O artigo oferece uma análise sobre os desafios atuais e as implicações para o futuro da Madeira.
Leia mais carregando no link👉🏻🔗 A fulanização política que paralisa a Madeira
Boa leitura!
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👉🏻🔗 [Crise Política na Madeira: A Hora da Verdade] https://observador.pt/opiniao/crise-politica-na-madeira-a-hora-da-verdade/
ARTIGO:
Crise Política na Madeira: A Hora da Verdade
A Madeira enfrenta uma situação política complexa, resultante de diversas circunstâncias internas e individuais, que estão a gerar um quadro de instabilidade. Se a situação não se alterar, poderá desencadear, a breve trecho, uma nova chamada às urnas para eleições regionais.
A governação social-democrata na região tem sido hegemónica desde 1976, com resultados evidentes no progresso e desenvolvimento do arquipélago sob as lideranças de Alberto João Jardim, durante 37 anos, e de Miguel Albuquerque, nos últimos 9 anos.
Falar em governação na Madeira é sinónimo de falar em social-democracia, até porque, embora em contextos e quadros políticos díspares, a oposição não tem sido capaz de se apresentar aos Madeirenses com um projeto de verdadeira alternativa para a região. No entanto, desde 2012, devido ao desgaste do partido e da governação, os sinais de instabilidade foram crescentes, culminando em 2024 com múltiplos fatores:
1. Autárquicas de 2013:
A primeira grande clivagem no Partido Social Democrata da Madeira (PSD/M), aconteceu em 2012 com a primeira disputa interna quando Albuquerque enfrentou Jardim, tendo vencido este último por uma margem mínima. Essa divisão resultou na perda de 7 das 11 câmaras municipais, com a oposição a dominar pela primeira vez as autarquias na Madeira.
2. Divisão no PSD/M:
Em 2014, no processo de sucessão de Alberto João Jardim, seis candidatos disputaram a liderança, resultando numa nova direção que se mostrou incapaz de unir o partido e de promover a unidade na diferença. A ideia de "nós e eles" persistiu, e as ações não inclusivas e a perda da matriz popular agravaram a perceção pública, apesar de alguns resultados positivos de governação.
3. Perda das Maiorias Absolutas:
As maiorias absolutas do PSD/M terminaram em 2015, obrigando o partido a acordos com o CDS e, posteriormente, com o CDS e o PAN, alterando profundamente a dinâmica política. Estas novas realidades obrigaram a estar em condições de negociar e a ceder, incluindo a presidência da Assembleia Legislativa, primeiro órgão de poder político da Madeira, a um partido com apenas 2 ou 3 deputados.
4. Investigação Judicial:
Em janeiro de 2024, uma investigação judicial agravou a instabilidade. As hesitações, incluindo a não demissão, demissão e retorno do Presidente do Governo, bem como a não aprovação do Orçamento Regional, criaram um caos e um desgaste político pouco percetível para os cidadãos.
5. Eleições Internas e Consequências:
Todo o processo desencadeou uma clarificação interna no PSD/M, com eleições internas a 21 de março, marcadas por diversos incidentes, nomeadamente prazos curtos e condicionamentos no pagamento de quotas, que poderiam alargar o universo eleitoral interno.
Miguel Albuquerque venceu por uma margem mínima de 54% contra 46% de Manuel António Correia, tendo o projeto vencedor argumentado que era necessário assegurar a estabilidade para evitar eleições antecipadas, o que não se veio a comprovar.
Fruto dessas eleições, Albuquerque implementou exonerações políticas no Governo Regional de apoiantes adversários e manteve um discurso de facção, aprofundando a divisão no partido. No lançamento das eleições regionais, o presidente social-democrata não teve a atenção de promover pontes internas e, por mais estranho que possa parecer, não traçou linhas vermelhas para os entendimentos com a oposição.
