sexta-feira, abril 26, 2024
sexta-feira, abril 19, 2024
PENSAR DIFERENTE NÃO PODE GERAR DISCRIMINAÇÃO
"António Trindade, adjunto de Rafaela Fernandes que foi exonerado pela própria depois de ter apoiado o candidato Manuel António Correia, adversário do presidente Miguel Albuquerque nas eleições internas do PSD-M, está a promover uma caminhada denominada "Liberdade é Caminho" que se realizará a partir das 18 horas, no dia 25 de Abril, com partida na rotunda Francisco Sá Carneiro, no Funchal. É feito um apelo para que os participantes levem "um símbolo de abril". "Vamos caminhar por ideais, pelo direito à expressão, pela oportunidade de sermos livres e pela participação cívica e democrática"avança.
No manifesto assinado pelo antigo adjunto, refere que "pese embora as conquistas de Abril, na sua prática, exercê-las na plenitude continua a ter um preço, sendo tantas vezes um exercício de força sobre os fracos e de fraqueza para os fortes".
"Ainda hoje, na defesa dos direitos mais elementares, é preciso coragem e ousadia, para dizer basta, para recusar o silêncio perante as injustiças e para apontar as falhas de bom senso que estão à vista de todos" aponta.
Mais indica que, "ao comemorar abril, convoca-se à liberdade que se negoceia, nem se troca por ilusões ou promessas. da firmeza, que nega a intolerância; que diz não ao desrespeito; da verdade que ultrapassa a confiança e a esperança; da ética como condição de pensar diferente e defender o superior interesse comum; de colocar a pessoa no centro, pela dignidade humana e pela defesa dos mais fracos; de tratar como prioridade todos os que põem a sociedade, independentemente da sua origem, idade, orientação e crença; da representação e de participação política livre e democrática sem consequência; e que gera mudanças estruturais de comportamentos e de atitudes".
António Trindade aponta que"em 2024, falar de direitos, falar de ética, falar do livre arbítrio continua a ser motivo gerador de convulsões, de diferenciação e de discrimina-ção". "Não é aceitável nos dias que vivemos", frisa. "O exercício pleno da liberdade é a seta que aponta à vida, ao bem-estar e à felicidade na sua plenitude. É por isso que caminhamos, é por isso que lutamos, é por isso que seguimos", termina."
quinta-feira, abril 18, 2024
Manifesto - Liberdade é Caminho - 25 de abril
A liberdade, a democracia, a igualdade, a justiça social e a solidariedade são desígnios inquestionáveis e, em momento algum, podem ser beliscados.
Ainda hoje, na defesa dos direitos mais elementares, é preciso coragem e ousadia, para dizer basta, para recusar o silêncio perante as injustiças e para apontar as falhas de bom senso que estão à vista de todos.
Ao comemorar Abril, convoca-se à liberdade:
- Que não se negoceia, nem se troca por ilusões ou promessas
- Da firmeza, que nega a intolerância;
- Que diz não ao desrespeito;
- Da verdade que ultrapassa a confiança e a esperança.
- Da ética como condição de pensar diferente e defender o superior interesse comum.
- De colocar a pessoa no centro, pela dignidade humana e pela defesa dos mais fracos.
- De tratar como prioridade todos os que compõem a sociedade, independentemente da sua origem, idade, orientação e crença.
- Da representação e de participação política livre e democrática sem consequência.
- Que gera mudanças estruturais de comportamentos e de atitudes.
Em 2024, falar de direitos, falar de ética, falar do livre arbítrio continua a ser motivo gerador de convulsões, de diferenciação e de discriminação. Não é aceitável nos dias que vivemos!
Tantas vezes parece-nos que o que é certo está errado, e o que está errado é o que está certo.
Hoje, mais do que nunca, convocamos ao exercício da liberdade, sem medos. Não podemos deixar infletir os valores que nos trouxeram até aqui, sob pena de hipotecar o futuro dos nossos e das novas gerações.
Convocamos a participar na iniciativa informal designada “Liberdade é Caminho”, no dia 25 de abril, com concentração às 18h, na Rotunda Francisco Sá Carneiro, Funchal.
Vem, traz um símbolo de Abril, e dá passos a caminho dos direitos conquistados.
O que nos move são os ideais.
Os valores e princípios, que nos estruturam enquanto membros de uma sociedade, são a pedra angular da ordem e do respeito.
