer o jogo da oposição para continuar a comandar os destinos da nossa Região.

segunda-feira, novembro 05, 2012

A Força sobre a adversidade - Mau tempo Madeira

Da mesma maneira que a Madeira esteve à altura para solucionar as consequências das intempéries de 20 de Fevereiro 2010, certamente que estaremos novamente operacionais para accionar as medidas necessárias na sequência do mau tempo que afecta a Região, em especial na costa Norte. Os meios estão no terreno e os alertas sinalizados. Muita força a todos, em especial às populações que têm vindo a ser afectadas.

Resultados Eleições Internas PSD Madeira - Freguesia da Ilha

Face aos dados menos precisos quanto aos resultados das eleições internas do PSD Madeira na Freguesia da Ilha, que decorreram na passada Sexta-feira, dia 2 de Novembro, apresento aqui o escrutínio final:

Universo eleitoral : 27 
Votantes: 25
Lista A: 22
Lista B: 2
Votos em Branco: 1  

O Dr. Alberto João Jardim ganhou na Freguesia da Ilha com 92%.  

terça-feira, outubro 30, 2012

Presunção


O processo eleitoral interno no PSD Madeira tem sido rico em revelações. O novo ciclo que determinados militantes profetizam assume rasgar com a história e fazer uma demarcação profunda ao rumo que o partido tem trilhado. Viemos a descobrir que há quem tenha a ousadia de chamar a si os louros dos resultados eleitorais, fazendo parecer que num partido existem militantes de primeira e militantes de segunda e que, individualmente, há quem valha mais do que o todo.

As declarações que têm vindo a público de uma das candidaturas, as únicas possíveis para o esclarecimento dos militantes, fazem parecer que vivemos enganados e adormentados num sonho durante todos estes anos. Nesse sonho não existiu progresso, a Região não se desenvolveu, o líder carismático do PSD Madeira não contribuiu para arrecadar vitórias eleitorais e o PSD sempre foi um partido obsoleto e sem ideias para o futuro da Região. É uma presunção que atinge todos os que arduamente se têm dedicado ao partido e à defesa das suas causas. Infelizmente, para esses, a transformação de que a Madeira beneficiou, fruto do trabalho de um partido, de um líder e do saber escolher de um Povo, por mais que se esforcem, jamais poderá ser escondida.

Nunca ouvi o Dr. Alberto João Jardim afirmar que os resultados e a obra deviam-se apenas ao seu trabalho. Nas diversas conquistas eleitorais e na concretização de obra na Madeira, o líder do PSD sempre declarou que os resultados emergiram da coragem dos sociais-democratas madeirenses e da força que o Povo da Madeira sempre deu aos seus Governos e ao seu partido.

As diferentes abordagens evidenciam o que está em causa nas eleições internas no PSD. Há quem puxe pelos galões chamando a si os resultados, e há quem, mesmo merecendo, partilhe os sucessos com os militantes sociais-democratas e com os Madeirenses.

O tom da candidatura adversária à do atual líder do PSD encontra-se envolta em arrogância porque, aguerridos na presunção de ter a fórmula “mágica” para o futuro do partido e da Região, menosprezam tudo o que tem vindo a ser feito, parecendo querer passar atestados de caducidade à família social-democrata da Madeira. Se o partido e os seus militantes passaram de prazo com que objetivo se lhes pedem o voto?

Se o processo eleitoral é interno e se votam apenas os militantes que tenham as quotas em dia, não se compreende que intento persegue quem resume a sua campanha às ações mediáticas e na praça pública. O que está em causa é o esclarecimento dos filiados sobre as ideias para o futuro do partido e não um esclarecimento a população Madeirense, como se de umas eleições regionais se tratasse, para regozijo dos opositores e inimigos dos sociais-democratas da Madeira.

Não se ganha o partido com os votos da oposição.

Os inimigos não são os aliados ideais para atingir a liderança do partido.

Alguém que quer liderar o PSD deverá ter o desejo de o fortalecer e de não o enfraquecer.

A busca da popularidade mediática, não é sinónimo de reunir a preferência dos militantes do PSD da Madeira.

Porque há ainda quem saiba do que se trata neste processo eleitoral dentro do partido, o verdadeiro debate e esclarecimento decorre junto dos sociais-democratas e dos autonomistas da Madeira e nunca nos sítios impróprios ou em acordos com aqueles que querem manobrar o PSD com o intuito de o derrubar.

O que está em causa é continuar a desenvolver a nossa Região, só sendo possível com a força e a garra de cada militante e de cada simpatizante, de cada homem e de cada mulher que aspira o bem da nossa terra e das nossas gentes. Há quem acredite no potencial dos seus pares no partido e com eles, no dia 2 de Novembro o PSD da Madeira empenhará a sua vontade em continuar a realizar esperança. 


Artigo de Opinião publicado no Jornal da Madeira:
http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=229465&sdata=2012-10-29

sexta-feira, outubro 19, 2012

‎"CARTA DE DESPEDIDA AO PRESIDENTE DA REPUBLICA" - Pedro Marques


Por solidariedade, mas também porque este caso simboliza o drama de muitos jovens portugueses que hoje vêm os seus sonhos gorados, fica o registo da carta do jovem Pedro Marques (enfermeiro) dirigida ao Presidente da República:


