domingo, outubro 31, 2010

Orçamento de Estado, Novela Mediática, o Povo Paga!



O mediatismo do Orçamento de Estado (OE) para 2011 faz-me lembrar uma conferencia proferida pelo jornalista Carlos Fino, na minha faculdade, ainda quando era estudante, que retratava os dias que cobriu a Guerra no Afeganistão. Afinal, o episódio do OE 2011 também é uma guerra, desta feita sem armas, mas que envolveu um grande aparato de informação, que na sua dimensão foi semelhante à Guerra do Afeganistão.

Nessa conferência, Carlos Fino dizia que passaram-se dias e dias em que os jornalistas estavam distantes, ou até impossibilitados de assistir ao desenrolar da Guerra referenciada, mas todos os dias e todas as horas havia notícias e directos. Para quê? Para alimentar atenção das audiências, fazendo-se notícia sem notícia.

O episódio retratado faz lembrar o OE para 2011. Houveram especulações, cenários, negociações, desentendimentos, interrupções e por fim entendimento. PS e PSD andaram atulhados de preocupações, num cenário que já à partida se adivinhava, mesmo sem este aparato e sem todas as conferências de imprensa, que o PSD inevitavelmente teria de viabilizar o OE através da sua abstenção na Assembleia da República.

Fora da mesa das negociações, e através dos media, ficaram os portugueses a assistir à triste sina das contas públicas do nosso País. Afinal, o que verdadeiramente está em causa para os portugueses é uma factura reforçada de impostos e a perda de direitos e de benefícios sociais deste Estado Social.

Como dizia Carlos Fino havia avanços e recuos no Afeganistão sem se saber. Neste OE houve avanços e recuos que tiveram um desfecho que já se sabia, e se fingiu não saber.

O aparato político e mediático fez-se! Agora cabe aos portugueses assumir a factura de desgoverno do País. Como sempre, e como em todos os filmes que têm final feliz, o OE para 2011 acaba na mesa das negociações como um conto de fadas... e foram felizes para sempre. Felizes foram, Todos menos os Contribuintes.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Resposta Brilhante a Um anúncio de Emprego!

Este anúncio foi publicado num famoso site de procura e oferta de trabalho nacional.
Um jovem recém-licenciado na área leu-o e achou que devia responder à letra!

A Revista Visão de 16 de Julho publica um artigo sobre o jovem que deu esta resposta!

A XXXXXXXXXX está a aceitar candidaturas para estágio na área de Design
Requisitos Académicos: Finalista ou recém-licenciada(o) em Design
Competências pessoais :
o Poder de comunicação;
o Iniciativa;
o Auto-motivação;
o Orientação para resultados;
o Capacidade de planeamento e organização;
o Criatividade
Competências técnicas :
Conhecimentos nos seguintes programas/linguagens
® Adobe Photoshop,
® InDesign,
® Illustrator (FreeHand e Corel Draw) Flash,
® Dreamweaver,
® Premiere,
® AfterEffects,
® SoundBooth,
® SoundForge,
® AutoCad,
® 3D StudioMax
® HTML (basic),
® ActionScript 2.0 (basic),
® CSS,
® XML.
Remuneração: Estágio Remunerado
Duração: 6 meses, com possibilidade de integração na equipa

Portanto, e resumindo, esta empresa quer um recém licenciado que saiba de origem 13 softwares e 4 linguagens de programação. Isto é o país em que vivemos.
Não me ficando atrás perante esta pérola, decidi responder no mesmo estilo.
Eis o que lhes respondi:

Boa noite,
Estou a entrar em contacto para responder ao anúncio colocado no site Carga de Trabalhos para a posição de estagiário em Design.
Chamo-me André Sousa, tenho 25 anos e sou um recém licenciado em Design de Equipamento (Fac. Belas Artes de Lisboa).
Sou extremamente comunicativo, transbordo iniciativa e auto-motivação, estou constantemente orientado para os objectivos como uma bússola para o Norte (magnético), sou mais planeado e organizado que o Secretário de Estado de Planeamento e Organização e sou um diamante da criatividade como já devem ter percebido e como vão poder comprovar nas próximas linhas.
Quanto aos conhecimentos técnicos:
Sou um mestre em Adobe Photoshop.
Conheço o InDesign por dentro e por fora.
O Illustrator, Freehand, Corel e o Flash são os meus brinquedos do dia a dia, faço o que quiser com eles.
Nem me ponham a falar do Dreamweaver, até de olhos fechados...
Premiere... Até sonho com ele!
AfterEffects tem um lugar especial no meu coração.
Faço umas coisas bem maradas com o SoundBooth e o SoundForge.
Com o Autocad e o 3d Studio Max até vos faço duvidar dos vossos próprios olhos.
Html, Action Script 2.0, CSS e XML são as linguagens do meu mundo.
Mas sejamos francos, qualquer estudante de 1º ano sabe de cor e salteado qualquer um destes 13 softwares e 4 linguagens de programação...
Eu sou um recém finalista. E como tal tenho muito mais para oferecer:
Tenho conhecimentos de Cinema 4D, Maya, Blender, Sketch Up e Paint ao nível de guru.
Tenho conhecimentos mega-avançados de C+, C, C++, C+ ou -, Java, JavaScript, Ruby on Rails, Ruby on Skates, MySQL, YourSQL, Everyone'sSQL, Action Script 3.0, Drama Script 3.0, Comedy Strip 3.0 e Strip Tease 2.5, Ajax, Vanish Oxi Action, Oracle, Sonasol, XHTML, Batman e VisualBasic.
Conheço o Office todo de trás pra frente assim como o Microsoft WC.
Domino o Flex ao nível do Bill Gates e mexo no Final Cut Pro melhor que o Steven Spielberg.
Tenho ainda conhecimentos de grande amplitude em 4 softwares que estão a ser desenvolvidos por grandes marcas e também de 3 outros softwares que ainda não foram inventados.
Falo 17 línguas, 5 das quais já estão mortas e 6 dialectos de povos indígenas por descobrir.
Com estes conhecimentos todos estou super interessado num estágio porque acho que ainda tenho muito para aprender e experiência para ganhar. Espero que ao fim de 6 meses tenha estofo suficiente para poder fazer parte da vossa equipa e quem sabe liderá-la.
Fico ansiosamente à espera de uma resposta vossa.
Embora tenha uma oportunidade de emprego na NASA e outra no CERN espero mesmo poder fazer parte da vossa equipa.

Cumprimentos,
A. S.

PS: Com um anúncio desses, a pedir o que pedem a um recém licenciado, é uma resposta destas que merecem. Peço desculpa se feri susceptibilidades mas não me consegui conter

terça-feira, outubro 26, 2010

Miguel Sousa Tavares - A CRONICA DA REALIDADE

Não é que seja um grande apreciador de Miguel Sousa Tavares, mas esta crónica evidência o País de ostentação que, por um lado imprime obras megalómanas, e por outro um País de Chinelo de Sapato, que quase não tem para sobreviver:

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

quarta-feira, junho 02, 2010

Momento de Inspiração

Quando a inspiração está presente escrevo coisas assim:

A vida é feita de emoções, emoções que preenchem cada segundo e cada dia, hoje vivi-as. Pensei, Reflecti, desopinei, abtraí, mas não deixei de ser EU, com sonhos, desafios, projectos e com tempo para as coisas que muito me agradam!

AT

segunda-feira, abril 12, 2010

Salários Elevados nas Empresas Públicas

Muita tinta tem corrido em torno dos prémios e do vencimento de António Mexia na EDP. Toda a gente repugna e acha um exagero, então pergunto-me:
Queremos ou não ter os melhores na Gestão das Empresas Públicas?
Que dizer se as empresas estão com uma gestão de falência técnica, e um gestor com os seus métodos faz recuperar, deve ou não receber os prémios que foram estabelecidos? (pode não ser caso da EDP).
Apesar da opinião dominante ser outra, considero que quem supera objectivos e quem aplica uma gestão para os bons resultados deve ser recompensado.
Já agora, e o dinheiro que se gasta com maus gestores e o resultado é sempre negativo?

