O PS Madeira passou do segundo
maior partido da Madeira a um pequeno partido, os últimos anos escrevem as páginas
mais negras da sua história e prospectiva-se, já nas eleições regionais, um mau
resultado, que se resume em três falhas capitais:
1)
Ausência
de Liderança
O PS Madeira é
um partido órfão, não tem liderança e esconde-se por detrás, de um suposto
legítimo candidato do partido a Presidente do Governo Regional da Madeira,
Maximiano Martins;
A opção de
Jacinto Serrão ao assumir, uma vez mais o partido, mesmo após uma derrota
vergonhosa em 2007, foi o seu maior erro político. Serrão é líder à condição, e
aguarda por aqueles que têm jogos em atraso, que assim que cumprirem os mesmos,
ultrapassarão este nos destinos do partido. O PS Madeira cumpre calendário mas
não congrega consensos em torno de um projecto, o que se reflecte na inércia
desta campanha eleitoral.
Não há qualquer
dúvida, que logo após as eleições regionais do próximo dia 9 de Outubro, o PS
Madeira irá despoletar o processo de eleição de um novo líder, que
prospectivando os resultados e o momento actual do partido, existem duas
soluções. A primeira é a de Maximiano Martins, isto se tiver um bom resultado,
o que é uma possibilidade muito remota. A segunda é Vítor Freitas que espreita
o fracasso eleitoral, é resposta ao ciclo Gouveia/Serrão, e que, após anos de
aspiração e de trilhar um percurso de pousio, finalmente terá ao seu alcance os
destinos do PS Madeira.
2)
Maximiano
Martins
Maximiano
Martins é um péssimo candidato para o PS e, ao mesmo tempo, desastroso
candidato para a Madeira. Para além da falta de carisma, da dificuldade em
comunicar e de ser um homem frio e distante das pessoas, para a população é
rosto da mais recente atrocidade política à Madeira, a Lei das Finanças
Regionais de 2006.
Que legitimidade
tem um candidato a Presidente do Governo Regional, em especial na presente
conjuntura, que com a sua conivência e o seu voto ajudou a arquitectar a Lei
das Finanças Regionais mais injusta e prejudicial para a Madeira?
Os madeirenses
nunca perdoarão um comportamento político que relegou o seu eleitorado e a sua
região, para abraçar a desastrosa “armada” de Sócrates.
3)
Discurso
Gasto
O PS não tem
soluções alternativas para a Madeira. O PS M é um partido que deteriorou o discurso
e a sua estratégia ao longo dos anos.
As contradições e
a instabilidade partidária despoletaram dúvidas quando à sua capacidade de
governar ou até mesmo de defender a população da Madeira. Por seu lado, ficou
refém de um núcleo duro que foi fazendo a “dança das cadeiras” e que pouco
debruçou-se sobre as causas socialistas e da população da Região. Perdeu
ideologia, estratégia, visão e perdeu o mais basilar, o pulsar da população.
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