sexta-feira, maio 31, 2024

O escândalo do idade da reforma

A idade da reforma em Portugal não para de aumentar, em 2025 passas para os 66 anos e 7 meses. Este alteração levanta questões sérias sobre a dignidade da pessoa humana, nomeadamente a aptidão para o desempenho de determinadas funções e a insensibilidade face a uma vida inteira de trabalho e pagamento de impostos. Além disso, coloca em causa as oportunidades para os novos quadros e as novas gerações. Adia-se a justiça para os mais velhos e adia-se o futuro para os mais novos.
Vejamos assim a evolução da idade da reforma em Portugal:

Como cidadão e como português, esta medida é um escândalo, quando pára? Pergunto-me para onde estamos a caminhar num país que continua sem coragem de cortar gorduras do Estado. Um país que não promove a meritocracia. Um país que não cuida dos seus cidadãos.

É hora de refletir sobre as implicações deste novo marco na vida laboral e social dos portugueses. Esta não é, certamente, uma democracia para todos. Até quando os portugueses vão suportar este aperto sem precedentes?

António Trindade 

quinta-feira, maio 30, 2024

Europeias estreiam uma nova era no voto

As eleições europeias introduzem , pela primeira vez, a possibilidade de todos os cidadãos portugueses votarem antecipadamente em mobilidade, sem restrições específicas.

Até hoje, 30 de maio, é possível inscrever-se e votar já no dia 2 de junho, de uma forma simples e sem complicações. Esta inovação merece ser enaltecida, pois representa um pequeno, mas significativo passo na promoção da participação política e na luta contra a abstenção.

A abstenção é um problema grave nas democracias modernas. Quando uma parte substancial da população não participa nas eleições, as decisões políticas acabam sendo tomadas por uma minoria, o que pode não refletir a vontade geral.

O voto antecipado em mobilidade é uma medida que facilita a participação de todos, especialmente daqueles que, por diversos motivos, encontram dificuldades em votar no dia oficial.

Este pequeno avanço é digno de enaltecer, sobretudo quando estreia em eleições europeias, que são aquelas que tradicionalmente têm maiores taxas de abstenção.

O modelo arcaico de votação, que exige a presença no local de recenseamento, já não faz sentido. Permitir que os cidadãos votem na proximidade onde se encontram, mesmo que antecipadamente, é uma evolução necessária. Este teste nas eleições europeias deve tornar-se prática comum para todas as eleições futuras no nosso país.

Esta medida simplifica o processo e encoraja a participação. Vamos continuar à procura de formas de tornar o voto ainda mais acessível, como o voto eletrónico seguro. 

É hora de fortalecer a nossa democracia e encorajar os cidadãos a votar, pois infelizmente a democracia para todos ainda tem muito caminho pela frente. Não se pode reter num conceito, mas sim numa prática que todos devem desejar mais e melhor Democracia para Todos.
Desta vez não há motivo para não votar!


**Para aqueles que desejam aproveitar esta oportunidade, o processo é simples e sem burocracia excessiva. Em apenas alguns passos, é possível inscrever-se e votar antecipadamente:

1. Acesse [eportugal.gov.pt] -https://www.votoantecipado.pt/).
2. Registe-se para o voto antecipado.
3. Confirme a sua inscrição.
4. Vote no dia 2 de junho perto de si.

António Trindade 

sábado, maio 25, 2024

Santana: 189 Anos de História e um Futuro Brilhante à Vista

Casas Típicas de Santana 
Hoje, dia 25 de maio,  o concelho de Santana celebra 189 anos de elevação, marcando quase dois séculos de história rica e beleza natural inigualável. Situado na ilha da Madeira, Santana não é apenas um testemunho da grandiosidade paisagística, mas também um farol de tradições culturais autênticas que precisam de ser preservadas e promovidas.

