sexta-feira, setembro 09, 2005

Eleições Autárquicas - A Campanha da Mentira

A Pré- Campanha eleitoral já começou. Os partidos reúnem todas as suas comitivas e "arregaçam as mangas" para fazer face às eleições mais personalizadas que existem no nosso país- AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS.
A campanha eleitoral deve ser acima de tudo a apresentação de um projecto e de um programa para os próximos quatro anos de mandato. O que se tem vindo a assistir por um partido da oposição da Madeira é simplesmente a campanha "de lavar roupa", ou seja em vez de se apresentar um projecto faz-se política suja e do deita a baixo.
Como cidadão minimamente informado custa-me ouvir os "disparates" que são proferidos por esses senhores, mas mais do que disparates, espelham o desrespeito pelas instituições e pelas pessoas que trabalham incessantemente e muitas vezes de uma forma voluntária para o bem comum e para o desenvolvimento das localidades.
Os alvos deste partido são falhados. Apontam para muitos conhecidos e anónimos que esforçam-se no dia a dia junto das populações. Estes senhores são terríveis e desrespeitam o trabalho, o amor às instituições e a vontade em promover inciativas e projectos que as pedras vivas das localidades apresentam no dia a dia.
DESCULPEM MAS UM CIDADÃO QUE TEM O MÍNIMO DE SENSO COMUM NÃO PODE SE REVER NESTAS PESSOAS.
Estas "figuras" apresentam-se ao eleitorado como salvadores da pátria, no qual na história das suas próprias vidas não existem registos de participação cívica junto das populações.
Infelizmente existem partidos políticos que desesperados pela falta de qualidade dos seus quadros e dos seus militantes, confiam nestas pessoas sem princípios, sem ética para encabeçar concelhos e freguesias da nossa terra. Estes frustrados assumem o protagonismo, os "bull dogs" que são “atiçados” permanentemente para fazer uma "campanha suja" desrespeitando pessoas, princípios e valores.
COMO PODEMOS CONFIAR NESSAS PESSOAS se apenas aparecem em período de eleições prometendo “deus na terra” e que após os resultados eleitorais ( que é sempre previsível), desaparecem e escondem-se.
Quem tem vontade deve manifestar a vontade em colaborar ao longo do tempo, porque se calhar é aí que se apreende o valor, o esforço e a entrega de muitos que trabalham durante anos por mais justiça e mais igualdade.
QUE PENA PESSOAS APELIDADAS DE “POLÍTICOS”, NÃO FAÇAM POLÍTICA COM VONTADE DE CONTRIBUIR PARA ENCONTRAR MECANISMOS QUE POSSA GARANTIR UMA MELHORIA DE VIDA DOS CIDADÃOS. FAZEM POLÍTICA POR VINGANÇA E PARA DESTRUIR. Agora o que a obra concretizada não conseguem apagar.....

Infelizmente esta é a nossa oposição..... tenho vergonha....!

quinta-feira, julho 21, 2005

A Fatalidade de Um Governo!...

O nosso governo socialista acaba por superar as expectativas e já anda desorientado. Se calhar teremos eleições à porta.
Começam a surgir as primeiras convulsões internas deste governo, um governo que prometia estabilidade, crecimento e responsabilidade. Aconteçe é que alguns membros do governo têm vindo ao público demonstrar a insatisfação pelo rumo perigoso que o nosso país está a tomar. Se calhar os portugueses esperavam melhor.... Se calhar era impensável um governo que sai sólido, forte e com uma maioria absoluta das eleições legislativas pudesse ver remodelações governamentais e em pastas tão importantes como a pasta das finanças.
Resta-nos esperar pelo governo que optou pelo silêncio no inicio do mandato, mas que agora começa a deixar sair algumas informações. Informações pouco animadoras e que demonstram que este governo está à deriva e que certamente não conseguirá tomar pulso aos desafios que se exigem de Portugal.
Na verdade falar é fácil e criticar os governos anteriores também, contudo e apesar das dúvidas que sempre me suscitou o estilo do chefe do governo, esperava mais e melhor. Muitas vezes na política a demagogia ultrapassa a acção e a acção para alguns governos é a demagogia.
Como português exigo maior responsabilidade e anseio por respostas cabais aos problemas do país por parte deste governo. Não posso pactuar com um governo que promete e não cumpre, um governo amorfo e sem linha de orientação.
Não posso pagar a factura da irresponsabilidade, e dos desentendimentos de um governo que quis dar imagem de credibilidade mas que está a levar os portugueses à deriva, na rota do desemprego, da pobreza, da crise, da insatisfação e da marginalidade.
Chega de brincar.... o nosso país tem de mudar!

