Passados três meses, o anúncio que não foi mais do que um artifício inábil, até porque ainda não entrou em vigor, e são já incomensuráveis as perdas e não verificou-se qualquer efeito positivo, senão vejamos:
- PERDEU O PAÍS
- TIMMING ERRADO Quando o país e os portugueses sofrem por via de uma guerra que atrofiou a economia, com a inflação incomportável e o consequente aumento das taxas de juro, o governo adotou por ser um elemento desestabilizador gerando incertezas. E o momento não ajuda porque, por via da atual conjuntura, não é crível grande capacidade de investimento em habitação, sobretudo nas grandes cidades, pelas famílias portuguesas.
- ERRO DE COESÃO TERRITORIAL
Só no turismo habitacional, e segundo dados da Associação e Turismo Residencial e Resorts, a economia portuguesa perdeu 4,8 mil milhões de euros, por via do cancelamento de 800 milhões de investimento em turismo habitacional, o que representa 500 milhões de impostos e 2090 empregos criados.
Hoje ninguém tem dúvidas dos efeitos das “exportações” no setor imobiliário e do turismo. É claro que contribuiu para a pressão habitacional, em particular nas grandes cidades, mas, não podemos esquecer que Portugal desenvolve-se a duas velocidades. Por um lado impera a pressão habitacional nos centros urbanos, por outro assiste-se à desertificação rural.
-Os bichos papão de hoje, foram os investidores que tanto se desejou.
-Precisa de desenvolvimento mas satura-se da sua existência.
-Queixa-se da “sobrevivência” do Estado e futuro dos serviços e apoios sociais, mas enxota-se aqueles que podem gerar riqueza, pagar impostos, contratar serviços e criar empregos.
-Anuncia-se antes de estudar e planear.
-Extinguem-se programas, sem antes pensar em alternativas de captação de investimento.
É este o país de Camões, que teve mais ousadia em lançar-se nos mares nunca antes navegados, e que hoje alguns parecem querer fechar-se ao Mundo, carregando nos seus com taxas e taxinhas, papéis e papelinhos e oferecendo incertezas para todos os que, de fora, olham com potencial para Portugal.
Posto estas vicissitudes, temos um país gerido ao “sabor do vento”. Trocas e baldrocas, e neste caso , no pacote de medidas que visam o Alojamento Local e os Golden visa, destruiu-se a confiança e há poucas perspetivas que se recupere destas medidas lesa pátria.
Se Portugal já é rico e não precisa de investimento estrangeiro alguém que avise!
E que não lhes dê a ideia de fechar o país ao turismo, um dos setores que mais contribui para a nossa economia, porque afinal podem chegar à conclusão que saturou o país e é nefasto.
É preciso que se aponte ao investimento e que medidas alternativas sejam estudadas e viabilizadas por um desígnio maior- os portugueses. Portugal não é só Lisboa e Porto, as “lentes” dos decisores tem de ver mais além, e saber usar as dificuldades/ oportunidades para desenvolver o país como um todo.
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