domingo, novembro 22, 2020

TEMPOS DE INSEGURANÇA

 


O ano 2020 pregou uma partida a humanidade, e trouxe para o centro da agenda a INCERTEZA. Não apenas a incerteza da evolução, do progresso, mas sim a incerteza da própria vida.  

Um ano que trouxe uma pandemia, que meteu as pessoas dentro de casa, com medo e ceifou vidas sem igual. Fragilizou a vida e colocou em suspense os sonhos, com gritantes consequências ao nível da economia e do trabalho. 

Hoje não temos certezas de nada, e as pessoas em si estão inseguras e incertas, e essa condição resulta, a olhos vistos, em insegurança e violência atroz. Foi o que aconteceu ontem no Funchal, num tiroteio que tira a vida a uma pessoa em segundos. 

Tantos outros casos haveriam para elucidar o clima em que vivemos, da relatividade, da insegurança e da frustração das pessoas, que precisam de um tratamento e de acompanhamento e que urge uma abordagem de saúde pública, também nesta área, sob pena que a sociedade se degrade ainda mais - insegurança, sem-abrigo e desumanidade. 

Urge mais polícia na rua. 

É necessária uma estratégia para a desumanidade dos sem-abrigo, que são cada vez mais e por toda a parte  

Os circuitos das drogas devem ser minuciosamente estudados e desmantelados.

A apreensão armas ilegais deve ser um desígnio da segurança regional. 

Devem ser tomadas todas as medidas de segurança para uma cidade turística e com qualidade de vida para aqueles que a habitam. 

Vezes há em que não é tempo de meias medidas, nem de obstáculos antes de solucões. É hora agir, enquanto é tempo. 

terça-feira, fevereiro 11, 2020

Escola Agricola da Madeira

A participação no programa Madeira Viva, na RTP-Madeira, onde foi abordada a oferta formativa da Escola Agrícola da Madeira.

terça-feira, novembro 12, 2019

Palavras dirigidas no jantar festivo na Visita da Governadora


Cara Governadora Mara Duarte do Distrito 1960
Cara Governadora Ana Puerto do Distrito 1201 de Espanha

Caríssimos Companheiros e amigos

Caros convidados.



Hoje recebemos com todo o gosto a nossa governadora. 

Recebemos com o entusiasmo devido de um clube ativo, empenhado, com percurso e com uma história, que tem marcado o Companheirismo dos nossos rotários mas que tem sido um clube que tem focado a sua ação no serviço à comunidade desde a sua fundação.

Governadoras de Portugal e Espanha 
Mas hoje permitam-me um cumprimento muito caloroso e especial à nossa Governadora, que embora ainda jovem, tem um percurso assinalável no serviço à nossa organização. Porque Rotary faz-se muito mais de exemplos do que palavras, muito mais de ação do que intenções, muito mais de atitudes do que princípios. 

E nesta visita à Madeira, à qual tive oportunidade de acompanhar em todas as ações, a Companheira Mara Duarte, marca a diferença, pelo entusiasmo como trabalha, como fala de Rotary mas sobretudo pelos projetos que está e que pretende desenvolver neste ano rotário.

E não é por acaso que pela primeira temos a visita de uma Governadora de Espanha, a Companheira Ana Puerto, que vem demonstrar a abertura de fazer conexão de ligar Rotary e de ligar os rotários. Afinal somos todos um, e o nosso serviço tem um propósito: onde que estejamos, o que quer que fazemos, pretendemos estabelecer mudanças duradouras no mundo, e esta abertura de Portugal e Espanha é bem representativa. 

Contem com o nosso clube, contem com o nosso entusiasmo, contem com a nossa amizade, contem com a nossa ligação, porque também estamos motivados em conectar na nossa comunidade e em comunidades que têm muito mais que nos unem do que aquilo que nos separam.

Permitam-me que faça uma referência aos Companheiros que hoje são emblemados no nosso clube. Sejam bem-vindos ao serviço. Sejam bem-vindos a fazer a diferença. Sejam bem-vindos a ser exemplo de Rotary onde quer que estejam, na Vossa família, na Vossa profissão e na atividade Rotário que estamos certos, pelo que Vos conhecemos, muito darão. 