6. Impasse Político:
Das eleições regionais de 26 de maio resultou numa minoria parlamentar do PSD/M, em coligação com o CDS/PP, e mesmo sem traçar linhas vermelhas enfrenta a clara oposição da maioria dos partidos. Neste contexto, a oposição tem dado sinais de que não aceita Miguel Albuquerque como líder, o que, se mantido, poderá levar à queda do Governo Regional.
O PSD tem uma grande responsabilidade no estado atual da política na Madeira. Esta é a oportunidade para o partido ouvir todos, a sociedade, os partidos e os seus militantes, promovendo decisões conscienciosas, legitimadas e adequadas para um novo tempo e um novo ciclo político.
O PSD, se quiser sair da crise que mergulha simultaneamente a região, deverá ser um exemplo de visão para o futuro, indo além das divisões internas e reconquistando a confiança dos eleitores.
O partido, se quiser manter a sua hegemonia, precisa de se reconectar com as suas bases e capitalizar os votos dos descontentes e abstencionistas, antes e enquanto a oposição regional se apresente como uma alternativa segura e credível de governação.
A hora é da Madeira, a hora é de encontrar a curto e médio prazo um quadro de estabilidade política na região, pois os problemas que afetam os cidadãos amontoam-se e precisam de resoluções urgentes!
António Trindade
Há que continuar o caminho de uma Democracia melhor para Todos! 🌍
A Madeira enfrentou uma noite eleitoral emocionante e conseguiu eleger um deputado para o Parlamento Europeu, assegurando assim sua representação e influência em decisões cruciais. Sérgio Gonçalves, do PS, será a voz da região em Bruxelas. A União Europeia é essencial para a coesão e continuidade territorial, e ter um representante é fundamental para garantir que a Madeira esteja próxima das oportunidades que podem beneficiá-la nos próximos cinco anos.
É crucial que a região e os partidos políticos, nacionais e regionais, continuem a dar prioridade a esta questão no futuro. Olhemos para o caso dos Açores que terá 3 representantes em Bruxelas.
As regiões ultraperiféricas, como a Madeira, possuem especificidades que merecem representação europeia, uma responsabilidade coletiva que não pode ser ignorada, especialmente devido ao impacto dos dossiers europeus no dia a dia do arquipélago.
Fiquei profundamente impressionado com o interesse e a participação ativa dos jovens. Demonstraram uma notável consciência política e um genuíno interesse por questões que afetam a nossa sociedade e região, especialmente os assuntos relacionados com os cidadãos da Região Autónoma da Madeira. Foi inspirador observar como estão conscientes das questões que impactam diretamente as suas vidas e como estão dispostos a discutir e encontrar soluções.
Durante o debate, os alunos representaram os partidos políticos Bloco de Esquerda, PS, CDS, Juntos pelo Povo e Iniciativa Liberal. Infelizmente, os representantes do PSD, Chega, CDU e PAN não conseguiram marcar presença porque estavam em Erasmus. Cada grupo estudou as propostas dos partidos nas diferentes áreas em discussão, mantendo coerência com as matrizes ideológicas de cada partido.
Os temas abordados – habitação, emprego, emigração, imigração e a situação política atual – são de extrema relevância para a sociedade. Foi gratificante ver como os estudantes se envolveram ativamente, apresentando argumentos fundamentados e revelando uma compreensão profunda dos desafios e das possíveis soluções. O entusiasmo e a vontade de aprender desses jovens são um sinal promissor para o futuro da democracia.
A seriedade com que prepararam o debate evidenciou que os jovens não estão alheios à política e ao bem-estar comum. Foi interessante recordar, 28 anos depois, os meus tempos de estudante, onde partilhei experiências semelhantes, como o gosto pela política e a ativação da associação de estudantes. Também o fiz na minha escola em 1997, na Escola Básica e Secundária Bispo D. Manuel Ferreira Cabral de Santana.
Os partidos políticos devem considerar seriamente estas gerações e encontrar formas de atrair a sua participação nas iniciativas políticas. Os jovens demonstram interesse e boas intenções para resolver os problemas atuais da Madeira, empenhando-se em melhorar a qualidade de vida de todos e promover o progresso e a justiça social.
