sábado, dezembro 31, 2011
Votos 2012, Balanço 2011
Para 2012, aposto em três palavras de ordem: persistência, união e criatividade. Serão nestas palavras que debruço a minha esperança, e que julgo ser a receita para as adversidades e oportunidades que surgirão no novo ano.
2011 foi um ano, em termos pessoais, profissionais e sociais, de emoções, de transições, de conquistas e de concretizações. Neste dia quero, lembrar todos aqueles, que nos diversos planos da minha intervenção e vivências, foram presença pela positiva.
Obrigado a quem decidiu partilhar a sua vida e os anos comigo.
Obrigado aos familiares que foram presença e estímulo constante em todos os passos e dias deste ano.
Obrigado aqueles que apostaram em partilhar a sua amizade comigo e que foram constante alento e ajuda.
Obrigado àqueles que estiveram em todos os momentos, os felizes mas também os menos conseguidos.
Obrigado àqueles que me proporcionaram oportunidades, nos mais diversos níveis, continuarei a ser leal, coerente com os meus princípios e esforçado para corresponder às expectativas.
Obrigado aos colegas e colaboradores de luta, de intervenção social, cultural e local e que estiveram à altura da na nossa missão. Cumprimos com o nosso dever de intervenção a favor da comunidade.
Obrigado àqueles que primam pelos princípios, pela coerência e pelos valores de uma sociedade mais justa e mais solidária;
Obrigado àqueles que foram reticentes sobre a minha pessoa e as minhas capacidades, pois tornaram-me mais forte e mais motivado para debruçar, em tantos planos, o meu melhor.
Obrigado àqueles que fizeram o favor de ser injustos, mas que me fizeram crescer e ser mais homem e estar melhor preparado para os obstáculos da vida.
Obrigado também àqueles que, dos seus iguais, fizeram moeda de batalha. Estou seguro que hoje sou mais forte, mais persistente e mais ciente das minhas convicções.
São estes sentimentos que ficam imprimidos do ano 2011.
Para todos, familiares, amigos, colegas, conhecidos um ano 2012 repleto de esperança.
sexta-feira, dezembro 23, 2011
Coluna de Opinião - Austeridade Viciosa
2012 será um dos anos mais penalizadores e duros para os portugueses em termos económicos e financeiros após o 25 de Abril. As medidas severas e mesmo injustas, premeditadas por parâmetros meramente financeiros na gestão da “res pública”, por via das imposições externas, tornarão os portugueses mais pobres, debilitarão a economia e promoverão a recessão.
Se por um lado, estas medidas, numa visão financeira e do controlo das contas públicas, são inevitáveis, por outro revestem um vazio nas soluções para alavancar a economia e desinibir a retracção das famílias. É difícil verificar o impacto positivo do rumo delineado quando, nada mais se faz do que aplicar impostos, vender património e empresas do estado, fazendo com que a ordem de emagrecer as despesas públicas seja feita a todo o custo, mesmo que, para isso, se tenha de relegar para segundo plano a salvaguarda de bens e serviços públicos.
Este ciclo vicioso de retracção e de austeridade tem gerado mais retracção e mais austeridade, arrastando os países e a Europa para um problema económico, financeiro e político sem precedentes.
A lógica diligenciada e castradora do investimento público tem tido consequências desmesuráveis no desemprego e, por sua vez, repercussões na qualidade de vida das populações.
Na Região Autónoma da Madeira a opção versou sempre por promover o investimento público gerador de emprego e motor da dinamização económica, o que foi e continua a ser criticado, apesar de actualmente estarmos convictos que o inverso seria adiar as necessidades prementes da população e do território. Obviamente que esta opção política, mas também estratégica, valeu à Região e aos madeirenses um desafogo e o correspondente crescimento económico, ao qual as estatísticas credíveis assim o evidenciam.
A dívida regional, decorrente do investimento público, é perfeitamente justificável quando é objecto de análise na evolução económica da Madeira. Para além de se ter revelado crucial para a dinamização económica, evidenciou um acutilante sentido de oportunidade na infra-estruturação da Região com benefícios sociais, que personificam os meios e a qualidade de vida potenciada, pelo Governo Regional, aos cidadãos.
Se a Região Autónoma da Madeira e os seus responsáveis políticos tivessem seguido a corrente vigente no nosso País e de alguns sectores políticos da Região estaríamos muito menos desenvolvidos, mas, igualmente, prejudicados pelas medidas de austeridade impostas por entidades internacionais e nacionais.
São estes factos que nos permitem avaliar o investimento realizado, permitindo, no entanto, questionar o rumo que se segue na Europa onde, num ciclo vicioso, as regiões e os países se entranham em cálculos financeiros e se esquecem que restam soluções verdadeiramente impulsionadoras para a inversão do actual modelo. As soluções estão ao alcance de todos nós, mas devem ser diligenciadas pelos responsáveis políticos europeus, podendo passar por voltar a apostar fortemente no investimento público. Será esta uma das possíveis respostas à austeridade viciosa?
