sábado, dezembro 30, 2017

Desejos Para Um Novo Ano

A opinião deste mês no Económico Madeira:
DESEJOS PARA UM NOVO ANO
Há muitos e muitos anos atrás havia um povo que aceitava sempre as escolhas de um auto-intitulado rei de um império. O rei sempre fora poderoso, era o dono da razão, o único que nos conflitos entre povos e continentes, mesmo se apropriando do trabalho dos outros, era considerado o maior dos maiores, vencendo qualquer batalha.

Por detrás dessa força, as fragilidades e as fracas qualidades humanas eram demasiado evidentes, conseguindo-as disfarçar pela amabilidade que demonstrava às cortes, que o idolatravam e acreditavam no seu bom senso, até porque era um homem dado e "altruísta" que tudo fazia para oferecer manjares a esses "nobres".

Do seu império ninguém mais haveria de ser conhecido, nem galardoado, nem reconhecido. Por seu lado, também não aceitava que qualquer dos seus homens fosse recrutado por outro império, mesmo que para serviçal. Se assim o acontecesse, a prioridade absoluta seria o de derrubar esse  império e esse soldado.

Era um rei convicto de si, e mesmo nas batalhas de campo, de quem era o único responsável pelas estratégias, as vitórias eram sempre dele e as derrotas sempre culpa dos seus soldados. Assim foi até ao fim do seu tempo e do seu império. Foi até não restar nada, soluçando e resistindo, sobrevivendo e evidenciando, até não puder mais, o pior de si.

Esta história não é mais do que atual e vem à tona, em particular quando se fazem os votos de um ano novo, de tantos que são os desejos de uma renovada esperança para a humanidade. São tantos os povos e as nações que ainda hoje vivem condicionados. São tantos e tantos Homens que fazem apelos à paz, ao respeito entre os povos, acreditando que ainda vão a tempo de salvar o seus "impérios" e as suas gentes.

Falamos, por exemplo, da Venezuela, onde estão radicados tantos e tantos portugueses, que vêm todos os dias o trabalho de uma vida e a força de um país morrer. Falamos também de tantos outros povos que vivem sequestrados por ditaduras e regimes que promovem a desigualdade, a perseguição, a ameaça e que sequestram a liberdade de expressão.

É pela causa humana, pelos exemplos da história, que é tempo da humanidade fazer valer os seus ideias e as suas lutas pela dignidade humana, vetando  diretrizes que ameaçam os povos e que levam, até às ultimas consequências, as orientações de tantos déspotas espalhados pelo mundo. Eles não reconhecem limites, porque não os têm, nem são capazes de os colocar.
Que no novo ano 2018 sejam geradas as sementes de mudança necessárias no mundo e tão urgentes em zonas específicas do globo, antes que seja tarde, e a exemplo da história do império referenciado acima, antes que se derrote o rei e que seja o fim do "império".

sexta-feira, dezembro 01, 2017

FAZER BEM, FAZER DIFERENTE

Vivemos numa Aldeia Global onde é possível replicar quase tudo, em qualquer parte do Mundo. O conhecimento e a informação correm de uma forma alucinante fazendo com que tudo esteja em constante mutação. 
Os grandes desafios dos povos, dos territórios e de qualquer domínio de intervenção, estão assentes na diferenciação, distinção e excelência. Os ganhos são óbvios, porque o que é emergente, útil e diferente ganha competitividade.
Na indústria cultural, e perante a nova conjuntura, que resulta da democratização e do acesso generalizado, urge uma nova abordagem que aponte para a valorização do que é genuíno.
Se a diferenciação cultural é sempre uma oportunidade em qualquer região, nos casos concretos das regiões turísticas têm particular preponderância. Vejamos o caso da Região Autónoma da Madeira onde existe um trabalho de décadas que coloca em interação permanente a cultura e o turismo. Os grandes cartazes turísticos regionais são exemplo da importância económica e do contributo cultural para a valorização do Destino Turístico “Madeira”.
Há um grande trabalho na criação de marcas e de valor cultural que importa dar continuidade.
«Fazer bem e fazer diferente» pode bem servir de mote para a intervenção e para o interveniente cultural. Não basta esperar que os apoios surjam, e enquanto isso apelidar que não é dado o devido relevo à industria cultural. Não basta menosprezar a cultura apelidando-a de "parente pobre". Se estivermos atentos, o que é distinto, o que tem qualidade, é valorizado, é apoiado.
O caso concreto das tradições e da etnografia Madeirense têm sempre espaço na dinamização cultural e são marcas que acrescem conhecimentos e experiências únicas a quem nos visita.
Atualmente, temos agentes culturais e temos infraestruturas condignas de apoio á cultura, mas ainda há segmentos por explorar. Temos tradições que merecem ser valorizadas. Temos "bibliotecas humanas" que estão a desaparecer e o que fazemos é sempre pouco para registar, atempadamente, a informação que se perde todos os dias. Temos traços únicos e distintivos que são susceptíveis de gerar ainda maior valor económico.
A dialéctica cultural implica fazer mais e melhor, mais e diferente, apontando para a valorização das terras e das pessoas.
É chegada à hora de valorizar economicamente as tradições. É tempo de uma nova abordagem que reactive tradições em vias de extinção reconvertendo-as em produtos turísticos. O que é nosso, o que tem valor, o que mais ninguém faz, é precisamente por onde temos de começar. Façamos por isso!

