Em tempos escrevi, neste espaço, que o PS-Madeira e as suas
lideranças são uma autêntica dança de cadeiras entre os seus mais influentes
militantes. Chega a todos.
Desta feita a “sorte” grande deve passar por Carlos Pereira.
Depois do descalabro eleitoral nas eleições do passado domingo, em que o
partido socialista obteve um dos piores resultados de sempre, e queimada que
está a liderança de Vitor Freitas á frente do PS/M, vem aí o
colega/adversário/opositor/sucessor Carlos Pereira.
Apesar da estratégia delineada para a coligação ser errada,
não só pela coligação com partidos antagónicos mas também pelo erro em ser
Vitor Freitas o seu líder, parece-me que Carlos Pereira, que agora deve se
candidatar ao PS-Madeira, nunca concordou mas não teve a coragem de o afirmar.
Porque será? Afinal continuava na lista de deputados, em lugar elegível, e
nesta roda de cadeiras onde todos podem ser líderes e onde ficam sempre os
mesmos deputados, se calhar, não convinha declinar o convite.
A tarefa não será fácil para o próximo líder do PS, seja ele
quem for, aliás será mais um líder a prazo, porque ser líder do PS com esta
expressão e com uma imagem tão debilitada apenas servirá para não perder ainda
mais espaço e protagonismo político.
Os ventos não sopram tempos de bonança para o PS/M que não
soube, não esteve e não está preparado para ser uma alternativa na Madeira. A
única coisa que os socialistas sabem, e bem, é repartir a liderança entre os
seus, um dia todos chegam lá. Já deu a volta!