ANTÓNIO TRINDADE
http://pintadoascores.blogspot.com
quarta-feira, dezembro 07, 2011
Programa de Governo passa ao lado da oposição
segunda-feira, outubro 10, 2011
REGIONAIS 2011: Eles não são Tontos
Gostava que a Madeira tivesse virado a página. Não virou. Mas compreendo a decisão dos madeirenses. Se vivesse num canto perdido da Calheta ou de São Vicente, talvez estivesse eternamente grato ao homem que me ligou ao mundo, que me mostrou que o Funchal, afinal, é já ali, e que plantou um centro de saúde à minha porta. Talvez. Gostava que a Madeira tivesse virado a página. Mas percebo a escolha dos madeirenses. Se vivesse perdido numa esquina da Ribeira Brava, talvez estivesse eternamente grato ao homem que ergueu a escola para o meu mais novo, ali mesmo ao lado da rotunda - a dois passos cá de casa - e avançou com o subsídio para o mais velho poder estudar em Lisboa, na universidade. Talvez. Jardim ganha porque oprime, gritam os adversários. Jardim ganha porque torna possível, responde o povo. A opressão, para quem não tem pão, é outra coisa. Jardim sabe disso. A história está cheia de homens como ele, mas faltam homens com obra assim. A gratidão esquece a opressão, seja lá o que isso for para gente que há 35 anos vivia na segunda região mais pobre do país, e que hoje levanta a cabeça para falar do segundo canto mais rico de Portugal. É a dívida, gritam os cubanos. A dívida na Madeira está na vida das pessoas, como aqui está nos nossos bolsos. Com uma diferença: a dívida na Madeira tornou possível. E paga-se, aqui ou lá. Está na hora de deixar de olhar para os madeirenses como um bando de iletrados, "semi-tontos", brincou a Helena Matos. Atenção aos resultados desta noite. Jardim ganha, mas tem o pior resultado de sempre. Governa sozinho, mas enfrente a maior oposição da história. O PS, fabrincante da dívida de todos, tem um castigo exemplar. E a esquerda? Desaparece (ou quase) do Parlamento Regional e descansa no discurso de Jardim. "Face a este capitalismo selvagem impõe-se o intervencionismo disciplinador do Estado nos meios financeiros". Bloco e CDU? Para quê? Olhem para os concelhos mais pobres da Madeira e vejam os resultados do PSD. Esmagadores. Os madeirenses são tudo menos "semi-tontos". E em relação à falta de saúde democrática do "regime", outro rasgo de ironia: dos nove partidos concorrentes a estas eleições, oito conseguiram votos suficientes para terem representação parlamentar. Até o partido dos animais (PAN). E nós, aqui no canto iluminado do continente, do alto da nossa intelectualidade, mais não temos conseguido do que meter os cinco de sempre em São Bento. Gostava que a Madeira tivesse virado a página. Não virou. Escreveu outra. Porque os madeirenses são assim.
sábado, outubro 08, 2011
sexta-feira, outubro 07, 2011
REGIONAIS 2011: Conclusões Campanha
terça-feira, outubro 04, 2011
REGIONAIS 2011: Um Prenúncio para o PS Madeira
domingo, outubro 02, 2011
REGIONAIS 2011: Hora da Decisão
sexta-feira, setembro 30, 2011
REGIONAIS 2011: Quem Queremos para Governar a Madeira?
Foram estes que lutaram pela Madeira?
Foram estes que lutaram para que todos vivessem melhor?
Foram estes que sempre estiveram com os madeirenses?
Foram estes que sempre defenderam a Madeira e os Madeirenses?
Foram estes que lutaram por mais autonomia?
Foram estes que defenderam financeiramente a Madeira?
São estes que oferecem maior credibilidade?
São estes que oferecem maior confiança?
São estes que acreditamos para liderar a Madeira?
terça-feira, setembro 27, 2011
As três falhas capitais do PS Madeira
quarta-feira, setembro 21, 2011
REGIONAIS 2011: CDS Responsável da Irresponsabilidade
O novo hospital será ou não mais um dos seus "elefantes brancos"?
Um partido que se diz candidato a assumir o Governo Regional da Madeira tem o dever se esclarecer sobre as suas promessas e reivindicações!
REGIONAIS 2011: Politicamente Correctos
segunda-feira, setembro 19, 2011
REGIONAIS 2011: LFR Lembrar MAXIMIANO O SALVADOR
A Lei das Finanças Regionais foi hoje aprovada na generalidade com os votos favoráveis do PS e a abstenção do CDS-PP, merecendo a rejeição de PSD, PCP, BE e PEV.