"Vossa Excelencia,
Não me conhece, mas eu conheço-o e, por isso, espero que não se importe que lhe dê alguns dados biográficos. Chamo-me Pedro Miguel, tenho 22 anos, sou um recém-licenciado da Escola Superior de Enfermagem do Porto. Nasci no dia 31 de Julho de 1990 na freguesia de Miragaia. Cresci em Alijó com os meus avós paternos, brinquei na rua e frequentava a creche da Vila. Outras vezes acompanhava a minha avó e o meu avô quando estes iam trabalhar para o Meiral, um terreno de árvores de fruto, vinha (como a maioria daquela zona), entre outros. Aprendi a dizer “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” quando me cruzava na rua com terceiros. Aprendi que a vida se conquista com trabalho e dedicação. Aprendi, ou melhor dizendo, ficou em mim a génesis da ideia de que o valor de um homem reside no poder e força das suas convicções, no trato que dá aos seus iguais, no respeito pelo que o rodeia.
Voltei para a cidade onde continuei o meu percurso: andei numa creche em Aldoar, freguesia do Porto e no Patronato de Santa Teresinha; frequentei a escola João de Deus durante os primeiros 4 anos de escolaridade, o Grande Colégio Universal até ao 10º ano e a Escola Secundária João Gonçalves Zarco nos dois anos de ensino secundário que restam. Em 2008 candidatei-me e fui aceite na Escola Superior de Enfermagem do Porto, como referi, tendo terminado o meu curso em 2012 com a classificação de Bom. Nunca reprovei nenhum ano. No ensino superior conclui todas as unidades curriculares sem “deixar nenhuma cadeira para trás” como se costuma dizer.
Durante estes 20 anos em que vivi no Grande Porto, cresci em tamanho, em sabedoria e em graça. Fui educado por uma freira, a irmã Celeste, da qual ainda me recordo de a ver tirar o véu e ficar surpreendido por ela ter cabelo; tive professores que me ensinaram a ver o mundo (nem todos bons, mas alguns dignos de serem apelidados de Professores, assim mesmo com P maiúsculo); tive catequistas que, mais do que religião, me ensinaram muito sobre amizade, amor, convivência, sobre a vida no geral; tive a minha família que me acompanhou e me fez; tive amigos que partilharam muito, alguns segredos, algumas loucuras próprias dos anos em flor; tive Praxe, aquilo que tanta polémica dá, não tendo uma única queixa da mesma, discutindo Praxe várias vezes com diversos professores e outras pessoas, e posso afirmar ter sido ela que me fez crescer muito, perceber muita coisa diferente, conviver com outras realidades, ter tirado da minha boca para poder oferecer um lanche a um colega que não tinha que comer nesse dia. Tudo isto me engrandeceu o espírito. E cresci, tornei-me um cidadão que, não sendo perfeito, luto pelas coisas em que eu acredito, persigo objetivos e almejo, como todos os demais, a felicidade, a presença de um propósito em existirmos. Sou exigente comigo mesmo, em ser cada vez melhor, em ter um lugar no mundo, poder dizer “eu existo, eu marquei o mundo com os meus atos”.
Pergunta agora o senhor por que razão estarei eu a contar-lhe isto. Eu respondo-lhe: quero despedir-me de si. Em menos de 48 horas estarei a embarcar para o Reino Unido numa viagem só de ida. É curioso, creio eu, porque a minha família (inclusive o meu pai) foi emigrante em França (onde ainda conservo parte da minha família) e agora também eu o sou. Os motivos são outros, claro, mas o objetivo é mesmo: trabalhar, ter dinheiro, ter um futuro. Lamento não poder dar ao meu país o que ele me deu. Junto comigo levo mais 24 pessoas de vários pontos do país, de várias escolas de Enfermagem. Somos dos melhores do mundo, sabia? E não somos reconhecidos, não somos contratados, não somos respeitados. O respeito foi uma das palavras que mais habituado cresci a ouvir. A par dessa também a responsabilidade pelos meus atos, o assumir da consequência, boa ou má (não me considero, volto a dizer, perfeito).
Esse assumir de uma consequência, a pro-atividade para fazer mais, o pensar, ter uma perspetiva sobre as coisas, é algo que falta em Portugal. Considero ridículas estas últimas semanas. Não entendo as manifestações que se fazem que não sejam pacíficas. Não sou a favor das multidões em protesto com caras tapadas (se estão lá, deem a cara pelo que lutam), daqueles que batem em polícias e afins. Mais, a culpa do país estar como está não é sua, nem dos sucessivos governos rosas e laranjas com um azul à mistura: a culpa é de todos. Porquê? Porque vivemos com uma Assembleia que pretende ser representativa, existindo, por isso, eleições. A culpa é nossa que vos pusemos nesse pódio onde não merecem estar. Contudo o povo cansou-se da ausência de alternativas, da austeridade, do desemprego, das taxas, dos impostos. E pedem um novo Abril. Para quê? O Abril somos nós, a liberdade é nossa. E é essa liberdade que nos permite sair à rua, que me permite escrever estas linhas. O que nós precisamos é que se recorde que Abril existiu para ser o povo quem “mais ordena”. E a precisarmos de algo, precisamos que nos seja relembrado as nossas funções, os nossos direitos, mas, sobretudo, principalmente, com muita ênfase, os nossos deveres.
Porém, irei partir. Dia 18 de Outubro levarei um cachecol de Portugal ao pescoço e uma bandeira na bagagem de mão. Levarei a Pátria para outra Pátria, levarei a excelência do que todas as pessoas me deram para outro país. Mostrarei o que sou, conquistarei mais. Mas não me esquecerei nunca do que deixei cá. Nunca. Deixo amigos, deixo a minha família. Como posso explicar à minha sobrinha que tem um ano que eu a amo, mas que não posso estar junto dela? Como posso justificar a minha ausência? Como posso dizer adeus aos meus avós, aos meus tios, ao meu pai? Eles criaram, fizeram-me um Homem. Sou sem dúvida um privilegiado. Ainda consigo ter dinheiro para emigrar, o que não é para todos. Sou educado, tenho objetivos, tenho valores. Sou um privilegiado.
E é por isso que lhe faço um último pedido. Por favor, não crie um imposto sobre as lágrimas e muito menos sobre a saudade. Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país, envelhecer no meu país. Permita-me sentir falta do cheiro a mar, do sol, da comida, dos campos da minha aldeia. Permita-me, sim? E verá que nos meus olhos haverá saudade e a esperança de um dia aqui voltar, voltar à minha terra. Voltarei com mágoa, mas sem ressentimentos, ao país que, lá bem no fundo, me expulsou dele mesmo.

Não pretendo que me responda, sinceramente. Sei que ser político obriga a ser politicamente correto, que me desejará boa sorte, felicidades. Prefiro ouvir isso de quem o diz com uma lágrima no coração, com o desejo ardente de que de facto essa sorte exista no meu caminho.

Cumprimentos,
Pedro Marques"

terça-feira, outubro 16, 2012

Ética não rima com José Manuel Coelho

José Manuel Coelho, deputado do PTP na Assembleia da Madeira, é um político do bluff, da mentira, da arruaça e das insinuações.
O mentor da "dita" ética cumpre sempre a velha máxima "faz o que eu digo, não faças o que eu faço".
Eis alguns exemplos:
- Coloca a filha como deputada na Assembleia da Madeira;
- Os valores que recebe para a actividade parlamentar são para criar "tachos" e até dá para pagar o líder nacional do partido.
- Não dignifica nem respeita a vontade do povo quando bloqueia e prejudica os trabalhos parlamentares.

Este é um exemplo de quem não sabe honrar o voto.

PRAXIS NON VERBUM!