Esta experiência foi verdadeiramente inspiradora e enriquecedora. Observar a energia e o empenho desses jovens dá-me esperança para o futuro da nossa democracia. Destaco a dedicação desses jovens que estão empenhados em promover uma melhor democracia para todos.
Acredito firmemente que iniciativas como esta são fundamentais para promover uma cidadania ativa e participativa. Ao envolver os jovens em discussões políticas e sociais desde cedo, estamos a construir uma base sólida para uma sociedade mais justa, informada e comprometida com o bem comum.
Espero que estas iniciativas continuem a crescer e a prosperar, alimentando o espírito crítico e a participação cívica dos nossos jovens. Todos temos a missão de construir um futuro melhor para todos.
António Trindade
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| Casas Típicas de Santana |
Composto por seis freguesias, Santana destaca-se por vários pontos de interesse, entre os quais o Pico Ruivo, o ponto mais alto da Madeira; o Ribeiro Bonito, um refúgio de biodiversidade; a enseada do Arco de São Jorge, com as suas vistas deslumbrantes; as típicas casas de Santana, que são um símbolo da arquitetura local; o miradouro do Guindaste, um local imperdível para vistas panorâmicas; e o Ribeiro Frio, conhecido pelos seus trilhos e paisagens exuberantes. Estes são apenas alguns exemplos da dimensão natural, cultural e imaterial do concelho.
Como filho da terra, tenho um orgulho imenso nas particularidades únicas de Santana, na sua gente trabalhadora e nos agentes que todos os dias fazem a diferença neste território, moldando a paisagem e promovendo a vida.
Apesar das suas inegáveis qualidades, Santana enfrenta desafios significativos, muitos dos quais são antigos e urgem ser enfrentados com determinação. A diminuição acentuada da população é uma preocupação central. É imperativo adotar uma visão estratégica que transforme estas dificuldades em oportunidades. Atrair investimento é crucial para revitalizar a economia local, criando emprego e oferecendo perspetivas de futuro que encorajem os jovens a fixarem-se no concelho.
Uma das iniciativas que pode ser explorada é o incentivo ao regresso dos emigrantes, potencializando as casas vazias para que sejam transformadas em alojamentos locais. Esta estratégia não só gerará dinamismo económico e comunitário, como também ajudará a preservar a herança arquitetónica e cultural de Santana.
A agricultura desempenha um papel vital em Santana, contribuindo significativamente para a paisagem e a economia local, com um impacto ecológico relativamente menor. Esta atividade, interligada ao turismo, pode ser potenciada para criar um modelo de desenvolvimento sustentável, onde a produção agrícola e a atração de visitantes coexistem harmoniosamente.
A criação de novos atrativos turísticos em todas as freguesias do concelho é outra peça chave. O exemplo do miradouro do Guindaste, que se tornou uma referência, deve ser replicado e expandido. Cada freguesia tem potencial para desenvolver atrações únicas que valorizem o seu caráter distintivo e estimulem o turismo.
Para além disso, Santana deve apostar firmemente nas suas tradições culturais. O manancial de cultura tradicional e popular é o que distingue Santana num mundo cada vez mais globalizado. Promover eventos, feiras e festivais que celebrem esta herança cultural não só atrairá turistas, mas também reforçará a identidade e o orgulho local, criando um vínculo forte entre a comunidade e as suas raízes.
Santana tem todas as condições para se tornar um polo de referência na região. As suas paisagens únicas, a hospitalidade do seu povo e as condições territoriais para crescer fazem deste concelho um local com um enorme potencial. Com uma abordagem inovadora e sustentável, Santana pode transformar os seus desafios em oportunidades de crescimento e desenvolvimento.
