domingo, maio 28, 2023

3 Erros do travão aos Golden Visa e ao AL em Portugal

 

Foi anunciado a 30 de março de 2023, o fim dos Golden Visa e restrições ao alojamento local, como medidas cruciais para solucionar a pressão habitacional e travar o escalar dos preços das rendas e das casas. 


Passados três meses, o anúncio que não foi mais do que um artifício inábil, até porque ainda não entrou em vigor,  e são já incomensuráveis  as perdas e não verificou-se qualquer efeito positivo, senão vejamos: 

  1. PERDEU O PAÍS
  2. Só no turismo habitacional, e segundo dados da Associação e Turismo Residencial e Resorts, a economia portuguesa perdeu 4,8 mil milhões de euros, por via do cancelamento de 800 milhões de investimento em turismo habitacional, o que representa 500 milhões de impostos e 2090 empregos criados. 

  3. TIMMING ERRADO                                              Quando o país e os portugueses sofrem por via de uma guerra que atrofiou a economia, com a inflação incomportável  e o consequente aumento das taxas de juro, o governo adotou por ser um elemento desestabilizador gerando  incertezas. E o momento não ajuda porque, por via da atual conjuntura, não é crível grande capacidade de investimento em habitação, sobretudo nas grandes cidades, pelas famílias portuguesas.                                             
  4. ERRO DE COESÃO TERRITORIAL  
  5. Hoje ninguém tem dúvidas dos efeitos das “exportações” no setor imobiliário e do turismo. É claro que contribuiu para a pressão habitacional, em particular nas grandes cidades, mas, não podemos esquecer que Portugal desenvolve-se a duas velocidades. Por um lado impera a pressão habitacional nos centros urbanos,  por outro assiste-se à desertificação rural. 


Pior do que o rumo errado é não existir um rumo, assim é Portugal: 

-Os bichos papão de hoje, foram os investidores que tanto se desejou. 

-Precisa de desenvolvimento mas satura-se da sua existência. 

-Queixa-se da “sobrevivência” do Estado e futuro dos serviços e apoios sociais, mas enxota-se aqueles que podem gerar riqueza, pagar impostos, contratar serviços e criar empregos. 

-Anuncia-se antes de estudar e planear. 

-Extinguem-se programas, sem antes pensar em alternativas de captação de investimento. 


É este o país de Camões, que teve mais ousadia em lançar-se nos mares nunca antes navegados, e que hoje alguns parecem querer fechar-se ao Mundo, carregando nos seus com taxas e taxinhas, papéis e papelinhos e oferecendo incertezas para todos os que, de fora, olham com potencial para Portugal. 


Posto estas vicissitudes, temos um país gerido ao “sabor do vento”. Trocas e baldrocas, e neste caso , no pacote de medidas que visam o Alojamento Local e os Golden visa, destruiu-se a confiança e há poucas perspetivas que se recupere destas medidas lesa pátria. 


Se Portugal já é rico e não precisa de investimento estrangeiro alguém que avise! 

E que não lhes dê a ideia de fechar o país ao turismo, um dos setores que mais contribui para a nossa economia, porque afinal podem chegar à conclusão que saturou o país e é nefasto. 


É preciso que se aponte ao investimento e que medidas alternativas sejam estudadas e viabilizadas por um desígnio maior- os portugueses. Portugal não é só Lisboa e Porto, as “lentes” dos decisores tem de ver mais além, e saber usar as dificuldades/ oportunidades para desenvolver o país como um todo. 

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