sábado, dezembro 31, 2011

Votos 2012, Balanço 2011



Para 2012, aposto em três palavras de ordem: persistência, união e criatividade. Serão nestas palavras que debruço a minha esperança, e que julgo ser a receita para as adversidades e oportunidades que surgirão no novo ano.
2011 foi um ano, em termos pessoais, profissionais e sociais, de emoções, de transições, de conquistas e de concretizações. Neste dia quero, lembrar todos aqueles, que nos diversos planos da minha intervenção e vivências, foram presença pela positiva.
Obrigado a quem decidiu partilhar a sua vida e os anos comigo.
Obrigado aos familiares que foram presença e estímulo constante em todos os passos e dias deste ano.
Obrigado aqueles que apostaram em partilhar a sua amizade comigo e que foram constante alento e ajuda.
Obrigado àqueles que estiveram em todos os momentos, os felizes mas também os menos conseguidos.
Obrigado àqueles que me proporcionaram oportunidades, nos mais diversos níveis, continuarei a ser leal, coerente com os meus princípios e esforçado para corresponder às expectativas.
Obrigado aos colegas e colaboradores de luta, de intervenção social, cultural e local e que estiveram à altura da na nossa missão. Cumprimos com o nosso dever de intervenção a favor da comunidade.
Obrigado àqueles que primam pelos princípios, pela coerência e pelos valores de uma sociedade mais justa e mais solidária;
Obrigado àqueles que foram reticentes sobre a minha pessoa e as minhas capacidades, pois tornaram-me mais forte e mais motivado para debruçar, em tantos planos, o meu melhor.
Obrigado àqueles que fizeram o favor de ser injustos, mas que me fizeram crescer e ser mais homem e estar melhor preparado para os obstáculos da vida.
Obrigado também àqueles que, dos seus iguais, fizeram moeda de batalha. Estou seguro que hoje sou mais forte, mais persistente e mais ciente das minhas convicções.
São estes sentimentos que ficam imprimidos do ano 2011.
Para todos, familiares, amigos, colegas, conhecidos um ano 2012 repleto de esperança.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Coluna de Opinião - Austeridade Viciosa

 Coluna de Opinião de hoje, no Jornal da Madeira

2012 será um dos anos mais penalizadores e duros para os portugueses em termos económicos e financeiros após o 25 de Abril. As medidas severas e mesmo injustas, premeditadas por parâmetros meramente financeiros na gestão da “res pública”, por via das imposições externas, tornarão os portugueses mais pobres, debilitarão a economia e promoverão a recessão. 
Se por um lado, estas medidas, numa visão financeira e do controlo das contas públicas, são inevitáveis, por outro revestem um vazio nas soluções para alavancar a economia e desinibir a retracção das famílias. É difícil verificar o impacto positivo do rumo delineado quando, nada mais se faz do que aplicar impostos, vender património e empresas do estado, fazendo com que a ordem de emagrecer as despesas públicas seja feita a todo o custo, mesmo que, para isso, se tenha de relegar para segundo plano a salvaguarda de bens e serviços públicos. 
Este ciclo vicioso de retracção e de austeridade tem gerado mais retracção e mais austeridade, arrastando os países e a Europa para um problema económico, financeiro e político sem precedentes.
A lógica diligenciada e castradora do investimento público tem tido consequências desmesuráveis no desemprego e, por sua vez, repercussões na qualidade de vida das populações.
Na Região Autónoma da Madeira a opção versou sempre por promover o investimento público gerador de emprego e motor da dinamização económica, o que foi e continua a ser criticado, apesar de actualmente estarmos convictos que o inverso seria adiar as necessidades prementes da população e do território. Obviamente que esta opção política, mas também estratégica, valeu à Região e aos madeirenses um desafogo e o correspondente crescimento económico, ao qual as estatísticas credíveis assim o evidenciam. 
A dívida regional, decorrente do investimento público, é perfeitamente justificável quando é objecto de análise na evolução económica da Madeira. Para além de se ter revelado crucial para a dinamização económica, evidenciou um acutilante sentido de oportunidade na infra-estruturação da Região com benefícios sociais, que personificam os meios e a qualidade de vida potenciada, pelo Governo Regional, aos cidadãos. 
Se a Região Autónoma da Madeira e os seus responsáveis políticos tivessem seguido a corrente vigente no nosso País e de alguns sectores políticos da Região estaríamos muito menos desenvolvidos, mas, igualmente, prejudicados pelas medidas de austeridade impostas por entidades internacionais e nacionais. 
São estes factos que nos permitem avaliar o investimento realizado, permitindo, no entanto, questionar o rumo que se segue na Europa onde, num ciclo vicioso, as regiões e os países se entranham em cálculos financeiros e se esquecem que restam soluções verdadeiramente impulsionadoras para a inversão do actual modelo. As soluções estão ao alcance de todos nós, mas devem ser diligenciadas pelos responsáveis políticos europeus, podendo passar por voltar a apostar fortemente no investimento público. Será esta uma das possíveis respostas à austeridade viciosa?