Composto por seis freguesias, Santana destaca-se por vários pontos de interesse, entre os quais o Pico Ruivo, o ponto mais alto da Madeira; o Ribeiro Bonito, um refúgio de biodiversidade; a enseada do Arco de São Jorge, com as suas vistas deslumbrantes; as típicas casas de Santana, que são um símbolo da arquitetura local; o miradouro do Guindaste, um local imperdível para vistas panorâmicas; e o Ribeiro Frio, conhecido pelos seus trilhos e paisagens exuberantes. Estes são apenas alguns exemplos da dimensão natural, cultural e imaterial do concelho.

Como filho da terra, tenho um orgulho imenso nas particularidades únicas de Santana, na sua gente trabalhadora e nos agentes que todos os dias fazem a diferença neste território, moldando a paisagem e promovendo a vida.

Apesar das suas inegáveis qualidades, Santana enfrenta desafios significativos, muitos dos quais são antigos e urgem ser enfrentados com determinação. A diminuição acentuada da população é uma preocupação central. É imperativo adotar uma visão estratégica que transforme estas dificuldades em oportunidades. Atrair investimento é crucial para revitalizar a economia local, criando emprego e oferecendo perspetivas de futuro que encorajem os jovens a fixarem-se no concelho.

Uma das iniciativas que pode ser explorada é o incentivo ao regresso dos emigrantes, potencializando as casas vazias para que sejam transformadas em alojamentos locais. Esta estratégia não só gerará dinamismo económico e comunitário, como também ajudará a preservar a herança arquitetónica e cultural de Santana.

A agricultura desempenha um papel vital em Santana, contribuindo significativamente para a paisagem e a economia local, com um impacto ecológico relativamente menor. Esta atividade, interligada ao turismo, pode ser potenciada para criar um modelo de desenvolvimento sustentável, onde a produção agrícola e a atração de visitantes coexistem harmoniosamente.

A criação de novos atrativos turísticos em todas as freguesias do concelho é outra peça chave. O exemplo do miradouro do Guindaste, que se tornou uma referência, deve ser replicado e expandido. Cada freguesia tem potencial para desenvolver atrações únicas que valorizem o seu caráter distintivo e estimulem o turismo.

Para além disso, Santana deve apostar firmemente nas suas tradições culturais. O manancial de cultura tradicional e popular é o que distingue Santana num mundo cada vez mais globalizado. Promover eventos, feiras e festivais que celebrem esta herança cultural não só atrairá turistas, mas também reforçará a identidade e o orgulho local, criando um vínculo forte entre a comunidade e as suas raízes.

Santana tem todas as condições para se tornar um polo de referência na região. As suas paisagens únicas, a hospitalidade do seu povo e as condições territoriais para crescer fazem deste concelho um local com um enorme potencial. Com uma abordagem inovadora e sustentável, Santana pode transformar os seus desafios em oportunidades de crescimento e desenvolvimento.

Ao celebrar os seus 188 anos, Santana está numa encruzilhada onde a tradição e a modernidade se encontram. O futuro de Santana pode ser brilhante, repleto de prosperidade e vitalidade, se abraçar as suas fortalezas e enfrentar os desafios com coragem e criatividade. Os próximos anos serão decisivos para moldar este novo capítulo na história do concelho, um capítulo onde cada freguesia brilha com o seu próprio esplendor, contribuindo para um Santana mais atrativa, progressista e que honre a sua história e as suas gentes.

António Trindade

sexta-feira, maio 24, 2024

As eleições que podem redefinir a Madeira

As eleições regionais do próximo domingo prometem redefinir o panorama político na Madeira. A era das maiorias absolutas parece estar a chegar ao fim, dando lugar a um cenário em que a governabilidade dependerá de acordos parlamentares entre múltiplos partidos. Este novo contexto político exigirá habilidades de negociação e compromissos de todas as partes envolvidas.

Nos últimos anos, as coligações tornaram-se mais comuns e, após estas eleições, espera-se que a tendência continue. O Juntos Pelo Povo (JPP), à esquerda, e o Chega (CH), à direita, deverão ser os barómetros, atendendo aos indicadores eleitorais. Ambos os partidos já afirmaram de forma contundente que não aceitarão acordos sem condições, estabelecendo claramente as suas linhas vermelhas.