Este é um dia importante e qual dos companheiros não se lembra do dia que foi emblemado, da responsabilidade que este acto simbólico representa e no prestígio e o orgulho de pertencer a uma organização tão grande, tão representativa, tão simbólica, tão construtiva. Companheira Jerónima Carvalho e Companheiro António Teixeira levem este momento para a vida 

É assim que vamos concretizado aos pouco com o que nos propusemos para este ano rotário. Aumentar o quadro social, chegar Rotary a mãos pessoas através da nossa ação, a ligação e abertura a profissionais e à sociedade civil e o desenvolvimento de projetos, como os prémios escolar e bolsas estudo que temos uma candidatura para beneficiar 8 alunos. 

E nada melhor do que sentir a energia nesta sala, a forma com que cada um presta o serviço a Rotary, que apoia Rotary e que acompanha Rotary. 

Nada melhor do que a tudo isto juntar a grande vontade e entusiasmo das Nossas Governadoras de Portugal e Espanha, que são exemplo de pessoas de ação motivadas para o serviço e para uma sociedade e um mundo mais justo, solidário, coeso e tolerante. Deixemo-nos contagiar com esta energia e vamos para a ação. 

António Trindade- Presidente do Rotary Club Machico-Santa Cruz

sábado, junho 01, 2019

A FORÇA SILENCIOSA E ESCONDIDA DOS QUE NÃO VOTAM



Decididamente o povo anda longe da participação política, num dos mais elementares indicadores – o voto. Hoje, mais do que nunca, questiona-se a legitimidade dos eleitos e dos seus programas, porque refletem as escolhas de poucos, com consequências para a vida de todos.

https://drive.google.com/uc?export=view&id=1by1S5Tc3PifCTneo62-ynoGe-XrpU95G


Os crescentes níveis de abstenção nas eleições merecem uma profunda reflexão, em particular da classe política. Portugal também neste domínio bate recordes, e nas recentes eleições europeias, entre os 28 estados membros, o nosso país ficou na sexta posição dos abstencionistas. Apenas 31% dos cidadãos em condições de votar exerceram o seu direito. É curiosa esta constatação, em particular de um país, que à luz do contexto europeu, é sem dúvida um daqueles que muito tem beneficiado da integração na União Europeia.


Uma das principais questões após as eleições europeias é, o que está a falhar? E outras perguntas advêm: O porquê do alheamento da política? O porquê de uma Europa de Todos para os benefícios, e de poucos para a participação? Qual é a parte do discurso político que não passa? O porquê do descrédito da política?


Esta, e tantas outras questões, merecem que todos possamos refletir, do caminho que trilhamos e para onde vamos. Se de facto o direito universal de eleger e de ser eleito foi historicamente uma das maiores conquistas dos povos, o porquê de estarmos a desperdiçar essa conquista?

Se no pós-eleições muitos foram os partidos e movimentos que fizeram festa e que gritaram vitória, correto e devido, até porque em democracia quem tem mais votos é quem ganha, também neste pós-eleições ficou claro quem ganhou verdadeiramente as eleições foi a abstenção. Perderam todos: os políticos, as instituições e os cidadãos.


A todos sugere-se uma particular atenção à força silenciosa e escondida dos que não votaram. Exige-se que se prospetive o efeito de um movimento ou de um partido que possa chamar e catapultar novamente os eleitores adormecidos.

Seria desejável que todos viessem votar, que uma maioria alargada quisesse participar, sobretudo se viessem seduzidos por valores e princípios que contribuíssem para o respeito, a harmonia e o progresso do mundo como um todo. No entanto, não é bem o que tem vindo a acontecer e com significativo enfoque na Europa, o crescimento dos partidos de extrema direita, dos radicalismos e do voto a tudo o que não se parece com a política e com os políticos.


É tempo de reflexão, é tempo de avaliar as motivações, é tempo de repensar tudo de novo, mudar o que tiver de ser mudado, desmontar o Estado e as instituições sob pena de se ganhar eleições e perder os cidadãos e a sociedade. É tempo de agir, antes que seja tarde!Revista Madeira Digital


lapiseira1980.blogspot.com

sexta-feira, maio 10, 2019

LIMĀO FOI REI


https://drive.google.com/uc?export=view&id=1MRVVdpuWmPcmHmgBT37PqnZVDku4CqIPA freguesia da ilha foi palco de mais uma edição da Exposição Regional do Limão no passado mês de abril, num cartaz, que há uns anos a esta parte, tem sido de absoluto sucesso e que premeia com afluência e visibilidade uma das localidades mais peculiares da nossa terra. A XVIII edição não foi exceção e pelo sucesso e excelência que demonstrou, merece que se destaque três referências:

Não foi só festa

A exposição do limão não se resumiu a um arraial com diversão e animação, foi também proposto um debate muito interessante que abordou o «O Valor do Limão Regional», o que resultou num avivar das potencialidades deste produto regional na saúde, para a investigação científica e nos seus variados usos na gastronomia. Foram disseminadas boas práticas, que podem e devem ser acarinhadas, para valorizar o produto e reconhecer o trabalho dos agricultores através da rentabilidade das suas produções.

A Madeira subiu à Ilha

Foi um absoluto sucesso a afluência de pessoas à Festa tendo sido agraciadas por um programa eclético e por uma exposição de limões que este ano contou com a participação de 600 expositores. A Ilha tem demonstrado que o que é regional é bom, também ao nível de animação, e se hoje são centenas os que se deslocam à ilha, muitos organizados em excursões, deve-se em grande parte à Festa do Despique, que desde a V Edição  tem sido um dos maiores atrativos deste evento. Um bem-haja àqueles que contribuem para valorizar o nosso património imaterial e a identidade do nosso povo.

O empenho das forças vivas

Organizações como esta, fazem-se de pessoas, fazem-se de sinergias e, neste particular, foi notório o empenho de todos. Ficou demonstrado de que as forças vivas, nomeadamente entidades públicas e privadas e as pessoas da Ilha fizeram a diferença, merecendo um apreço especial aqueles que, por orgulho à sua terra, oferecem o seu tempo e que se colocam ao serviço deste certame, no palco, nos bastidores ou nos terrenos agrícolas, tornando todos os dias a Ilha com mais encanto e atratividade.  

Quando se fala em desertificação, quando se fala em abandono das zonas rurais, quando se debate o contributo de sinergias locais diferenciadoras, sem dúvida que a Ilha e a evolução deste certame, são exemplos de que é possível projetar as localidades e que é possível alertar para o potencial dos pequenos territórios rurais que são o tesouro da nossa Madeira.

E porque ainda estamos a um ano de mais uma edição, e porque o sucesso só se comprova participando, fica um convite antecipada para visitarem o coração da nossa Laurissilva ao longo deste ano, e em particular participarem em mais uma Exposição do Limão, mantendo, assim, vivas as nossas tradições, usos e costumes.
Diário de freguesias

quinta-feira, maio 02, 2019

PARA ONDE CAMINHA A EUROPA?

https://drive.google.com/uc?export=view&id=1AahqopvaXL6Twfcqt8ldfzA0OKfRBvIP


Em vésperas de mais umas eleições europeias estão decididamente em agenda o futuro do projeto europeu e as novas tendências políticas nos Estados Membros. 

É ponto assente de que o projeto europeu foi a base política para a pacificação das relações entre os países e contribuiu decisivamente para o posicionamento económico em relação a outras economias mundiais. Por outro lado, já não é assim tao pacífico o entendimento sobre os contributos de cada país integrante para a União Europeia. Por mais argumentos que se possam trocar, paira a ideia de que há Estados que financiam e outros que são financiados pela Europa, sendo essas algumas das dicotomias que têm gerado movimentos a favor e contra a União Europeia.

O cerne das dúvidas sobre as vantagens e desvantagens do projeto Europeu passa sempre pela grande ambivalência que acompanha todo o seu percurso desde a sua criação até aos dias de hoje. Primeiro na adesão de novos membros e, mais recentemente, com o caso mais evidente de clivagem denominado Brexit. Embora materializando-se a saída do Reino Unido, será interessante acompanhar os resultados dessa decisão e se porventura perante essa evidência poderá ou não provocar outros movimentos no seio de outros países que integram a Europa. 
Paralelamente, há outro fator que poderá exigir a médio prazo um novo desenho europeu, que tem que ver com as forças políticas de extrema-direita estarem a ganhar preponderância em diversos países. Já são só quatro países Europeus que ainda não têm representação parlamentar de partidos de extrema-direita. Neste momento, só não existe representatividade de forças de extrema-direita nos parlamentos de Portugal, Irlanda, Luxemburgo e Malta. 
O terreno ganho pelas forças extremas já não é uma questão de menos ou acessória, é um sinal de que os partidos tradicionais não oferecem matrizes ideológicas definidas, podendo-se até querer dizer que estamos perante uma crise de ideologias.