REGIONAIS 2011: ENTRETER-SE COM A MADEIRA - DÍVIDA RTP
Estado paga 225 milhões da dívida da RTP até 2012
30/08/11 10:35
Este investimento é feito depois de as Finanças Públicas já terem feito a aquisição do arquivo da empresa, por 150 milhões de euros, e resultou da negociação de empréstimos.
Segundo dados relativos às contas do primeiro semestre, a RTP tem actualmente um passivo bancário de 717 milhões de euros e os capitais próprios são negativos em cerca de 500 milhões de euros.
"RTPI e RTPN são a grande aposta"
O ministro dos Assuntos Parlamentares, com a tutela dos media, assumiu hoje que a RTP Internacional e a RTPN são "a grande aposta" do Executivo, para a concretização do serviço público de televisão.
À semelhança do que o Diário Económico já tinha noticiado, a RTP Internacional é a prioridade do Governo de Passos Coelho para "passar uma imagem real do país". A RTPN servirá, depois, como "base", permitindo a "produção de conteúdos" que alimentem o canal internacional.
"Vamos evoluir e deixar de ter um canal da saudade", adiantou ainda Relvas.
Miguel Relvas relevou ainda a intenção do Executivo em potenciar sinergias entre a agência Lusa e a RTP.
"Queremos uma gestão criteriosa da RTP e Lusa. É impensável que, por exemplo, só no distrito de Faro, a delegação da Lusa custe 170 mil euros em Faro e a da RTP custe mais de um milhão por ano", disse ainda o ministro.
sexta-feira, setembro 16, 2011
REGIONAIS 2011: Duas faces e duas moedas
É bom recordar que, em Junho de 2011, já com a Troika em Portugal, e estando a decorrer o processo para as eleições legislativas nacionais, porque será que não se aprofundou a dívida das empresas e organismos do Estado? Porque será que as mesmas instituições, que hoje se pronunciam, não o fizeram com a mesma clarividência?
Já agora, é curioso saber as orientações políticas dos titulares das instituições públicas que hoje proferem as declarações sobre a dívida? Afinal qual foi o partido nomeou o Presidente do instituto Nacional de Estatística e do Banco de Portugal? Querem mais partidarização das instituições públicas?
Mais, se o PSD e Alberto João Jardim tivessem algo a esconder, porque razão pediram ajuda, logo após as eleições nacionais, sabendo de antemão que as eleições regionais estavam próximas?
Hoje falam todos numa só voz e estão empolgados nos objectivos que prosseguem em relação à Madeira! Não poupo um que seja. É clarividente o posicionamento de forças e de individualidades, em especial aquelas com altas responsabilidades, e de todos os quadrantes.
quinta-feira, setembro 15, 2011
REGIONAIS 2011 I - Arco Anti-Autonomista, uma força perto da falência!
Comunicação Social;
quarta-feira, setembro 14, 2011
REGIONAIS 2011

Estando a menos de um mês das Eleições Regionais na Madeira, que acontecem no próximo dia 9 de Outubro, abrirei a rubrica REGIONAIS 2011 no blog “Pintado às Cores”, em que tecerei considerandos e pontos de vista do desenrolar da campanha eleitoral.
Esta campanha eleitoral é uma campanha de artifícios, e que, muito por via de ausências de ideias dos partidos minoritários, criam-se episódios que têm como único objectivo “baralhar” a população. Estas são eleições dignas de uma análise política profunda e que reflectem um ataque feroz, de contradições e de incoerências ao PSD, em bloco, do arco anti-madeira e simultaneamente do arco anti-autonómico ao PSD.
quarta-feira, abril 27, 2011
O Coveiro Sócrates
O Coveiro Sócrates!
Portugal bateu no fundo. O descalabro das contas públicas e a desconfiança política em José Sócrates tornaram o País pouco desafiante e atractivo.
O discurso de vitimização de Sócrates destoa com a situação que conduziu o Estado. Em 6 anos de governação, Sócrates fez o que supostamente se julgava impossível:duplicou o desemprego e o nível de endividamento externo do País. Porém, apesar da situação que originou, tem o desplante de pedir novamente o voto aos portugueses.
A máquina de propaganda socialista, com a sua habilidosa estratégia de enganar o Povo, subverte as condições políticas que teve para governar o País. Como se os avanços, recuos e as imprecisões das contas públicas não bastassem, têm o atrevimento de culpar a oposição pelo fosso em que Portugal chegou. Afinal quem Governou o País nos últimos 6 anos?
Os sucessivos PEC`s e a falta de resultados reais são suficientes para evidenciar a incapacidade de Sócrates e do PS para governar. Por seu turno, e ao invés do que o demissionário primeiro-ministro quer justificar, a descrença dos mercados internacionais e as avaliações das agências de rating não aconteceram apenas desde a crise política, mas há bem mais tempo. Estamos perante o coveiro do País, o coveiro da verdade e o coveiro da confiança dos mercados nacionais e internacionais – José Sócrates.