Apesar das mudanças no cenário político, a oposição, ao longo dos anos, não se tem mostrado como uma verdadeira alternativa capaz de galvanizar os madeirenses e comprometer-se com uma mudança significativa. Esta situação tem contribuído para a hesitação dos eleitores em abandonar a familiaridade do status quo e arriscar numa nova orientação política governamental.

A hegemonia do PSD tem sido gradualmente corroída desde 2013, com perdas de influência evidentes em sucessivas eleições. Parte deste fenómeno pode ser creditado ao mérito da oposição, que se mostrou mais organizada e eficaz em comunicar as suas propostas e críticas. Contudo, não se pode ignorar o desgaste natural de um partido que esteve no poder por tanto tempo, bem como possíveis falhas em atender às expectativas e necessidades da população, além da crise política atual que desencadeou estas eleições regionais.

Independentemente do mérito, o facto é que a Madeira está à beira de uma mudança política significativa, quer some mais mandatos a direita ou a esquerda. 

As próximas eleições regionais podem marcar o início de uma nova era, onde a colaboração, as condições, os limites e a fiscalização rigorosa serão essenciais para a governabilidade. A expectativa é alta, e todos os olhares estão postos no futuro político da Região Autónoma da Madeira que sairá das eleições do próximo domingo. 

Vamos ver se a palavra dada por todos os protagonistas dos diversos partidos políticos será honrada e de que forma os partidos e as suas dinâmicas internas resistem às exigências e aos possíveis sacrifícios que o novo tempo poderá impor.

António Trindade

terça-feira, maio 14, 2024

Voto dos jovens nas Europeias: um sinal de esperança

A Comissão Europeia divulgou recentemente um barómetro que oferece uma visão detalhada da relação dos jovens com a União Europeia. Este estudo revela dados interessantes, com destaque para a intenção de participação dos jovens nas próximas eleições europeias.

Em Portugal, por exemplo, é curioso verificar que 77% dos jovens expressam intenção de votar, colocando o país em segundo lugar no ranking, apenas atrás da Roménia, com a melhor percentagem de 78%, e em contraste com os 41% do Luxemburgo, último no ranking. Este dado é particularmente encorajador, pois indica uma maior propensão para o voto e consequente participação política dos jovens portugueses em relação aos demais eleitores.

No entanto, apesar destes sinais de esperança, o mesmo estudo também reflete que 19% dos jovens afirmam não estar interessados em política e 13% estavam decididos a não votar. Estes indicadores exigem uma especial atenção, destacando a importância do exercício do voto como a forma mais elementar de expressar a opinião e de exercer as opções do dia a dia. É fundamental compreender mais profundamente os motivos que levam os jovens a distanciar-se da participação política, para que os políticos, os partidos e as organizações possam tomar as devidas medidas.

É relevante destacar que 64% dos inquiridos participaram nos últimos 12 meses em atividades de organizações, e que 48% participarão numa petição, manifestação ou envio de carta aos políticos. Isso demonstra que os jovens conhecem os instrumentos de participação política e estão dispostos a utilizá-los quando têm um propósito e a defesa de uma causa concreta em que acreditam.

Estes números apontados por este estudo representam uma excelente notícia, sugerindo que os jovens estão cada vez mais propensos a participar ativamente na vida política, bem como na sua ligação com a União Europeia. Os indicadores apontam para uma esperança renovada no que diz respeito à participação política da juventude.

No entanto, é fundamental que os partidos políticos e outros intervenientes saibam interpretar estes indicadores e que sejam consequentes com o que os mesmos exigem, nomeadamente na proximidade com os jovens, na adoção de posturas exemplares e na assunção de responsabilidade no exercício dos seus cargos. É essencial que sejam um verdadeiro incentivo para que os jovens se envolvam na política de forma contínua e não apenas em momentos eleitorais.

A juventude precisa de sentir-se chamada e envolvida, não pode ser vista apenas como um recurso para o ato eleitoral. É através do compromisso e da inclusão ativa dos jovens que podemos construir um futuro político mais promissor e participativo.