O que existe, na visão dos cidadãos, é uma mera “caça” ao voto, e a descrença nas forças tradicionais para governar os países, o que faz com que surjam movimentos políticos que voltem a posicionar causas e valores, mesmo que questionáveis, na esfera das escolhas dos cidadãos. 
Estamos, de facto, prestes a participar em mais umas eleições europeias, onde persistem as dúvidas de sempre do projeto europeu, onde o cidadão comum continua a ver de longe uma máquina pesada, distante, burocrática e pouco ligada às realidades dos países e das regiões. 
Politicamente, prevê-se um novo ciclo na Europa, até porque estima-se que a extrema-direita reforce a sua posição no parlamento europeu, perspetivando-se até que venha a ser a terceira força política. 

Perante tudo isso, mais do que as guerrilhas políticas nacionais, o grande desafio será o de sensibilizar os Cidadãos Europeus para a importância da Europa, para a materialização das políticas para a coesão económica, territorial e social e de sensibilizar para os perigos da fragilidade do projeto europeu a rogo da demagogia da extrema-direita.

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quinta-feira, abril 04, 2019

BREXIT CAOS

Brexit Caos

O processo de saída do Reino Unido da União Europeia tem vindo a ganhar repercussões muito negativas. O Brexit já não se resume a um processo de “independência” da União Europeia, é já um polo de conflito que coloca pessoas contra outras e países de costas voltadas, mesmo antes de estar clarificador os trâmites da saída. 
A conjuntura política interna na Inglaterra é muito incerta. Ficamos sempre sem se perceber se o objetivo da classe política é a de fazer fracassar as propostas de acordo de Teresa May com os parceiros europeus para derrubar a primeira-ministra, ou se efetivamente os representantes políticos britânicos estarão preocupados com o dossier Brexit e não quererão correr riscos. Os sucessivos avanços e recuos, e a posição de incerteza no Parlamento Inglês, faz com que o cenário de um “Hard Brexit” paire no horizonte e que faça soar o alarme de um processo que poderá ser catastrófico para todas as partes. 
Hoje é incerto o posicionamento quer dos conservadores, quer dos trabalhistas neste dossier. Enquanto uma larga maioria dos conservadores defende o Brexit, a verdade é que não têm facilitado a resolução do impasse em torno do acordo. Por seu lado, os trabalhistas não definem bem o seu propósito, até porque parecem mais interessados na disputa política interna do que resolver o que é efetivamente urgente.
Não tenhamos dúvidas que o mais sensato seria um adiamento da saída da União Europeia que desse tempo para uma nova consulta popular, mas é apenas um dos muitos cenários sobre a mesa, todos os dias com novidades, com avanços e recuos, difíceis de compreender. 
Entretanto, enquanto os deputados britânicos apostam no tactismo político, na rua o clima é de alguma tensão. É difícil compreender que num país conhecido como o “melting pot”, com grande diversidade de culturas e com cidadãos de tantas proveniências do Mundo, as conversas na rua, os programas de rádio e de televisão sejam dominados entre os que defendem e os que se opõem ao Brexit. O que está em causa não é uma mera troca de argumentos a favor ou contra, o que já se começa a denotar é um ambiente de suspeição e de insinuações, pouco interessentes do ponto de vista da dialética social, que coloca de um lado os britânicos e o Reino Unido, e do outros os imigrantes e os restantes países da União Europeia. 
Por seu turno, e sobre aquilo que nos toca, em particular aos portugueses que vivem no Reino Unido, há muitas incertezas: a economia tem vindo a se ressentir; a moeda a desvalorizar; menos investimentos. Há até quem já comece a falar numa regressão económica comparável a níveis semelhantes às do início da presente década com a crise financeira mundial.  
Brexit é sinónimo de caos. É sinónimo de um processo inconsequente, que começou mal com o referendo que ninguém levou a serio, e que todos os dias é revelador de que o Reino Unido e os britânicos não sabem o que querem e que estão indecisos sobre o seu desfecho. Uma coisa é certa, até agora não há um único sinal de que Brexit trouxesse algo positivo. Aguardemos pelos próximos capítulos. 
lapiseira1980.blogspot.com 
 





terça-feira, março 12, 2019

SOS VENEZUELA! VAMOS FICAR A ASSISTIR?