António Trindade

http://www.madeiradigital.net/dezembro2017/#revista/pagina78-pagina79

terça-feira, novembro 28, 2017

Terceiro Sector: a economia a favor das pessoas


O custo/ benefício das medidas do terceiro sector é altamente positivo e resulta numa aposta clara no capital humano, no empreendedorismo social e num modelo social que se auto-subsidia: Difunde-se dividendos através do justo pagamento por aquilo que os beneficiários fazem e colocam as pessoas numa condição igualitária.
A fórmula dos apoios sociais, na lógica da solidariedade e do subsídio, não tem surtido os efeitos desejáveis na inclusão social. Quando se fala em contrapartidas por parte de quem recebe apoios sociais e tem condições para as prestar, são sempre consideradas proibidas e inconstitucionais, típico de um País, que mesmo sem meios, está acomodado com o seu estado social- o da subsidiodependência. Os tímidos progressos na economia social são disso um exemplo.
O conceito existe, mas são parcas as medidas estruturais do Estado. Não existe uma verdadeira economia social sem que se crie o enquadramento legal que a diferencie, sem que sejam gerados incentivos para que surjam mais projetos, sem que sejam criados apoios para que as empresas possam recrutar quadros com origem em projetos sociais.
Para além de defensor do ditado popular “dar a cana antes de dar o peixe”, sou defensor e testemunho das externalidades positivas da economia social. Na Madeira, os projetos piloto nesta área surgiram a partir de 2004, dos quais destaca-se os desenvolvidos pelas empresas de inserção social, promovidas por Casas do Povo e IPSSˋs.
Algum caminho foi trilado, mas há que prosseguir, com ousadia e ambição, a notável obra social, mesmo que o País não siga essa tendência. Temos instituições, temos profissionais e temos necessidades sociais. Precisamos é do reforço de medidas, que não só subsidiem, mas que apoiem as práticas de gestão, o trabalho de acompanhamento multidisciplinar e a qualidade dos serviços que oferecem as empresas sociais.
O custo/ benefício das medidas do terceiro sector é altamente positivo e resulta numa aposta clara no capital humano, no empreendedorismo social e num modelo social que se auto-subsidia: Difunde-se dividendos através do justo pagamento por aquilo que os beneficiários fazem e colocam as pessoas numa condição igualitária.
A economia social, mais do que uma moda, é uma nova atitude na abordagem social assente no princípio de democratização social. A economia das pessoas, que se empenha no lucro dos indivíduos e resgata-os na senda da inclusão social e da igualdade, é o grande desafio dos tempos atuais.


Artigo de opinião - Económico Madeira
Económico Madeira - Terceiro Sector: A economia a favor das pessoas

sexta-feira, junho 09, 2017

Eventos: investimento ou perda?




Quando se fala nos valores que se aplicam aos eventos há sempre uma grande controvérsia, se os mesmos são ou não bem aplicados, e se trazem ou não retorno. 

No que concerne aos investimentos públicos nos eventos, a crítica imediata e supérflua aponta que são maus investimentos e de que existem outras prioridades, seja ela qual for existirão sempre outras mais prementes. 

