



Não é que seja um grande apreciador de Miguel Sousa Tavares, mas esta crónica evidência o País de ostentação que, por um lado imprime obras megalómanas, e por outro um País de Chinelo de Sapato, que quase não tem para sobreviver:
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A vida é feita de emoções, emoções que preenchem cada segundo e cada dia, hoje vivi-as. Pensei, Reflecti, desopinei, abtraí, mas não deixei de ser EU, com sonhos, desafios, projectos e com tempo para as coisas que muito me agradam!
AT

Mandatário jovem na Madeira diz que candidato dá prioridade à Autonomia

O Partido Social Democrata escolhe o seu líder no próximo dia 26 de Março e dessa escolha, muito possivelmente sairá o novo Primeiro-Ministro de Portugal. Do leque de candidatos que se apresentam, considero que a melhor opção para o PSD é Paulo Rangel, daí, que em consciência e grande responsabilidade, aceitei ser Mandatário para a Juventude na Região Autónoma da Madeira.
Paulo Rangel, para além dos motivos e compromissos que assume para com o partido é o candidato que oferece melhores garantias ao país, e mais concretamente à Madeira, com um projecto político assente numa forte matriz social democrata e com profunda razoabilidade intelectual. Os alicerces e as vantagens do projecto de Rangel distanciam-se claramente dos outros candidatos à liderança do PSD, especialmente para os jovens, que nos dias de hoje enfrentam grandes dificuldades.
Daí que a escolha neste processo interno deve ter em conta qualidades e estratégias, que meu ponto de vista, centram-se em 4 pontos fundamentais.
1) PSD
O Partido Social Democrata precisa muito rapidamente de aplicar profundas alterações no seu modo de funcionamento, mas também nos “actores” que fazem do partido carreira, ou até mesmo dos ditos “barões” que estão sempre dispostos a opinar nos media, mas que nunca demonstram vontade de ir à luta e ajudar o seu partido. Paulo Rangel promete rasgar, promete trazer ao partido uma nova era e uma nova geração de políticos. E isso foi bem demonstrativa a forma como apresentou publicamente a sua candidatura, sem grande azáfama, decidiu e voluntariamente foi recebendo declarações de apoio, tal como o apoio que expresso a este projecto político. É uma nova forma de fazer política e de estar na política.
2) Experiência Eleitoral
O PSD é um partido de alternância governativa em Portugal, daí que o candidato ao PSD não só deve ganhar o partido mas ser capaz de ganhar e conquistar o País e os portugueses. Paulo Rangel é o único candidato que tem experiência eleitoral e que arrecadou uma importante vitória eleitoral nas Eleições Europeias, como cabeça de lista do PSD. Considero ainda neste aspecto errada a visão que o PSD venceu estas eleições por demérito dos adversários eleitorais, mas não esqueçamos que vencer o Partido Socialista com a estrutura, organização e força junto da comunicação social, resulta sempre de grande capacidade do PSD, mas sobretudo da idoneidade e competência de Rangel para mobilizar o partido e os seus eleitores para uma clara e expressiva vitória.
3) Autonomia
O processo autonómico das Regiões Autónomas, e particularmente da Região Autónoma da Madeira têm sido alvo de avanços e recuos, muito ao sabor dos líderes políticos do País. Os madeirenses estão cansados de líderes e responsáveis políticos, que quando na Madeira assumem uma postura autonomista e cooperante, mas que assim que descolam do Aeroporto da Madeira esquecem os princípios autonomistas que defenderam. A isto chama-se demagogia!
Daí que Paulo Rangel não precisa de discursar sobre autonomia quando o próprio tem provas dadas e posições tomadas sobre esta matéria e têm defendido uma autonomia das Regiões progressiva, e nesta matéria distancia-se claramente de todos os outros candidatos.
4) Juventude
Internamente Paulo Rangel sabe melhor do que ninguém o que é ter a Juventude como braço armado nas lutas e nas conquistas. Foi bem visível a importância que a juventude, e mais concretamente a JSD, tiveram no percurso das eleições europeias onde culminou com uma vitória histórica e imprevisível para o PSD. Não podemos divorciar esta vitória da juventude e a importância desta na estratégia programática e de campanha de Rangel.
Prova da importância da juventude é a onda de apoio e a vaga de esperança que muitos jovens têm criado em torno de Paulo Rangel, sem que para isso tenham estado em fileiras de outras experiências e de outras organizações. Paulo Rangel representa para a juventude uma visão reformista em áreas cruciais e que não tem obsessão de conquistar o poder pelo poder.
Os Jovens pedem actores políticos que ofereçam segurança.
Os jovens precisam de projectos políticos geradores de oportunidades.
Os jovens querem indicações sólidas sobre o futuro do País.
Os jovens exigem ferramentas que materializem os seus sonhos.