segunda-feira, junho 20, 2005

Os 2 D`S da Governação Socialista

100 Dias de Demagogia e de Desgraça.
Após 100 dias de governação do PS no Governo assiste-se a um país deprimido, frágil e decepcionado com o rumo das políticas adoptadas por este governo.
Um governo que só precisou de 100 dias para de Estado de GRAÇA, com maioria absoluta, passar para Estado de DESGRAÇA colocando o país ainda mais recssivo e instável.
O Engº José Socrates hoje vem a público nos dizer que o seu governo não optou pelo facilitismo e pelas medidas eleitoralistas, contudo faz-me imensa confusão que o mesmo senhor que hoje diz que não optou pelo caminho mais fácil, em campanha eleitoral esmerou-se e fartou-se de apresentar medidas eleitoralistas, sem ter para isso feito um diagnóstico da realidade do nosso pais, ISTO É VERGONHOSO.
Custa-me dizer mas os portugueses foram enganados, deixaram-se levar por um partido que dizia com convicção que as linhas estratégicas delineadas pelos governos PSD estavam erradas e desadequadas. Os Socialistas preferiram pintar um quadro rosa com um fundo de esperança, prometendo o céu na terra.
Os portugueses não podem esuquecer a promessa dos 150 000 postos de trabalho , uma medida que é agradável quando se promete, mas que com as recentes políticas adoptadas em vez de se atrair investimento, retrai-se e leva a que muitas empresas ameaçem sair do nosso mercado.
Outro dos chavões destes senhores em campanha foi o não aumento dos impostos, mas depois de assumirem o governo aumenta a taxa de iva em 2%. Onde está a justiça social defendida pelo PS?
Que contradições entre as propostas e a execução, ou seja, entre as medidas para persuadir os eleitores e a realidade da governação.
Posso dizer em voz alta que os portugueses deixaram-se levar pela demagogia e que para além disso são obrigados a pagar uma factura cara, levando a que as famílias portuguesas tenham cada vez menos poder de compra e subsequentemente assistam ao deteriorar da sua qualidade de vida.
A maioria absoluta dada a este governono acto eleitoral foi sem dúvida um grito dos portugueses à estabilidade governativa, mas que infelizmente tornou-se um pesadelo e um "peso pesado" que está sobre todos aqueles que votaram PS.
Segundo os "Pseudo- Iluminados" do PS, o governo de Santana Lopes fez muitas nomeações em tão pouco tempo, nomeadamente cargos de confiança política, contudo os últimos dados divulgados, este Governo PS, no mesmo período de tempo nomearam ainda mais. Onde está a coerência de ideias? Voltamos ao "jobs for the Boys"?
Os portugueses devem parar e pensar o que melhorou com o PS? Nada, ainda piorou. Caminhamos por uma vereda sem sinalética e precisamos que alguém oriente estes governantes! Precisam de um abanão, um abanão que até poderia ser dado quiça pelo Presidente da República, mas certamente que não tem coragem pois ele pactuou e ajudou para que o país ficasse assim.
Realmente este governo pareceu credível com figuras:
Freitas do Amaral como mandatário de António Guterres para Alto Comissário dos Refugiados! Bem pelos vistos está consumado o seu trabalho como ministro.
Para nós jovens este governo foi ameaçador extinguindo a Secretaria de Estado da Juventude... vemos por aqui que começou mal.
Na agricultura quando o Governo Socialista entraram para o Governo, o país sofria graves consequências da seca, promoteu-se mas nada foi feito. Portugal Parado não obrigado.
OS governos PSD eram apontados como governos causadores da insatisfação dos portugueses, no entanto é nos Governos Socialistas que verifica-se mais greve e mais descontantamento.
Devemos estar atentos e nas próximas eleições autárquicas alertar que para além de um "país de tanga" temos um "governo de tanga".
Não podemos deixar os socialistas iludirem os portugueses e principalmente os madeirenses porque sabemos bem que eles prometem e não cumprem e prometem mundos e fundos.
Temos de resistir a esta "desgraça rosa" em que os portugueses são obrigados a pagar a factura das promessas eleitoralistas!
AS ROSAS COMEÇAM A FICAR COM O PIOLHO E ESTÃO A MURCHAR CADA VEZ MAIS; NÂO LHE PODEMOS DAR MAIS ÁGUA NAS PRÓXIMAS ELEIçÕES PARA AS ESPEVITAR!

terça-feira, abril 12, 2005

Perdemos o Homem...O Papa João Paulo II!


O Mundo perdeu recentemente um homem...! Mas... afinal o mundo perde todos os dias homens e mulheres.
O Homem que o mundo perdeu recentemente não foi apenas um Papa, perdeu um homem com muito valor, um homem que quis ser luz para muitos que estavam e que continuam a estar sem rumo e sem destino.
O Papa João Paulo II foi exemplo, exemplo a conduzir a Igreja sem renunciar às suas responsabilidades e obrigações de Chefe da Igreja. Por vezes fraco, débil e com limitações de vária ordem.
É preciso ser corajoso e enfrentar todas as dificuldades e obstáculos que se apresentavam, com a mesma calma e frontalidade e serenidade como se de outra coisa se tratasse.
Percorreu o mundo, de uma forma exemplar, foi até onde a força humana pode levar. Não evitou ir ao encontro daqueles que menos o queriam ter por perto, é verdade... sem dúvida que a sua vocação e a vontade de unir os povos fê-lo atrevido e coragoso.
Uniu os povos, uniu as religiões, uniu os continentes como ninguém. Não temos recordação de um homem que conseguiu unir todo o mundo, ou quase todo o mundo, um homem consensual, com algumas falhas como todos os homens.
Nunca teve medo apesar de ter sido alvo de atentados, sabendo perdoar aqueles que mais lhe quiseram mal... que homem NOBRE!
Não teve medo em pedir desculpa ao mundo pelos pecados dos cristãos e da Igreja ao longo da história.... Reconhecer que erramos deve ser um príncipio humano, e o papa não deixou de reconhecer os erros, os defeitos...
Estas breves palavras descrevem alguns momentos da vida e do Homem Papa João Paulo II, sem dúvida que são poucas para imensidão de bem, do homem que uniu o mundo.
Deixou-nos a lição e a possibilidade de refelectirmos sobre aquilo que queremos para os que nos rodeiam e para o futuro da humanidade.
Valem o que valem... mas deixou-nos um HOMEM REFERÊNCIA...Perdemos um exemplo!