Para mais detalhes sobre o estudo da Comissão Europeia, consulte o seguinte link: https://europa.eu/eurobarometer/surveys/detail/3181

António Trindade

sexta-feira, maio 03, 2024

Liberdade de Imprensa: A Essência da Democracia

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Foi a 20 de dezembro de 1993 que o mundo deu um passo histórico ao reconhecer a importância deste valor, inspirado pelo Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela corajosa Declaração de Windhoek, que reforçou o compromisso com a liberdade de expressão.

Mais do que uma simples data, esta é uma homenagem a um dos pilares fundamentais da sociedade: a liberdade de expressão e de informação.

A liberdade de imprensa não é apenas um direito; é a essência da democracia. Não podemos conceber uma sociedade onde as vozes do povo não sejam ouvidas, onde os jornalistas sejam silenciados, e onde a verdade seja manipulada e filtrada.

Seria uma sociedade doente, onde a verdade se perderia nas sombras da censura, e a voz do povo seria sufocada pelo silêncio imposto.

A liberdade de imprensa é o antídoto para a opressão e a injustiça. É o farol que ilumina os recantos mais obscuros da sociedade, expondo a verdade e defendendo os direitos das pessoas.

Sem a liberdade de imprensa, estaríamos privados da nossa capacidade de questionar, de desafiar, de mudar e de pensar de forma diferente.

Hoje, ao celebrarmos a liberdade de imprensa, devemos lembrar-nos da sua fragilidade e da sua importância. Devemos honrar aqueles que, sem medo, arriscam as suas vidas para dar voz a este direito fundamental.

Num mundo onde a desinformação e a manipulação são cada vez mais comuns, é mais importante do que nunca proteger e promover a liberdade de imprensa. É através dela que podemos garantir uma sociedade livre, justa e informada.

A liberdade de imprensa é dar voz, é rejeitar qualquer tipo de condicionamento que ameace o pensamento e a individualidade de todos e de cada um. É o alicerce de uma democracia verdadeira, para todos.

Hoje, celebremos vigilantes e atentos, pois a linha entre a liberdade e a opressão é ténue, e há sempre quem, ilegitimamente, tente impor regras e limites:

    -Saibamos apontar tentativas de voltar a passados de má memória. 

    -Neguemos vontades e tentativas de impor silêncios. 

  -Rejeitemos que o pensamento de alguns seja adotado, sem questionar, como pensamento de todos.

    -Pensemos em tantos que são obrigados a violar a sua consciência, fingindo que está tudo bem e certo, escondendo, omitindo, fugindo e não tendo a coragem de dizer o que tem e deve ser dito.

Esta data, é, também, mote para reconheçer a coragem daqueles que, ainda hoje, lutam, resistem, não cedem e denunciam práticas que atentam contra este direito.

Um bem haja a todos os que praticam a liberdade de imprensa, tantas vezes numa missão difícil mas honrosa. Muitos desejam, tantos discursam, alguns praticam, outros ainda não podem ou não conseguem exercê-la na sua plenitude! De direito em direito, faz muito sentido lutarmos por uma Democracia para Todos.

sexta-feira, abril 19, 2024

PENSAR DIFERENTE NÃO PODE GERAR DISCRIMINAÇÃO


Hoje no Diário de Notícias da Madeira

ANTÓNIO TRINDADE FRISA QUE PENSAR DIFERENTE NÃO PODE GERAR DISCRIMINAÇÃO


"António Trindade, adjunto de Rafaela Fernandes que foi exonerado pela própria depois de ter apoiado o candidato Manuel António Correia, adversário do presidente Miguel Albuquerque nas eleições internas do PSD-M, está a promover uma caminhada denominada "Liberdade é Caminho" que se realizará a partir das 18 horas, no dia 25 de Abril, com partida na rotunda Francisco Sá Carneiro, no Funchal. É feito um apelo para que os participantes levem "um símbolo de abril". "Vamos caminhar por ideais, pelo direito à expressão, pela oportunidade de sermos livres e pela participação cívica e democrática"avança.