ANTÓNIO TRINDADE
http://pintadoascores.blogspot.com

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Programa de Governo passa ao lado da oposição


A Assembleia Legislativa da Madeira debateu, no dia de ontem, o programa do Governo Regional para 2011-2015. Nesse debate, condicionado por uma situação particularmente difícil, os partidos da oposição são balanço de uma marca de água nos seus posicionamento e na sua participação, vejamos então:
O CDS/PP, a segunda força partidária no parlamento, angustiada por ter responsabilidades nos constrangimentos impostos e pela dificuldade em negociar com o Governo da República nos dossiers da Madeira , passa despercebido de forma a evitar situações de confrontação política.
O PS Madeira, envolto em questões de liderança interna, assumiu uma atitude agressiva ou melhor corrosiva, cheia de contradições, esquecendo das responsabilidades do seu partido, regional e nacional, pela actual situação da Região.
O PTP optou pela postura natural da radicalização política e da subversão da ordem política apostada no número ao qual denomino de “I tech”, através de um fait divers de filmagem da sessão plenária, atitude infantil, fazendo lembrar uma criança quando tem um brinquedo pela primeira vez. Infelizmente foram muitos os madeirenses que depositaram o voto num partido que não tem sentido de responsabilidade que não tem sentido de missão e que o único objectivo é fazer desacreditar na política e nos órgãos políticos como arma de arremesso contra o Governo Regional.
O PCP, longe do fulgor de outros tempos, passa despercebido do debate e da defesa dos seus valores e das suas causas.
O PND com a atitude irresponsável alheia-se ao debate considerando-se superior e à margem das questões que se discutem.
O MPT uma voz sempre presente, discute, argumenta mas é deveras difícil entender a disparidade de posições.
O PAN é uma representação discreta, muito por via das poucas qualidades de oratória do seu representante no parlamento regional.
O balanço é claro, por um lado está o partido do Governo que, ciente das dificuldades em que está mergulhada a Região, assume uma atitude de responsabilidade e de esperança no futuro, não se esquivando de falar a verdade e de antecipar medidas duras e impopulares. Por outro lado, temos uma oposição que prefere dividir do que congregar em torno dos desígnios regionais e da população da Madeira. São nestes momentos que se avalia o que move a política e alguns partidos políticos, são também nestes momentos que assistimos que a política, para além da argumentação e dos números políticos de distorção, não acompanha medidas que somem que acrescentem, exigidas pelo actual momento.
Fica para a história que, neste momento crucial para todos os madeirenses, existe um parlamento bipolarizado entre a esperança, ideias concretas e a irresponsabilidade e falta de alternativas e propostas. Estou certo que a Madeira e os Madeirenses ultrapassarão, com brio e esforço, esta fase, e que, o ruído e a distorção de oito partidos políticos com assento no parlamento, será resumido num conjunto de pessoas que não estiveram a altura e que não estiveram do lado de quem deveriam estar, incluso daqueles que depositaram o voto nessas forças políticas.  

segunda-feira, outubro 10, 2011

REGIONAIS 2011: Eles não são Tontos

Este texto está divinal (e é de um jornalista da TVI 24 - continental) Eles não são tontos por Filipe Mendonça a Domingo, 9 de Outubro de 2011 às 23:37


