O Mundo mudou e continua a mudar! Hoje, prospetivar é praticamente um exercício de “mediunidade” e a linha que separa a estabilidade do caos é ténue.
O respeito pela humanidade como um todo é uma miragem.
A autodeterminação e a luta, em bloco, por propósitos comuns, são uma utopia. Cavam-se clivagens e diferenças insanáveis, a exemplo dos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente.
Não se auguram bons ventos, até porque, sabemos, mais do que nunca, que os conflitos e as desavenças têm efeitos, em tempo real e global.
Os tempos de incerteza acompanham crises políticas e são vários os países que vivem em sobressalto, uns por governos instáveis, outros por governos incapazes que, no fim de contas, têm o mesmo efeito- a estagnação.
Onde estão os líderes políticos? Onde estão aqueles Homens que fazem a verdadeira diferença?
Deixaram de existir!
Olhemos o Mundo à nossa volta e analisemos as suas lideranças; Os que falam mais alto não têm razão, solução ou força, para detonar o catastrófico caminhar da humanidade; Outros tantos, não se conseguem fazer ouvir, porque não têm a força do exemplo, das soluções e das palavras.
Os lideres deixaram de ser o eco das inquietações do povo. Deixaram de apontar o futuro. De ver à frente. De apresentar metas e de guiar a vida pública.
O Mundo está em crise! Líderes e referências precisam-se, sob pena de continuarmos a não saber para onde caminhamos, em esquecer a premissa do superior interesse comum e de acudir, a tempo, às agonias atuais da Humanidade.
Precisa-se de uma chamada à ação, sem medos!
Urge fomentar novos modelos de participação política e de promoção da cidadania ativa.
É preciso aproximar os políticos do povo, sob pena do crescente desencanto das populações com os seus representantes.
A ação política não pode começar e terminar na promessa. O Mundo precisa de políticos e de políticas de verdade, de cartas sobre a mesa, e de propostas que sejam efetivamente cumpridas. A verdade ultrapassa o voto, ultrapassa a confiança, ultrapassa a esperança.
É preciso que a palavra conte e tenha força e que as pontes entre povos, estados e nações sejam mais importantes do que a promoção de clivagens.
Aí sim, à luz destes pressupostos estaremos mais perto de encontrar líderes!

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