quinta-feira, março 18, 2010

Rangel assegurará futuro dos jovens


Mandatário jovem na Madeira diz que candidato dá prioridade à Autonomia







O mandatário jovem de Paulo Rangel, na candidatura à liderança do Partido Social Democrata (PSD) nacional, considera que aquele candidato «defende a coesão territorial, apontando-a como prioridade». António Trindade está completamente de acordo com Paulo Rangel quando este defende que a Autonomia deve ser progressiva.
«Na verdade e se tivermos em conta o processo autonómico das regiões autónomas e, em particular, da Madeira, verificamos que o mesmo tem sido alvo de avanços e recuos, ao sabor dos líderes políticos do país», opina António Trindade.
O mandatário jovem da candidatura de Paulo Rangel recorda que os madeirenses estão cansados de líderes e responsáveis políticos que «quando estão na Madeira, assumem uma postura autonomista e cooperante mas que, depois quando saem da Madeira, ou quando são eleitos, esquecem os princípios autonomistas».
Para António Trindade, « no que diz respeito à Autonomia, Paulo Rangel tem provas dadas, tem escritos sobre essa matéria, os quais deverão ser tidos em conta».
Já no que diz respeito à juventude, o mandatário ( em situação individual), na Madeira, de Paulo Rangel, refere que o candidato, com seu lema “Libertar o futuro”, dá a conhecer quais os desafios.
«Nós enfrentamos diversos problemas no nosso país com o endividamento existente, com os investimentos megalómanos assumidos», refere.
No entender de António Trindade, «o futuro das gerações está sequestrado, cativo e aprisionado».
O primeiro objectivo de uma candidatura de ruptura, defendida por Paulo Rangel, «é o de salvar o bem-estar das gerações presentes e dar uma vivência condigna às gerações futuras», adianta em declarações prestadas ao JORNAL da MADEIRA. Daí que o mandatário jovem na Madeira do candidato Paulo Rangel considere que «aquele «candidato é o ideal porque dá uma importância à juventude». A importância de Paulo Rangel para a juventude revela-se «muito bem pela vaga de esperança criada em torno da candidatura. Tenho conhecimento de que, ao nível nacional, muitos jovens têm estado junto do candidato. Também a nível regional, já temos muitos mandatários de juventude (um por cada concelho) que apreciam esta visão reformista em áreas cruciais».
Na verdade, «os jovens precisam de projectos políticos que sejam geradores de oportunidades, querem indicações sólidas sobre o futuro do país. Rangel é capaz e, na minha perspectiva, está na altura de responder aos anseios dos jovens da Madeira e de Portugal», sublinha António Trindade, mandatário jovem do candidato social-democrata à liderança do PSD.

Projecto de Rangel é de «ruptura, de mudança»

Paulo Rangel quer criar um movimento político nacional aberto e voluntário que envolva os portugueses e que possa honrar a democracia. Uma ideia que o mandatário jovem António Trindade faz questão de destacar em declarações prestadas ao nosso jornal.
António Trindade destaca, no programa de Paulo Rangel, o apoio às pequenas e médias empresas, a disiciplina na Educação. Ainda nesta área, Paulo Rangel «quer romper com a massificação da chamada escola inclusiva». Aquilo que temos vindo a assistir nos últimos tempos, ao nível da Educação, e ainda segundo António Trindade, tem a ver com um total laxismo, sendo importante que «o ensino não funcione com a necessidade de premiar o mérito e esforço». Em relação à Justiça, conforme sublinha o mandatário jovem António Trindade, Paulo Rangel defende a redução drástica da morosidade dos processos, criando novas regras.

Lançado blog regional de apoio à candidatura

De referir que foi lançado um novo blog regional de apoio à candidatura de Paulo Rangel à Presidência do Partido Social Democrata: www.madeiracomrangel.blogspot.com . O blog pretende ser um fórum de informação e de interactividade para todos os apoiantes de Paulo Rangel, assim como todos aqueles que desejem se familiarizar com as ideias e princípios defendidos pela candidatura.
in JM:

sábado, março 13, 2010

Porque Apoio Paulo Rangel


O Partido Social Democrata escolhe o seu líder no próximo dia 26 de Março e dessa escolha, muito possivelmente sairá o novo Primeiro-Ministro de Portugal. Do leque de candidatos que se apresentam, considero que a melhor opção para o PSD é Paulo Rangel, daí, que em consciência e grande responsabilidade, aceitei ser Mandatário para a Juventude na Região Autónoma da Madeira.


Paulo Rangel, para além dos motivos e compromissos que assume para com o partido é o candidato que oferece melhores garantias ao país, e mais concretamente à Madeira, com um projecto político assente numa forte matriz social democrata e com profunda razoabilidade intelectual. Os alicerces e as vantagens do projecto de Rangel distanciam-se claramente dos outros candidatos à liderança do PSD, especialmente para os jovens, que nos dias de hoje enfrentam grandes dificuldades.