Gostava que a Madeira tivesse virado a página. Não virou. Mas compreendo a decisão dos madeirenses. Se vivesse num canto perdido da Calheta ou de São Vicente, talvez estivesse eternamente grato ao homem que me ligou ao mundo, que me mostrou que o Funchal, afinal, é já ali, e que plantou um centro de saúde à minha porta. Talvez. Gostava que a Madeira tivesse virado a página. Mas percebo a escolha dos madeirenses. Se vivesse perdido numa esquina da Ribeira Brava, talvez estivesse eternamente grato ao homem que ergueu a escola para o meu mais novo, ali mesmo ao lado da rotunda - a dois passos cá de casa - e avançou com o subsídio para o mais velho poder estudar em Lisboa, na universidade. Talvez. Jardim ganha porque oprime, gritam os adversários. Jardim ganha porque torna possível, responde o povo. A opressão, para quem não tem pão, é outra coisa. Jardim sabe disso. A história está cheia de homens como ele, mas faltam homens com obra assim. A gratidão esquece a opressão, seja lá o que isso for para gente que há 35 anos vivia na segunda região mais pobre do país, e que hoje levanta a cabeça para falar do segundo canto mais rico de Portugal. É a dívida, gritam os cubanos. A dívida na Madeira está na vida das pessoas, como aqui está nos nossos bolsos. Com uma diferença: a dívida na Madeira tornou possível. E paga-se, aqui ou lá. Está na hora de deixar de olhar para os madeirenses como um bando de iletrados, "semi-tontos", brincou a Helena Matos. Atenção aos resultados desta noite. Jardim ganha, mas tem o pior resultado de sempre. Governa sozinho, mas enfrente a maior oposição da história. O PS, fabrincante da dívida de todos, tem um castigo exemplar. E a esquerda? Desaparece (ou quase) do Parlamento Regional e descansa no discurso de Jardim. "Face a este capitalismo selvagem impõe-se o intervencionismo disciplinador do Estado nos meios financeiros". Bloco e CDU? Para quê? Olhem para os concelhos mais pobres da Madeira e vejam os resultados do PSD. Esmagadores. Os madeirenses são tudo menos "semi-tontos". E em relação à falta de saúde democrática do "regime", outro rasgo de ironia: dos nove partidos concorrentes a estas eleições, oito conseguiram votos suficientes para terem representação parlamentar. Até o partido dos animais (PAN). E nós, aqui no canto iluminado do continente, do alto da nossa intelectualidade, mais não temos conseguido do que meter os cinco de sempre em São Bento. Gostava que a Madeira tivesse virado a página. Não virou. Escreveu outra. Porque os madeirenses são assim. 

sexta-feira, outubro 07, 2011

REGIONAIS 2011: Conclusões Campanha


Terminando a campanha eleitoral para as legislativas regionais 2011, faço uma análise, que se resume cinco pontos, e que, mesmo que a considerem parcial, não poderia fazer de outra forma, tendo em conta os factos e os episódios de campanha:

1.       Injustiça
Esta campanha evidenciou a injustiça, para com um homem, vinda dos partidos políticos, regionais e nacionais, e da comunicação social. Um ataque feroz, que leva a crer ter sido programado, brincando com a seriedade e com a clarividência e a imparcialidade que exigia o momento. O alvo das forças da destruição foi o Dr. Alberto João Jardim.
As atitudes tristes que todos nós assistimos carecem de legitimidade, e só será justificável se, no próximo Domingo, a vontade dos madeirenses for a mudança.
Não é para dramatizar mas todos sabem em que condições pessoais o Dr. Alberto João Jardim assume se recandidatar, sacrificando a sua vida, numa atitude puramente altruísta, e que em nome da Madeira, por quem lutou uma vida inteira, mesmo sabendo das dificuldades, assumiu assegurar o futuro e a estabilidade.
O povo deve-lhe um agradecimento, não só pela obra brilhante que realizou mas sobretudo pela necessidade de ajudar a Madeira neste momento crítico. O homem que deu “nome” à Madeira e dignificou a sua gente com uma relevante obra social, cultural e económica.
É o madeirense com maior credibilidade nas instâncias nacionais e internacionais, e este pormenor não pode ser esquecido e deve ser equacionado no Domingo. Qual dos outros candidatos tem este estofo? Quem mais fez pela Madeira?
Cabe ao povo na urna honrar o seu profundo agradecimento a um homem que ficará para sempre na história da Região.

2.       Democracia
Quando se fala em défice democrático na Madeira, questiono-me se o que aconteceu nesta campanha é ou não democracia? Partidos a se insurgirem em actos oficiais do Governo Regional da Madeira; Nove partidos candidatos às eleições Regionais tendo, todos eles, possibilidades de obterem representatividade no Parlamento Regional; órgãos de comunicação social a enxovalhar a Madeira e os Madeirenses. Existe algum paralelo? Se sim onde? Uma lição de democracia digna de avaliação das mais elevadas instâncias, nacionais e internacionais.

3.       Responsabilidade
Perante os factos, cabe ao povo da Madeira, com responsabilidade, escolher os melhores destinos para a sua Região. Não entro em dramatismo mas havendo uma mudança do cenário político Regional o dia 10 de Outubro será de uma transformação radical que só irá prejudicar a Madeira. Apesar de todos os partidos terem definido o seu objectivo, retirar a maioria absoluta ao PSD Madeira, será que alguém acredita em entendimentos para esses formarem Governo?
O que se pode pedir à população, perante todos os factos e acontecimentos, é decidir com habilidade e responsabilidade, traço característico do Madeirense, saber escolher.
Que Madeira e que dirigentes queremos ter no dia 10 de Outubro?
Que força negociativa queremos dar a um Governo da Madeira, para o momento delicado que enfrentamos?