A crítica esquece que existe uma indústria em torno dos eventos! Que essa indústria, como são os casos de empresas de sonoplastia, oradores, artistas, feirantes, transportes, logística, setor da criação e comunicação, serviços de catering, entre muitos outros, dependem desses apoios e dessas iniciativas, falamos também de emprego, falamos também de subsistência de empresas e famílias. 

A crítica esquece que a dinamização deste setor pode traduzir resultados, quer sejam eles em fluxos económicos, quer através da agremiação de impostos que, no final de contas, podem acabar por ter reflexos nessas áreas prioritárias. Para não falar da visibilidade para as regiões onde acontecem os eventos e a sua capacidade em gerar outras tantas oportunidades e de fomentar outros tantos investimentos.

É certo que para dissipar-se de uma vez as dúvidas e de salvaguardar os eventos,  de entre eles os agentes que os organizam e toda a sua indústria, urge mensurar a relação custo-benefício dos mesmos. Esse papel caberá aos gestores, aos estudiosos culturais e às Universidades que têm muito trabalho pela frente, debruçando-se na prova empírica da relação  objetivos e resultados dos mesmos.  

Sabemos que a animação e os eventos, em particular em regiões com peso turístico, são indissociáveis dos seus resultados mais diretos, não só pelo que representam em si mas, também, pela capacidade catalisadora da promoção dos destinos e daquilo que os distinguem de todo os outros destinos. Sem nunca esquecer que eventos não são só festas, que dentro deste tópico há também outros segmentos como por exemplo conferências, congressos, e que representam importantes ferramentas para dotar competências nas mais diversas áreas.

A lei da oferta e da procura, bem como a competitividade estão presentes na indústria cultural e repercutem-se na escolha de destinos, como por exemplo os destinos turísticos. 

Caberá escolhermos onde queremos competir, se queremos estar pujantes e no top das escolhas, se queremos atrair os melhores fóruns, os melhores congressos, os melhores artistas, ou simplesmente se queremos fazer mais do mesmo, sem criatividade, sem qualidade, sem excelência e, no fim de contas, sem uma populança relevante. 

É certo que há eventos e eventos! Se a opção é afirmarmo-nos, também nesse domínio, teremos de reforçar os investimentos e energias, em particular na produção, calendarização e programação dos eventos.

Os eventos são importantes! Que precisam de ser afinados os critérios de apoios e de elegibilidade de despesas, também! Que há que não conheça e fale sobre os eventos, se há! Mas falar de valor dos eventos não chega, é preciso demonstrar!

quarta-feira, junho 07, 2017

Quero um banco a 1€ só para mim

O sistema bancário português é de deixar qualquer pessoa perplexa. 
Depois do incentivo ao crédito, passando pela falência dos bancos e por conseguinte os apoios do Estado aos bancos em dificuldade, a cereja no topo do bolo é mesmo a aquisição de um banco por 1 euro. 
É óbvio que entende-se que o que está em causa é um caso de salvação de uma instituição bancária e não o seu valor, agora não deixa de ser curioso. 
Apesar do que se vai passando no sistema bancário português, é deveras evidente que os lesados continuam a ser os mesmos, a "banda" dos gestores bancários, inclusive os que espelharam má gestão, para não dizer outra coisa feia, continuam intocáveis. 
O sistema bancário mostra-se aparentemente pujante: novas agências, novos nomes aos bancos... tudo à grande. 
Na verdade quem paga são sempre os mesmos, os lesados também são sempre os mesmos e os protegidos são sempre os mesmos. 

Apesar de ter e de continuar a custar caro o brincar aos bancos e à finança em Portugal, resta-nos bailar o bailinho dos bancos

Caso para dizer: olho neles! 
Quem não estaria disposto a comprar um banco por 1 euro? Popular ou impopular é mais um banco e é mais um negócio difícil de explicar ao cidadão contribuinte. 


sexta-feira, janeiro 13, 2017

Visita Oficial do Governador ao Rotary Club de Machico Santa Cruz - 13 janeiro 2017

Visita Oficial do Governador ao Rotary Club de Machico Santa Cruz

No passado dia 13 de Janeiro, realizei a minha Visita Oficial ao Rotary Club de Machico Santa Cruz, na qual fui recebido pelo Presidente, Companheiro João Basílio e pelo Secretário Companheiro José Rodrigues, cerca das 09h00.

