sábado, abril 13, 2024

Lideranças em tempos de incerteza

 

A atualidade geopolítica apresenta sinais preocupantes. Estabilidade é um termo praticamente banido do dicionário mundial, até porque são  vários os países e territórios em eminência de conflitos, de guerras e de incertezas. 

O Mundo mudou e continua a mudar! Hoje, prospetivar é praticamente um exercício de “mediunidade” e a linha que separa a estabilidade do caos é ténue. 


O respeito pela humanidade como um todo é uma miragem. 


A autodeterminação e a luta, em bloco, por propósitos comuns, são uma utopia. Cavam-se clivagens e diferenças insanáveis, a exemplo dos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente. 


Não se auguram bons ventos, até porque, sabemos, mais do que nunca,  que os conflitos e as desavenças têm efeitos, em tempo real e global. 


Os tempos de incerteza acompanham crises políticas e são vários os países que vivem em sobressalto, uns por governos instáveis, outros por governos incapazes que, no fim de contas, têm o mesmo efeito- a estagnação. 


Onde estão os líderes políticos? Onde estão aqueles Homens que fazem a verdadeira diferença? 

Deixaram de existir! 

Olhemos o Mundo à nossa volta e analisemos as suas lideranças; Os que falam mais alto não têm razão, solução ou força, para detonar o catastrófico caminhar da humanidade; Outros tantos, não se conseguem fazer ouvir, porque não têm a força do exemplo, das soluções e das palavras. 


Os lideres deixaram de ser o eco das inquietações do povo. Deixaram de apontar o futuro. De ver à frente. De apresentar metas e de guiar a vida pública. 


O Mundo está em crise! Líderes e referências precisam-se, sob pena de continuarmos a não saber para onde caminhamos, em esquecer a premissa do superior interesse comum e de acudir, a tempo, às agonias atuais da Humanidade. 

Precisa-se de uma chamada à ação, sem medos! 


Urge fomentar novos modelos de participação política e de promoção da cidadania ativa.


É preciso aproximar os políticos do povo, sob pena do crescente desencanto das populações com os seus representantes. 


A ação política não pode começar e terminar na promessa. O Mundo precisa de políticos e de políticas de verdade, de cartas sobre a mesa, e de propostas que sejam efetivamente cumpridas. A verdade ultrapassa o voto, ultrapassa a confiança, ultrapassa a esperança. 


 É preciso que a palavra conte e tenha força e que as pontes entre povos, estados e nações sejam mais importantes do que a promoção de clivagens.  

Aí sim, à luz destes pressupostos estaremos mais perto de encontrar líderes! 

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