4.      Degradação Política
Para além de uma Democracia evoluída, estas eleições representaram a degradação de vários partidos e a ridicularização da política. Comportamentos partidários extremistas e criados com propósitos bem delimitados, a palhaçada.
Estes fenómenos, como PND e PTP, apenas surgem porque os partidos históricos e de tradição não conseguem captar aquele eleitorado, refiro-me ao PS, CDS, BE e PCP. Podemos dizer que os partidos da oposição na Madeira são inadequados e ineficientes na sua acção política e falharam redondamente nestes últimos 35 anos.
De referir que, como é óbvio, não abona o clima de tensão para o panorama partidário da Região, seja ele qual for, na sequência de provocações feitas pelos partidos de reacção (PTP e PND). Infelizmente perante a provocação, os sucessivos episódios a única resposta possível. Sim, porque caminhamos para um tempo que não é possível fazer política civilizadamente, onde a contestação, o barulho, os gritos parecem ser a palavra de ordem na política e onde se relegou para segundo plano o debate, as ideias alternativas e os programas dos partidos para o futuro da Madeira.
Confesso que não é isto que quero para a minha terra. O que quero é elevação na atitude e na maneira de estar na política, onde a verdadeira arma é o voto e o verdadeiro argumento são as palavras.

5.       Dia Depois
Depois do dia 9 de Outubro, a Madeira terá obrigatoriamente de se reerguer desta campanha agressiva e profundamente negativa, o inverso do que se congregou com os acontecimentos de 20 de Fevereiro. Essa deverá ser a palavra de ordem.
Para o Domingo, antecipo as reacções do PCS (Partido da Comunicação Social), do PFO (Partido dos Fazedores de Opinião) e dos partidos políticos. Para todos estes, Alberto João Jardim e o PSD Madeira serão sempre os derrotados, mesmo obtendo maioria absoluta e os partidos da oposição serão sempre vencedores.   
Infelizmente é a leitura que se faz à 35 anos, e por via da falta de visão e de uma real análise dos resultados, a oposição de acto eleitoral em acto eleitoral é cada vez mais frágil, está aqui a dificuldade em sair do quadrado.
Eu confio que no dia 9 os Madeirenses farão a melhor opção para um dia 10 de estabilidade e de partida para maior progresso e desenvolvimento. 

terça-feira, outubro 04, 2011

REGIONAIS 2011: Um Prenúncio para o PS Madeira

A reportagem da SIC antecipa o resultado histórico que o PS Madeira prevê obter nas eleições do próximo Domingo:

domingo, outubro 02, 2011

REGIONAIS 2011: Hora da Decisão

Inicia-se hoje a semana da Madeira, a semana que Todos nós somos chamados a reflectir e decidir. Vamos escolher Madeira. Vamos defender a nossa autonomia. Vamos optar pelo rosto da Autonomia e da obra(social, cultural e económica). Vamos decidir pelo mais bem preparado. Vamos votar PSD e em Alberto João Jardim. Esta é a semana decisiva para o futuro: o meu, o teu, o nosso e o da Madeira.

sexta-feira, setembro 30, 2011

REGIONAIS 2011: Quem Queremos para Governar a Madeira?

Está nas mãos dos madeirenses!
Foram estes que lutaram pela Madeira?
Foram estes que lutaram para que todos vivessem melhor?
Foram estes que sempre estiveram com os madeirenses?
Foram estes que sempre defenderam a Madeira e os Madeirenses?
Foram estes que lutaram por mais autonomia?
Foram estes que defenderam financeiramente a Madeira?
São estes que oferecem maior credibilidade?
São estes que oferecem maior confiança?
São estes que acreditamos para liderar a Madeira?


terça-feira, setembro 27, 2011

As três falhas capitais do PS Madeira

O PS Madeira passou do segundo maior partido da Madeira a um pequeno partido, os últimos anos escrevem as páginas mais negras da sua história e prospectiva-se, já nas eleições regionais, um mau resultado, que se resume em três falhas capitais:

1)      Ausência de Liderança
O PS Madeira é um partido órfão, não tem liderança e esconde-se por detrás, de um suposto legítimo candidato do partido a Presidente do Governo Regional da Madeira, Maximiano Martins;
A opção de Jacinto Serrão ao assumir, uma vez mais o partido, mesmo após uma derrota vergonhosa em 2007, foi o seu maior erro político. Serrão é líder à condição, e aguarda por aqueles que têm jogos em atraso, que assim que cumprirem os mesmos, ultrapassarão este nos destinos do partido. O PS Madeira cumpre calendário mas não congrega consensos em torno de um projecto, o que se reflecte na inércia desta campanha eleitoral.
Não há qualquer dúvida, que logo após as eleições regionais do próximo dia 9 de Outubro, o PS Madeira irá despoletar o processo de eleição de um novo líder, que prospectivando os resultados e o momento actual do partido, existem duas soluções. A primeira é a de Maximiano Martins, isto se tiver um bom resultado, o que é uma possibilidade muito remota. A segunda é Vítor Freitas que espreita o fracasso eleitoral, é resposta ao ciclo Gouveia/Serrão, e que, após anos de aspiração e de trilhar um percurso de pousio, finalmente terá ao seu alcance os destinos do PS Madeira.

2)      Maximiano Martins
Maximiano Martins é um péssimo candidato para o PS e, ao mesmo tempo, desastroso candidato para a Madeira. Para além da falta de carisma, da dificuldade em comunicar e de ser um homem frio e distante das pessoas, para a população é rosto da mais recente atrocidade política à Madeira, a Lei das Finanças Regionais de 2006. 
Que legitimidade tem um candidato a Presidente do Governo Regional, em especial na presente conjuntura, que com a sua conivência e o seu voto ajudou a arquitectar a Lei das Finanças Regionais mais injusta e prejudicial para a Madeira?
Os madeirenses nunca perdoarão um comportamento político que relegou o seu eleitorado e a sua região, para abraçar a desastrosa “armada” de Sócrates.

3)      Discurso Gasto
O PS não tem soluções alternativas para a Madeira. O PS M é um partido que deteriorou o discurso e a sua estratégia ao longo dos anos.
As contradições e a instabilidade partidária despoletaram dúvidas quando à sua capacidade de governar ou até mesmo de defender a população da Madeira. Por seu lado, ficou refém de um núcleo duro que foi fazendo a “dança das cadeiras” e que pouco debruçou-se sobre as causas socialistas e da população da Região. Perdeu ideologia, estratégia, visão e perdeu o mais basilar, o pulsar da população.

quarta-feira, setembro 21, 2011

REGIONAIS 2011: CDS Responsável da Irresponsabilidade


O CDS/PP na Madeira habituou-nos, fruto do descrédito dos outros partidos da oposição e de outras situações que para aqui não importa referir, de assumir o papel de árbitro no cenário político Regional. Essa postura do partido popular cristão, de querer aparecer todos os dias e de criar factos, como o bom samaritano, não fica lá muito bem.
Na verdade, muito se houve o CDS dizer que é preciso responsabilidade, clareza, transparência mas a sua forma de fazer política é toda menos essa, isto se tivermos em conta a sua principal bandeira eleitoral que é a construção de um novo hospital na Madeira. Esta promessa ou reivindicação eleitoral suscita algumas dúvidas:
Afinal deve ou não haver mais betão na Madeira?
O novo hospital será ou não mais um dos seus "elefantes brancos"?
Perante a situação económica internacional, nacional e regional é responsável construir um novo hospital?
Quem vai pagar o novo hospital?
Que capital de influência e de acordos financeiros tem o CDS para viabilizar o novo hospital?
Um partido que se diz candidato a assumir o Governo Regional da Madeira tem o dever se esclarecer sobre as suas promessas e reivindicações!
Estas são algumas questões que importa ao CDS esclarecer, porque se não esclarece segue o lema do que o povo mais critica na política, Promessas e mais promessas para ganhar votos.
É bom captar votos, mas falar a verdade e apresentar projectos exequíveis à população deveria fazer parte da deontologia de alguns partidos políticos. 

REGIONAIS 2011: Politicamente Correctos

Portugal é o País do politicamente correcto, as principais figuras do Estado, agradecidas e submissos aos media e outros interesses que os colocaram no poder, seguem a linha editorial dos mesmos, de forma a não ser abalada a sua popularidade. Esquecem que depois do dia 9 de Outubro, o alvo serão eles e as suas políticas que, obviamente, terão as suas repercussões mediáticas.

segunda-feira, setembro 19, 2011

REGIONAIS 2011: LFR Lembrar MAXIMIANO O SALVADOR


OS MADEIRENSES NÃO PODEM ESQUECER! ONDE ESTAVA MAXIMIANO E DE QUE LADO ESTAVA O CDS/PP QUE ACREDITA NOS MADEIRENSES?