Após uma paragem na vista panorâmica Palheiro do Ferreiro, um ponto estratégico da Ilha onde desfrutámos da magnífica paisagem natural, seguimos para a Câmara Municipal de Machico, onde fomos recebidos pelo seu Presidente, Dr. Ricardo Franco, com quem tive a oportunidade de trocar impressões acerca da interacção do clube com a comunidade local, tendo sido manifestada a predisposição do executivo municipal na colaboração com projectos futuros a desenvolver pelo clube. No final, houve uma troca de lembranças e foi oferecido um porto de honra com o tradicional bolo de mel da região.

Seguimos depois para a Câmara Municipal de Santa Cruz, onde apresentei cumprimentos ao Presidente, Dr. Filipe Sousa, tendo sido o principal aspecto debatido, à semelhança do que aconteceu em Machico, a colaboração entre o Rotary Club e a autarquia, sobretudo no que diz respeito aos projectos de intervenção na área social. No final tivemos a oportunidade de visitar as árvores que o clube plantou no concelho de Santana, por ocasião do Dia da Árvore e do Dia do Pai, no mês de Março do ano passado.

Um dos momentos altos foi a visita guiada ao Parque Temático da Madeira, orientada pelo Director, Dr. António Trindade, que nos deu a conhecer um espaço repleto de história onde se cruzam tradição, natureza e cultura e que é sem dúvida um ex-libris da região.

Após o almoço de convívio num restaurante típico de Machico, na companhia de dez companheiros do clube, no período da tarde realizou-se a reunião com o Conselho Director, em que foram apresentadas as principais actividades que o clube pretende levar a cabo ao longo deste ano rotário, designadamente a entrega de bolsas de estudo, havendo mensalmente um almoço de angariação de fundos para este projecto, apoio aos sem-abrigo através da recolha e entrega de bens alimentares, apoio a famílias carenciadas e entrega de uma cadeira de rodas e uma cama articulada à Junta de Freguesia, que funciona como elo de ligação entre a autarquia e a comunidade, disponibilizando estes equipamentos a quem deles necessite.

Outra das questões abordadas foi o Desenvolvimento do Quadro Social, e neste aspecto o clube que tem 13 companheiros, está focado no rejuvenescimento, uma vez que a média de idades é um pouco elevada. Até ao final deste ano está prevista a entrada de um novo companheiro, que neste momento já participa nas reuniões e nas actividades e a quem será feito o convite dentro em breve.

O jantar festivo realizou-se no Hotel Four Views Oásis e contou com a presença de 30 companheiros, dos clubes do Funchal, Tavira e do Inner Wheel da Madeira, do Director do Parque Temático da Madeira, convidados e amigos.

Neste jantar foi celebrado o 33º aniversário do clube, e no momento de cantar os parabéns e cortar o bolo fui acompanhado pelo Companheiro Simplício Silva, que é o único sócio fundador do clube que ainda está entre nós.

Na sua intervenção, o Companheiro João Basílio fez uma sentida homenagem ao Companheiro António Nóbrega, que faleceu recentemente e que era, nas suas palavras, “uma pessoa muito nobre e culta e um profundo conhecedor do que é o Rotary”.

O jantar decorreu num clima de salutar companheirismo e convivência, tendo terminado com a tradicional troca de lembranças, em que ofereci ao Companheiro João Basílio uma placa com o lema do Presidente de Rotary International, John Germ, para este ano rotário, “Rotary a serviço da Humanidade”, que gentilmente retribuiu com uma garrafa de vinho da Madeira datada de 1984, ano da fundação do Rotary Club de Machico Santa Cruz.

terça-feira, janeiro 10, 2017

Uma página ao sabor de POUCO

Os Estados Unidos da América estão a dias de virar uma página política.
O legado de Obama, por ser um grande homem da comunicação, com um novo estilo de liderança político e por ter se afirmado como homem de e para as minorias, sabe a pouco.
Apesar da grande admiração que tenho por este político que surpreende pelo imprevisto e pelos discursos galvanizadores, tenho de assumir que esperava mais.
A liderança de Obama não criou grandes clivagens na cena política mundial, mas não foi suficientemente forte para catapultar a concertação dos conflitos, para apaziguar as ondas terroristas e para dar a volta à crise financeira que assolou o Mundo.
Esperava mais, mas fico com muitas saudades. Saudades de sentir que mais do que o tacticismo, que é vulgar na política, esteve perante os homens, a América e o Mundo, um líder genuíno. Um líder que mais do que cumprir os protocolos não deixou de ser quem é para exercer as mais altas funções de Presidente dos Estados Unidos da América.
Pela sua idade e potencial não será um Adeus à intervenção pública e política mas será um até sempre.