Daí que a escolha neste processo interno deve ter em conta qualidades e estratégias, que meu ponto de vista, centram-se em 4 pontos fundamentais.


1) PSD


O Partido Social Democrata precisa muito rapidamente de aplicar profundas alterações no seu modo de funcionamento, mas também nos “actores” que fazem do partido carreira, ou até mesmo dos ditos “barões” que estão sempre dispostos a opinar nos media, mas que nunca demonstram vontade de ir à luta e ajudar o seu partido. Paulo Rangel promete rasgar, promete trazer ao partido uma nova era e uma nova geração de políticos. E isso foi bem demonstrativa a forma como apresentou publicamente a sua candidatura, sem grande azáfama, decidiu e voluntariamente foi recebendo declarações de apoio, tal como o apoio que expresso a este projecto político. É uma nova forma de fazer política e de estar na política.



2) Experiência Eleitoral


O PSD é um partido de alternância governativa em Portugal, daí que o candidato ao PSD não só deve ganhar o partido mas ser capaz de ganhar e conquistar o País e os portugueses. Paulo Rangel é o único candidato que tem experiência eleitoral e que arrecadou uma importante vitória eleitoral nas Eleições Europeias, como cabeça de lista do PSD. Considero ainda neste aspecto errada a visão que o PSD venceu estas eleições por demérito dos adversários eleitorais, mas não esqueçamos que vencer o Partido Socialista com a estrutura, organização e força junto da comunicação social, resulta sempre de grande capacidade do PSD, mas sobretudo da idoneidade e competência de Rangel para mobilizar o partido e os seus eleitores para uma clara e expressiva vitória.



3) Autonomia


O processo autonómico das Regiões Autónomas, e particularmente da Região Autónoma da Madeira têm sido alvo de avanços e recuos, muito ao sabor dos líderes políticos do País. Os madeirenses estão cansados de líderes e responsáveis políticos, que quando na Madeira assumem uma postura autonomista e cooperante, mas que assim que descolam do Aeroporto da Madeira esquecem os princípios autonomistas que defenderam. A isto chama-se demagogia!


Daí que Paulo Rangel não precisa de discursar sobre autonomia quando o próprio tem provas dadas e posições tomadas sobre esta matéria e têm defendido uma autonomia das Regiões progressiva, e nesta matéria distancia-se claramente de todos os outros candidatos.




4) Juventude


Internamente Paulo Rangel sabe melhor do que ninguém o que é ter a Juventude como braço armado nas lutas e nas conquistas. Foi bem visível a importância que a juventude, e mais concretamente a JSD, tiveram no percurso das eleições europeias onde culminou com uma vitória histórica e imprevisível para o PSD. Não podemos divorciar esta vitória da juventude e a importância desta na estratégia programática e de campanha de Rangel.


Prova da importância da juventude é a onda de apoio e a vaga de esperança que muitos jovens têm criado em torno de Paulo Rangel, sem que para isso tenham estado em fileiras de outras experiências e de outras organizações. Paulo Rangel representa para a juventude uma visão reformista em áreas cruciais e que não tem obsessão de conquistar o poder pelo poder.


Os Jovens pedem actores políticos que ofereçam segurança.

Os jovens precisam de projectos políticos geradores de oportunidades.

Os jovens querem indicações sólidas sobre o futuro do País.

Os jovens exigem ferramentas que materializem os seus sonhos.

Rangel é capaz, e está na altura de corresponder aos anseios dos jovens da Madeira e de Portugal.


António Ascensão da Trindade - Militante do PSD 71059

Mandatário da Juventude da Madeira pela candidatura à liderança do PSD Paulo Rangel

domingo, março 07, 2010

Congresso Extraordinário do PSD

As contas parecem feitas para a corrida a liderança do PSD, sendo que afirmam-se 4 candidatos, e que a disputa, no meu ponto de vista, é feita a 3.
E se apareçe outro candidato no Congresso Extraordinário?

sexta-feira, março 05, 2010

Grande Artigo de João Adelino Faria - Foi por vontade de Deus

Grande Artigo de João Adelino Faria, pivot da RTP que retrata os efeitos políticos e sociais do temporal que assolou a Madeira.


quinta-feira, março 04, 2010

Uma carta com lição

POEMA ESCRITO POR ELE(o noivo):

Que feliz sou eu, meu amor!
Já, já, estaremos casados.
O café da manhã na cama,
um bom suco e pão torrado.