A Lei das Finanças Regionais foi hoje aprovada na generalidade com os votos favoráveis do PS e a abstenção do CDS-PP, merecendo a rejeição de PSD, PCP, BE e PEV.

Os três deputados socialistas eleitos pela Madeira - Maximiano Martins, Maria Júlia Caré e Ricardo Freitas - votaram favoravelmente a lei e anunciaram que irão apresentar uma declaração de voto.


O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, garantiu hoje que o Executivo "não dará cobertura à pura resistência" ao cumprimento da nova Lei das Finanças Regionais, insistindo que o esforço de consolidação orçamental tem de ser "partilhado por todos"."O esforço que a consolidação orçamental tem sido e deve ser pedido a todos e tem de ser partilhado por todos: pelos diversos níveis da administração pública e, portanto, também pelas regiões autónomas", afirmou o ministro das Finanças, na abertura da discussão em plenário da nova Lei das Finanças Regionais.Antecipando as críticas da oposição, que tem alegado que a nova Lei das Finanças para as Regiões Autónomas contém normas inconstitucionais, Teixeira dos Santos deixou também a garantia de que o diploma está "em absoluto respeito pela autonomia regional"."Governo não ignorou a questão da autonomia regional""O Governo não ignorou a questão da autonomia regional, antes pelo contrário, irá reforçá-la com a proposta de lei aqui em debate", considerou o governante.Em tom de aviso, Teixeira dos Santos disse que o Governo "não dará cobertura à pura resistência ao cumprimento da lei" e não deixará de aplicar "todas as sanções previstas para o incumprimento dos deveres de respeito pela saúde financeira do Estado"."Se os limites de endividamento forem ultrapassados pelas regiões autónomas, estas devem ser sancionadas, porque esse incumprimento lesa o Estado e o Estado somos todos nós", acrescentou ainda o ministro.Apesar das garantias de Teixeira dos Santos, a oposição renovou as críticas ao novo diploma, com o deputado do PSD Mota Amaral a considerar que se trata de uma lei que vai dividir o Parlamento e o país.

REGIONAIS 2011: ENTRETER-SE COM A MADEIRA - DÍVIDA RTP

Num momento, em que muito se fala sobre a dívida da Madeira, e porque uma das atitudes inteligentes é analisar e fazer comparações, para tirar as devidas ilações : DÍVIDA RTP

Agora é preciso passar a pente fino e destrinçar se há ou não motivo para concluir se há ou não objectivos eleitorais por detrás desta campanha. Cabe a cada qual reflectir: 


Estado paga 225 milhões da dívida da RTP até 2012

Rebeca Venâncio
30/08/11 10:35

M

O Estado português vai pagar cerca de 225 milhões de euros da dívida da RTP, anunciou hoje Miguel Relvas no Parlamento.
"Parte da questão da dívida ficará resolvida com o pagamento de 225 milhões de euros da dívida. Um valor que pesará muito no Orçamento do Estado, onde aliás virão, com clareza e transparência, todas as contas relativas à RTP", declarou o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares.


Este investimento é feito depois de as Finanças Públicas já terem feito a aquisição do arquivo da empresa, por 150 milhões de euros, e resultou da negociação de empréstimos.


Segundo dados relativos às contas do primeiro semestre, a RTP tem actualmente um passivo bancário de 717 milhões de euros e os capitais próprios são negativos em cerca de 500 milhões de euros.


"RTPI e RTPN são a grande aposta"
O ministro dos Assuntos Parlamentares, com a tutela dos media, assumiu hoje que a RTP Internacional e a RTPN são "a grande aposta" do Executivo, para a concretização do serviço público de televisão.


À semelhança do que o Diário Económico já tinha noticiado, a RTP Internacional é a prioridade do Governo de Passos Coelho para "passar uma imagem real do país". A RTPN servirá, depois, como "base", permitindo a "produção de conteúdos" que alimentem o canal internacional.


"Vamos evoluir e deixar de ter um canal da saudade", adiantou ainda Relvas.
Miguel Relvas relevou ainda a intenção do Executivo em potenciar sinergias entre a agência Lusa e a RTP.