sexta-feira, abril 08, 2005

Congresso das Forças Ocultas

Hoje inicia-se no Pombal mais um congresso do Partido Social Democrata português.
Um congresso que denomino de "Forças Ocultas" por achar que este é mais um e de rotina.
Independentemente do valor dos candidatos a líderes do partido muitos militantes não querem assumir delibradamente o seu apoio aos candidatos à liderança.
Acho que a solução até estaria numa terceira via, não na Terceira Via do Tony Blair, mas sim de uma terceira candidatura.
Compreendo também porque alguns não manifestaram o seu desejo de se candidatar ao congresso.
Talvez porque o partido neste momento está "partido" e dividido.
O PSD alcançou a derrota mais estrondosa da sua história e o cenário das autárquicas poderá não ser o melhor.
Pegar num partido nestas condições neste momento é um acto de coragem, e por isso mesmo é de louvar a atitude dos militantes que até agora tiveram a vontade e coragem de assumir uma candidatura.
O partido e o país neste momento exigirá muito do maior partido da oposição, e face à maioria absoluta do Partido Socialista, o PSD poderá ser uma oposição discreta. Por isso coragem e ideias consolidadas são no meu ponto de vista as palavras de ordem.
Por isso teremos pelo frente, no congresso ou em frente das televisões um fim de semana de discussão política e acima de tudo de discussão de estratégias para o futuro próximo do PSD.
Resta-me desejar que deste congresso possa sair um líder e um partido em fase de progressão, com vontade de se reabilitar e de ganhar novamente a confiança dos portugueses.
Acima de tudo espero que as forças ocultas, aqueles que gostariam de se afirmar e não se afirmam possam ajudar o partido a vençer os desafios futuros....
Nenhum líder pode ir longe sózinho.......

terça-feira, abril 05, 2005

Novo Governo- Da Graça ao Proteccionismo

Portugal tem um novo governo, liderado pelo Engº José Sócrates. As eleições do passado dia 20 de Fevereiro ditaram uma vitória ao Partido Socialista, uma vitória expressiva dando uma maioria absoluta.
Podemos dizer que Portugal virou à esquerda e que o centro direita perdeu. O PSD ficou esmagado quer por motivos internos do partido, quer pelos opinion makers e jornalistas.
Tal como nunca acontece até os jornalistas dão o “Estado de Graça” ao Governo Socialista. Só quem não se lembra dos dias após a tomada de posse do governo do Dr. Durão Barroso? Ou então do “day after” da tomade de posse do Governo do Dr. Santana Lopes? Foi como foi....
Comentários para quê....
Com este governo parece que tudo rema para o mesmo lado, o que é positivo porque Portugal tem de por um ponto final ao “jogo dos partidos” e ao “jogo das eleições” e partir para a recuperação da confiança dos portugueses... MAS QUANDO A ESMOLA É MUITA O SANTO SE ADMIRA....
Que esta graça, que este favoritismo dos media e dos opinion makers não contribua para “afundar” cada vez mais o nosso país. Vamos vendo....


Na verdade os "opinion makers" e jornalistas portugueses são críticos ao PSD e à direita portuguesa.
Muitas vezes questiono-me sobre a fiabilidade que tem os comentários dos nossos jornalistas?
Como é possível prezar a informação se em debates e mesas redondas escolhem-se jornalistas com o mesmo sentido de opinião?
E não é por nada, mas parece-me que esta classe determina as escolhas partidárias, não determina?
Talvez desta vez estes senhores conseguiram finalmente o que aspiravam à muito tempo.... só o tempo dirá.....!!!!

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Participação Política dos Jovens

“Tem de ser os jovens a cativar outros jovens, eles expressam o ponto de vista que se pretende e revertem-no na sua linguagem” Ray Zeller

A vida política é um processo que está em constante formação e deve ser tema de debate. A política precisa do entusiasmo e da ambição dos jovens para os valores em que se deve basear.
A participação política é a acção voluntária tendo como objectivo exercer influência sobre o processo de decisão política.
Podemos assim desde logo identificar formas convencionais de participação política e formas não convencionais.

Formas Convencionais de Participação Política:
- Votar
- Trabalho Partidário Regular
- Campanhas eleitorais
- Trabalho de informação política (publicar, escrever informação política)
- Ser membro de organizações que tem como objectivo influenciar o poder político (organizações de comércio, organizações agrícolas, organizações juvenis/mulheres/idosos etc etc...)



Formas não Convencionais de Participação Política :
- Participação em Greves,
- Bloqueios eleitorais
- Consumismo Político (Adquirir ou deixar de adquirir determinado produto por razões políticas (ex: bolas da Nike no Mundial).
- Comportamento Violento (participar em greves ilegais)

Não podemos dizer efectivamente que os jovens de hoje não participam na política de todo, a participação política não se resume simplesmente ao acto de votar ou então de militância ou de participação em campanhas.
Se a participação política inclui toda a participação em movimentos, associações que de certo modo contribuem para influenciar a decisão política, então os jovens não estão desligados completamente, porque hoje em dia, cada vez mais são os jovens que integram esses movimentos.
Esses jovens cultivam a ideia que a sua participação deve contribuir para reforçar a justiça social e que seja expansiva o mais possível.


Variáveis que podem servir para explicar a participação política ou não participação dos jovens:

1. Filiação ou simpatia dos pais por determinado partido.
2. Interesse político ( discussões políticas, consumo político pelos media).
3. Educação política (Democracia na escola, universidade, no trabalho).
4. Actividade Social (contribuir em acções sociais, ajudar os outros).
5. Valores políticos, atitudes.
6. Saber o que se passa na política, conhecimento de formas de participação política.
7. Posição Ideológica própria.
8. Crença Religiosa
9. Variáveis Sócio- Demográficas.
10. Recessão Económica.
11. Escolha ideológica distanciada.
12. Bipolarização Partidária( ganha um ou outro)


Os Partidos políticos e os governos do Séc. XXI Deparamo-se com a crescente dificuldade em mobilizar; Interpelar os jovens é ainda uma tarefa muito mais difícil. De muitos estudos que se tem feito demonstram apatia política e cívica dos jovens.
A causa da não participação política dos jovens poderá reflectir a ineficácia dos formas convencionais de participação política, no sentido de esquecer por vezes as preocupações e os problemas que os jovens enfrentam.