Ao celebrar os seus 188 anos, Santana está numa encruzilhada onde a tradição e a modernidade se encontram. O futuro de Santana pode ser brilhante, repleto de prosperidade e vitalidade, se abraçar as suas fortalezas e enfrentar os desafios com coragem e criatividade. Os próximos anos serão decisivos para moldar este novo capítulo na história do concelho, um capítulo onde cada freguesia brilha com o seu próprio esplendor, contribuindo para um Santana mais atrativa, progressista e que honre a sua história e as suas gentes.
António TrindadeAs eleições regionais do próximo domingo prometem redefinir o panorama político na Madeira. A era das maiorias absolutas parece estar a chegar ao fim, dando lugar a um cenário em que a governabilidade dependerá de acordos parlamentares entre múltiplos partidos. Este novo contexto político exigirá habilidades de negociação e compromissos de todas as partes envolvidas.
Nos últimos anos, as coligações tornaram-se mais comuns e, após estas eleições, espera-se que a tendência continue. O Juntos Pelo Povo (JPP), à esquerda, e o Chega (CH), à direita, deverão ser os barómetros, atendendo aos indicadores eleitorais. Ambos os partidos já afirmaram de forma contundente que não aceitarão acordos sem condições, estabelecendo claramente as suas linhas vermelhas.
Apesar das mudanças no cenário político, a oposição, ao longo dos anos, não se tem mostrado como uma verdadeira alternativa capaz de galvanizar os madeirenses e comprometer-se com uma mudança significativa. Esta situação tem contribuído para a hesitação dos eleitores em abandonar a familiaridade do status quo e arriscar numa nova orientação política governamental.
A hegemonia do PSD tem sido gradualmente corroída desde 2013, com perdas de influência evidentes em sucessivas eleições. Parte deste fenómeno pode ser creditado ao mérito da oposição, que se mostrou mais organizada e eficaz em comunicar as suas propostas e críticas. Contudo, não se pode ignorar o desgaste natural de um partido que esteve no poder por tanto tempo, bem como possíveis falhas em atender às expectativas e necessidades da população, além da crise política atual que desencadeou estas eleições regionais.
Independentemente do mérito, o facto é que a Madeira está à beira de uma mudança política significativa, quer some mais mandatos a direita ou a esquerda.
As próximas eleições regionais podem marcar o início de uma nova era, onde a colaboração, as condições, os limites e a fiscalização rigorosa serão essenciais para a governabilidade. A expectativa é alta, e todos os olhares estão postos no futuro político da Região Autónoma da Madeira que sairá das eleições do próximo domingo.
Vamos ver se a palavra dada por todos os protagonistas dos diversos partidos políticos será honrada e de que forma os partidos e as suas dinâmicas internas resistem às exigências e aos possíveis sacrifícios que o novo tempo poderá impor.
António Trindade
A Comissão Europeia divulgou recentemente um barómetro que oferece uma visão detalhada da relação dos jovens com a União Europeia. Este estudo revela dados interessantes, com destaque para a intenção de participação dos jovens nas próximas eleições europeias.
Em Portugal, por exemplo, é curioso verificar que 77% dos jovens expressam intenção de votar, colocando o país em segundo lugar no ranking, apenas atrás da Roménia, com a melhor percentagem de 78%, e em contraste com os 41% do Luxemburgo, último no ranking. Este dado é particularmente encorajador, pois indica uma maior propensão para o voto e consequente participação política dos jovens portugueses em relação aos demais eleitores.
No entanto, apesar destes sinais de esperança, o mesmo estudo também reflete que 19% dos jovens afirmam não estar interessados em política e 13% estavam decididos a não votar. Estes indicadores exigem uma especial atenção, destacando a importância do exercício do voto como a forma mais elementar de expressar a opinião e de exercer as opções do dia a dia. É fundamental compreender mais profundamente os motivos que levam os jovens a distanciar-se da participação política, para que os políticos, os partidos e as organizações possam tomar as devidas medidas.
