Os Estados Unidos da América estão a dias de virar uma página
política.
O legado de Obama, por ser um grande homem da comunicação,
com um novo estilo de liderança político e por ter se afirmado como homem de e
para as minorias, sabe a pouco.
Apesar da grande admiração que tenho por este político que
surpreende pelo imprevisto e pelos discursos galvanizadores, tenho de assumir
que esperava mais.
A liderança de Obama não criou grandes clivagens na cena
política mundial, mas não foi suficientemente forte para catapultar a
concertação dos conflitos, para apaziguar as ondas terroristas e para dar a
volta à crise financeira que assolou o Mundo.
Esperava mais, mas fico com muitas saudades. Saudades de
sentir que mais do que o tacticismo, que é vulgar na política, esteve perante
os homens, a América e o Mundo, um líder genuíno. Um líder que mais do que
cumprir os protocolos não deixou de ser quem é para exercer as mais altas
funções de Presidente dos Estados Unidos da América.
Pela sua idade e potencial não será um Adeus à intervenção
pública e política mas será um até sempre.
Dentro de dias viveremos um novo ciclo, um ciclo que insisto
em reforçar que ocorre por protesto ao situacionismo, ao sistema, ao
politicamente correto e à falta de soluções advindas do conformismo de uma
ordem mundial. Um novo tempo. Esperemos que acima de tudo não se perca o
humanismo, a ética e que os interesses coletivos estejam bem acima de outros
quaisquer interesses.

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