No entanto é importante a participação política dos jovens. Os idosos têm a maior percentagem de exercício do direito de voto, e subsequentemente são alvo de muitas promessas e medidas políticas. No sentido inverso os jovens são os que têm as percentagens mais baixas de votação.
Quando os jovens votam e incentivam outros jovens a votar, esse comportamento serve o interesse dos jovens. Se os jovens participam mais os políticos ficam com o feedback que este grupo é uma força política a ter em conta nas suas agendas políticas.
Se os jovens pretendem atenção e resposta aos seus anseios têm de certo modo ir ao encontro.



Práticas para a mobilização dos jovens para a participação política:

a) Novo estilo de campanhas eleitorais, evitando para tal o negativo ataque aos adversários políticos , mas privilegiando o debate claro de ideias.

b) Actividades políticas inovadoras- nas diferentes estruturas dos partidos políticos.


c) Envolver-se nas actividades juvenis- Ir ao encontro deles e passar uma mensagem positiva e mostrar interesse naquilo que fazem.

d) Envolver Jovens em todas as oportunidades- incluir os jovens em todas as actividades e funções políticas.


e) Dar tarefas aos jovens voluntários –distribuir tarefas, pois eles sentem-se úteis em desempenhá-las e assim têm mais motivação em continuar.

f) Utilizar as mais diversas tecnologias- Em países como os E.U.A Páginas Web, manifestos em dispositivos informáticos e Blogs têm contribuído para mobilizar jovens para o voto.

g) Colocar os Jovens a Interagirem- Os recenseamentos, a filiação e a mobilização dos jovens tem melhores resultados quando são desenvolvidos e promovidos dos jovens para os jovens.

h) Atribuir certificados/ gratificações- Os jovens gostam de ser reconhecidos pelo seu trabalho, estes gestos reforçam o seu envolvimento na política.


i) Apostar na Educação política- reforçar a educação política dos jovens no qual privilegie o conhecimento, a habilidade e os valores relevantes que emergem da natureza da democracia participada. Está comprovado em diversos estudos que a não participação política dos jovens deriva da sua ignorância política.


MEDIDAS PROFUNDAS PARA APELAR À PARTICIPAÇÂO:

1. Gratificação para votar – se o sistema não quiser utilizar a coerção para induzir os cidadãos a votar, porque não pagar para votar?

2. Benefícios Fiscais para quem vota.


3. Antecipação da Idade da Reforma para os cidadãos que tenham exercido o seu direito de voto.


4. Antecipação da Idade de Voto de 18 para 16- Devido ao facto de se verificar que os jovens são os mais abstencionistas, esta medida vinha incutir nos jovens no período pré-universitário para a participação política, bem como para a responsabilidade cívica que é exercer o direito do voto, criando hábitos.


5. Apostar fortemente no marketing político direccionado para os jovens- Adequar linguagem e apostar em medidas concretas para esta faixa etária, adoptando métodos e forma de apresentação aliciantes.






Os jovens encorajam os amigos para participar, e a sua juventude reflecte a participação nas organizações por muitos anos; estarão envolvidos e votarão por muito tempo, e esse é um trunfo para manter os partidos e a democracia viva e saudável.
25/02/2005

terça-feira, fevereiro 22, 2005

O Pântano de Novo nas Mãos!

Em democracia ganha quem consegue mais votos, ou melhor, quem consegue ter o apoio do povo.
Foi o que aconteçeu.O dia 20 de Fevereiro ditou uma vitória aos mesmos que diziam que o país estava num pântano, às mesmas figuras que diziam que não eram capazes de governar o nosso país.
Infelizmente a memória dos portugueses é curta, esse partido ganhou as eleições, uma vitória inequívoca e que não deixa qualquer dúvida sobre a vontade dos portugueses.
Resta-nos esperar por tudo o que pode advir deste novo governo.
Será que desta vez e com maioria absoluta vão ser capazes de governar?
Será que o "discipulo do último primeiro-ministro de Portugal" não terá medo do pântano que ainda tem marcas do seu Desgoverno?
Os cenários parecem ser os mesmos, a equipa práticamente a mesma, e o primeiro ministro não é o mesmo, mas semelhante.
Agora resta-nos esperar pelo facilitismo, talvez vamos voltar às vacas gordas. Sim porque durante três anos "apanhou-se erva".
Cuidado é com os referendos ... O POVO NÃO VAI ANDAR TODOS OS DIAS NAS URNAS
Resta esperar e ver.... Vamos acreditar na competência e na responsabilidade.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Ora Ora a TAP- E a Madeira...

Realmente a luta pela autonomia, pelos valores, pela liberdade do povo madeirense dificilmente consegue entrar em algumas cabeçinhas.
Ora Ora a TAP- Transportadora Aérea Portuguesa, então não lançou uma promoção na comemoração do seu 60º Aniversário de 60€ por viagem para 22 destinos europeus... Pois é grande novidade, grande oportunidade... agora os portugueses devem aproveitar esta oportunidade e conhecer a Europa.
Mas.... só agora reparei, curioso....... não acredito afinal os Madeirenses não são considerados pelos senhores da TAP como portugueses.
Não é que os pontos de partida para usufruir desta promoção, é apenas Faro, Lisboa e Porto.... Sinceramente.
Como se não bastasse a Madeira é um destino significativo em termos de mercado desta companhia.
Infelizmente este é o nosso mundo... ou melhor o nosso país.
Considero que este é um desrespeito por todos os madeirenses, que apesar de viverem numa ilha também são portugueses, e acima de tudo é um desrespeito por todos os clientes madeirenses da TAP.
Ainda há quem diga que as ilhas é que estão bem e que são sempre favorecidas e que basta de favorecimento. Quem apregoa essas ideias soltas devia vestir a pele do madeirense, constatando este esquecimento da TAP (ou talvez propósito).
Realmente a luta pela Autonomia, pelo reconhecimento faz sentido......
Agora resta-nos velar para que não se continue a praticar erros discriminatórios às Regiões Autónomas como se fez nesta PROMOÇÃO TAP CONTINENTE PORTUGUÊS!

