terça-feira, outubro 16, 2012

Requisitos de uma candidatura

Desafiar a uma disputa eleitoral no Partido Social Democrata da Madeira exige que se apresente um projeto político com ideias e que se assegure vitórias eleitorais. Este é um ato que, para muitos, pode significar coragem, no entanto não só é um afrontamento carregado de injustiça, como também envolta perigo no que respeita à estabilidade política. 
Não basta querer, é preciso dar provas. Não basta sentir-se capaz, é necessário apresentar um projeto com ideias e de valor acrescentado. Não basta, por um lado dizer que se discorda para soar bem na opinião pública e, por outro, remeter-se ao silêncio nos locais próprios onde devem discutir as divergências e as alternativas- nos órgãos do partido. 
A afirmação de uma candidatura passa, também, por assumir um projeto político constituído por um elenco de militantes para a direção dos principais órgãos, que devem oferecer garantias ao partido. Alguns atributos devem ser tidos em conta, designadamente: 
1. Competência
A equipa deve congregar quadros do partido, de preferência com provas dadas na vida política, económica, social e cultural na Região Autónoma da Madeira. Não estamos num tempo de experiências, mas sim de garantias. É crucial que nos destinos da mais importante estrutura partidária da Região possa reunir os melhores, com diferentes sensibilidades e áreas de formação distintas. 
2. Experiência
Porque a política também é estratégia e conhecimento, é importante que o partido tenha nos seus dirigentes elementos com experiência governamental, com tacto autárquico e capazes de dinamizar a estrutura partidária.
Quem conhece o PSD/M sabe bem o quanto a experiência foi um dos segredos da estrutura. As boas práticas e os mais experimentados na vida partidária do PSD serão necessários, especialmente para a grande batalha eleitoral do próximo ano- as eleições autárquicas. Por imperativo da lei de limitação de mandatos, muitas serão as mudanças para as Câmaras e Juntas de Freguesia e, apesar dessa condicionante, o PSD não pode deixar de seguir aquele que é o seu objetivo, vencer todas as câmaras e freguesias da Região.
3. Capital Político
A credibilidade, a capacidade de negociação e de movimentação nos corredores do poder são, na atualidade, requisitos fundamentais para alcançar resultados positivos a favor da Madeira e da sua população. O momento específico que se vive não pode dispensar aqueles que na sua área de intervenção para dar uma ajuda à Região e ao seu povo. O jogo de influências na vida política e nos círculos de poder são de tal modo selvagem que também o PSD deve estar bem posicionado, especialmente quando a nossa família política nacional continua a destoar de um caminho distinto dos interesses social-democratas e dos autonomistas da Madeira.
4. Interclassista
Numa sociedade heterogénea onde as dificuldades acentuam a injustiça social o Partido, mais do que nunca, deve ter nas suas fileiras representantes de diferentes classes sociais, pois só assim pode seguir, a par e passo, o pulsar da população e de adequar as melhores estratégias. 
5. Intergeracional
O sucesso do partido social democrata da Madeira tem sido o de saber equilibrar a experiência dos mais velhos e a irreverência dos mais novos. Num partido como o PSD/Madeira todos são importantes e necessários, há quem possa defender um partido de jovens ou até um partido mais maduro, mas a virtude está no balanceamento destas duas conceções. O partido não pode perder o seu gene, como também não pode excluir ou incluir alguém apenas pela condição geracional. 
Estas qualidades devem servir de reflexão para ajudar os militantes do PSD Madeira a decidir, dentro de três semanas, sobre a orientação diretiva do partido. Esta escolha será mais fácil porque só uma lista consegue reunir todos estes atributos: A lista encabeçada pelo atual Presidente do partido, Dr. Alberto João Jardim. 
O atual quadro social, político e económico na Região e no mundo precisa dos melhores para, ao serviço comum, encontrar soluções e ultrapassar o momento delicado que se depara. O PSD não será exceção porque teremos de estar à altura dos desafios futuros, ou não fossemos nós autonomistas e sociais-democratas da Madeira!

http://impresso.jornaldamadeira.pt/noticia.php?Seccao=12&id=228205&sup=0&sdata=2012-10-14

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