No manifesto assinado pelo antigo adjunto, refere que "pese embora as conquistas de Abril, na sua prática, exercê-las na plenitude continua a ter um preço, sendo tantas vezes um exercício de força sobre os fracos e de fraqueza para os fortes".

"Ainda hoje, na defesa dos direitos mais elementares, é preciso coragem e ousadia, para dizer basta, para recusar o silêncio perante as injustiças e para apontar as falhas de bom senso que estão à vista de todos" aponta.


Mais indica que, "ao comemorar abril, convoca-se à liberdade que se negoceia, nem se troca por ilusões ou promessas. da firmeza, que nega a intolerância; que diz não ao desrespeito; da verdade que ultrapassa a confiança e a esperança; da ética como condição de pensar diferente e defender o superior interesse comum; de colocar a pessoa no centro, pela dignidade humana e pela defesa dos mais fracos; de tratar como prioridade todos os que põem a sociedade, independentemente da sua origem, idade, orientação e crença; da representação e de participação política livre e democrática sem consequência; e que gera mudanças estruturais de comportamentos e de atitudes".


António Trindade aponta que"em 2024, falar de direitos, falar de ética, falar do livre arbítrio continua a ser motivo gerador de convulsões, de diferenciação e de discrimina-ção". "Não é aceitável nos dias que vivemos", frisa. "O exercício pleno da liberdade é a seta que aponta à vida, ao bem-estar e à felicidade na sua plenitude. É por isso que caminhamos, é por isso que lutamos, é por isso que seguimos", termina."


quinta-feira, abril 18, 2024

Manifesto - Liberdade é Caminho - 25 de abril

O desejo de uma sociedade que honre os valores de abril permanece atual. 

A liberdade, a democracia, a igualdade, a justiça social e a solidariedade são desígnios inquestionáveis e, em momento algum, podem ser beliscados. 




Pese embora as conquistas de abril, na sua prática, exerce-las em plenitude continua a ter um preço, sendo tantas vezes um exercício de força sobre os fracos e de fraqueza para os fortes. 

Ainda hoje, na defesa dos direitos mais elementares, é preciso coragem e ousadia, para dizer basta, para recusar o silêncio perante as injustiças e para apontar as falhas de bom senso que estão à vista de todos. 

Ao comemorar Abril, convoca-se à liberdade: 

  • Que não se negoceia, nem se troca por ilusões ou promessas
  • Da firmeza, que nega a intolerância;
  • Que diz não ao desrespeito;
  • Da verdade que ultrapassa a confiança e a esperança. 
  • Da ética como condição de pensar diferente e defender o superior interesse comum. 
  • De colocar a pessoa no centro, pela dignidade humana e pela defesa dos mais fracos. 
  • De tratar como prioridade todos os que compõem a sociedade, independentemente da sua origem, idade, orientação e crença. 
  • Da representação e de participação política livre e democrática sem consequência. 
  • Que gera mudanças estruturais de comportamentos e de atitudes.

Em 2024, falar de direitos, falar de ética, falar do livre arbítrio continua a ser motivo gerador de convulsões, de diferenciação e de discriminação. Não é aceitável nos dias que vivemos! 


Tantas vezes parece-nos que o que é certo está errado, e o que está errado é o que está certo. 


Hoje, mais do que nunca, convocamos ao exercício da liberdade, sem medos. Não podemos deixar infletir os valores que nos trouxeram até aqui, sob pena de hipotecar o futuro dos nossos e das novas gerações.

Convocamos a participar na iniciativa informal designada “Liberdade é Caminho”, no dia 25 de abril, com concentração às 18h, na Rotunda Francisco Sá Carneiro, Funchal. 


Vem, traz um símbolo de Abril, e dá passos a caminho dos direitos conquistados. 

O que nos move são os ideais. 


Os valores e princípios, que nos estruturam enquanto membros de uma sociedade, são a pedra angular da ordem e do respeito. 


O exercício pleno da liberdade é a seta que aponta à vida, ao bem-estar e à felicidade na sua plenitude. 


É por isso que caminhamos, é por isso que lutamos, é por isso que seguimos.