É relevante destacar que 64% dos inquiridos participaram nos últimos 12 meses em atividades de organizações, e que 48% participarão numa petição, manifestação ou envio de carta aos políticos. Isso demonstra que os jovens conhecem os instrumentos de participação política e estão dispostos a utilizá-los quando têm um propósito e a defesa de uma causa concreta em que acreditam.
Estes números apontados por este estudo representam uma excelente notícia, sugerindo que os jovens estão cada vez mais propensos a participar ativamente na vida política, bem como na sua ligação com a União Europeia. Os indicadores apontam para uma esperança renovada no que diz respeito à participação política da juventude.
No entanto, é fundamental que os partidos políticos e outros intervenientes saibam interpretar estes indicadores e que sejam consequentes com o que os mesmos exigem, nomeadamente na proximidade com os jovens, na adoção de posturas exemplares e na assunção de responsabilidade no exercício dos seus cargos. É essencial que sejam um verdadeiro incentivo para que os jovens se envolvam na política de forma contínua e não apenas em momentos eleitorais.
A juventude precisa de sentir-se chamada e envolvida, não pode ser vista apenas como um recurso para o ato eleitoral. É através do compromisso e da inclusão ativa dos jovens que podemos construir um futuro político mais promissor e participativo.
Para mais detalhes sobre o estudo da Comissão Europeia, consulte o seguinte link: https://europa.eu/eurobarometer/surveys/detail/3181
António Trindade
Hoje assinala-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Foi a 20 de dezembro de 1993 que o mundo deu um passo histórico ao reconhecer a importância deste valor, inspirado pelo Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela corajosa Declaração de Windhoek, que reforçou o compromisso com a liberdade de expressão.
Mais do que uma simples data, esta é uma homenagem a um dos pilares fundamentais da sociedade: a liberdade de expressão e de informação.
A liberdade de imprensa não é apenas um direito; é a essência da democracia. Não podemos conceber uma sociedade onde as vozes do povo não sejam ouvidas, onde os jornalistas sejam silenciados, e onde a verdade seja manipulada e filtrada.
Seria uma sociedade doente, onde a verdade se perderia nas sombras da censura, e a voz do povo seria sufocada pelo silêncio imposto.
A liberdade de imprensa é o antídoto para a opressão e a injustiça. É o farol que ilumina os recantos mais obscuros da sociedade, expondo a verdade e defendendo os direitos das pessoas.
Sem a liberdade de imprensa, estaríamos privados da nossa capacidade de questionar, de desafiar, de mudar e de pensar de forma diferente.
Hoje, ao celebrarmos a liberdade de imprensa, devemos lembrar-nos da sua fragilidade e da sua importância. Devemos honrar aqueles que, sem medo, arriscam as suas vidas para dar voz a este direito fundamental.
Num mundo onde a desinformação e a manipulação são cada vez mais comuns, é mais importante do que nunca proteger e promover a liberdade de imprensa. É através dela que podemos garantir uma sociedade livre, justa e informada.
A liberdade de imprensa é dar voz, é rejeitar qualquer tipo de condicionamento que ameace o pensamento e a individualidade de todos e de cada um. É o alicerce de uma democracia verdadeira, para todos.
Hoje, celebremos vigilantes e atentos, pois a linha entre a liberdade e a opressão é ténue, e há sempre quem, ilegitimamente, tente impor regras e limites:
-Saibamos apontar tentativas de voltar a passados de má memória.
-Neguemos vontades e tentativas de impor silêncios.
-Rejeitemos que o pensamento de alguns seja adotado, sem questionar, como pensamento de todos.
-Pensemos em tantos que são obrigados a violar a sua consciência, fingindo que está tudo bem e certo, escondendo, omitindo, fugindo e não tendo a coragem de dizer o que tem e deve ser dito.
Esta data, é, também, mote para reconheçer a coragem daqueles que, ainda hoje, lutam, resistem, não cedem e denunciam práticas que atentam contra este direito.