Dentro de dias viveremos um novo ciclo, um ciclo que insisto em reforçar que ocorre por protesto ao situacionismo, ao sistema, ao politicamente correto e à falta de soluções advindas do conformismo de uma ordem mundial. Um novo tempo. Esperemos que acima de tudo não se perca o humanismo, a ética e que os interesses coletivos estejam bem acima de outros quaisquer interesses.

segunda-feira, janeiro 09, 2017

RONALDO "THE BEST"

Um Madeirense nos píncaros do Mundo, seu nome é já uma "nação" e a nação está alegre e orgulhosa: 
CRISTIANO RONALDO, THE BEST! 
"Coisa Linda"
Melhor Ainda é ouvir o grito da boca de um "gorgulho" de 3 anos, sem saber bem do que se tratava: "Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo"! Absolutamente orgulhoso 😊

terça-feira, novembro 15, 2016

ESTÁ QUASE TUDO TRUMPICADO

As tendências políticas no Mundo caminham para uma nova Era. Questionável ou não, esta nova Era de escolhas em vários países, na sua generalidade, resultam da inconsequência dos políticos "convencionais".  As pessoas estão cansadas do prometer e não cumprir e no politicamente correto, daí acabarem por testar modelos que rasgam com o "mais do mesmo".
Desde o ganhar terreno das forças políticas extremas, do Brexit no Reino Unido, à eleição de Trump no EUA e até à sombra das eleições presidenciais em Franca, na mira de Marine Le Pen, todos os sinais apontam para um tempo incerto que exigem dos agentes políticos uma séria reflexão. 
É extemporâneo pensar se caminhamos para um ciclo mais positivo ou mesmo negativo, o que é certo é que nada mais será igual, afinal os modelos políticos afinam novos alvos e novas estratégias que certamente provocarão mudanças e clivagens que têm de ser vistas à luz de um novo Mundo, de uma nova ordem mundial.  
Um mundo mais fechado ou mais aberto será certamente, onde se vislumbram estreitar de laços entre as potencias Mundiais e onde os países periféricos são cada vez mais periféricos. Afinal são os países mais poderosos que, nesta senda ideológica, mais se aproximam.
Para uma nova ERA, é hora de uma nova abordagem na prática política. 

sexta-feira, junho 24, 2016

FORTE ABALO NO PROJETO EUROPEU


Hoje confirma-se um forte "abalo" no projeto Europeu. Depois da intransigência de uma Europa mais centrada na finança do que na coesão e nas pessoas, eis que inicia o processo de desmembramento. 
Para o bem e para o mal haverá vantagens mas também inúmeras desvantagens. 
A instabilidade que se gerará em muitos emigrantes portugueses no Reino Unido, sobretudo os da nova vaga, é um dos factores que obriga estarmos atentos, solidários e pró-ativos.
Por sua vez, para a Região Autónoma da Madeira, não é de descurar alguns efeitos colaterais num dos principais emissores de turismo.
Novos desafios, novas oportunidades e grande capacidade de negociação serão fundamentais para segurar tudo aquilo que se construiu ao longo de décadas, mas também para estar na linha da frente dos novos caminhos.
‪#‎Brexit‬ ‪#‎madeira‬ ‪#‎portugal‬ ‪#‎reinounido‬ ‪#‎emigraçãolondres‬

sábado, junho 11, 2016

Não somos candidatos

A cada novo europeu e a cada novo mundial de futebol, em que a nossa seleção participa, a bitola está sempre lá em cima, somos sempre candidatos a vencer. 
Em vésperas da estreia de Portugal no europeu, a nossa seleção é de novo uma favorita, dito por quase todos. Eu acho que não, não somos favoritos, mesmo que tenhamos o melhor jogador do mundo e quiça o melhor jogador no europeu na nossa equipa. 
Gostava de me iludir e seguir o sonho, que até pode ser possível, mas prefiro ser cauteloso e dizer que não acho que somos favoritos, podemos é ter alguma possibilidade de lá chegar isto se tivermos a ajuda do trabalho, do "engenho" e de alguma sorte. 
Se ganhar, que assim seja, ficarei feliz, orgulhoso e irei festejar, mas recuso-me a uma opinião demasiado emotiva e facilitista. 