"Queremos uma gestão criteriosa da RTP e Lusa. É impensável que, por exemplo, só no distrito de Faro, a delegação da Lusa custe 170 mil euros em Faro e a da RTP custe mais de um milhão por ano", disse ainda o ministro.
http://economico.sapo.pt/noticias/estado-paga-225-milhoes-da-divida-da-rtp-ate-2012_125514.html

sexta-feira, setembro 16, 2011

REGIONAIS 2011: Duas faces e duas moedas

Aprofundaram-se os ataques; Os motivos são avulsos e a perseguição ao PSD da Madeira e a Alberto João Jardim tornaram-se, hoje, ainda mais escandalosos.
É bom recordar que, em Junho de 2011, já com a Troika em Portugal, e estando a decorrer o processo  para as eleições legislativas nacionais, porque será que não se aprofundou a dívida das empresas e organismos do Estado? Porque será que as mesmas instituições, que hoje se pronunciam, não o fizeram com a mesma clarividência?
Já agora, é curioso saber as orientações políticas dos titulares das instituições públicas que hoje proferem as declarações sobre a dívida? Afinal qual foi o partido nomeou o Presidente do instituto Nacional de Estatística e do Banco de Portugal? Querem mais partidarização das instituições públicas?
Mais, se o PSD e Alberto João Jardim tivessem algo a esconder, porque razão pediram ajuda, logo após as eleições nacionais, sabendo de antemão que as eleições regionais estavam próximas?
Hoje falam todos numa só voz e estão empolgados nos objectivos que prosseguem em relação à Madeira! Não poupo um que seja. É clarividente o posicionamento de forças e de individualidades, em especial aquelas com altas responsabilidades, e de todos os quadrantes.

quinta-feira, setembro 15, 2011

REGIONAIS 2011 I - Arco Anti-Autonomista, uma força perto da falência!


Nunca como agora o arco anti-madeira e anti-autonomia estiveram tão unidos e consonantes no objectivo: derrubar Alberto João Jardim.

Ora vejamos os figurantes:
Partidos de oposição regional;
Comentadores e analistas políticos;
Empresários da Madeira Velha;
Classe política nacional adversa a Alberto João Jardim, de todos os quadrantes políticos;
Comunicação Social;
Alguns europeístas que não souberam potenciar os fundos e apoios europeus.

Nada que não deixasse de ser previsível, mas os enredos e os fins, que dizem pretender obter, são duvidosos. Em causa está uma “pedra no sapato” que, a todo o custo, pretendem eliminar do panorama regional e nacional.
Posto isto, a palavra pertencerá a um povo e aos eleitores madeirenses que sempre souberam dar a melhor resposta aos sucessivos ataques e vontades para derrubar uma liderança e um partido. Sabiamente a resposta é já no dia 9 e o “day-after” será o mais doloroso dos arquitectos deste ataque, porque mesmo com os planos mais rascas e baixos, os trunfos “sujos e incoerentes” não triunfarão e, pior do que isso, estarão esgotados.  

quarta-feira, setembro 14, 2011

REGIONAIS 2011

Estando a menos de um mês das Eleições Regionais na Madeira, que acontecem no próximo dia 9 de Outubro, abrirei a rubrica REGIONAIS 2011 no blog “Pintado às Cores”, em que tecerei considerandos e pontos de vista do desenrolar da campanha eleitoral.

Esta campanha eleitoral é uma campanha de artifícios, e que, muito por via de ausências de ideias dos partidos minoritários, criam-se episódios que têm como único objectivo “baralhar” a população. Estas são eleições dignas de uma análise política profunda e que reflectem um ataque feroz, de contradições e de incoerências ao PSD, em bloco, do arco anti-madeira e simultaneamente do arco anti-autonómico ao PSD.

quarta-feira, abril 27, 2011

O Coveiro Sócrates

O Coveiro Sócrates!

Portugal bateu no fundo. O descalabro das contas públicas e a desconfiança política em José Sócrates tornaram o País pouco desafiante e atractivo.

O discurso de vitimização de Sócrates destoa com a situação que conduziu o Estado. Em 6 anos de governação, Sócrates fez o que supostamente se julgava impossível:duplicou o desemprego e o nível de endividamento externo do País. Porém, apesar da situação que originou, tem o desplante de pedir novamente o voto aos portugueses.

A máquina de propaganda socialista, com a sua habilidosa estratégia de enganar o Povo, subverte as condições políticas que teve para governar o País. Como se os avanços, recuos e as imprecisões das contas públicas não bastassem, têm o atrevimento de culpar a oposição pelo fosso em que Portugal chegou. Afinal quem Governou o País nos últimos 6 anos?

Os sucessivos PEC`s e a falta de resultados reais são suficientes para evidenciar a incapacidade de Sócrates e do PS para governar. Por seu turno, e ao invés do que o demissionário primeiro-ministro quer justificar, a descrença dos mercados internacionais e as avaliações das agências de rating não aconteceram apenas desde a crise política, mas há bem mais tempo. Estamos perante o coveiro do País, o coveiro da verdade e o coveiro da confiança dos mercados nacionais e internacionais – José Sócrates.