Requisitos de uma candidatura

Desafiar a uma disputa eleitoral no Partido Social Democrata da Madeira exige que se apresente um projeto político com ideias e que se assegure vitórias eleitorais. Este é um ato que, para muitos, pode significar coragem, no entanto não só é um afrontamento carregado de injustiça, como também envolta perigo no que respeita à estabilidade política. 
Não basta querer, é preciso dar provas. Não basta sentir-se capaz, é necessário apresentar um projeto com ideias e de valor acrescentado. Não basta, por um lado dizer que se discorda para soar bem na opinião pública e, por outro, remeter-se ao silêncio nos locais próprios onde devem discutir as divergências e as alternativas- nos órgãos do partido. 
A afirmação de uma candidatura passa, também, por assumir um projeto político constituído por um elenco de militantes para a direção dos principais órgãos, que devem oferecer garantias ao partido. Alguns atributos devem ser tidos em conta, designadamente: 
1. Competência
A equipa deve congregar quadros do partido, de preferência com provas dadas na vida política, económica, social e cultural na Região Autónoma da Madeira. Não estamos num tempo de experiências, mas sim de garantias. É crucial que nos destinos da mais importante estrutura partidária da Região possa reunir os melhores, com diferentes sensibilidades e áreas de formação distintas. 
2. Experiência
Porque a política também é estratégia e conhecimento, é importante que o partido tenha nos seus dirigentes elementos com experiência governamental, com tacto autárquico e capazes de dinamizar a estrutura partidária.
Quem conhece o PSD/M sabe bem o quanto a experiência foi um dos segredos da estrutura. As boas práticas e os mais experimentados na vida partidária do PSD serão necessários, especialmente para a grande batalha eleitoral do próximo ano- as eleições autárquicas. Por imperativo da lei de limitação de mandatos, muitas serão as mudanças para as Câmaras e Juntas de Freguesia e, apesar dessa condicionante, o PSD não pode deixar de seguir aquele que é o seu objetivo, vencer todas as câmaras e freguesias da Região.
3. Capital Político
A credibilidade, a capacidade de negociação e de movimentação nos corredores do poder são, na atualidade, requisitos fundamentais para alcançar resultados positivos a favor da Madeira e da sua população. O momento específico que se vive não pode dispensar aqueles que na sua área de intervenção para dar uma ajuda à Região e ao seu povo. O jogo de influências na vida política e nos círculos de poder são de tal modo selvagem que também o PSD deve estar bem posicionado, especialmente quando a nossa família política nacional continua a destoar de um caminho distinto dos interesses social-democratas e dos autonomistas da Madeira.
4. Interclassista
Numa sociedade heterogénea onde as dificuldades acentuam a injustiça social o Partido, mais do que nunca, deve ter nas suas fileiras representantes de diferentes classes sociais, pois só assim pode seguir, a par e passo, o pulsar da população e de adequar as melhores estratégias. 
5. Intergeracional
O sucesso do partido social democrata da Madeira tem sido o de saber equilibrar a experiência dos mais velhos e a irreverência dos mais novos. Num partido como o PSD/Madeira todos são importantes e necessários, há quem possa defender um partido de jovens ou até um partido mais maduro, mas a virtude está no balanceamento destas duas conceções. O partido não pode perder o seu gene, como também não pode excluir ou incluir alguém apenas pela condição geracional. 
Estas qualidades devem servir de reflexão para ajudar os militantes do PSD Madeira a decidir, dentro de três semanas, sobre a orientação diretiva do partido. Esta escolha será mais fácil porque só uma lista consegue reunir todos estes atributos: A lista encabeçada pelo atual Presidente do partido, Dr. Alberto João Jardim. 
O atual quadro social, político e económico na Região e no mundo precisa dos melhores para, ao serviço comum, encontrar soluções e ultrapassar o momento delicado que se depara. O PSD não será exceção porque teremos de estar à altura dos desafios futuros, ou não fossemos nós autonomistas e sociais-democratas da Madeira!

http://impresso.jornaldamadeira.pt/noticia.php?Seccao=12&id=228205&sup=0&sdata=2012-10-14

domingo, outubro 07, 2012

Vaidade da Renovação




O PSD Madeira convocou para o próximo dia 2 de Novembro, as eleições diretas para a Comissão Política Regional e o Secretariado. Pela primeira vez na sua história dois candidatos assumem um projeto para o partido.
Num contexto de disputa eleitoral trocam-se argumentos para conquistar os votos dos militantes. A lista concorrente à encabeçada pelo Dr. Alberto João Jardim apresenta como um dos únicos argumentos - a renovação dos quadros e dirigentes do PSD Madeira. Este motivo desafia os militantes social-democratas da Madeira a refletir sobre as seguintes questões:
- Se o opositor à atual direção do PSD Madeira ganhar, os membros das comissões políticas de freguesia, os membros dos órgãos regionais, os membros do Governo Regional, os deputados da Assembleia da República e da Assembleia da Legislativa da Madeira e os autarcas serão todos dispensados de dar o seu contributo ao partido?
-Se esse candidato for eleito Presidente da Comissão Política Regional do PSD com que militantes e massa humana contará para continuar a fazer do PSD um partido vencedor?
- Somos assim tantos para dispensar a experiência e o capital político de tantos militantes que durante todos estes anos honraram o bom nome do PSD?
Estas são três questões que merecem uma séria reflexão daquilo que poderá ser, se assim os militantes o entenderem, o destino do PSD da Madeira. Cada qual deverá tirar as elações e exprimir a opinião sobre aquilo que quer para o futuro do partido, ressalvando alguns sinais que essa candidatura evidencia: uma candidatura vinda e exposta de fora, com apoios de outros quadrantes políticos e da comunicação social e seletiva nos contactos com os militantes.
No capítulo da renovação é bom referir que se dúvidas houvesse quanto à capacidade de renovação do Dr. Alberto João Jardim ficariam dissipadas com os sucessivos triunfos eleitorais do PSD. Todos os militantes sabem o quanto, quer nas suas equipas para as Comissões Políticas Regionais, para o Parlamento Europeu, para as Assembleias da República e Legislativa da Madeira, Governo Regional e autarquias o partido foi sempre se renovando. Aliás, se o PSD não se renovasse certamente não conseguiria conquistar o apoio de muitas gerações de Madeirenses.
O líder do PSD/M sempre apostou na renovação através da inclusão dos jovens nos diversos projetos. A aposta pessoal do Presidente do PSD Madeira é ainda mais evidente na importância que tem dado à organização de juventude do partido - a JSD Madeira. Em todas as eleições, regionais e locais, fez sempre questão de contar com novos elementos, não só para a composição das listas, mas também com as suas ideias, como garantia do rejuvenescimento, da confiança e esperança nas novas gerações. Hoje, se analisarmos o historial dos quadros da sociedade madeirense, também com responsabilidades políticas, podemos aferir que grande parte deles iniciou a sua vida política na organização de juventude social-democrata.
Outra dimensão da renovação, que também importa registar, diz respeito às reformas que o PSD foi defendendo e realizando na Madeira. Neste aspeto, é de destacar a capacidade intelectual e prática que o Dr. Alberto João Jardim tem tido ao longo dos anos em que lidera o PSD. Sabiamente, com competência e visão, soube envergar as causas determinantes para cada momento e situação. Dessa forma consolidou o espaço político do PSD, sem demagogias ou discursos politicamente corretos, mas em sintonia com a população.
Estas conclusões, intenta-me a fazer algumas reflexões:
- Se os exemplos referenciados não são sinais de renovação o que será a renovação?
- Não será a renovação um processo dialético que deve garantir a estabilidade mas também a inclusão de novas ideias e novas formas de pensar?
- É aceitável que, pelos mesmos argumentos que tanto combatemos os nossos adversários, se entre no mesmo diapasão e se desrespeite o timoneiro do PSD Madeira?
- A rogo da renovação é prudente virar as costas a quem nunca as virou?
- A vaidade da renovação teria a sua razão se muitos desses militantes, que hoje enfrentam o rosto da social-democracia na Madeira, não devessem a oportunidade e o palco da política ao homem que agora querem ver de fora?
Hoje, todo e qualquer eleito social-democrata tem o dever de gratidão para com o Dr. Alberto João Jardim porque se não fosse com o seu apoio, o seu entusiasmo e com o seu trabalho muitos não lograriam tais oportunidades.
O atual líder do PSD Madeira é o garante da renovação, é aquele que sempre apontou o caminho e que fez as melhores escolhas para o partido e para a Madeira. Pela simples justificação da renovação não é admissível que se ponha em causa o projeto ganhador de 36 anos.
Chegando a hora da inédita decisão, num processo no PSD Madeira, a escolha deverá ser determinada e sem qualquer calculismo. O futuro do partido, que não se pode dissociar do futuro da Região, é uma decisão muito séria que está acima de amizades e acima das relações profissionais.
Se todos os envolvidos defendem a dialética democrática, julgo que também no dia 2 de Novembro, escrutinados os votos dos militantes com capacidade ativa, o partido deve falar a uma só voz e estar coeso e unido para as verdadeiras batalhas com enfoque no real inimigo, que é externo.
A verdadeira batalha está fora do PSD, a luta social-democrata está naqueles que atentam contra a Região Autónoma da Madeira e à sua Autonomia. Não nos desconcentremos deste objetivo!

