O Caso João Félix
No futebol, como em tantos outros contextos, existem os bons e os maus gestores de talento, até porque, gerir pessoas implica criar condições para que cada um desenvolva as suas capacidades, colocando-as ao serviço do coletivo, como é o caso de uma equipa de futebol.
Nas histórias das estrelas do futebol, não é novidade saber que, mais do que as competências, é, também, preciso estar no sítio e no momento certo. É preciso existir quem acredite e aposte sem o medo de que a luz de um jogador a despoletar ofusque colegas de equipa, treinador, ou, até mesmo, o próprio clube. Pouco inteligente de facto, mas não é novo.
É desta forma que vejo o percurso de João Félix no Atlético de Madrid. Não teve espaço, não foi aposta e não tenho a mínima dúvida que, o estatuto que o fez entrar no clube, foi o grande obstáculo ao seu progresso, acabando por ser afastado e destratado.
Se houvesse dúvidas sobre o talento, o potencial e a dedicação do jovem português, ficam dissipadas pela prestação que está a ter no Barcelona.
Posto isto, é evidente perceber os polos na gestão de talentos, que tanto eliminam como fazem florescer, mas uma coisa é certa, mais tarde ou mais cedo o brilho vem ao de cima. Félix foi vítima do síndrome do "eucalipto", que seca tudo à volta, aliás bem demonstrativo pelas vozes de revolta que se fazem ouvir agora ao vê-lo de volta às exibições de excelência.
Voa miúdo, acredita, mereces estar no sítio certo, no projeto certo, e sobretudo num clube onde não exista medo do teu talento.
Se pensarmos sobre as inseguranças, sobre a capacidade ou visão na gestão de talentos, talvez não existissem jogadores como Ronaldo e Messi, que foram, sempre, por onde passaram, maiores que os treinadores e os próprios clubes.

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