É atroz o desrespeito pela dignidade humana que o Mundo tem assistido na Venezuela, em que uma situação é sempre pior do que outra. 

Basta de atrocidades. 

Chegam de notícias que fazem chorar o mundo.

Bastam de apagões.

Basta de fome.

Basta de pessoas a morrer sem auxílio médico. 

Basta de perseguições políticas. 

Basta de condicionar entradas e saídas do País.

Basta em se resistir à entrada de apoio humanitário.

Basta de desrespeitar a vontade do Povo.

Basta de pagar os inocentes com Medo. 

Enquanto se deixar um regime déspota à mercê, pessoas perdem as suas coisas, são goradas as esperança sofrem e morrem. 

E mesmo assim ninguém faz nada? 

segunda-feira, fevereiro 18, 2019

E se a máscara dourada levar Portugal à Eurovisão?


Num país de brandos costumes, há uma música que está a fazer soar os alarmes para representar  Portugal na Eurovisão em Israel, a música de Conan Osiris “Telemóveis”. 

A proposta musical é definitivamente uma das mais bem posicionadas, e foi bem demonstrativo na primeira semi-final em Portugal ao ter sido escolhida pelo público com a pontuação máxima.

Conan Osiris é um sucesso em Portugal. Mais ou menos apreciado, a sua performance e estilo musical, não deixam ninguém indiferente e “Telemóveis” é já viral no YouTube, com mais de 1 milhão e 600 mil visualizações.  
A crítica é polarizada quando se refere à proposta musical de Conan, agora é facto que corresponde à excentricidade que tem sido característica dos festivais da Eurovisão. Para isso basta referir apenas dois exemplos de canções vencedoras em edições anteriores, nomeadamente a canção finlandesa vencedora em 2016, Hard Rock Hallelujah, e a canção de Israel vencedora em 2018, Toy.

Goste-se ou não, e apesar de achar que existem excelentes propostas musicais para representar  Portugal, aquela que efectivamente pode lutar pela vitória é a música  “Telemóveis”, aliás é aquela que começa a despertar a crítica especializada internacional do evento. 

A 2 de março, dia em que acontece a final do Festival RTP da canção, saberemos quem irá levar o nome de Portugal a Israel, até lá o assunto continuará como ponto de ordem sobretudo nas redes sociais. 

quinta-feira, janeiro 24, 2019

QUEM ENTENDE O PCP?

Inacreditável a posição do Partido Comunista Português ao defender o situacionismo na Venezuela, quando tantos e tantos portugueses sofrem consequências irreparáveis da “tirania” Chavista.
Haja decoro do PCP que passa o tempo a falar de Direitos. Afinal os direitos humanos dos Venezuelanos não são tidos em conta?
Mais do que a politiquice, as ideologias e o fundamentalismo o que a Venezuela precisa é que o povo seja chamado a se pronunciar livremente sobre o seu futuro e do seu País.

quarta-feira, janeiro 23, 2019

CASA DE REALIZAÇÕES

A Casa do Povo da Ilha assinala no dia de hoje mais um aniversário da sua fundação e hoje remontam-me memórias. Memórias de uma casa que foi presença desde a minha infância, sempre activa, acolhedora e próxima, onde participei e integrei os grupos culturais e desenvolvi outras competências. 

Numa idade mais madura, e logo após o final da minha formação, foi onde mais cresci, foi onde mais aprendi e foi onde tomei as melhores lições de vida.


Hoje aviva-me o frenesim a cada ano, a cada novo aniversário. Era sempre desafiante prospetivar o novo ano, apresentar algo novo, idealizar os novos projetos, muitas vezes não passando de sonhos para uma instituição e uma terra. E o que me deixa tranquilo é que muitos desses planos foram traduzidos em ações concretas. Tornaram-se realidade. 

Há um tempo para tudo, e houve de facto um tempo em que a Casa do Povo da Ilha foi a minha vida. Hoje é uma Casa de memórias e grande depositária de bonitas realizações, onde um grupo de pessoas, apoiadas pela população local e parceiros, conseguiram concretizar sonhos.

O que fica? Ficam as lembranças que fazem sorrir. Fica o melhor, o que foi feito, a felicidade a cada novo projeto, a cada novo evento e o sorriso de agradecimento no rosto daqueles que souberam sempre reconhecer - estimulando, somando, participando, estando sempre quando foi preciso.