Nós por cá, na Madeira, temos vindo a alertar para o rumo que o País trilhava, e ao invés da tendência nacional, houve resultados e desenvolvimento.
Apesar do impasse, a palavra, democraticamente, pertence aos portugueses, porque como dizia Sá Carneiro, “Portugal não é isto nem tem de ser isto”.
Há que acreditar que os portugueses irão fazer valer o seu voto e torná-lo útil, dando-o, já no dia 5 Junho, a quem tenha sentido de Estado, ofereça esperança e que tenhacapital político para resgatar o futuro de Portugal. O País não pode se deixar enganar novamente.
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Caça Plataformas Políticas, Artigo Opinião DN Madeira
Caça Plataformas Políticas
Caça Plataformas Políticas
Os resultados presidenciais suscitaram cogitações na oposição regional que se resumem em três ideias fundamentais.
A primeira, foi a inviabilização da plataforma democrática do PS/M, acordo esse também responsável pelo desastroso resultado do candidato "oficial" do PS/M nas presidenciais;
A segunda ideia, diz respeito ao clima de tensão gerado para o acordo político e a forma que poderá adoptar.
Será "Plataforma Democrática"? "Juntos pela Madeira"? Que partidos a integrarão?
As posições políticas têm sido extremadas, dignas de registo:
- O PS acusou o PND de usar Coelho para ajustar contas com toda a oposição regional.
- Coelho afirmou que os partidos da oposição regional estão todos metidos nas suas capelinhas;
- O BE está empenhado para todas as convergências, mas remete a decisão, de as integrar, aos militantes.
- Murmura-se mau estar no PND.
Apesar dos esforços, o acordo político resiste em sortir efeitos, e mesmo que se concretize, só poderá acontecer em clima de "paz podre" ou de pleno oportunismo eleitoralista;
Por fim, o terceiro considerando dirá respeito à sobrevivência desses partidos no espectro político regional.
Uma análise partidária dos resultados presidenciais colocaria os partidos em aflição com uma diminuta expressão eleitoral.
A oposição regional está hesitante entre o risco e a desresponsabilização directa perante, um hipotético, mau resultado eleitoral.
Posto isto, aos madeirenses cabe decidir. Para além das motivações partidárias e de grupos, está em causa o futuro da Madeira.
sábado, janeiro 15, 2011
Madeira: as decisões no tempo certo! -artigo de opinião DN M
Madeira: As decisões no tempo certo!
A actual conjuntura nacional evidencia um fosso entre o território Continental e a Região Autónoma da Madeira, muito por via das estratégias distintas que conduziram a resultados antagónicos.
Enquanto o território continental estagnou, a Madeira desenvolveu-se.
Enquanto a população do Continente perdia qualidade de vida, na Madeira eram criados mais apoios e serviços à população.
Nesta parcela do território conseguiu-se uma obra notável que, a não ser realizada na altura devida, não seria possível concretizar.
Por via da inoperante gestão nacional, Portugal está em apuros, com uma dívida pública elevada e com resultados aquém dos meios e oportunidades que teve ao seu dispor.
Por seu lado, nos últimos 30 anos, a Região Autónoma da Madeira, conseguiu, heroicamente, garantir um desenvolvimento sustentado. Passou de um contexto social, económico e cultural "terceiro-mundista", para uma das Regiões mais desenvolvidas da Europa. A título de exemplo, e segundo dados do INE, a Madeira, em 2009, supriu a média europeia do Produto Interno Bruto com 110%, enquanto o PIB Nacional foi de 80% da média da União Europeia.
Não há dúvidas quanto à eficácia das políticas promovidas na Madeira. Apesar da oposição política Regional ter sido um bloqueio ao desenvolvimento, o Povo soube sempre escolher o melhor para os seus destinos.
Estas vitórias têm ainda maior relevância, se tivermos em conta a falta de solidariedade da maioria dos Governos da República, que constituíram um entrave ao crescimento da Região.
Hoje, mais do que nunca, está na ordem do dia a luta e a resistência pelos direitos dos Madeirenses.
Os tempos actuais exigem novas estratégias de desenvolvimento Regional assentes na criação de mecanismos de decisão própria e com enfoque em áreas estratégicas como o turismo, o ambiente e a educação. Essas estratégias devem olhar atenta e responsavelmente às mudanças que ocorrem no mundo, direccionando a acção para o conhecimento e para o exterior, despertando o interesse de investidores e de visitantes internacionais.
Potenciar as particularidades é uma forma de diferenciar e de criar novas oportunidades.
A seu tempo, a sua estratégia!
Uma vez mais, estaremos à altura!