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Estrangeirismos- "Os nossos Emigrantes"

Aqui estão algumas palavras e expressões engraçadas que os nossos emigrantes utilizam no dia a dia falando português:
fr- Francês
Ing- Inglês.


Sofage (fr)- Aquecimento.
Fier(ing)- Aquecimento.
Microwaves(ing)- Micro- ondas.
Macherums(ing)- Cogumelos.
Caxastrofe(fr.)- Catástrofe.
Fazer uma ducha(fr.)- Tomar banho.
Queres um "drink"?(ing)- Queres beber alguma coisa.
Queres um cake!(ing)- Queres bolo?
Vais de Van (ing)- Vais de carrinha?
Traz os cold drinks do Fridge(ing)- Traz as bebidas do frigorifico.
Cofre(Fr.)- Porta da Bagagem
"Faço Ofícios"(ing) - Limpeza de Escritórios.
"Sou Supervasa"(ing)- Supervisora
Desengaja(fr.)- Desapareçe.
Ruva (ing.)- Aspirador
Mop (ing.)- Esfregona
Nife (ing.)- Faca
Desengage (fr.)- Desapareçe
Trabalho na Campanha (fr.)- Trabalho na Agricultura.
Serras (fr.)- Estufas
Trabalho na Embalagem (fr.)- Trabalho no Armazem.
Supervasa (ing.)- Supervisor
Time Chet (ing.)- Folha dos Horários.
Farma (ing.)- Agricultura
Londdra (ing.)- Lavandaria

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Porque apoiar um candidato....mas Porquê?

Ainda falta tanto para as eleições presidenciais e já se vai falando em possíveis candidatos.
É certo que a faz-me muita confusão falar em desafios que ainda dependerão de muitas situações. As pessoas tentam esconder ou desvalorizar os desafios actuais falando noutros desafios, fazendo com que se vá desvalorizando os actuais combates.
Detesto ver falar em pessoas que se julgam intocáveis e que apenas querem participar quando está em causa os seus interesses.
Não sou apologista de figuras intocáveis, pessoas que participam ou deixam de participar, dependendo da sua concordância ou não.
Nos partidos políticos como em tudo, quando participamos em grupo deve haver um príncipio que considero fundamental a LEALDADE. Quando não se concorda porque é que não se enfrenta nos locais onde se deve fazê-lo e dizer que não se concorda?
Penso que muitas figuras querem é ver o "mal na terra alheia" fazendo com que alguns possam ir perdendo a sua popularidade, para que a sua imagem continue a ser a predominante.
Se alguém se considera dono do saber, se julga capaz de mudar o rumo de Portugal porque não colabora para conseguirmos o melhor para o nosso país?
Porque é que é que se escondem e apenas falam na TV tornando-se "fazedores de opinião"? Mas porquê? Mas porquê de certo modo têm medo de dar a cara nos nossos combates, nos nossos desafios, no futuro do nosso partido?....
Será que o partido que os apoiou em combates eleitorais do passado não foi o mesmo partido de hoje? Será que os militantes que apoiaram incessantemente essas pessoas não são na generalidade os mesmos?
Que dúvidas existênciais!...
Por isso sou claro que ninguém deve ser intocável e também ninguém deve ser apoiado sem merecer, porque só ninguém vai a lado nenhum mesmo com as sondagens a seu favor! O PSD tem de analisar e ponderar muito bem quem vai apoiar mas acima de tudo terá de analisar se estamos perante pessoas fieis, trabalhadoras, leais ao partido e se efectivamente merecem que a máquina partidária trabalhe em seu favor. A máquina deve se mover quando considera que é o melhor para o partido e que acima de tudo seja melhor para Portugal.
Talvez o candidato ainda não surgiu.... essa opção agrada-me muito.
Longe se vai do tempo das Presidenciais....ha muito ainda por fazer, por conquistar. Quem me dera que certas tendências se alterem, e isso seria fazer justiça. Não coloco em causa a competência dessas pessoas, mas sim as atitudes...

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Para Onde Caminha a nossa Juventude

Pensar na juventude é sem dúvida pensar no futuro da humanidade, nos projectos a realizar e nos novos desafios.
A sociedade que vivemos permite com que caminhemos sem nos dar de conta da velocidade com que o tempo passa, bem como, das transformações que ocorrem. Mas falando da juventude obriga a pensar no mundo que temos e para onde caminhamos.
Quando penso na juventude de futuro fico apreensivo. Apreensivo não porque a juventude vai mudar comportamentos, valores, hábitos, mas sim porque fico a pensar se nós estamos a preparar bem o futuro da nova juventude.
Acredito claramente que o sucesso dos jovens de hoje e as condições que têm dependeram do esforço e da preparação que os mais velhos fizeram.
Por isso cabe a nós jovens e menos jovens idealizarmos e concretizarmos uma sociedade de futuro em que permita aos jovens inovar conhecer e crescer como "cidadãos do mundo".
Falar em juventude na minha prespectiva é falar em áreas transversais, desde a saúde, o social, a cultura, educação.... falar em juventude é preparamos a sociedade, prepararmos e consciencializá-la no sentido em que os jovens serão os obreiros do amanhã e os projectistas do futuro da humanidade.
O homem é aquilo que projecta, aquilo que idealiza aquilo que conquista.


quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Os Tons de Portugal: Da Vitamina Laranja às Rosas Murchas

A Politika em Portugal segue um trajecto que vem dificultar a vida a todos os portugueses.
Já há muito se fala que "o homem é um animal político", bem como que "a política é um jogo que o resultado é soma 0". Estou certo que da nossa política nacional o resultado tem vindo a ser não soma zero, mas sim soma negativa, porque os portugueses parecem verdadeiros construtores civis em que constroem num dia e destrõem noutro. É triste depararmo-nos com esta realidade, mas esta é a verdade pura e dura, isto porque ainda não cultivamos a ideia, que para ter é preciso trabalhar e que para colher é preciso semear.E a opção que os portugueses tem tido para escolher é se realmente querem crescer seguindo as pegadas dos países desenvolvidos e dos nossos pareceiros comunitários, ou se queremos ser sempre considerados o "parente pobre" ou "o triste dos mais fortes".
Sendo assim deparamo-nos com um cenário de eleições antecipadas, idealizado por um homem que defende que Portugal deve ser o "parente pobre". Não defende claramente, mas as suas decisões espelham essa opção, a opção do atraso e a opção do jogo dos partidos políticos, a opção do jogo das eleições e a opção do favorecimento.
Infelizmente o nosso país é um país de teóricos e em vez de debrucarmo-nos no progresso, desenvolvimento e na acção preferimos fazer eleições.
É claro que nem todos desejam eleições, nem todos querem Portugal na cauda da Europa ou em dificuldades económicas, mas o que vale as opiniões se esses que têm o poder de decisão, em vez de serem os melhores são os maiores.
Resta-nos portugueses decidir e entrar no jogo dos partidos e no jogo das eleições. Neste jogo temos claramente de optar entre um homem de coragem, com visão e com responsabilidade política, ou então escolher um indivíduo que passou a vida política na sombra das vacas gordas e na defensa da política do "porreirismo nacional".
Penso que tem massa crítica e quem tem minimamente a noção da realidade e do possível não exitará em decidir.
Julgo que a melhor opção para Portugal é sem dúvida enfrentarmos intocáveis, enfrentar os "ratos viciosos do sistema" e caminharmos para outro patamar na consciência que todos temos de trabalhar, todos temos de colaborar e de nos esforçar para que POrtugal possa ser brevemente um país da actual e não um país do passado "sem beira nem eira".

Dando Nome às Coisas

Se a vida é feita de prazeres, de lutas e de conquistas encontramo-nos perante uma imensidão de pensamentos e de objectivos.
Resta-nos pensar em tudo quanto nos envolvemos, em tudo que nos ocupa e acima de tudo por aquilo que nos faz mover.
Pintado Às Cores pretende ser uma maneira diferente de ilustrar pensamentos, vivências, curiosidades, raivas, emoções, sensações....

terça-feira, janeiro 11, 2005

Uma JSD/ Madeira mais Valorizada! Do Social ao Cultural- Moção Congresso

1.Reflexão Interna da JSD e do Seu Papel
A JSD/ Madeira tem demonstrado ao longo da sua história nas suas lutas e pretensões, que é uma juventude que tem como objectivo principal, participar, trabalhar e defender da melhor forma os jovens, na garantia de proporcionar um futuro ambicioso.
Somos jovens, e pelo simples facto de sermos e assumirmos essa condição somos insatisfeitos por natureza, o limite das nossas ambições surpreendem-nos de dia para dia.
Temos mostrado, apresentando medidas concretas nos meios onde estamos inseridos, que temos valor, que sabemos aquilo que queremos para os jovens, para os sociais democratas e para todos os jovens madeirenses. É nas propostas concretas que nos distinguimos de todos os outros, e por essa mesma razão, não consentimos o facto de sermos apelidados de jovens à espreita de oportunidades. Estas ideias que tentam reprimir a JSD são tentativas para que deixemos de ocupar e de defender o nosso espaço político, espaço esse que serve para reflectir, trocar ideias e acima de tudo para que possamos tomar parte das decisões que irão interferir nas nossas vidas.
A ambição da JSD, da JSD da Autonomia XXI que não se inibe, que apresenta um projecto de futuro com propostas e medidas concretas, demarca-se de qualquer juventude partidária, demarca-se pelo projecto, pelas causas e por ser a voz que faz ouvir os jovens. Não somos uma juventude que aparece, que se aproxima dos jovens apenas em momentos eleitorais. Não somos sem dúvida uma jota que investe forte no marketing político, a dizer que acreditam no futuro e que acreditam na mudança. É claro que eles acreditam na mudança, pois eles assistem tal como nós, a mudanças profundas, mas essas mudanças manifestam-se nos tons partidários que os ofuscam, no laranja da social-democracia. Somos distintos de movimentos “grupais” de movimentos em que segregam interesses, porque trabalhamos, sugerimos e fazemos. Trabalhamos tendo sempre na vanguarda das nossas reivindicações os jovens.
Esta escola política, e que devido à sua representatividade nas instituições decisórias, permite-nos implementar medidas de curto-prazo, medidas essas que se repercutem no dia a dia do jovem madeirense, querendo que o futuro seja cada vez melhor, com cada vez mais condições.
Só faz sentido encorporar e beber deste projecto, o projecto da JSD, se queremos e defendemos efectivamente os jovens. É esse propósito que nos deve fazer mover, sabendo tirar partido das nossas instâncias, da nossa estrutura quer seja ela regional, concelhia ou local.