http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=227610&sdata=2012-10-07

quarta-feira, outubro 03, 2012

Projeto de Esperança

O momento delicado que se vive na Região, por via da conjuntura económica e social, não só pede que se tenha a capacidade de apresentar e executar novas ideias, como também precisa dos melhores para que, através do seu capital de experiência e de conhecimento, possam intervir junto das diferentes instâncias para reposicionar a Região Autónoma da Madeira na senda do progresso e do desenvolvimento. 
Dentro em breve os militantes do Partido Social Democrata da Madeira serão chamados a votar para os órgãos de direção sendo que, para além de ser uma escolha determinante para o partido, enquanto força maioritária, é crucial para o futuro da Região. 
Quando se fala em opções políticas, em especial nos dias que correm, constata-se o enfoque na necessidade de estabilidade como registo dominante nos mais variados planos, mundial, europeu ou nacional. No caso regional, a tendência não deverá ser outra, porque só com a estabilidade e a união é que será possível concretizar as mudanças necessárias. 
Mais do que nunca a Região precisa da vasta experiência do seu Presidente, Dr. Alberto João Jardim: O homem que liderou a Madeira, nos últimos trinta e seis anos, foi e continua a ser exemplo de persistência, de nunca atirar a “toalha” ao chão e de recusar a se vergar aos ditames que, sucessivamente, foram engrenados pela classe política centralista. Mais do que nunca, a resistência deverá ser palavra de ordem porque os ataques são ferozes e a Madeira não pode, de ânimo leve, fazer a vontade aos inimigos. O que esses pretendem é continuar a sugar os direitos conquistados e a “rasgar” os compromissos que o Estado deveria ter para com esta parcela portuguesa no atlântico. 
A discriminação e o atropelo político foram evidentes nas últimas eleições legislativas regionais em que todas as forças, nacionais e regionais, queriam derrubar um homem e um partido. Apesar da obsessão desses grupos e interesses, o PSD/Madeira conquistou uma maioria absoluta, uma das mais sofridas eleições da sua história, que só não teve outro desfecho porque envolveu ativamente muitos homens e mulheres de toda a Região que, com o apoio genuíno, leal e descomprometido recusaram que a Madeira fosse enxovalhada e que perdesse uma liderança aguerrida e defensora dos seus interesses. 
Os madeirenses, e sobretudo os social-democratas da Madeira, têm uma característica comum – a de saber escolher. As sucessivas escolhas foram garante da estabilidade e consolidaram a força e a melhor estratégia para vencer as adversidades e as dificuldades da nossa Região Autónoma. Desta feita não será diferente porque sabiamente os social-democratas, perante as ideias e as equipas apresentadas, farão o seu julgamento, sendo certo que avaliarão o quanto de positiva foi a atual liderança e do quanto o PSD e a Madeira ainda precisam da sua experiência e do seu capital político.
Todo e qualquer militante do PSD/Madeira sabe bem que há um claro reconhecimento da população pelo trabalho e obra do seu líder, da mesma forma que todo e qualquer cidadão sabe o quanto o carisma de Alberto João Jardim foi e continua a ser determinante para a Madeira seguir em frente. 
Na hora da decisão cabe a cada qual, em consciência, fazer o julgamento e afirmar a quem tem de agradecer e reconhecer, mas sobretudo em qual dos candidatos reside a confiança que ficará melhor entregue o partido e a Região. 
Porque é preciso esperança mas também porque é preciso fé nessa esperança, estou certo que os militantes não hesitarão a confiar o seu voto naquele que conseguiu traduzir as maiores dificuldades da Madeira em oportunidades. Eu acredito num projeto que não prometa apenas esperança, mas que realize a esperança para o bem da minha terra!
Publicado no Jornal da Madeira  - http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=226955&sdata=2012-09-30

