Hoje assinala-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Foi a 20 de dezembro de 1993 que o mundo deu um passo histórico ao reconhecer a importância deste valor, inspirado pelo Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela corajosa Declaração de Windhoek, que reforçou o compromisso com a liberdade de expressão.
Mais do que uma simples data, esta é uma homenagem a um dos pilares fundamentais da sociedade: a liberdade de expressão e de informação.
A liberdade de imprensa não é apenas um direito; é a essência da democracia. Não podemos conceber uma sociedade onde as vozes do povo não sejam ouvidas, onde os jornalistas sejam silenciados, e onde a verdade seja manipulada e filtrada.
Seria uma sociedade doente, onde a verdade se perderia nas sombras da censura, e a voz do povo seria sufocada pelo silêncio imposto.
A liberdade de imprensa é o antídoto para a opressão e a injustiça. É o farol que ilumina os recantos mais obscuros da sociedade, expondo a verdade e defendendo os direitos das pessoas.
Sem a liberdade de imprensa, estaríamos privados da nossa capacidade de questionar, de desafiar, de mudar e de pensar de forma diferente.
Hoje, ao celebrarmos a liberdade de imprensa, devemos lembrar-nos da sua fragilidade e da sua importância. Devemos honrar aqueles que, sem medo, arriscam as suas vidas para dar voz a este direito fundamental.
Num mundo onde a desinformação e a manipulação são cada vez mais comuns, é mais importante do que nunca proteger e promover a liberdade de imprensa. É através dela que podemos garantir uma sociedade livre, justa e informada.
A liberdade de imprensa é dar voz, é rejeitar qualquer tipo de condicionamento que ameace o pensamento e a individualidade de todos e de cada um. É o alicerce de uma democracia verdadeira, para todos.
Hoje, celebremos vigilantes e atentos, pois a linha entre a liberdade e a opressão é ténue, e há sempre quem, ilegitimamente, tente impor regras e limites:
-Saibamos apontar tentativas de voltar a passados de má memória.
-Neguemos vontades e tentativas de impor silêncios.
-Rejeitemos que o pensamento de alguns seja adotado, sem questionar, como pensamento de todos.
-Pensemos em tantos que são obrigados a violar a sua consciência, fingindo que está tudo bem e certo, escondendo, omitindo, fugindo e não tendo a coragem de dizer o que tem e deve ser dito.
Esta data, é, também, mote para reconheçer a coragem daqueles que, ainda hoje, lutam, resistem, não cedem e denunciam práticas que atentam contra este direito.
Um bem haja a todos os que praticam a liberdade de imprensa, tantas vezes numa missão difícil mas honrosa. Muitos desejam, tantos discursam, alguns praticam, outros ainda não podem ou não conseguem exercê-la na sua plenitude! De direito em direito, faz muito sentido lutarmos por uma Democracia para Todos.

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