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segunda-feira, maio 22, 2023

3 notas: Cavaco, Costa e Alternativas







 Cavaco Silva 

Quem não se lembra da expressão tão usada por Cavaco Silva quando era Presidente da República "Um presidente não se deve pronunciar sobre...". Foi tantas vezes usada, mesmo quando a sua opinião tinha lugar.  

Após a sua saída da Presidência ficou acentuado e notório o incómodo entre Cavaco e o seu sucessor Marcelo. 

Sendo ou não oportuno/questionável, Cavaco Silva quebra o silêncio e lança-se à opinião pública, onde tem agitado as hostes e de mansinho, feito frente a Costa e a Marcelo, para além de encontrar um espaço que não tem sido bem aproveitado pelos partidos, em particular os da direita. Crítico, firme, credível e cirúrgico pronuncia-se e faz mossa no cambalacho em que está emaranhada a vida pública em Portugal.

Para quem tantas vezes não falou, agora disse o que pensa, sem meias medidas.  

Costa

Costa quis dar "o peito às balas" pelo seu Ministro Galamba, logo toda a responsabilidade política transitou para o chefe do governo. Pode fazer todas as opções na sua equipa, está legitimado, é verdade, agora não pode é disfarçar que está tudo bem, quando todos sabem que não está. Fica mal a António Costa e desqualificante para a sua liderança política. 

Alternativas 

Portugal está à deriva e importa acertar as agulhas da alternativa ao PS, porque, habilmente, tem deixado a "marinar" a crise política à espera de tirar um "coelho da cartola" e sair deste logro onde o próprio se colocou.  

É preciso arte e empenho, mas sobretudo prospetiva e ousadia para dizerem presente.  O povo não pode olhar para os partidos e ver que está tudo mal e não receber a confiança de que existe um projeto sólido para uma mudança inevitável. Afinal em política, tempo, popularidade e oportunidade são efémeros.  

Do que esperam? 

quinta-feira, maio 04, 2023

Segurar Galamba é segurar o PS


Não é à toa que Costa segurou Galamba no governo. Não foi apenas por tática política, colocando o Presidente da República no centro da crise, mas, também, e sobretudo, porque precisava de "domar" as clivagens no Partido Socialista. 

Quando Costa obteve a maioria absoluta, optou por chamar ao Governo todos os potenciais sucessores - Medina, Nuno Cordeiro, Catarina Mendes e Pedro Nuno Santos-, a pensar que funcionaria uma articulação entre todos, criado condições para a união em trono de uma só solução, a escolhida pelo seu líder. Nesse momento António Costa deu o tiro de partida para a sucessão.

Acontece que a estratégia foi falhada, não só porque é evidente a preferência do secretário-geral do PS por Medina mas, também, porque a "malta" de ministros não se portou à altura. Caiu Pedro Nuno Santos, com custos para o Governo e para Costa. 

Com a saída do governo Pedro Nuno Santos tem espaço para criar o seu próprio caminho. Se caísse Galamba, que por acaso também pertence ao grupo de Pedro Nuno Santos, seria mais um a juntar-se a esta vaga de relegados homens livres, o que seria mais um para aprofundar a crise sem precedentes no PS, que é evidente e indisfarçável, até porque, em surdina e aos poucos, começam a ouvir-se vozes dissonantes. 

Afinal, não é só o Governo que está em crise, é, também, Costa e o PS .  


sexta-feira, setembro 25, 2015

Legislativas nacionais 2015: Mais e Menos (I)

Mais
Isto é tudo muito bonito mas

No meio do “bombardeamento” de informação política e eleitoral, o programa dos “gato fedorento”, na TVI, tem marcado a diferença e tem demonstrado que a mensagem pode chegar de diversas formas aos eleitores. Parabéns aos que têm sabido aproveitar o programa. Como dizia Gil Vicente “ridendo castigat mores”, aqui está um bom exemplo.  

Menos
António Costa

Decididamente não está talhado para estes voos. Depois de lhe ter sido estendido o tapete, por via da austeridade e do desgaste do governo, demonstra-se incapaz de falar com clareza e de apresentar um projeto distinto e credível para Portugal. Continua "entalado" e predestinado a um segundo lugar. 

segunda-feira, abril 13, 2015

Presidenciais: Candidatos a feijões

São nomes atrás de nomes a possíveis candidatos à Presidência da República. Da Esquerda à Direita há um naipe imenso de personalidades que se perfilham. Podemos dizer que muitas candidaturas não se materializarão, mas que serão uma grande dor de cabeça para os partidos, ai isso serão!

As legislativas nacionais serão o mote para afrouxar ou não os candidatos que espreitam a sua vez. Partido reforçado nas eleições terá a força para “propor” o candidato, partido enfraquecido dará lugar força à livre iniciativa dos candidatos. 

sexta-feira, setembro 19, 2008

O Novo ano Político!

Os partidos políticos em Portugal e na Região Autónoma da Madeira estão de volta. Sim! Acabaram-se as férias e "bora lá" preparar estratégias, orientações e sobretudo a acção política partidária em prol daqueles que os elegeram (presumo que assim seja).

O PSD com uma nova liderança entrou a quebrar o silêncio, com um discurso forte, corrosivo, provocante apelando a um governo socialista novas políticas, menos propaganda, menos exibicionismo.

O PS, não sei se chegou a entrar politicamente no novo ano, a máquina de propaganda pelo menos não se sentiu abrandar. Mas esta história da criminalidade veio manchar o brilharete que se pretendia ser implacável para o ano político que antecede à prova de fogo.

O CDS/PP, uma decepção contínua. Então os militantes só tiveram conhecimento da demissão do vice-presidente Nobre Guedes após um ano? Onde está a credibilidade e ética na política.?

O PCP e BE, poucas novidades apesar de os resultados nas sondagens deixarem a esquerda muito confortável no nosso país.

Aqui na Madeira,

PSD está no terreno, na política ao serviços das pessoas. Sem grandes espectáculos continua a fazer o seu trabalho de base junto dos militantes.

O PS está em força, mas uma força que penso ser mais forte dentro de quatro paredes do que para a Madeira. Há uma vontade enorme de muitos membros de peso no partido em dar a cara ou melhor a piscar o olho à liderança do partido. Este ano político será o Adeus de João Carlos Gouveia à frente dos destinos do PS-Madeira. Eu acredito!

CDS/PP- Madeira, parece andar irreconhecível, agora troca de porta voz como quem troca de camisa. Muito confuso em ideias e a se distanciar daquele que é o seu potencial eleitorado.

BE e PCP - Madeira, mais do mesmo acções de esquina, com causa de "esquina". Aparecer, aparecer, aparecer. Nem que seja por fingimento mostrar aos madeirenses que se faz política a sério.

Uma nota ao exemplo mais profundo da descredibilização da política madeirense e da Assembleia Madeirense. o símbolo da palhaçada em política o deputado PND. Está para ficar! Baltasar está em casa, tem a sua marioneta em acção, a fazer aquilo que sempre quis fazer, mas nunca teve coragem. Está em tempo de pensar em mecanismos que possam corrigir estas atitudes. Poderá não ser nesta geração de políticos, mas vai ser um dia, antes que a política seja igual a soma 0+0.

Agora resta esperar por um ano em que na política se pense que fazer política é servir o povo! Por vezes tantos esquecem e ficam pelas vaidades e protagonismos pessoais.