Se o tempo nos fizesse ganhar o tempo que perdemos, esse tempo que, embrenhados nas tarefas do dia a dia, nos faz ganhar ou perder aquilo que julgamos ser o essencial.
Olhando o vazio, meditando o silêncio ao som do chelriar dos pássaros, neste cenário único para tratarmos do tempo que perdemos, procuramos no tempo o silêncio e no silêncio o tempo.
No mesmo silêncio encontramos as melhores respostas para as nossas dúvidas mas, se calhar, o mais adequado seria encontrar instrumentos para aproveitar o tempo. Mas não.
Quando o silêncio bafeja a nossa face o que mais pensamos são nos projetos, o que podemos construir e alcançar e no que podemos fazer melhor.
No meio do silêncio, quando achamos que encontramos tempo para o tempo, tempo que nos faça pensar em nós, sai mais uma lista de tarefas infindáveis e de objetivos que carecem muito suor e trabalho para alcançar.
Esta é a história do tempo e do silêncio, em que procuramos no encontro dos dois a melhor maneira de o viver daqui a cinco minutos.
Se procuramos resposta, acabamos por não a ter, e esperamos por mais outro tempo de silêncio, se calhar, num próximo sábado com a mesma envolvente, com a mesma calmaria. Que esse outro momento nos traga as respostas que este não trouxe. As respostas para o nosso tempo.
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