2. A Maneira da JSD estar na política

Não podemos de modo algum desvirtuar a nossa forma de estar na política, dizer aquilo que os outros querem ouvir, mas sim dizer e defender aquelas que são as nossas convicções, as nossas ideias, os nossos anseios e as nossas necessidades.
Habituámo-nos a ser diferentes, demarcamo-nos por termos opinião própria em matérias transversais, à JSD não interessa a juventude, interessa todas as áreas para estarmos preparados para o futuro.
Por isso acredito que vamos continuar a assumir esta atitude, e não queremos de modo algum ser rotulados como o “parente pobre” ou o “parente inexperiente” no seio da discussão e da decisão política.
Não importa que incomodemos, que reivindiquemos, continuaremos a exigir junto dos órgãos de decisão. Esse é o nosso papel na defesa incessante dos jovens.
Queremos e temos vindo a mostrar que somos fundamentais no interior do nosso partido, que mobilizamos, que trabalhamos e que também contribuímos para os excelentes resultados que o nosso partido tem obtido. Fazemos parte do projecto social democrata, fazemos parte de um partido que tanto nos honra, que nos atende, e que considera que somos um parceiro fundamental para a prossecução dos seus fins.
O projecto da Juventude Social Democrata deve ser acima de tudo defender os nossos jovens, defender aqueles que muitas vezes não se conseguem fazer ouvir, independentemente do seu estatuto social, da sua profissão ou do seu local de origem. Aqui não deve haver discriminação, separação, lutas ou anseios mais importantes do que outros. Somos e queremos continuar a ser a juventude partidária de TODOS os jovens, desde o jovem agricultor, ao pedreiro, ao jovem desempregado até ao jovem empresário porque é nesta roda viva que temos a geração do futuro.

3.As nossas Diferenças
Somos e queremos continuar a ser um exemplo de uma juventude idónea, responsável e atenta aos problemas da juventude e de toda a sociedade civil. Somos a juventude que ouve com atenção os jovens e que faz-se ouvir por responder às solicitações dos jovens.
Mostramos no dia a dia o nosso valor, a nossa força, o nosso interesse pelos problemas e obstáculos da sociedade contemporânea. Mas o nosso verdadeiro valor reside no seio da nossa juventude, na diversidade do seu pensamento. No entanto partilhamos a unicidade de lutas e conquistas, e só assim temos vindo a ultrapassar os obstáculos que se deparam, e só assim estaremos preparados para enfrentar o futuro.
Revelamo-nos uma juventude de convicções, com ideais, com um pensamento próprio e acima de tudo revelamo-nos numa juventude madura, uma juventude que não se esgota nas soluções, nos projectos e nas alternativas para garantirmos a concretização de sonhos.
Estamos certos que devido às exigências dos eleitores, resultado do desenvolvimento subtil que assistimos na nossa região, os desafios são cada vez maiores, as dificuldades crescem mas queremos demonstrar que a juventude é capaz de responder a elevadas expectativas.
Por isso mesmo estamos aqui mais uma vez para reflectirmos, para que possamos sair reforçados e fortalecidos preparados para as lutas e os desafios, devemos sair deste congresso envolvidos numa só voz porque só assim estaremos no caminho certo.

4.O Contributo do Militante e Simpatizante na JSD/M
Interessa assim, fazermos um exercício de consciência, e analisarmos se contribuímos verdadeiramente para a prosperidade e para o fortalecimento da nossa organização? Se queremos passar a imagem de uma juventude desorganizada ou debilitada? Se queremos ver o nosso valor espelhado nesta JSD? Ou então se queremos destruir esta organização criando facções como estamos habituados a ver os nosso opositores? O debate é fundamental, a diversidade é fundamental e é um princípio da democracia, mas não queiramos destruir a nossa organização com guerrilhas, com disputas, no objectivo de apurar o mais forte. Fortes seremos sempre se soubermos unir-nos na diversidade natural da juventude.
Certamente devemo-nos orgulhar de uma jota que tem sempre na vanguarda das suas preocupações a juventude, os interesses de todos os jovens, de sermos uma jota que se une em torno e na defesa dos seus anseios, e de acima de tudo de sermos jovens que resistimos às contrariedades ou tentativas de distorção.
Somos parte integrante de um projecto que funciona em equipa e que tem como fim último dignificar estes jovens, utilizando para isso meios que se resumem em trabalho e humildade, reconhecendo as nossas vulnerabilidades.
Sabemos que a nossa estrutura é heterogénea, mas é nessa heterogeneidade que marcamo-nos pela diferença e é aí que encontramos e descobrimos que o nosso campo de acção é transversal, sem descurar os desprotegidos e todos os que não têm voz. Esta juventude é a expressão desses jovens, daqueles que sentem dificuldades no seu dia a dia.
Não queremos nem poderemos querer ser uma elite, e não podemos enveredar em vícios que só nos podem fragilizar. Somos do terreno e trabalhamos no terreno.
Para nós jovens só faz sentido estar na política se sentirmos que somos iguais, se considerarmos que é este o nosso dever, independentemente da profissão, do nosso estatuto social e das nossas capacidades.