Nós por cá, na Madeira, temos vindo a alertar para o rumo que o País trilhava, e ao invés da tendência nacional, houve resultados e desenvolvimento.

Apesar do impasse, a palavra, democraticamente, pertence aos portugueses, porque como dizia Sá Carneiro, “Portugal não é isto nem tem de ser isto”.

Há que acreditar que os portugueses irão fazer valer o seu voto e torná-lo útil, dando-o, já no dia 5 Junho, a quem tenha sentido de Estado, ofereça esperança e que tenhacapital político para resgatar o futuro de Portugal. O País não pode se deixar enganar novamente.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Caça Plataformas Políticas, Artigo Opinião DN Madeira

António Trindade, Licenciado em Ciência Política

Os resultados presidenciais suscitaram cogitações na oposição regional que se resumem em três ideias fundamentais.

A primeira, foi a inviabilização da plataforma democrática do PS/M, acordo esse também responsável pelo desastroso resultado do candidato "oficial" do PS/M nas presidenciais;

A segunda ideia, diz respeito ao clima de tensão gerado para o acordo político e a forma que poderá adoptar.

Será "Plataforma Democrática"? "Juntos pela Madeira"? Que partidos a integrarão?

As posições políticas têm sido extremadas, dignas de registo:
- O PS acusou o PND de usar Coelho para ajustar contas com toda a oposição regional.
- Coelho afirmou que os partidos da oposição regional estão todos metidos nas suas capelinhas;
- O BE está empenhado para todas as convergências, mas remete a decisão, de as integrar, aos militantes.
- Murmura-se mau estar no PND.

Apesar dos esforços, o acordo político resiste em sortir efeitos, e mesmo que se concretize, só poderá acontecer em clima de "paz podre" ou de pleno oportunismo eleitoralista;

Por fim, o terceiro considerando dirá respeito à sobrevivência desses partidos no espectro político regional.

Uma análise partidária dos resultados presidenciais colocaria os partidos em aflição com uma diminuta expressão eleitoral.

A oposição regional está hesitante entre o risco e a desresponsabilização directa perante, um hipotético, mau resultado eleitoral.

Posto isto, aos madeirenses cabe decidir. Para além das motivações partidárias e de grupos, está em causa o futuro da Madeira.

sábado, janeiro 15, 2011

Madeira: as decisões no tempo certo! -artigo de opinião DN M

Madeira: As decisões no tempo certo!

António Ascensão da Trindade, Dirigente da JSD-Madeira
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A actual conjuntura nacional evidencia um fosso entre o território Continental e a Região Autónoma da Madeira, muito por via das estratégias distintas que conduziram a resultados antagónicos.

Enquanto o território continental estagnou, a Madeira desenvolveu-se.
Enquanto a população do Continente perdia qualidade de vida, na Madeira eram criados mais apoios e serviços à população.
Nesta parcela do território conseguiu-se uma obra notável que, a não ser realizada na altura devida, não seria possível concretizar.
Por via da inoperante gestão nacional, Portugal está em apuros, com uma dívida pública elevada e com resultados aquém dos meios e oportunidades que teve ao seu dispor.

Por seu lado, nos últimos 30 anos, a Região Autónoma da Madeira, conseguiu, heroicamente, garantir um desenvolvimento sustentado. Passou de um contexto social, económico e cultural "terceiro-mundista", para uma das Regiões mais desenvolvidas da Europa. A título de exemplo, e segundo dados do INE, a Madeira, em 2009, supriu a média europeia do Produto Interno Bruto com 110%, enquanto o PIB Nacional foi de 80% da média da União Europeia.
Não há dúvidas quanto à eficácia das políticas promovidas na Madeira. Apesar da oposição política Regional ter sido um bloqueio ao desenvolvimento, o Povo soube sempre escolher o melhor para os seus destinos.
Estas vitórias têm ainda maior relevância, se tivermos em conta a falta de solidariedade da maioria dos Governos da República, que constituíram um entrave ao crescimento da Região.

Hoje, mais do que nunca, está na ordem do dia a luta e a resistência pelos direitos dos Madeirenses.
Os tempos actuais exigem novas estratégias de desenvolvimento Regional assentes na criação de mecanismos de decisão própria e com enfoque em áreas estratégicas como o turismo, o ambiente e a educação. Essas estratégias devem olhar atenta e responsavelmente às mudanças que ocorrem no mundo, direccionando a acção para o conhecimento e para o exterior, despertando o interesse de investidores e de visitantes internacionais.
Potenciar as particularidades é uma forma de diferenciar e de criar novas oportunidades.
A seu tempo, a sua estratégia!
Uma vez mais, estaremos à altura!