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segunda-feira, maio 01, 2023

Populismos: Os de Agora e de Outrora

O que se diz sobre o CHEGA e não se disse de José Manuel Coelho 

É muito interessante ver os óculos com que analistas, comunicação social e, sobretudo, os políticos vêm situações semelhantes em perspectivas diferentes. 

Os “números” políticos do Chega na Assembleia da República, que não tenho pejo em afirmar que são vergonhosos para a democracia e para a dignidade de um país, não são muito diferentes a tantos outros que, durante anos, foram protagonizados por José Manuel Coelho (PTP e PND) na Assembleia Legislativa da Madeira. 

Curioso, também, verificar que noutros tempos imperava o silêncio, hoje a indignação é grande, onde tantos insurgem-se considerando um ultraje (é de facto), noutros tempos nada se dizia. São de certeza os óculos, hoje, talvez, graduados e evoluídos. 

No caso de Coelho, o tempo fez o seu caminho, independente das motivações do seu aparecimento, bem como o motivo do seu desaparecimento (que o futuro e a história dirão), é factual que hoje não tem lugar e espaço. 

No que respeita ao Chega,  é preciso também deixar o caminho e o tempo tomar o seu rumo. Não tenho muitas dúvidas, que muito do que se diz e faz, serve simplesmente para chamar a atenção, para capitalizar a simpatia dos portugueses “indignados” com tanta trapalhada que envolve a gestão da coisa pública. 

Agora uma coisa é certa, e é bom que os políticos, os jornalistas e os analistas entendam de uma vez por todas, o sucesso do Chega é o insucesso dos partidos tradicionais, é o demérito da governação, é o estilhaço da ausência de alternativa, é o exemplo máximo da degradação da democracia e resulta, sobretudo, do ignorar-se o superior interesse coletivo na gestão pública.

Os números políticos, que não abonam a grandeza do exercício da atividade, são pouco maduros, mas é bom lembrar, e que sirva de exemplo, que em nenhuma circunstância o respeito democrático deve ser ignorado, independentemente dos protagonistas ou visados.   

quarta-feira, março 18, 2015

REGIONAIS: Coligação Mudança esconde Coelho


Na caminhada da Mudança para as regionais do próximo dia 29 de março, é factual que, a todo o custo, este projeto de coligação esconde uma figura – José Manuel Coelho.
A estratégia, desta feita, é divulgar um hipotético Governo Regional em que, mais uma vez, deixa no baú um dos principais rostos da coligação- Sr. Coelho. Fica todo o protagonismo do PTP a cargo de Edgar Silva, ex-vereador da Câmara Municipal do Funchal.
Perguntam os eleitores: A coligação Mudança tem ou não uma matriz semelhante àquela que ganhou a Câmara do Funchal? Que estabilidade ofereceria, caso ganhasse, se formasse Governo? A soma de Edgar Silva, Bernardo Trindade, Carlos Pereira, Vitor Freitas, entre outros, daria uma soma positiva?
Não será fácil apagar as tristes recordações da dança das cadeiras na Câmara do Funchal e os episódios da luta pelo poder no seio do PS-Madeira. Agora com Photoshop e maquilhagem para uma foto de Governo parece tudo possível. E depois?  

Uma coisa é certa, o PTP de José Manuel Coelho é o único partido que ganhou as eleições antes do dia porque, nesta coligação, à boleia do PS, sem qualquer esforço nem custo, deverá ter três deputados na Assembleia Regional, o que não aconteceria se fosse só a eleições. Eclipsado ou escondido, José Manuel Coelho alcança os seus objetivos numa coligação que claramente prejudica o PS.