quarta-feira, junho 08, 2016

Há uma pétala que sobra


No portal de um quintal há sempre uma floreira, há sempre uma flor, nem que seja a ultima haste, com a última pétala.
É na beleza da última pétala onde há mais brilho, onde se aprecia a cor, a essência.
No jardim com muitas flores todos passam a ser mais uma, logo menos apreciadas, menos acarinhadas e menos tratadas.
Mas quando já não há flores, e quando na última flor há apenas uma pétala ela certamente será mais cuidada, terá até mesmo a atenção exagerada pela beleza que reflete e o preenchimento que exerce.
Está para a última pétala um olhar diferente, na certeza que virá uma nova primavera, e que nessa nova época voltarão a existir muitas mais flores e outras belezas que farão esquecer o jardim despido com a última haste, com a última pétala.
E a última pétala? Sim, a última pétala será esquecida com tantas outras flores, como tantas milhares de pétalas.
O valor está em quem cuida, em quem olha, e quando se relativiza, o essencial passar a ser mais uma.

Será sempre assim, quando a relatividade passa a ser prática, tanto no jardim como na vida, a última pétala será mais uma como tantas outras assim o foram.

domingo, junho 05, 2016

Fazer melhor

A força humana por mais frágil que seja é aquela que tem a capacidade de tudo transformar.
A força humana por mais dura que seja é aquela que maior destreza tem para fazer tréguas. 
A força humana por mais intransigente que seja é aquela que maior capacidade tem para na hora da intransigência ceder por um bem maior. 
Tudo anda à volta da capacidade do homem transformar e fazer melhor. 
O mundo anda à volta do Homem que quando cedento de facilidade apea o caminho que melhor lhe convém, até mesmo quando se destrói. 
Nem sempre a facilidade implica destruir, até porque muita da evolução implica criar mecanismos que tornem o dia a dia mais ligeiro, mais calmo, mais-que-perfeito. 
Essa perfeição que a todos deve fazer correr.
Essa mesma perfeição e facilidade que nem sempre conduzem ao ideal ou à felicidade que tanto se vaticina procurar.
Essa perfeição que por vezes arrisca caminhos tenebrosos. 
É uma questão de escolha, por vezes direta ou por vezes indireta, mas que temos de ter a capacidade  de encaixar ou então sair da caixa, porque há sempre um caminho que, por mais condicionantes que possa ter, caberá a cada um trilhar. 
Numa sociedade onde a informação muda a cada instante, e o que é agora já não é daqui a pouco, cabe a cada um ser agente da transformação e cumprir, a cada tempo, a sua parte.  
Quando somos chamados a agir dizemos presente?
Quando agimos é porque somos chamados?
Agir, cumprir, transformar, arriscar são palavras de ordem que fazem parte da nossa missão no mundo, para mudar e transformar tudo o que tem de ser mudado e transformado. O mundo lá fora espera por mim, espera por ti! 

sábado, junho 04, 2016

O tempo e o silêncio

Se o tempo nos fizesse ganhar o tempo que perdemos, esse tempo que, embrenhados nas tarefas do dia a dia, nos faz ganhar ou perder aquilo que julgamos ser o essencial. 
Olhando o vazio, meditando o silêncio ao som do chelriar dos pássaros, neste cenário único para tratarmos do tempo que perdemos, procuramos no tempo o silêncio e no silêncio o tempo.
No mesmo silêncio encontramos as melhores respostas para as nossas dúvidas mas, se calhar, o mais adequado seria encontrar instrumentos para aproveitar o tempo. Mas não. 
Quando o silêncio bafeja a nossa face o que mais pensamos são nos projetos, o que podemos construir e alcançar e no que podemos fazer melhor.
No meio do silêncio, quando achamos que encontramos tempo para o tempo, tempo que nos faça pensar em nós, sai mais uma lista de tarefas infindáveis e de objetivos que carecem muito suor e trabalho para alcançar. 
Esta é a história do tempo e do silêncio, em que procuramos no encontro dos dois a melhor maneira de o viver daqui a cinco minutos.
 Se procuramos resposta, acabamos por não a ter, e esperamos por mais outro tempo de silêncio, se calhar, num próximo sábado com a mesma envolvente, com a mesma calmaria. Que esse outro momento nos traga as respostas que este não trouxe. As respostas para o nosso tempo. 

