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terça-feira, maio 14, 2024

Voto dos jovens nas Europeias: um sinal de esperança

A Comissão Europeia divulgou recentemente um barómetro que oferece uma visão detalhada da relação dos jovens com a União Europeia. Este estudo revela dados interessantes, com destaque para a intenção de participação dos jovens nas próximas eleições europeias.

Em Portugal, por exemplo, é curioso verificar que 77% dos jovens expressam intenção de votar, colocando o país em segundo lugar no ranking, apenas atrás da Roménia, com a melhor percentagem de 78%, e em contraste com os 41% do Luxemburgo, último no ranking. Este dado é particularmente encorajador, pois indica uma maior propensão para o voto e consequente participação política dos jovens portugueses em relação aos demais eleitores.

No entanto, apesar destes sinais de esperança, o mesmo estudo também reflete que 19% dos jovens afirmam não estar interessados em política e 13% estavam decididos a não votar. Estes indicadores exigem uma especial atenção, destacando a importância do exercício do voto como a forma mais elementar de expressar a opinião e de exercer as opções do dia a dia. É fundamental compreender mais profundamente os motivos que levam os jovens a distanciar-se da participação política, para que os políticos, os partidos e as organizações possam tomar as devidas medidas.

É relevante destacar que 64% dos inquiridos participaram nos últimos 12 meses em atividades de organizações, e que 48% participarão numa petição, manifestação ou envio de carta aos políticos. Isso demonstra que os jovens conhecem os instrumentos de participação política e estão dispostos a utilizá-los quando têm um propósito e a defesa de uma causa concreta em que acreditam.

Estes números apontados por este estudo representam uma excelente notícia, sugerindo que os jovens estão cada vez mais propensos a participar ativamente na vida política, bem como na sua ligação com a União Europeia. Os indicadores apontam para uma esperança renovada no que diz respeito à participação política da juventude.

No entanto, é fundamental que os partidos políticos e outros intervenientes saibam interpretar estes indicadores e que sejam consequentes com o que os mesmos exigem, nomeadamente na proximidade com os jovens, na adoção de posturas exemplares e na assunção de responsabilidade no exercício dos seus cargos. É essencial que sejam um verdadeiro incentivo para que os jovens se envolvam na política de forma contínua e não apenas em momentos eleitorais.

A juventude precisa de sentir-se chamada e envolvida, não pode ser vista apenas como um recurso para o ato eleitoral. É através do compromisso e da inclusão ativa dos jovens que podemos construir um futuro político mais promissor e participativo.

Para mais detalhes sobre o estudo da Comissão Europeia, consulte o seguinte link: https://europa.eu/eurobarometer/surveys/detail/3181

António Trindade

sábado, março 07, 2015

RECORDAR É VIVER: O que fizemos e o que somos

Numa consulta aos arquivos encontrei este pequeno vídeo que diz muito de um tempo em que muitos jovens como eu partilharam os mesmos ideais, as mesmas causas, as mesmas preocupações e as mesmas amizades.
Foram tempos em que o sucesso de um era o sucesso de todos, onde tudo era possível, até mesmo abdicar de sonhos pessoais pelo outro, pelo coletivo.
Se muito conquistamos, se muito ajudamos o próximo, se  nos batemos pelas causas de juventude, também criaram-se muitas amizades que, felizmente ainda hoje continuam.