Mais info: Evento "Liberdade a Caminho"




sábado, abril 13, 2024

Lideranças em tempos de incerteza

 

A atualidade geopolítica apresenta sinais preocupantes. Estabilidade é um termo praticamente banido do dicionário mundial, até porque são  vários os países e territórios em eminência de conflitos, de guerras e de incertezas. 

O Mundo mudou e continua a mudar! Hoje, prospetivar é praticamente um exercício de “mediunidade” e a linha que separa a estabilidade do caos é ténue. 


O respeito pela humanidade como um todo é uma miragem. 


A autodeterminação e a luta, em bloco, por propósitos comuns, são uma utopia. Cavam-se clivagens e diferenças insanáveis, a exemplo dos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente. 


Não se auguram bons ventos, até porque, sabemos, mais do que nunca,  que os conflitos e as desavenças têm efeitos, em tempo real e global. 


Os tempos de incerteza acompanham crises políticas e são vários os países que vivem em sobressalto, uns por governos instáveis, outros por governos incapazes que, no fim de contas, têm o mesmo efeito- a estagnação. 


Onde estão os líderes políticos? Onde estão aqueles Homens que fazem a verdadeira diferença? 

Deixaram de existir! 

Olhemos o Mundo à nossa volta e analisemos as suas lideranças; Os que falam mais alto não têm razão, solução ou força, para detonar o catastrófico caminhar da humanidade; Outros tantos, não se conseguem fazer ouvir, porque não têm a força do exemplo, das soluções e das palavras. 


Os lideres deixaram de ser o eco das inquietações do povo. Deixaram de apontar o futuro. De ver à frente. De apresentar metas e de guiar a vida pública. 


O Mundo está em crise! Líderes e referências precisam-se, sob pena de continuarmos a não saber para onde caminhamos, em esquecer a premissa do superior interesse comum e de acudir, a tempo, às agonias atuais da Humanidade. 

Precisa-se de uma chamada à ação, sem medos! 


Urge fomentar novos modelos de participação política e de promoção da cidadania ativa.


É preciso aproximar os políticos do povo, sob pena do crescente desencanto das populações com os seus representantes. 


A ação política não pode começar e terminar na promessa. O Mundo precisa de políticos e de políticas de verdade, de cartas sobre a mesa, e de propostas que sejam efetivamente cumpridas. A verdade ultrapassa o voto, ultrapassa a confiança, ultrapassa a esperança. 


 É preciso que a palavra conte e tenha força e que as pontes entre povos, estados e nações sejam mais importantes do que a promoção de clivagens.  

Aí sim, à luz destes pressupostos estaremos mais perto de encontrar líderes! 

segunda-feira, abril 08, 2024

No Centro do Palco: Explorando as Responsabilidades do Presidente da Assembleia Geral

Na estrutura social de uma instituição, o Presidente da Assembleia Geral assume um papel de representação máxima dos seus membros.

2022



O Presidente da Assembleia Geral desempenha o papel de líder e moderador durante as reuniões da assembleia geral de uma organização, empresa, associação ou instituição. Compete-lhe a presidência e coordenação dos procedimentos durante essas reuniões, assegurando que a discussão decorra de forma organizada e que todos os membros tenham a oportunidade de expressar as suas opiniões. É também sua responsabilidade garantir que as decisões tomadas estejam em conformidade com as leis e regulamentos estabelecidos, respeitando os estatutos da entidade em questão.



Para além disso, é comum que o Presidente da Assembleia Geral tenha também a incumbência de representar a organização perante o público ou outros órgãos, assumindo um papel de porta-voz institucional quando necessário.


Dia do Emigrante 2022

Este cargo implica um profundo conhecimento das leis e regulamentos aplicáveis, de forma a garantir que todas as decisões tomadas estão em conformidade com a legislação em vigor. A sua atuação é crucial para assegurar a transparência e legalidade dos processos deliberativos da assembleia geral, contribuindo para uma gestão eficaz e responsável da instituição.


Exposição do Limão 2024


Semana Cultural 2023

Semana Cultural 2023