quinta-feira, maio 02, 2019

PARA ONDE CAMINHA A EUROPA?

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Em vésperas de mais umas eleições europeias estão decididamente em agenda o futuro do projeto europeu e as novas tendências políticas nos Estados Membros. 

É ponto assente de que o projeto europeu foi a base política para a pacificação das relações entre os países e contribuiu decisivamente para o posicionamento económico em relação a outras economias mundiais. Por outro lado, já não é assim tao pacífico o entendimento sobre os contributos de cada país integrante para a União Europeia. Por mais argumentos que se possam trocar, paira a ideia de que há Estados que financiam e outros que são financiados pela Europa, sendo essas algumas das dicotomias que têm gerado movimentos a favor e contra a União Europeia.

O cerne das dúvidas sobre as vantagens e desvantagens do projeto Europeu passa sempre pela grande ambivalência que acompanha todo o seu percurso desde a sua criação até aos dias de hoje. Primeiro na adesão de novos membros e, mais recentemente, com o caso mais evidente de clivagem denominado Brexit. Embora materializando-se a saída do Reino Unido, será interessante acompanhar os resultados dessa decisão e se porventura perante essa evidência poderá ou não provocar outros movimentos no seio de outros países que integram a Europa. 
Paralelamente, há outro fator que poderá exigir a médio prazo um novo desenho europeu, que tem que ver com as forças políticas de extrema-direita estarem a ganhar preponderância em diversos países. Já são só quatro países Europeus que ainda não têm representação parlamentar de partidos de extrema-direita. Neste momento, só não existe representatividade de forças de extrema-direita nos parlamentos de Portugal, Irlanda, Luxemburgo e Malta. 
O terreno ganho pelas forças extremas já não é uma questão de menos ou acessória, é um sinal de que os partidos tradicionais não oferecem matrizes ideológicas definidas, podendo-se até querer dizer que estamos perante uma crise de ideologias.

O que existe, na visão dos cidadãos, é uma mera “caça” ao voto, e a descrença nas forças tradicionais para governar os países, o que faz com que surjam movimentos políticos que voltem a posicionar causas e valores, mesmo que questionáveis, na esfera das escolhas dos cidadãos. 
Estamos, de facto, prestes a participar em mais umas eleições europeias, onde persistem as dúvidas de sempre do projeto europeu, onde o cidadão comum continua a ver de longe uma máquina pesada, distante, burocrática e pouco ligada às realidades dos países e das regiões. 
Politicamente, prevê-se um novo ciclo na Europa, até porque estima-se que a extrema-direita reforce a sua posição no parlamento europeu, perspetivando-se até que venha a ser a terceira força política. 

Perante tudo isso, mais do que as guerrilhas políticas nacionais, o grande desafio será o de sensibilizar os Cidadãos Europeus para a importância da Europa, para a materialização das políticas para a coesão económica, territorial e social e de sensibilizar para os perigos da fragilidade do projeto europeu a rogo da demagogia da extrema-direita.

lApiseira1980.blogspot.pt

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