O exercício pleno da liberdade é a seta que aponta à vida, ao bem-estar e à felicidade na sua plenitude.
É por isso que caminhamos, é por isso que lutamos, é por isso que seguimos.
Mais info: Evento "Liberdade a Caminho"
sábado, abril 13, 2024
Lideranças em tempos de incerteza
O Mundo mudou e continua a mudar! Hoje, prospetivar é praticamente um exercício de “mediunidade” e a linha que separa a estabilidade do caos é ténue.
O respeito pela humanidade como um todo é uma miragem.
A autodeterminação e a luta, em bloco, por propósitos comuns, são uma utopia. Cavam-se clivagens e diferenças insanáveis, a exemplo dos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente.
Não se auguram bons ventos, até porque, sabemos, mais do que nunca, que os conflitos e as desavenças têm efeitos, em tempo real e global.
Os tempos de incerteza acompanham crises políticas e são vários os países que vivem em sobressalto, uns por governos instáveis, outros por governos incapazes que, no fim de contas, têm o mesmo efeito- a estagnação.
Onde estão os líderes políticos? Onde estão aqueles Homens que fazem a verdadeira diferença?
Deixaram de existir!
Olhemos o Mundo à nossa volta e analisemos as suas lideranças; Os que falam mais alto não têm razão, solução ou força, para detonar o catastrófico caminhar da humanidade; Outros tantos, não se conseguem fazer ouvir, porque não têm a força do exemplo, das soluções e das palavras.
Os lideres deixaram de ser o eco das inquietações do povo. Deixaram de apontar o futuro. De ver à frente. De apresentar metas e de guiar a vida pública.
O Mundo está em crise! Líderes e referências precisam-se, sob pena de continuarmos a não saber para onde caminhamos, em esquecer a premissa do superior interesse comum e de acudir, a tempo, às agonias atuais da Humanidade.
Precisa-se de uma chamada à ação, sem medos!
Urge fomentar novos modelos de participação política e de promoção da cidadania ativa.
É preciso aproximar os políticos do povo, sob pena do crescente desencanto das populações com os seus representantes.
A ação política não pode começar e terminar na promessa. O Mundo precisa de políticos e de políticas de verdade, de cartas sobre a mesa, e de propostas que sejam efetivamente cumpridas. A verdade ultrapassa o voto, ultrapassa a confiança, ultrapassa a esperança.
É preciso que a palavra conte e tenha força e que as pontes entre povos, estados e nações sejam mais importantes do que a promoção de clivagens.
Aí sim, à luz destes pressupostos estaremos mais perto de encontrar líderes!
segunda-feira, abril 08, 2024
No Centro do Palco: Explorando as Responsabilidades do Presidente da Assembleia Geral
Na estrutura social de uma instituição, o Presidente da Assembleia Geral assume um papel de representação máxima dos seus membros.
Para além disso, é comum que o Presidente da Assembleia Geral tenha também a incumbência de representar a organização perante o público ou outros órgãos, assumindo um papel de porta-voz institucional quando necessário.
Este cargo implica um profundo conhecimento das leis e regulamentos aplicáveis, de forma a garantir que todas as decisões tomadas estão em conformidade com a legislação em vigor. A sua atuação é crucial para assegurar a transparência e legalidade dos processos deliberativos da assembleia geral, contribuindo para uma gestão eficaz e responsável da instituição.
domingo, abril 07, 2024
A ÚNICA LEITURA A RETIRAR
🍋 Hoje, na qualidade de Presidente da Assembleia Geral da Casa Povo Ilha, participei na Exposição Regional do Limão, num evento que tive o privilégio de organizar durante 14 edições. Acolhemos todos com bondade, tolerância, respeito e verdade, valores que honro e defendo.
🌟A energia festiva, as interações com as pessoas e as conversas inspiradoras foram verdadeiramente incríveis, assim como a confraternização com os amigos que me acompanharam.
📍Estar na Ilha é sempre uma viagem às minhas origens, memórias e ao trabalho conjunto que realizamos. Afinal, o coração de um homem permanece eternamente ligado às suas raízes.
Nota: Esta é a única leitura a retirar do dia de hoje.