segunda-feira, setembro 03, 2012

Chão da Lagoa, Festa de Causas

PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA Jornal da madeira | 
No próximo dia 9 de setembro realiza-se mais uma Festa da Autonomia e da Liberdade, um encontro que comemora as conquistas da social democracia da Madeira e que reforça a luta pelos direitos dos Madeirenses. Este ano, a maior festa da Madeira destina um Espaço Solidário a 10 instituições particulares de solidariedade social com atividade relevante na Região Autónoma da Madeira. 
A inovação introduzida, nesta edição, é uma prova da sensibilidade e da responsabilidade social do PSD/Madeira que junta esta a muitas outras iniciativas de cariz social. 
O espaço solidário na Festa Popular na Herdade do Chão da Lagoa, do ponto de vista das associações terá dois grandes objetivos:
O primeiro é o de estas associações puderem dar visibilidade ao trabalho e às causas que defendem, fazendo com que muitos madeirenses tenham o contacto direto com os seus voluntários e com as instituições; 
Em segundo lugar, contribuirá para a angariação de fundos, nomeadamente através da venda de produtos e bens característicos de cada instituição, bem como através de outras iniciativas complementares que envidem.
As causas nobres que estas instituições defendem e a forma aguerrida com que apoiam às pessoas no dia-a-dia merecem que todos os Autonomistas que subam ao Chão da Lagoa possam ajudar a ajudar, conhecendo e contribuindo nas barracas destinadas àquelas instituições. 
Nunca é demais relevar o espírito de solidariedade do povo Madeirense para com as causas sociais e na defesa dos direitos humanos. Em todas as Freguesias e Concelhos da Madeira há um trabalho social relevante e digno de um justo reconhecimento da sociedade civil. Mas se esse trabalho existe deve-se, em muito, aos voluntários que, através do seu espírito altruísta, ajudam diariamente as pessoas que precisam de uma mão amiga.
Este ano, para além dos aspetos políticos e das causas da autonomia e da liberdade que fundam o apelo aos Madeirenses para o Chão da Lagoa, junta-se uma componente social, sendo que todos estes motivos engrandecem a alma madeirense e reforçam a vontade e a persistência para vencer. 
Não é tempo de hesitar, é tempo de uma união fraterna dos Madeirenses, porque juntos somos mais fortes e, da mesma maneira que juntos vencemos os desafios do passado, juntos conquistaremos os desafios futuros e resistiremos às adversidades do presente. 
Na Herdade do Chão da Lagoa, os amigos da Madeira, aqueles que não se vergam à submissão de forças exteriores, estarão em força a confraternizar e apoiar uma Madeira mais livre e com mais poderes para poder construir o seu futuro.
http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=224688&sdata=2012-09-03

segunda-feira, agosto 27, 2012

Quem aguenta?


Na próxima semana, o Governo da República enfrenta uma prova de fogo – a avaliação da troika. Desta feita, antevê-se resultados bem menos positivos em relação àqueles que foram atingidos em outras avaliações. 
A nuvem negra que paira sobre esta avaliação é descortinada uns dias antes pelos indicadores da execução orçamental relativos ao mês de julho de 2012, em que as receitas fiscais estão abaixo do previsto, consequência do desemprego e da retração do consumo privado que interfere na evolução dos impostos. Por seu lado, apesar de se registar a redução do lado da despesa, a balança é francamente negativa, correlacionando-se a quebra da receita e a diminuição da despesa.
Perspetivando-se os resultados e as dificuldades de Portugal em atingir as metas que se comprometeu com a troika, com a agravante de termos um Governo da República que não pretende se desviar um milímetro da política financeira a que se sujeitou, só resta um caminho: A adoção de mais medidas de austeridade.
É na possibilidade de serem aplicadas mais medidas de austeridade que se vai aferir o quanto mais os portugueses estão dispostos a suportar. O prenúncio de mais impostos e mais cortes será catastrófico para o tecido social do país. Os portugueses não aguentam mais sacrifícios, a população não comporta diminuir ainda mais o nível de vida e até é previsível que a serenidade na aceitação das medidas que tivemos até agora em Portugal deixe de existir.
O sufoco social e económico de Portugal pode ser analisado através de dois simples indicadores: Taxa de desemprego e insolvências de empresas. A taxa de desemprego em Portugal, no 2º trimestre de 2011, era de 12,1%, sendo que, no mesmo período de 2012, aumentou para 15%, o equivalente a 827000 desempregados. Por sua vez, segundo os dados de abril de 2012, do Instituto Informador Comercial, desde o início do corrente ano, já faliram 1650 empresas em Portugal, uma média de 17 empresas por dia, mais 45% do que no ano de 2011.
Outros indicadores e exemplos haveriam para retratar o estado do país e as consequências negativas decorrentes da assinatura do memorando com a Troika, ou seja, desde 17 de maio de 2011. Contudo, estamos num tempo que urge uma viragem de políticas e de prioridades económicas e financeiras para Portugal. Esperemos que, desta vez, o Governo da República tenha o bom senso da não aceitação cega do rumo económico e financeiro que o país está a tomar.
A economia portuguesa precisa de dinâmica e de medidas que a façam crescer, sendo que um dos caminhos para atingir a prosperidade económica em Portugal passará pela redução de impostos de modo a fomentar o empreendedorismo e captar investimento para o país. Este é o caminho: Incentivar e dar esperança aos investidores porque as boas condições de investimento trarão resultados positivos ao nível do emprego bem como para o aumento da receita do Estado.
Os portugueses, é certo, não aguentarão com o rumo que se perspetiva, mas pior que aguentar é viverem sobre o fantasma da crise há mais de 10 anos em que recorrentemente pedem-se sacrifícios e os resultados não aparecem. Algo vai mal neste país, algo vai mal na estratégia seguida, mas se está mal porque se insiste em opções falhadas e sacrifícios incomportáveis para os cidadãos?


Uma nota para as reações dos partidos políticos portugueses à execução orçamental, em especial à posição do Partido Socialista, partido que fez mergulhar o país para este beco sem saída, sem resultados nem obra, e que negociou este plano com a Troika e que concordou com as medidas que são escrupulosamente seguidas pelo atual Governo da República. Haja coerência! Os partidos não podem ser meros observadores da desgraça do País, uns fingindo que nada têm a ver com o assunto, outros fingindo que se importam com o que se passa.


http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=224092&sdata=2012-08-26