Rangel é capaz, e está na altura de corresponder aos anseios dos jovens da Madeira e de Portugal.
POEMA ESCRITO POR ELE(o noivo):
Que feliz sou eu, meu amor!
Já, já, estaremos casados.
O café da manhã na cama,
um bom suco e pão torrado.
Com ovos bem mexidinhos,
tudo pronto bem cedinho;
depois irei p'ro trabalho
e você para o mercado.
Daí você corre pra casa
rapidinho, arruma tudo
e corre p'ro seu trabalho
para começar seu turno.
Você sabe que de noite
gosto de jantar bem cedo.
de ver você bem bonita.
alegre e sorridente
Pela noite, mini-séries,
cineminha bem barato,
nunca iremos ao shopping,
nem a restaurantes caros.
Você vai cozinhar pra mim
comidinhas bem caseiras,
pois não sou dessas pessoas
que gosta de comer fora...
Você não acha, querida,
que esses serão dias gloriosos?
Não se esqueça meu amor,
que logo seremos esposos!
POEMA ESCRITO POR ELA

As eleições directas do PSD começam a efervescer perfilando-se três candidatos à liderança do PSD, aos quais cabe disputar e conquistar os militantes do PSD. As três candidaturas assumidas permitem a seguinte análise:
Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho tem cultivado um projecto de liderança ao PSD. Aliás, é bem visível no seu percurso e nas suas atitudes, especialmente após a derrota no último processo eleitoral interno, em que cria um movimento que acabou por ser uma tentativa de “liderança sombra” a Manuela Ferreira Leite. Este jovem quadro da JSD não privilegiou a unidade e canalizou as suas energias para deitar a baixo e criticar o seu partido, o mesmo partido que agora vem pedir votos.
Foi o primeiro a anunciar a candidatura à liderança e revalida a sua intenção de liderar o PSD. Na anterior corrida à liderança disputou com Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite.
No meu ponto de vista, e no que me diz respeito, considero que este perdeu qualquer tipo de credibilidade. Passos Coelho afirma-se numa posição de hostilidade para com a Lei das Finanças Regionais, bem como para com o líder do PSD Madeira, Alberto João Jardim. Um erro crasso! Passos Coelho esquece-se que a oposição está fora do PSD, e que no mínimo deveria ter respeito e consideração, para com a única Região que há mais de trinta anos tem dado confiança e vitórias ao Partido Social Democrata.
Mas não está apenas em causa o “patriotismo partidário”, mas sim uma falta de sentido de Estado, especialmente quando a Região Autónoma da Madeira sofreu nos últimos 5 anos atrocidades e discriminações por parte do Governo Socialista liderado por José Sócrates.
Face aos motivos apresentados, Passos Coelho não merece ser líder do Partido Social Democrata, especialmente quando faz o jogo e até discurso do Partido Socialista.
Paulo Rangel
É certo que Paulo Rangel é o candidato menos carreirista no PSD, mas não significa que não tenha créditos e percurso político. Aliás, dos três candidatos, Paulo Rangel é o único com créditos no País, foi o cabeça de lista do PSD às eleições europeias e venceu. Este é um ponto crucial numa análise para os projectos de liderança do PSD, um candidato não basta conquistar o partido e as suas estruturas, mas deve também evidenciar capacidades de conquistar o eleitorado português.
Paulo Rangel hesitou na sua candidatura, mas fê-lo porque acreditava que o eterno candidato Marcelo Rebelo de Sousa chegasse à frente, não acontecendo, apresentou o seu projecto e promete “rasgar” e ser uma alternativa que aposta na credibilidade do partido para conquistar o país.
Aguiar Branco
A candidatura à liderança é tudo menos imprevisível, especialmente quando começou a consolidar a sua posição desde a sua eleição para a liderança do Grupo Parlamentar do PSD. Aguiar Branco é um candidato com um percurso interessante no seio do PSD e inclusive em algumas funções governamentais, no entanto é a continuação do PSD dos últimos tempos, sem protagonizar, no meu entender a esperança aos portugueses. Não é isso que o partido precisa, o partido precisa de uma ruptura e de novos protagonistas.
Considero que Aguiar Branco não reúne o perfil desejado para a liderança, no entanto deve fazer parte da solução, e daí que defendo que deve protagonizar com Paulo Rangel uma solução forte, consciente e esperançosa. Aliás, quer Paulo Rangel e Aguiar Branco foram dois braços armados de Ferreira Leite, que do meu ponto de vista desempenharam um papel muito satisfatório na liderança do PSD, daí que nenhum deles deve ser preterido no núcleo duro do partido num futuro próximo.