sexta-feira, junho 03, 2016

Geração que se distingue

Ter as melhores escolas nem sempre é sinónimo dos melhores alunos. A verdade é que, desde esta parte a alguns anos, as Escolas da Madeira e, em particular, a Escola de Santana tem angariado um conjunto de prémios e distinções através das brilhantes prestações dos seus alunos quer em olimpíadas, da biologia à matemática, ou até mesmo em outras provas que colocam em competição alunos de todo o país. 

Quando se debate a crise de valores e se teme o futuro das novas gerações, estas conquistas, por mais simbólicas e excepcionais que possam ser, são excelentes indicadores que apontam para gerações mais preparadas e competitivas, num novo tempo que certamente exigirá gerações mais aptas e dinâmicas. 

segunda-feira, maio 30, 2016

Visitas ao Parque Temático aumentaram 80%

HOJE NO DN MADEIRA 
Visitas ao Parque Temático aumentaram 80%

O novo modelo de gestão no Parque Temático da Madeira, com entradas a partir de 1 euro, está a traduzir-se num significativo aumento de visitantes ao amplo recinto localizado em Santana. Nos últimos cinco meses a procura pelo amplo espaço de 145 mil metros quadrados dedicados à história, à ciência e à tradição madeirense, registou um aumento de 80% no número de entradas, comparativamente ao período homólogo anterior (Dezembro de 2014 a Abril de 2015).

Foram quase 12 mil os visitantes que passaram pelo Parque Temático entre Dezembro e Abril últimos, quando um ano antes, no mesmo período, o número de entradas ficara-se pelos pouco mais de 6.500 visitantes. Uma diferença ‘abismal’, as mais de 5 mil entradas registadas neste Inverno e início de Primavera, que equivale, em média, a um aumento superior a mil visitantes por mês. Crescimento que não deve ser alheio à nova aposta na dinamização do amplo recinto de exposições, que desde o final do ano passado passou a ser dirigido por António Trindade.

Dos últimos cinco meses, Abril foi o que registou maior procura, tal como já havia acontecido o ano passado, mas desta feita ultrapassando as 3 mil entradas.

Contudo não foi o mês que mais cresceu, quando comparado ao mês homólogo anterior. Essa maior procura verificou-se em Janeiro e Março, com acréscimos muito perto das 1.400 entradas. Estes dois meses, que o ano passado registaram, cada qual, cerca de 1.200 entradas, este ano ultrapassaram os 2.500 visitantes.

Dezembro também quase duplicou o número de visitantes, atingindo igualmente as mais de duas mil entradas. Fasquia que só não foi alcançada em Fevereiro, o mês mais fraco deste período e provavelmente de todo o ano. Ainda assim, este ano teve um reforço de quase meio milhar de entradas, passado das 886 registadas em 2015, para as 1.250 deste ano.

Recorde-se que o Parque Temático ‘de Santana’ tem como principais atracções os quatro pavilhões multimédia; ‘Descoberta das Ilhas’, ‘Futuro da Terra’, ‘Viagem Fantástica na Madeira’ e ‘Um mundo de ilhas, as ilhas no Mundo’. Com tudo incluído, o preço do bilhete normal custa 6 euros. Valor que decresce para 5 euros no caso de grupos (mais de 5 pessoas), e para 4 euros para jovens (dos 5 aos 14 anos) e para séniores (mais de 65 anos).

Em alternativa ao ‘tudo incluído’, cada atracção custa 1 euro.

Uma réplica do comboio do Monte, os tradicionais carros de bois com as redes, a típica Casa de Santana, um Moinho, um labirinto e ainda um lago constituem ainda outros dos elementos atractivos do Parque. Assim como, os espaços ajardinados, com flora endémica da Madeira e com percursos pedestres pelo meio, são outras mais-valias deste pólo cultural e científico.

NÚMEROS DE DEZEMBRO A ABRIL

11.781 Visitantes entre Dezembro e Abril últimos.

6.547 Visitantes no período homólogo anterior

5.234
O aumento no número de visitantes