#ilha #
+em: https://lapiseiradeideias.blogspot.com
segunda-feira, setembro 25, 2023
Eleições Regionais: Top 3
Melhores resultados de freguesia
De acordo com os votos apurados, o Top das percentagens aconteceram nas freguesias e na coligação Somos Madeira - PSD/CDS, obtendo vitórias arrebatadoras, nas seguintes localidades:
Paul do Mar - 76,05%
Prazeres - 71,4%
Ilha - 68,25 %
Melhores resultados de Concelho
No que respeita ás melhores percentagens por concelho, a coligação Somos Madeira também soma os três lugares do pódio, designadamente:
Calheta - 62,90%
Porto Moniz - 57,14%
São Vicente - 56,10 %
Estes resultados podem ser importantes para entender as dinâmicas políticas locais na Madeira, os fatores que influenciaram o resultado eleitoral e o comportamento eleitoral de eleição para eleição.
sexta-feira, setembro 22, 2023
Bons e maus gestores de talentos
O Caso João Félix
No futebol, como em tantos outros contextos, existem os bons e os maus gestores de talento, até porque, gerir pessoas implica criar condições para que cada um desenvolva as suas capacidades, colocando-as ao serviço do coletivo, como é o caso de uma equipa de futebol.
Nas histórias das estrelas do futebol, não é novidade saber que, mais do que as competências, é, também, preciso estar no sítio e no momento certo. É preciso existir quem acredite e aposte sem o medo de que a luz de um jogador a despoletar ofusque colegas de equipa, treinador, ou, até mesmo, o próprio clube. Pouco inteligente de facto, mas não é novo.
É desta forma que vejo o percurso de João Félix no Atlético de Madrid. Não teve espaço, não foi aposta e não tenho a mínima dúvida que, o estatuto que o fez entrar no clube, foi o grande obstáculo ao seu progresso, acabando por ser afastado e destratado.
Se houvesse dúvidas sobre o talento, o potencial e a dedicação do jovem português, ficam dissipadas pela prestação que está a ter no Barcelona.
Posto isto, é evidente perceber os polos na gestão de talentos, que tanto eliminam como fazem florescer, mas uma coisa é certa, mais tarde ou mais cedo o brilho vem ao de cima. Félix foi vítima do síndrome do "eucalipto", que seca tudo à volta, aliás bem demonstrativo pelas vozes de revolta que se fazem ouvir agora ao vê-lo de volta às exibições de excelência.
Voa miúdo, acredita, mereces estar no sítio certo, no projeto certo, e sobretudo num clube onde não exista medo do teu talento.
Se pensarmos sobre as inseguranças, sobre a capacidade ou visão na gestão de talentos, talvez não existissem jogadores como Ronaldo e Messi, que foram, sempre, por onde passaram, maiores que os treinadores e os próprios clubes.
domingo, maio 28, 2023
3 Erros do travão aos Golden Visa e ao AL em Portugal
Passados três meses, o anúncio que não foi mais do que um artifício inábil, até porque ainda não entrou em vigor, e são já incomensuráveis as perdas e não verificou-se qualquer efeito positivo, senão vejamos:
- PERDEU O PAÍS
- TIMMING ERRADO Quando o país e os portugueses sofrem por via de uma guerra que atrofiou a economia, com a inflação incomportável e o consequente aumento das taxas de juro, o governo adotou por ser um elemento desestabilizador gerando incertezas. E o momento não ajuda porque, por via da atual conjuntura, não é crível grande capacidade de investimento em habitação, sobretudo nas grandes cidades, pelas famílias portuguesas.
- ERRO DE COESÃO TERRITORIAL
Só no turismo habitacional, e segundo dados da Associação e Turismo Residencial e Resorts, a economia portuguesa perdeu 4,8 mil milhões de euros, por via do cancelamento de 800 milhões de investimento em turismo habitacional, o que representa 500 milhões de impostos e 2090 empregos criados.
Hoje ninguém tem dúvidas dos efeitos das “exportações” no setor imobiliário e do turismo. É claro que contribuiu para a pressão habitacional, em particular nas grandes cidades, mas, não podemos esquecer que Portugal desenvolve-se a duas velocidades. Por um lado impera a pressão habitacional nos centros urbanos, por outro assiste-se à desertificação rural.
-Os bichos papão de hoje, foram os investidores que tanto se desejou.
-Precisa de desenvolvimento mas satura-se da sua existência.