quinta-feira, agosto 16, 2012

A Não Política

A política na Madeira gira muito à volta de “não assuntos” chegando-se ao ponto de relegar para segundo plano o que verdadeiramente é importante para a população. A negação pela política acontece quando a sua essência e objeto, que deveria defender o bem comum, substitui-se por uma nova moda – A política de raiva e da subversão. 
As atitudes radicais e a tentativa de impedimento do normal funcionamento dos órgãos democráticos passaram a ser um registo partidário e político regional. Nos últimos anos, a Não Política passou a ganhar terreno, a galgar protagonismo e a encaixar votos, isto porque a comunicação social serviu e continua a servir, através dos espaços que lhes são destinados, para alimentar esse tipo de posturas e atitudes. Também é bom lembrar que apesar do protagonismo desses grupos ou partidos não lhes é reconhecido qualquer mérito, uma vez que se desconhecem os projetos e as estratégias de futuro para a Região Autónoma da Madeira. 
São de diversas formas que se reverte a ação política na Madeira:
- A Não Política existe quando se troca o essencial pelo assessório, em que a mesquinhez, a intriga e a insinuação prevalecem sobre a verdade, as propostas e as alternativas políticas;
- A negação pela política evidencia-se quando se desconhecem situações e dossiers e mesmo assim não é motivo para que se recue nas posições descabidas e desajustadas que se tomam;
- O exemplo da Não política é o que se tem vindo a assistir nos órgãos da democracia e da autonomia na Madeira, nos quais, certa oposição, através do recurso à palhaçada, subverte os seus fins e gera ceticismo na população; 
- Deparamo-nos com a Não Política quando, a troco de uns segundos nos espaços noticiosos e de uns quantos carateres nos jornais, certos agentes correm atrás das desgraças das pessoas para induzir raiva sobre, o que na sua opinião são, os responsáveis de sempre por todas as situações - o Governo Regional da Madeira;
- Reina a Não Política quando se discursa mais do que se pratica, e quando se apontam defeitos, imperfeições, vícios mas que na prática e na ação direta desses agentes e dos seus partidos políticos os princípios éticos e morais são completamente esquecidos;
- A Não Política existe quando se diz representar as pessoas ao ritmo do populismo e do sensacionalismo, sem posições coerentes, servindo-se apenas das circunstâncias e dos momentos;
- Prevalece a Não Política quando descaradamente se atacam pessoas e instituições usando métodos menos próprios, muitos até sob o anonimato, esquivando-se à frontalidade e à apresentação de argumentos e de factos. 
A Não Política é uma realidade na Madeira utilizada de diferentes maneiras, declarada ou camuflada. Cabe às pessoas identificaram o que os move, que intuito político e de cidadania os motiva e de que forma se cruzam todos esses agentes, porque uma coisa é certa, evidente ou não, da esquerda à direita, o objetivo parece ser o mesmo, destruir sem precedentes pessoas e instituições. 
Urge o olhar atento do Povo Madeirense perante o rumo que se está destinando sobre a gestão da vida pública e em sociedade. Hoje, mais do que nunca, se espalham guerras e ódios conduzindo as pessoas umas contra as outras, sem dignificar os desígnios mais altos que foram protegidos durante a história da autonomia – a Madeira e os Madeirenses.

http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=223329&sdata=2012-08-16

segunda-feira, agosto 06, 2012

Setembro Político


Artigo de opinião PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA do JM |  



O mês de Setembro marca a rentrée dos partidos políticos em Portugal. Setembro é também o mês em que o novo ano político começa a ser desenhado.
O final de 2012 e todo o ano de 2013 serão marcados por assuntos que determinarão os próximos anos no país. Existem três assuntos que deverão marcar e agitar a agenda política, designadamente:
Rescaldo da Avaliação da Troika
No Final de Agosto Portugal sujeita-se a mais uma avaliação ao seu plano de ajustamento sendo que o rescaldo deve acontecer em Setembro. Independentemente dos resultados da avaliação, uma das conclusões que podemos desde já chegar é que o plano colocou o país em agonia. As empresas e as famílias vivem num sufoco permanente e as perspetivas de superação começam a esfriar. A exemplo disso é a previsão da agência de rating Standard and Poors, que não é a mais positiva. Perspetivam-se mais dificuldades para Portugal e a possibilidade de ter de recorrer a mais um pedido de ajuda financeira.
O caminho começa a estreitar-se, e mesmo não querendo ser pessimista, teme-se o exemplo da Grécia que, empréstimo após empréstimo, continua mergulhada na crise sem prenúncios de retoma e de estabilização das suas contas públicas. Em Portugal com uma diferença: o Governo português, intransigente, não admite desviar-se do plano do qual não é responsável, aceitando-o como doutrina, ficando insensível às dificuldades do dia-a-dia dos portugueses.
Os resultados alcançados, decorrentes do plano de ajustamento, não conseguem esconder a recessão económica e o profundo desalento de uma nação que vê cilindrada a esperança no futuro e vive sob a ameaça da adoção de novas medidas de austeridade.
Reorganização autárquica
A pouco mais de um ano das eleições autárquicas, o Governo português pretende concretizar a reorganização administrativa e uma nova lei autárquica.
A reorganização administrativa do país, embora controversa, continua a ser um desejo deste Governo mas parece querer fazê-lo em vésperas de eleições e sem consulta popular. Não é de todo absurdo deduzir que se a reorganização administrativa for executada, de acordo com o atual plano do governo, poderá ser um forte contributo para afastar ainda mais os cidadãos da política já nas próximas eleições autárquicas, com o consequente aumento da taxa de abstenção.
No que respeita à nova lei autárquica, que parece querer prever a adoção de executivos monocolores reforçando o papel das assembleias municipais, apesar de parecer uma medida positiva para o funcionamento dos órgãos autárquicos, é questionável a capacidade do Governo da República para, em tempo útil, negociar com as outras forças partidárias a alteração do quadro legal autárquico vigente.
Preparação das eleições autárquicas
As eleições autárquicas são um dos principais e mais delicados dossiers dos partidos políticos em Portugal, em especial dos partidos de poder. As autárquicas assumem, em partidos basistas, o capital de estabilidade e de confiança dos partidos em futuros atos eleitorais. Este será um teste que, mais do que nunca, deverá ser tratado com toda a delicadeza -especialmente para o principal partido de poder autárquico, o Partido Social Democrata, que tem no seu histórico a conquista da grande maioria das autarquias do país. O novo ano político dará visibilidade às apostas dos diferentes partidos para liderar as autarquias em Portugal, um assunto que, pela grande envolvência de pessoas, é muito delicado e que muita tinta fará correr.
Os pontos aqui enunciados representam alguns dos desafios para a classe política portuguesa. O Povo por seu turno, desalentado com o momento, exigirá dos políticos respostas concretas para as suas inquietações e anseios.
O novo ano político no que respeita às condicionantes económicas e financeiras de Portugal, por via do plano de ajustamento, aferirá se os objetivos traçados para a retoma do país serão atingidos. Neste domínio, as perspetivas não são as melhores e antevêem-se mais dificuldades. Isto se os portugueses não se insurgirem e disserem basta ao modelo económico europeu, seguido cegamente pelo Governo da República e que tem aniquilado o desenvolvimento de muitas economias ocidentais.
No capítulo da revisão administrativa, os portugueses não podem continuar à espera do seu desfecho. A indefinição gera inércia e a inércia é inimiga do desenvolvimento dos territórios e das populações. Por seu turno, a nova lei autárquica é necessária de modo a garantir a governabilidade das câmaras municipais e das juntas de freguesia do país.
Por fim, as eleições autárquicas serão um dos momentos marcantes da história política portuguesa, onde haverá a maior renovação de autarcas por todo o país decorrente da aplicação da lei de limitação de mandatos.
Estes são os desafios que podem fazer mudar o rumo das coisas em Portugal, os desafios são muitos e, nos vários prismas, caberá ao povo pronunciar-se nas escolhas e no consentimento de medidas e esforços que possam ser novamente pedidos.