Com ovos bem mexidinhos,
tudo pronto bem cedinho;
depois irei p'ro trabalho
e você para o mercado.

Daí você corre pra casa
rapidinho, arruma tudo
e corre p'ro seu trabalho
para começar seu turno.

Você sabe que de noite
gosto de jantar bem cedo.
de ver você bem bonita.
alegre e sorridente

Pela noite, mini-séries,
cineminha bem barato,
nunca iremos ao shopping,
nem a restaurantes caros.

Você vai cozinhar pra mim
comidinhas bem caseiras,
pois não sou dessas pessoas
que gosta de comer fora...

Você não acha, querida,
que esses serão dias gloriosos?
Não se esqueça meu amor,
que logo seremos esposos!

POEMA ESCRITO POR ELA

Que sincero, meu amor!
Que oportunas tuas palavras!
Esperas tanto de mim
que me sinto intimidada.

Não sei fazer ovo mexido.
como sua mãe adorada,
meu pão torrado se queima.
de cozinha não sei nada!

Gosto muito de dormir,
até tarde, relaxada
ir ao shopping fazer compras.
com a Mastercard dourada

Sair com minhas amigas,
comprar só roupa de marca.
sapatos só exclusivos
e as lingeries mais caras.

Pense bem, que ainda há tempo,
a igreja não está paga.
Eu devolvo meu vestido
e você seu fato de gala.

E domingo bem cedinho,
pra começar a semana,
ponha aviso num jornal,
com letras bem destacadas:


HOMEM JOVEM E BONITO
PROCURA ESCRAVA BEM LERDA
PORQUE SUA EX-FUTURA ESPOSA
MANDOU ELE IR À MERDA!!!!!!

sábado, fevereiro 27, 2010

Liderança do PSD a Três



As eleições directas do PSD começam a efervescer perfilando-se três candidatos à liderança do PSD, aos quais cabe disputar e conquistar os militantes do PSD. As três candidaturas assumidas permitem a seguinte análise:



Pedro Passos Coelho


Pedro Passos Coelho tem cultivado um projecto de liderança ao PSD. Aliás, é bem visível no seu percurso e nas suas atitudes, especialmente após a derrota no último processo eleitoral interno, em que cria um movimento que acabou por ser uma tentativa de “liderança sombra” a Manuela Ferreira Leite. Este jovem quadro da JSD não privilegiou a unidade e canalizou as suas energias para deitar a baixo e criticar o seu partido, o mesmo partido que agora vem pedir votos.


Foi o primeiro a anunciar a candidatura à liderança e revalida a sua intenção de liderar o PSD. Na anterior corrida à liderança disputou com Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite.


No meu ponto de vista, e no que me diz respeito, considero que este perdeu qualquer tipo de credibilidade. Passos Coelho afirma-se numa posição de hostilidade para com a Lei das Finanças Regionais, bem como para com o líder do PSD Madeira, Alberto João Jardim. Um erro crasso! Passos Coelho esquece-se que a oposição está fora do PSD, e que no mínimo deveria ter respeito e consideração, para com a única Região que há mais de trinta anos tem dado confiança e vitórias ao Partido Social Democrata.


Mas não está apenas em causa o “patriotismo partidário”, mas sim uma falta de sentido de Estado, especialmente quando a Região Autónoma da Madeira sofreu nos últimos 5 anos atrocidades e discriminações por parte do Governo Socialista liderado por José Sócrates.


Face aos motivos apresentados, Passos Coelho não merece ser líder do Partido Social Democrata, especialmente quando faz o jogo e até discurso do Partido Socialista.



Paulo Rangel


É certo que Paulo Rangel é o candidato menos carreirista no PSD, mas não significa que não tenha créditos e percurso político. Aliás, dos três candidatos, Paulo Rangel é o único com créditos no País, foi o cabeça de lista do PSD às eleições europeias e venceu. Este é um ponto crucial numa análise para os projectos de liderança do PSD, um candidato não basta conquistar o partido e as suas estruturas, mas deve também evidenciar capacidades de conquistar o eleitorado português.


Paulo Rangel hesitou na sua candidatura, mas fê-lo porque acreditava que o eterno candidato Marcelo Rebelo de Sousa chegasse à frente, não acontecendo, apresentou o seu projecto e promete “rasgar” e ser uma alternativa que aposta na credibilidade do partido para conquistar o país.