-Queixa-se da “sobrevivência” do Estado e futuro dos serviços e apoios sociais, mas enxota-se aqueles que podem gerar riqueza, pagar impostos, contratar serviços e criar empregos.
-Anuncia-se antes de estudar e planear.
-Extinguem-se programas, sem antes pensar em alternativas de captação de investimento.
É este o país de Camões, que teve mais ousadia em lançar-se nos mares nunca antes navegados, e que hoje alguns parecem querer fechar-se ao Mundo, carregando nos seus com taxas e taxinhas, papéis e papelinhos e oferecendo incertezas para todos os que, de fora, olham com potencial para Portugal.
Posto estas vicissitudes, temos um país gerido ao “sabor do vento”. Trocas e baldrocas, e neste caso , no pacote de medidas que visam o Alojamento Local e os Golden visa, destruiu-se a confiança e há poucas perspetivas que se recupere destas medidas lesa pátria.
Se Portugal já é rico e não precisa de investimento estrangeiro alguém que avise!
E que não lhes dê a ideia de fechar o país ao turismo, um dos setores que mais contribui para a nossa economia, porque afinal podem chegar à conclusão que saturou o país e é nefasto.
É preciso que se aponte ao investimento e que medidas alternativas sejam estudadas e viabilizadas por um desígnio maior- os portugueses. Portugal não é só Lisboa e Porto, as “lentes” dos decisores tem de ver mais além, e saber usar as dificuldades/ oportunidades para desenvolver o país como um todo.
quarta-feira, maio 24, 2023
Um Reino que definha
No passado dia 6 de maio, o mundo assistiu à coroação do Rei Carlos III, numa monarquia tradicional, onde ainda perpetuam os rituais e a tradição ancestral. Pese embora tenha sido um momento histórico, de mobilização do Reino Unido e das mais variadas representações dos países, a verdade é que constatam-se diversos sinais:
Carlos III não é um rei carismático
O Rei não tem a simpatia de sua mãe, nem tão pouco a admiração da generalidade dos britânicos. Carlos III pautou a sua vida por muitas polémicas, sobretudo relacionadas com os enredos em torno da Princesa Diana e Camila, agora rainha, mas, também, por ser um homem cinzento, misterioso e sem "expressão". As monarquias vivem, e muito da imagem, Carlos não a tem!
Carlos não é o rei para este tempo
Vale sempre mais ser genuíno do que forçar o que não seja natural, foi o que optou o Rei Carlos na sua coroação, não inventou e preferiu seguir os cânones tradicionais.
Seja como for, Carlos perdeu a oportunidade de acompanhar os tempos, de demonstrar que embora o Reino Unido tenha monarquia e um Rei, Carlos podia mostrar que é mais um do seu Povo. Não o fez, não tem capacidade nem estilo para mudar. Quando ao seu reinado, uma coisa é certa: não haverá surpresas, pelo menos que partam da sua iniciativa, é pena!
Camila nunca será Rainha no coração dos britânicos
Coroar Camila foi um erro, melhor dizendo, foi o aprofundar de um fosso entre o Rei Carlos III e os seus concidadãs. Não é querida, não tem carisma, não tem uma única expressão cativante, nem se esforça para ser e ter. Carlos realizou um sonho da sua mulher, mas nunca um desejo dos britânicos e tem um custo. Seja como for a princesa Diana será para sempre uma sombra à Rainha consorte.
Filhos e enteados
Embora Harry tivesse tomado um caminho diferente no reinado inglês, a verdade é que o Rei tinha a obrigação de agir diferente, assegurando a inexistência de qualquer descriminação. Na verdade quem lidera, ou sobretudo quem é pai, tem de estar acima, tem de saber unir, congregar. Carlos não o fez e esteve muito mal, inclusive abrindo espaço para mais clivagens, completamente dispensáveis, no seio da família real.
Posto isto, o que vale é que os britânicos são conservadores, e a rogo da sua história, vão deixando perpetuar uma monarquia que definha. Os novos tempos exigem atores atuais que possam agir, que possam ser o barómetro nos acontecimentos que abalam o poder político, como tem sido tanto e consequente no poder político inglês. O tempo dirá se Carlos estará a altura, mas os desafios atuais do Reino Unido são tantos quando a garra de um Rei é tão frágil e fragilizada.
