domingo, julho 29, 2012

O Dia Seguinte


PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA |  | POR



Após qualquer tragédia envidam-se esforços para avaliar a dimensão e os efeitos causados nos bens e nas pessoas. Também no que respeita aos incêndios que deflagraram, recentemente, na Região Autónoma da Madeira, recolhem-se dados, fazem-se balanços e implementam-se ações, nos mais diversos domínios de modo a que, com a maior rapidez, se restabeleça a normalidade.
Mais do que palavras, este momento exige medidas concretas que ajudem as pessoas e que menorizem os prejuízos materiais causados pelos fogos. Desta análise e adequação das medidas é importante ter em conta as experiências passadas, nomeadamente referentes às intempéries de Fevereiro 2010, que, apesar da declarada solidariedade dos órgãos políticos nacionais e europeus, não se cumpriram, com a celeridade desejada, os compromissos assumidos. Como noutros momentos estivemos a altura, não será desta que vamos fraquejar na ajuda às populações e na recuperação das zonas afetadas.
Doravante, apesar de serem inevitáveis sinergias dos mais diversos níveis de gestão da sociedade para acudir os que mais precisam, é importante passar à fase seguinte, reerguer das dificuldades e voltar à vida normal do quotidiano Madeirense. Esta deverá ser a tónica, ao invés de alguns que preferem continuar mergulhados nas adversidades, a tentar encontrar responsáveis ou até mesmo a prosseguir fins que, para estes assuntos, nunca deveriam ser chamados, enfim registos característicos desses profetas da desgraça.
Curioso é também verificar aqueles que acham que o mundo deve parar, que devem deixar de haver motivos para a alegria, para as festas, enfim que a Região fique cravada no sofrimento e que deixe de olhar o futuro com esperança e audácia.
No que respeita aos eventos regionais, que tem sido tema da moda, de chacota ou até de contrainformação são, muitas vezes, aproveitados para a demagogia, relacionando-os com a conjuntura económica difícil e com acontecimentos trágicos nesta terra. Felizmente os eventos regionais têm, na sua essência, fins e valores, inclusive económicos, bem mais nobres do que aqueles que certos setores pretendem fazer parecer.
A indústria à volta dos eventos representa desenvolvimento e dinamização de setores profissionais. Desenvolvimento, porque em determinadas localidades são momentos únicos de promoção e de dinamização da pequena economia local; Importantes na dinamização de setores profissionais, porque movimentam a animação cultural, os transportes, profissionais liberais, artesãos e produtores diretos, entre muitos outros. A visão redutora dos eventos/festas que se realizam um pouco por toda a Região ignora a sua real importância para o turismo, um dos pilares da nossa economia, e para o rendimento de muitas pessoas e famílias.
O Dia Seguinte deve ser sempre dia de respeito, de empenho e de ações para ajudar aqueles que foram prejudicados, mas nunca poderá ser o dia de esmagar tudo o resto que se vai construindo. A vida continua e não é justo apontar o dedo a ações que dinamizam a economia regional e que combinam alegria, cultura e valores.
http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=221952&sdata=2012-07-29

terça-feira, julho 17, 2012

O que os Move?





Passar ao lado dos reais problemas da população é uma opção democrática e respeitável, mas representa um completo desajustamento dos políticos para a realidade quotidiana das populações. Nenhum cidadão confia o voto num partido que está demitido e distante dos desafios atuais.

Vivemos num tempo em que a atividade política alimenta-se de estímulos. Muitas dessas motivações estão alheias aos verdadeiros interesses das populações e estão focalizadas nas ambições pessoais e de outras conveniências escondidas das populações.
Numa alusão às principais organizações políticas é possível descrever, em oito palavras, as motivações que originam as suas atitudes e posturas, designadamente:
Responsabilidade - A responsabilidade é hoje uma palavra em desuso na maioria da atividade partidária e política, uma vez que, através da crítica e da oposição, dirigida pelos media, deixa-se de lado as motivações nobres e aumenta-se o ceticismo dos cidadãos para com a política. Contudo, apesar dos exemplos infelizes, ainda existem políticos que, com sentido de missão, honram os seus compromissos e enfrentam os problemas, não com intuito de se lamuriar, mas sim com o objetivo de restabelecer a normalidade, dar esperança e fazer com que as pessoas confiem no futuro.
Incoerência - Quando a frontalidade escapa ao discurso político e reflete o taticismo oportunista está-se a deteriorar a confiança e a fiabilidade dos órgãos e dos representantes do povo. Na política como na vida não é possível retirar os dividendos em todos os planos de ação porque o jogo pode valer durante algum tempo, mas nunca para sempre. As incongruências acabam sempre por ser descortinadas, e nessa altura, serão irremediáveis os recuos de última hora, próprios dos climas eleitorais.
Insinuação - Será demais questionar aqueles que optam, pela denúncia infundada, expelindo raiva através das palavras e das suspeições? Será que com esse timbre político se salvaguarda, com elevação, os desígnios que deveriam defender? Ou será que produzem ações com o intuito de ganhar na comunicação social? Quando o exercício da atividade política sugere transparência, e que os programas político-partidários dever-se-iam repercutir em ideias e propostas, a favor da população, muitos atores políticos colocam-se ao ataque mandatados por interesses.
Subversão - A política pela subversão é recorrente de alguns partidos políticos que pretendem através da ameaça, da violência e da selvajaria implementar a ditadura das minorias. Exacerbar os princípios democráticos é popular mas não pode ser pretexto o para a perturbação e para ameaçar as maiorias legitimadas pelo povo.
Desespero - A ortodoxia de certas correntes ideológicas, ultrapassadas e obsoletas, estão desvirtuadas do mundo atual, daí que o desnorte e a aflição têm levado a que forças políticas, numa lógica de sobrevivência, optem pela arruaça e pela desorientação.
Insulto - Esconder-se por detrás da legitimidade do voto e da representação, enquanto titulares de órgãos de poder político não é desculpa para insultar e produzir ataques ferozes e enraivecidos. Não basta insinuar, não basta espelhar o boato, é preciso provar o que se diz porque, mesmo no calor do momento, na política não pode valer tudo.
Ausência - Passar ao lado dos reais problemas da população é uma opção democrática e respeitável, mas representa um completo desajustamento dos políticos para a realidade quotidiana das populações. Nenhum cidadão confia o voto num partido que está demitido e distante dos desafios atuais.
Destrutor - Nem sempre as causas de bandeira podem servir de pretexto para toda e qualquer ação política. As organizações que se envergam defensores de um determinado setor, mesmo sem visão, mas com rasto para a produção de um número, são irracionais no método e na forma que escolhem porque, mais do que defender essas causas, é fundamental que se estudem os dossiers e que se apresentem soluções para os problemas que dizem conhecer.
Este é um retrato possível das organizações políticas que temos mas que pouco refletem a confiança do povo nos atos eleitorais. Quando se defraudam expectativas das populações subtrai-se a importância que deveria representar a política no dia-a-dia. Agindo daquela forma perde-se o enfoque e perdem-se os valores que deveriam servir de proteção aos cidadãos.
As orientações atuais das organizações políticas servem para fazer um balanço e uma prospeção de futuro. O resultado do voto não pode, nem deve, ficar no vazio das palavras ou numa arma a favor da incoerência, da insinuação, da subversão, do desespero, do insulto, do desespero, da ausência e da distorção. Perante o que se assiste dessa classe política e do que se pode esperar no futuro, cabe a cada cidadão, em liberdade, escolher e premiar aqueles que, com responsabilidade, agem em transparência e honram a legitimidade popular.