Aguiar Branco


A candidatura à liderança é tudo menos imprevisível, especialmente quando começou a consolidar a sua posição desde a sua eleição para a liderança do Grupo Parlamentar do PSD. Aguiar Branco é um candidato com um percurso interessante no seio do PSD e inclusive em algumas funções governamentais, no entanto é a continuação do PSD dos últimos tempos, sem protagonizar, no meu entender a esperança aos portugueses. Não é isso que o partido precisa, o partido precisa de uma ruptura e de novos protagonistas.


Considero que Aguiar Branco não reúne o perfil desejado para a liderança, no entanto deve fazer parte da solução, e daí que defendo que deve protagonizar com Paulo Rangel uma solução forte, consciente e esperançosa. Aliás, quer Paulo Rangel e Aguiar Branco foram dois braços armados de Ferreira Leite, que do meu ponto de vista desempenharam um papel muito satisfatório na liderança do PSD, daí que nenhum deles deve ser preterido no núcleo duro do partido num futuro próximo.


O PSD precisa de um virar de página e estou seguro que as eleições directas que se avizinham vão direccionar o partido para um novo rumo e para um novo ciclo. O Partido não pode cair no erro de eleger mais do mesmo, ou seja um sósia de José Sócrates, precisamos de mais verdade e de menos espectáculo, de mais credibilidade e menos imagem.


A verdade, a credibilidade e a esperança tem sido traços transversais da história do PSD, e mais uma vez, o partido quer fazer história, e muito em breve, ser agente activo do país.


quarta-feira, fevereiro 24, 2010

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Temporal da Madeira na 1ª Pessoa

Fica o registo fotográfico dos 10 minutos assustadores que vivi no passado Sábado, quando desci a Rua do Comboio e subi a Rua 31 de Janeiro, no Funchal. Esta vivência aconteceu pouco depois das 10 da manhã, antecedendo por pouco o pico dos desastres que assolaram a Região Autónoma da Madeira e mais especificamente a cidade do Funchal.

É indescritível a impotência humana perante algo que não controlamos e que deixamos à sorte os momentos que suspendem a respiração. Ganhei força, muito pela razão de ter vivido este momento bem acompanhado. Juntos unimos as forças e vencemos.

Após visionar as imagens de televisão tive a noção do risco, e ao mesmo tempo da sorte por ter conseguido subir e descer ruas completamente alagadas e repletas de lama. Resta agora agradecer a Deus a sorte e a força que deu para superar estes obstáculos e o perigo.

São momentos e imagens que jamais esquecerei. Quando lancei à estrada e às ruas não tinha a mínima noção da gravidade e da pluviosidade. Após ter deparado com tamanha perigosidade não tinha saída, ou arriscava e avançava ou então parava no meio do caos da água e da lama.

Para sempre fica esta experiência mas também fica a memória daqueles como eu arriscaram e não conseguiram suprir esta “força da natureza”.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Impressionante!

45 Lições

ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS.....

Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me
ensinou.

É a coluna mais requisitada que eu já escrevi.

O meu taxímetro chegou aos 90 em Agosto, então aqui está a coluna mais uma
vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiveres em dúvida, apenas dá o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo a odiar alguém.
4. O teu trabalho não vai cuidar de ti quando adoeceres. Os teus pais e
amigos vão. Mantém o contacto.
5. Paga as tuas facturas do cartão de crédito todos os meses.
6. Tu não tens que vencer todos os argumentos. Concorda para discordar.
7. Chora com alguém. É mais curativo do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem se ficares danado com Deus. Ele aguenta.
9. Poupa para a reforma começando com o teu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, a resistência é em vão.
11. Sela a paz com o teu passado para que ele não estrague o teu presente.
12. Está tudo bem se os teus filhos te vêem chorar.
13. Não compares a tua vida com a dos outros. Tu não tens ideia do que se
passa na vida deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, tu não deverias estar
nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não te preocupes, Deus nunca
pisca.
16. Respira bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Desfaz-te de tudo o que não é útil, bonito e prazenteiro.
18. O que não te mata, realmente torna-te mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só
depende de ti e de mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que tu amas na vida, não aceites NÃO
como resposta.
21. Acende velas, coloca lençóis bonitos, usa lingerie elegante. Não
guardes para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepara-te bastante, depois deixa-te levar pela maré...
23. Sê excêntrico agora, não esperes ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela tua felicidade além de ti.
26. Encara cada "chamado desastre" com estas palavras: Em cinco anos, vai
importar?
27. Escolhe sempre a vida.
28. Perdoa tudo a todos.
29. O que as outras pessoas pensam de ti não é da tua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dá tempo ao tempo.
31. Independentemente se a situação é boa ou má, irá mudar.
32. Não te leves tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredita em milagres.
34. Deus Ama-te por causa de quem Deus é, não pelo o que tu fizeste ou
deixaste de fazer.
35. Não faças auditorias da tua vida. Aparece e faz o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem.
37. Os teus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa no final é que tu amaste.
39. Vai para a rua o dia todo. Milagres estão à espera em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos os nossos problemas numa pilha e víssemos os dos
outros, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Tu já tens tudo o que precisas.
42. O melhor está para vir.
43. Não importa como tu te sintas, levanta-te, veste-te e aparece.
44. Produz.
45. A vida não vem embrulhada num laço, mas ainda é um presente!!!