Hoje felizmente continua, e há-de continuar enquanto a determinação pelas causas daquela terra forem sempre acolhidas. Será sempre o quisermos fazer dela, do seu legado destes 28 anos passados, e será tudo o que sonharmos e tudo o que for feito para realizar esses sonhos.  


sábado, janeiro 19, 2019

SONHOS DA DIÁSPORA MADEIRENSE


O novo ano é sempre momento de traçar objetivos e debruçar as esperanças para o novo ciclo, que se quer bom e feliz. Embora todos desejamos o melhor, sabemos de antemão que há contextos onde as perspectivas não são as mais animadoras, nomeadamente nos países da diáspora Madeirense, onde o ano 2018 foi caracterizado por crises e instabilidade.  
Os desejos para 2019são para os nossos embarcados um reduto de esperança e de interesse vital para a estabilidade de tantas famílias que vivem nos quatro cantos do Mundo. O cenário de incerteza, talvez nunca antes vividode uma forma transversal nos diversos países com maior expressão da nossa emigração, como são os casos da África do Sul, França, Reino Unido e Venezuela, deixam muitas dúvidas sobre o futuro
Na África do Sul seria desejável um clima demaior pujança económica, que favorecesseaqueles que apostaram naquele país e que vivem todos os dias ameaçados pelo crime, pela instabilidade social e pelas consequências da imigração desenfreada e ilegal. 
Na França, a imigração desregrada, o crescimento dos movimentos partidários ddireita radical e os confrontos de rua, com o seu apogeu nos coletes amarelos, são indicadores de crescentes convulsões sociais e políticas, que usando meios subversivos tentam obrigar o Estado a acatar as suas reivindicaçõesPor isso, o que se deseja é a paz social e que contundentemente os políticos percebam os sinais dos cidadãos franceses, sem ceder a populismos que possam levar o país ao descalabro. 
Por sua vez, o Reino Unido surpreendeu todos com o resultado do referendo sobre o Brexit e a partir desse momento foram só perdas: Perdas de estabilidade, de confiança e de preponderância económica. O novo modelo de organização em perspectiva afetou e muito a nossa Comunidade e ainda hoje,com tantos avanços e recuos, ninguém arrisca uma previsão como ficará o país. O clima político deixa alguns sinais de alarme e não sabemos até que ponto a opção pelo Brexit sofrerá um revés, até porque, estou em querer, se hoje fosse realizado um novo referendo à saída da União Europeia, essa proposta seria recusada. 
Na Venezuela a degradaçãsocial e política não pode ser mais nefasta, o paíbateu no fundo. É desejo que o regime político ditatorial e comunista instalado seja derrubado.
Apesar do que tem vindo a acontecer aos nossos irmãos” e a todos os que vivem naquele país, a comunidade internacional continua impávida e serena. As entidades portuguesas também estão aquém do que seria desejável. Não chegam reuniões, cimeiras, comunicados ou medidas solidárias para os cidadãos que lá vivem ou para os que regressaram. São precisas ações consertadas, persistência e sobretudo teimosia dos nossos atores políticos que, mesmo não tendo forma de alterar o contexto político na Venezuela, podem lutar mais veementemente pelos direitos e pela dignidade humana. Há aqui um desígnio nacional, e neste âmbito, julgo que Sua Excelência o Senhor Presidente da República Portuguesa seria o melhor mediador neste dossier de grande importância para Portugal e, em particular, para a Madeira e seus conterrâneos. 
Fazer votos pela nossa diáspora, não só representa a consideração que temos por eles, mas também porque temos a obrigaçãde acompanhar as repercussões que poderão ter na nossa Região. 
Fazer votos pelas nossas Comunidades implica gratidão e respeito por tudo o que fizeram e ainda continuam a fazer pela nossa terra. 
Fazer votos pelos nossos embarcados” é retribuir pelo que estes fizeram ao longo de décadas pelo progresso da Madeira e por aqueles que cá ficaram. 
Fazer votos pela nossa emigraçãé sensibilizar todos para um desígnio maior: as nossas gentes, gente como nós. 
Que seja um ano profícuo e feliz para Todos. É para isso que vivemos e lutamos. É esse o sonho que segue sempre o povo  Madeirense, onde quer que resida.
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