Um bem haja a todos os que praticam a liberdade de imprensa, tantas vezes numa missão difícil mas honrosa. Muitos desejam, tantos discursam, alguns praticam, outros ainda não podem ou não conseguem exercê-la na sua plenitude! De direito em direito, faz muito sentido lutarmos por uma Democracia para Todos.
"António Trindade, adjunto de Rafaela Fernandes que foi exonerado pela própria depois de ter apoiado o candidato Manuel António Correia, adversário do presidente Miguel Albuquerque nas eleições internas do PSD-M, está a promover uma caminhada denominada "Liberdade é Caminho" que se realizará a partir das 18 horas, no dia 25 de Abril, com partida na rotunda Francisco Sá Carneiro, no Funchal. É feito um apelo para que os participantes levem "um símbolo de abril". "Vamos caminhar por ideais, pelo direito à expressão, pela oportunidade de sermos livres e pela participação cívica e democrática"avança.
No manifesto assinado pelo antigo adjunto, refere que "pese embora as conquistas de Abril, na sua prática, exercê-las na plenitude continua a ter um preço, sendo tantas vezes um exercício de força sobre os fracos e de fraqueza para os fortes".
"Ainda hoje, na defesa dos direitos mais elementares, é preciso coragem e ousadia, para dizer basta, para recusar o silêncio perante as injustiças e para apontar as falhas de bom senso que estão à vista de todos" aponta.
Mais indica que, "ao comemorar abril, convoca-se à liberdade que se negoceia, nem se troca por ilusões ou promessas. da firmeza, que nega a intolerância; que diz não ao desrespeito; da verdade que ultrapassa a confiança e a esperança; da ética como condição de pensar diferente e defender o superior interesse comum; de colocar a pessoa no centro, pela dignidade humana e pela defesa dos mais fracos; de tratar como prioridade todos os que põem a sociedade, independentemente da sua origem, idade, orientação e crença; da representação e de participação política livre e democrática sem consequência; e que gera mudanças estruturais de comportamentos e de atitudes".
António Trindade aponta que"em 2024, falar de direitos, falar de ética, falar do livre arbítrio continua a ser motivo gerador de convulsões, de diferenciação e de discrimina-ção". "Não é aceitável nos dias que vivemos", frisa. "O exercício pleno da liberdade é a seta que aponta à vida, ao bem-estar e à felicidade na sua plenitude. É por isso que caminhamos, é por isso que lutamos, é por isso que seguimos", termina."
A liberdade, a democracia, a igualdade, a justiça social e a solidariedade são desígnios inquestionáveis e, em momento algum, podem ser beliscados.
Ainda hoje, na defesa dos direitos mais elementares, é preciso coragem e ousadia, para dizer basta, para recusar o silêncio perante as injustiças e para apontar as falhas de bom senso que estão à vista de todos.
Ao comemorar Abril, convoca-se à liberdade:
Em 2024, falar de direitos, falar de ética, falar do livre arbítrio continua a ser motivo gerador de convulsões, de diferenciação e de discriminação. Não é aceitável nos dias que vivemos!
Tantas vezes parece-nos que o que é certo está errado, e o que está errado é o que está certo.
Hoje, mais do que nunca, convocamos ao exercício da liberdade, sem medos. Não podemos deixar infletir os valores que nos trouxeram até aqui, sob pena de hipotecar o futuro dos nossos e das novas gerações.
Convocamos a participar na iniciativa informal designada “Liberdade é Caminho”, no dia 25 de abril, com concentração às 18h, na Rotunda Francisco Sá Carneiro, Funchal.
Vem, traz um símbolo de Abril, e dá passos a caminho dos direitos conquistados.
O que nos move são os ideais.
Os valores e princípios, que nos estruturam enquanto membros de uma sociedade, são a pedra angular da ordem e do respeito.
O exercício pleno da liberdade é a seta que aponta à vida, ao bem-estar e à felicidade na sua plenitude.
É por isso que caminhamos, é por isso que lutamos, é por isso que seguimos.
Mais info: Evento "Liberdade a Caminho"