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7 Pecados Sociais

1) Fortuna sem trabalho;
2) Alegria sem consciência;

3) Conhecimento sem carácter;
4) Comércio sem moralidade;
5) Ciência sem humanidade;

6) Religião sem sacrifício;
7) Política sem princípios;

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Serrão “Voltei, Voltei”

A nova liderança do PS Madeira faz-me lembrar uma das músicas de Dino Meira que tem uma letra, que com algumas adaptações, encaixa bem a Jacinto Serrão:

“Voltei, Voltei

Voltei de lá

Ainda agora estava em Lisboa

E agora já estou cá”

Esta quadra retrata o timoneiro Jacinto Serrão, o rosto do PS Madeira, que após o combate eleitoral com Vitor Freitas volta a ser eleito líder do partido. Apesar da escolha maioritária dos militantes do Partido Socialista, antevendo ser a melhor solução, no meu ponto de vista esta é uma escolha errada. Justifico-o em três pontos essenciais:

1) Jacinto Serrão – Derrotado histórico do PS

Jacinto Serrão sofreu para o PS a pior derrota de sempre na Madeira, mais especificamente nas eleições legislativas regionais de 2007, que marcaram um plebiscito à Lei das Finanças Regionais, lei esta, extremamente prejudicial para o desenvolvimento da Região e que dificilmente os madeirenses esqueceram e perdoarão.

2) Jacinto Serrão – Compadecente com os ataques políticos à Madeira

Jacinto fez parte do grupo de deputados na Assembleia da República que ofereceram o boletim de voto parlamentar a José Sócrates, para que pudesse utilizar como bem quisesse para que com medidas de Estado pudesse prejudicar as opções políticas do Povo da Madeira.

3) Jacinto Serrão – Sem fulgor de líder

O revalidado líder do PS Madeira já tinha demonstrado que não tem carisma nem estofo para ser o rosto do maior partido da oposição na Região Autónoma da Madeira. A anterior passagem pela liderança do PS iniciou um ciclo de descrédito e de perda de terreno para com o PSD, e até mesmo com outros partidos da oposição regional, daí um erro estratégico.

Estes são alguns motivos que denunciam que o PS pode vir a perder cada vez mais terreno no espectro político regional e podendo até ser ultrapassado pelo CDS/PP. Os tiros nos pés são tantos e exige ao PS e aos seus militantes uma reflexão profunda sobre as suas opções e o seu futuro. Na verdade temos de estar bem cientes que os outros partidos existentes no panorama regional agradecem o pântano e as divisões internas no PS Madeira.

O PS Madeira para mudar de rumo precisa de redefinir as suas prioridades, mas também necessita de dar um murro sobre a mesa para com o partido nacional, que elegeu a Madeira e Alberto João Jardim como o seu inimigo político número um. Os madeirenses já entenderam esta disputa partidária e não estão dispostos a pagar uma factura que apenas envaidece o Secretário Geral do PS.

Para os madeirenses puderem confiar o voto ao PS precisam por um lado de um sinal claro e destacado da asfixia e do ataque da Madeira pelo PS Nacional, e por outro de um grupo de políticos que fomentem a credibilidade, e que mais do que satisfazer os barões nacionais do partido, possam defender com “garra” os madeirenses e os seus direitos.