5.A área Social como Bandeira da JSD/M
Urge nos tempos que correm, e devido ao facto de ter concretizado algumas objectivos em termos de desenvolvimento e crescimento, trabalharmos outras prioridades.
Os problemas sociais são naturais de qualquer sociedade mas é indispensável os jovens começarem a considerar estas preocupações na sua agenda. Infelizmente na nossa sociedade existem muitas desfavorecidos, muitos desses que são incapazes de fazer ouvir a sua voz, bem como encontrar meios para melhorar a sua vida. Por isso temos de incutir nos nossos jovens, a sensibilidade para estas questões, promovendo o combate à pobreza e à exclusão social. Para isso é fundamental que se encontrem mecanismos para que se valorize os indivíduos e essencialmente os jovens que se encontram nestas situações. Em vez de atribuir subsídios, seria melhor trabalhar essas pessoas e desenvolver competências pessoais e profissionais adequadas para um exercício de uma actividade. Para melhorar a vida das pessoas não basta darmos aquilo que elas mais precisam, os bens de primeira necessidade, mas sim fazer com que esses indivíduos possam dispor desses bens pelas suas próprias mãos. Não podemos continuar a defender políticas sociais que envolvem as pessoas numa dependência de instituições e de subsídios, mas sim através de medidas concretas que possam melhorar a vida das pessoas, e que estas possam passar de um estado de dependência para um processo de inserção na sociedade, garantindo a sua própria subsistência, e gerando riqueza.
Para crescermos como sociedade exemplar não basta olharmos para todos aqueles que atingem uma certa estabilidade, mas para crescermos num todo temos de ter em conta todos aqueles que sofrem, que são discriminados e excluídos. Cabe a nós jovens, aspirarmos por uma sociedade melhor e para isso teremos de dar as nossas mãos e enfrentarmos os problemas sociais como nossos, sabemos que todos unidos em torno destas problemáticas mais facilmente poderemos encontrar soluções, porque todos os homens, todos os jovens devem ter acesso à concretização dos seus desejos. Não podemos relegar para OUTROS a resolução destes problemas, deve partir de nós, porque exigimos uma sociedade melhor e porque somos a geração do futuro.

6.O Espaço da Cultura na Vida dos Jovens.
O processo de valorização e preservação da cultura e essencialmente da cultura madeirense, deve também ser uma luta da JSD/M. Não podemos deixar que os nossos jovens esqueçam todo o nosso trajecto cultural, esquecendo aqueles aspectos que nos distinguem das outras regiões e de outros países. A cultura tem uma riqueza incalculável, por isso, os jovens devem estar sensibilizados para a sua preservação. Importa que os jovens se envolvam e que também com o seu contributo possam valoriza-la. Não podemos pensar que a cultura pertence aos intelectuais, aos escritores e aos antepassados.
A cultura é um elemento fundamental de resgate dos valores sem os quais a experiência humana torna-se uma experiência empobrecida e amarga, por isso o acesso à cultura deve ser solidário, fraterno, igualitário e justo. Deverá ser um instrumento de luta permanente de memória contra o esquecimento, preservadora e criadora de valores, significados, símbolos, normas, mitos, imagens, presentes nas práticas quotidianas, nas instituições e nos movimentos.
A língua, a literatura, as artes de espectáculo, as artes plásticas, a arquitectura, o artesanato, o cinema, o artesanato, a fotografia e a radiotelevisão constituem parte integrante da nossa diversidade cultural.
Com as rápidas mutações que ocorrem no mundo e com a REVOLUÇÃO INFORMÁTICA, onde apenas sobrevivem alguns vestígios ou traços dos tempos passados é necessário que não se deixe perder esses pequenos traços e que não se apague memórias que se foram acumulando ao longo dos tempos. Com o novo quadro, não podemos dizer de um dia para outro adeus a tudo aquilo que nos familiarizou. É necessário promover o equilíbrio entre o progresso e a preservação de valores, hábitos e história.
Deste modo é necessário sensibilizar os jovens madeirenses para a história e os valores que lhes são comuns, de fomentar o seu conhecimento de obras e de património madeirense, sempre no respeito pelas especificidades locais. Mais concretamente é necessário favorecer intercâmbios culturais, abrindo aos cidadãos, artistas e profissionais da cultura a participação em projectos, estimular a criatividade e facultar o acesso em mais larga escala à cultura.
A necessidade da criação de uma identidade cultural é muito importante no mundo globalista de hoje. Existem traços que podem marcar a diferença, ou seja, a criação de um espaço que nos permita a diversidade cultural num mundo cada vez mais homogéneo. A Madeira possui uma identidade cultural resultado de características geográficas específicas e ao longo dos tempos foi gerindo as soluções próprias para os seus desafios.
Sendo assim urge a necessidade de desconcentração e descentralização cultural no sentido de evitar que se crie apenas um “centro cultural”. Pretende-se a pluralidade de locais de promoção e divulgação cultural. Torna-se necessário imaginar mecanismos que ampliem o acesso de todos à cultura. É importante que na Madeira se fortaleça e enriqueça a cultura de forma sustentável, dando a imagem de uma região capaz de concretizar resultados integrando hábitos, costumes e tradições.
É este repto que cabe a nós jovens de mostrarmos o interesse pela nossa cultura, valorizando o melhor que se faz na cultura na nossa região. Temos de ser persistentes atenuando as assimetrias no que toca ao acesso da cultura em determinadas zonas da nossa região.
No que concerne às instituições de carácter cultural é importante que se dê prioridade à especialização na área cultural como qualificação para o exercício de funções de chefia nestas instituições. A especialização e a qualificação dos dirigentes vêm à partida dar maior capacidade de resposta cultural.
Esta deve ser uma lota da JSD no sentido de dotar às instituições, bem como a todos aqueles que trabalham nesta área, meios para que possam desenvolver actividades culturais, promovendo a disseminação cultural fazendo valer a competência e a qualidade. Não podemos descurar que a cultura é uma das valências da promoção turística da Madeira e por essa mesma razão, não podemos fazer com que se perca estes traços que nos distinguem, pois a sua perda poderá ter custos a longo prazo.

A JSD/M será cada vez mais forte se actuar em áreas tão dispares e se tiver como lema a unidade na diversidade, porque pela irreverência, pela sua constante insatisfação e pelo seu dinamismo, tudo vale a pena.... e só aí encontraremos permanentemente O VALOR DA NOSSA JUVENTUDE.
A acção política é do povo e para o povo, neste caso dos jovens e para os jovens.


António Trindade
14/12/2004