O processo eleitoral interno no PSD Madeira tem sido rico em revelações. O novo ciclo que determinados militantes profetizam assume rasgar com a história e fazer uma demarcação profunda ao rumo que o partido tem trilhado. Viemos a descobrir que há quem tenha a ousadia de chamar a si os louros dos resultados eleitorais, fazendo parecer que num partido existem militantes de primeira e militantes de segunda e que, individualmente, há quem valha mais do que o todo.
As declarações que têm vindo a público de uma das candidaturas, as únicas possíveis para o esclarecimento dos militantes, fazem parecer que vivemos enganados e adormentados num sonho durante todos estes anos. Nesse sonho não existiu progresso, a Região não se desenvolveu, o líder carismático do PSD Madeira não contribuiu para arrecadar vitórias eleitorais e o PSD sempre foi um partido obsoleto e sem ideias para o futuro da Região. É uma presunção que atinge todos os que arduamente se têm dedicado ao partido e à defesa das suas causas. Infelizmente, para esses, a transformação de que a Madeira beneficiou, fruto do trabalho de um partido, de um líder e do saber escolher de um Povo, por mais que se esforcem, jamais poderá ser escondida.
Nunca ouvi o Dr. Alberto João Jardim afirmar que os resultados e a obra deviam-se apenas ao seu trabalho. Nas diversas conquistas eleitorais e na concretização de obra na Madeira, o líder do PSD sempre declarou que os resultados emergiram da coragem dos sociais-democratas madeirenses e da força que o Povo da Madeira sempre deu aos seus Governos e ao seu partido.
As diferentes abordagens evidenciam o que está em causa nas eleições internas no PSD. Há quem puxe pelos galões chamando a si os resultados, e há quem, mesmo merecendo, partilhe os sucessos com os militantes sociais-democratas e com os Madeirenses.
O tom da candidatura adversária à do atual líder do PSD encontra-se envolta em arrogância porque, aguerridos na presunção de ter a fórmula “mágica” para o futuro do partido e da Região, menosprezam tudo o que tem vindo a ser feito, parecendo querer passar atestados de caducidade à família social-democrata da Madeira. Se o partido e os seus militantes passaram de prazo com que objetivo se lhes pedem o voto?
Se o processo eleitoral é interno e se votam apenas os militantes que tenham as quotas em dia, não se compreende que intento persegue quem resume a sua campanha às ações mediáticas e na praça pública. O que está em causa é o esclarecimento dos filiados sobre as ideias para o futuro do partido e não um esclarecimento a população Madeirense, como se de umas eleições regionais se tratasse, para regozijo dos opositores e inimigos dos sociais-democratas da Madeira.
Não se ganha o partido com os votos da oposição.
Os inimigos não são os aliados ideais para atingir a liderança do partido.
Alguém que quer liderar o PSD deverá ter o desejo de o fortalecer e de não o enfraquecer.
A busca da popularidade mediática, não é sinónimo de reunir a preferência dos militantes do PSD da Madeira.
Porque há ainda quem saiba do que se trata neste processo eleitoral dentro do partido, o verdadeiro debate e esclarecimento decorre junto dos sociais-democratas e dos autonomistas da Madeira e nunca nos sítios impróprios ou em acordos com aqueles que querem manobrar o PSD com o intuito de o derrubar.
O que está em causa é continuar a desenvolver a nossa Região, só sendo possível com a força e a garra de cada militante e de cada simpatizante, de cada homem e de cada mulher que aspira o bem da nossa terra e das nossas gentes. Há quem acredite no potencial dos seus pares no partido e com eles, no dia 2 de Novembro o PSD da Madeira empenhará a sua vontade em continuar a realizar esperança.
Artigo de Opinião publicado no Jornal da Madeira:
http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=229465&sdata=2012-10-29
