A Comissão Europeia divulgou recentemente um barómetro que oferece uma visão detalhada da relação dos jovens com a União Europeia. Este estudo revela dados interessantes, com destaque para a intenção de participação dos jovens nas próximas eleições europeias.
Em Portugal, por exemplo, é curioso verificar que 77% dos jovens expressam intenção de votar, colocando o país em segundo lugar no ranking, apenas atrás da Roménia, com a melhor percentagem de 78%, e em contraste com os 41% do Luxemburgo, último no ranking. Este dado é particularmente encorajador, pois indica uma maior propensão para o voto e consequente participação política dos jovens portugueses em relação aos demais eleitores.
No entanto, apesar destes sinais de esperança, o mesmo estudo também reflete que 19% dos jovens afirmam não estar interessados em política e 13% estavam decididos a não votar. Estes indicadores exigem uma especial atenção, destacando a importância do exercício do voto como a forma mais elementar de expressar a opinião e de exercer as opções do dia a dia. É fundamental compreender mais profundamente os motivos que levam os jovens a distanciar-se da participação política, para que os políticos, os partidos e as organizações possam tomar as devidas medidas.
É relevante destacar que 64% dos inquiridos participaram nos últimos 12 meses em atividades de organizações, e que 48% participarão numa petição, manifestação ou envio de carta aos políticos. Isso demonstra que os jovens conhecem os instrumentos de participação política e estão dispostos a utilizá-los quando têm um propósito e a defesa de uma causa concreta em que acreditam.
Estes números apontados por este estudo representam uma excelente notícia, sugerindo que os jovens estão cada vez mais propensos a participar ativamente na vida política, bem como na sua ligação com a União Europeia. Os indicadores apontam para uma esperança renovada no que diz respeito à participação política da juventude.
No entanto, é fundamental que os partidos políticos e outros intervenientes saibam interpretar estes indicadores e que sejam consequentes com o que os mesmos exigem, nomeadamente na proximidade com os jovens, na adoção de posturas exemplares e na assunção de responsabilidade no exercício dos seus cargos. É essencial que sejam um verdadeiro incentivo para que os jovens se envolvam na política de forma contínua e não apenas em momentos eleitorais.
A juventude precisa de sentir-se chamada e envolvida, não pode ser vista apenas como um recurso para o ato eleitoral. É através do compromisso e da inclusão ativa dos jovens que podemos construir um futuro político mais promissor e participativo.
Para mais detalhes sobre o estudo da Comissão Europeia, consulte o seguinte link: https://europa.eu/eurobarometer/surveys/detail/3181
António Trindade

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