terça-feira, junho 19, 2012

Ética na Política


 Assiste-se hoje a um considerável descrédito da classe política. Cada vez mais defraudadas, as pessoas deparam-se com a discrepância entre aquilo que os agentes políticos prometem e aquilo que realizam. Muitos, à procura do mediatismo fácil e envencilhados no seu egocentrismo, esquecem que o mais importante é aferir os anseios e resolver os problemas da população, fazem da política um exercício de atos avulsos de comunicação e de ações elitistas. O sentimento que faz desacreditar a sociedade civil da política impõe, às instituições e organizações políticas, um estudo dos sinais e das causas, de modo a implementar estratégias para a participação política. Há dois grandes sinais que permitem aferir o afastamento dos cidadãos à política: 
Participação eleitoral 
Trata-se de um dos principais barómetros que afere o entrosamento das pessoas com a política. Neste domínio, os dados são claros: a abstenção tem aumentado significativamente, o que significa que os cidadãos estão a demitir-se das decisões públicas. 
 Movimentos de cidadãos 
Afirmar que o divórcio da política tem que ver com a mudança de hábitos e rotinas, resultantes de uma vida mais agitada, seria redutor na medida em que apenas se analisa, isoladamente, a participação político-partidária. Mas se correlacionarmos a participação política com a envolvência das pessoas em causas associativas, verificamos que existem cada vez mais pessoas a intervir. Curioso é também o surgimento de movimentos de cidadãos, também com o intuito de intervirem na política e que se têm apresentado em atos eleitorais - quando a lei o permite. 
 Decorrente da necessidade de repensar a política e o seu relacionamento com a sociedade, importante e transversal a todos, enunciam-se seis motivos que podem servir de reflexão para o exercício de análise no que concerne ao distanciamento entre os políticos e os cidadãos: 
- Agenda Política Os partidos políticos, envencilhados nos seus compromissos internos, tendem a colocar na agenda assuntos que nada interessam ao dia-a-dia dos cidadãos. Atualmente, particularmente na conjuntura em que vivemos, por via de imposições europeias e nacionais, os princípios tecnocratas da alta finança são exemplo da agenda política desajustada. Um país resignado a um plano que pode fraquejar a todo o momento, por condicionantes exteriores, aplica todos os meios e energias no seu cumprimento relegando para segundo plano o que verdadeiramente aflige as populações. -Sequestros mediáticos Quando a política se materializa e resigna aos momentos mediáticos e aos órgãos de comunicação social, aceitando que aquilo que reproduzem representa a vontade das populações, está-se a perder o tato e a sensibilidade sobre os reais anseios e preocupações dos cidadãos.
 -Perda de Identidade 
Perder a identidade por via da ação política é o mesmo que matar um partido. Quando esgotados os argumentos políticos, e muitas vezes numa lógica de desespero, optam-se por pactos que não são mais do que ilusões demagógicas. Nesse aspeto é curioso verificar que certas coligações esvaziam ideologicamente as partes envolvidas, juntando moderados e radicais. 
 -Política destrutiva 
A política, pela negativa, em que apostam as oposições sem que se apresentem opções alternativas e realistas, não presta um bom serviço à democracia. As oposições tendem a esquecer-se que quem vence as eleições tem um programa a cumprir e que cabe a quem foi derrotado apresentar propostas alternativas. O que se verifica na prática é que a oposição, na senda do desalinho para com o poder vigente, mesmo quando apresenta propostas tende a optar por posições radicais, e até mesmo irreais, desajustadas e inviáveis.
 -Oportunismo 
Servir as pessoas com base no oportunismo é um dos sintomas mais nefastos para a atividade política, uma vez que os cidadãos apercebem-se que na adoção desse método não há coerência, e que os fins e as ambições, mesmo que legítimas, suplantam os fins comuns. Na política não deveria haver espaço para discursos dúbios e posturas que servem apenas para alimentar o ego de certas individualidades - desfasadas das pretensões das populações. 
 -Palavra 
A palavra dos políticos é uma das questões que mais faz desacreditar os cidadãos. Quem está fora da atividade política assume que na política não há palavra, que aquilo que se admite ser compromisso hoje, amanhã, sem qualquer justificação, pode ser uma coisa totalmente diferente. Também neste aspeto os programas e as causas defendidas em campanhas eleitorais não têm qualquer repercussão na prática, melhor dizendo, não defendem nem honram o voto que receberam. 
 Tantos outros motivos poderiam ser enunciados mas, os que aqui são apresentados servem de mote para reflexão. É importante encontrar atitudes que envolvam de novo os cidadãos na política democrática. As ideias, a coerência, o realismo, a lealdade, a audácia e a humildade deverão prevalecer sobre todos os outros comportamentos e atitudes. Por sua vez, a proximidade e os métodos de aferir a sensibilidade das pessoas deverão ser aprimorados para que a ação política seja o retrato dos desejos do povo. Quando os valores e as causas são esquecidos, quando alguns apenas contam somar votos, a política não poderá estar no bom caminho. Nada na política pode ser feito nas costas dos cidadãos e tudo na política deve ser feito com base na materialização da vontade popular. Como em tudo na vida, há bons e maus exemplos de ética na política, exemplos esses, onde o povo está sempre em primeiro lugar e onde a confiança do voto é expressa pelos políticos em atos e resultados. No caso concreto da Região Autónoma da Madeira, apesar de no período da autonomia um só partido ter merecido legitimidade do povo para governar, a ação tem-se consubstanciado em princípios enraizados e com uma linha de orientação onde cada cidadão e cada problema é uma prioridade. Tantas outras regiões e tantos outros políticos, que primam por imagens polidas e politicamente corretas, não praticam a tão apregoada ética na política. Sá Carneiro dizia que "A política sem ética é uma vergonha”. Tinha ele toda a razão, porque a ética na política é um conceito basilar mas que, infelizmente, tende a desaparecer.