O PSD precisa de um virar de página e estou seguro que as eleições directas que se avizinham vão direccionar o partido para um novo rumo e para um novo ciclo. O Partido não pode cair no erro de eleger mais do mesmo, ou seja um sósia de José Sócrates, precisamos de mais verdade e de menos espectáculo, de mais credibilidade e menos imagem.
A verdade, a credibilidade e a esperança tem sido traços transversais da história do PSD, e mais uma vez, o partido quer fazer história, e muito em breve, ser agente activo do país.
Fica o registo fotográfico dos 10 minutos assustadores que vivi no passado Sábado, quando desci a Rua do Comboio e subi a Rua 31 de Janeiro, no Funchal. Esta vivência aconteceu pouco depois das 10 da manhã, antecedendo por pouco o pico dos desastres que assolaram a Região Autónoma da Madeira e mais especificamente a cidade do Funchal.É indescritível a impotência humana perante algo que não controlamos e que deixamos à sorte os momentos que suspendem a respiração. Ganhei força, muito pela razão de ter vivido este momento bem acompanhado. Juntos unimos as forças e vencemos.
Após visionar as imagens de televisão tive a noção do risco, e ao mesmo tempo da sorte por ter conseguido subir e descer ruas completamente alagadas e repletas de lama. Resta agora agradecer a Deus a sorte e a força que deu para superar estes obstáculos e o perigo.
São momentos e imagens que jamais esquecerei. Quando lancei à estrada e às ruas não tinha a mínima noção da gravidade e da pluviosidade. Após ter deparado com tamanha perigosidade não tinha saída, ou arriscava e avançava ou então parava no meio do caos da água e da lama.
Para sempre fica esta experiência mas também fica a memória daqueles como eu arriscaram e não conseguiram suprir esta “força da natureza”.
1) Fortuna sem trabalho;
2) Alegria sem consciência;
3) Conhecimento sem carácter;
4) Comércio sem moralidade;
5) Ciência sem humanidade;
6) Religião sem sacrifício;
7) Política sem princípios;
A nova liderança do PS Madeira faz-me lembrar uma das músicas de Dino Meira que tem uma letra, que com algumas adaptações, encaixa bem a Jacinto Serrão:
“Voltei, Voltei
Voltei de lá
Ainda agora estava em Lisboa
E agora já estou cá”
Esta quadra retrata o timoneiro Jacinto Serrão, o rosto do PS Madeira, que após o combate eleitoral com Vitor Freitas volta a ser eleito líder do partido. Apesar da escolha maioritária dos militantes do Partido Socialista, antevendo ser a melhor solução, no meu ponto de vista esta é uma escolha errada. Justifico-o em três pontos essenciais:
1) Jacinto Serrão – Derrotado histórico do PS
Jacinto Serrão sofreu para o PS a pior derrota de sempre na Madeira, mais especificamente nas eleições legislativas regionais de 2007, que marcaram um plebiscito à Lei das Finanças Regionais, lei esta, extremamente prejudicial para o desenvolvimento da Região e que dificilmente os madeirenses esqueceram e perdoarão.
2) Jacinto Serrão – Compadecente com os ataques políticos à Madeira
Jacinto fez parte do grupo de deputados na Assembleia da República que ofereceram o boletim de voto parlamentar a José Sócrates, para que pudesse utilizar como bem quisesse para que com medidas de Estado pudesse prejudicar as opções políticas do Povo da Madeira.
3) Jacinto Serrão – Sem fulgor de líder
O revalidado líder do PS Madeira já tinha demonstrado que não tem carisma nem estofo para ser o rosto do maior partido da oposição na Região Autónoma da Madeira. A anterior passagem pela liderança do PS iniciou um ciclo de descrédito e de perda de terreno para com o PSD, e até mesmo com outros partidos da oposição regional, daí um erro estratégico.
Estes são alguns motivos que denunciam que o PS pode vir a perder cada vez mais terreno no espectro político regional e podendo até ser ultrapassado pelo CDS/PP. Os tiros nos pés são tantos e exige ao PS e aos seus militantes uma reflexão profunda sobre as suas opções e o seu futuro. Na verdade temos de estar bem cientes que os outros partidos existentes no panorama regional agradecem o pântano e as divisões internas no PS Madeira.
O PS Madeira para mudar de rumo precisa de redefinir as suas prioridades, mas também necessita de dar um murro sobre a mesa para com o partido nacional, que elegeu a Madeira e Alberto João Jardim como o seu inimigo político número um. Os madeirenses já entenderam esta disputa partidária e não estão dispostos a pagar uma factura que apenas envaidece o Secretário Geral do PS.
Para os madeirenses puderem confiar o voto ao PS precisam por um lado de um sinal claro e destacado da asfixia e do ataque da Madeira pelo PS Nacional, e por outro de um grupo de políticos que fomentem a credibilidade, e que mais do que satisfazer os barões nacionais do partido, possam defender com “garra” os madeirenses e os seus direitos.