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Num tempo em que se apela à proatividade na intervenção em comunidade é importante assinalar o trabalho meritório das casas do povo da Região Autónoma da Madeira que, enquanto instituições de desenvolvimento local, têm imprimido, a favor das pessoas, dinâmicas de promoção cultural, económica e social. É uma justa homenagem porque em momentos de maior prosperidade e desafogo, mas também nos tempos de dificuldades são entidades sempre presentes, persistentes e com respostas eficazes aos anseios das populações.
Dentro de uma intervenção abrangente, extremamente útil e baseada na ação de proximidade, as casas do povo atuam em diversos âmbitos, designadamente:
Criação de emprego
A criação de oportunidades de trabalho, diretos e indiretos, tem sido característica da ação daquelas instituições. O desenvolvimento de projetos que promovem o emprego, a aposta crescente na economia solidária e as oportunidades necessárias ao funcionamento das instituições são relevantes para a dinamização do emprego a nível local.
Desenvolvimento cultural
A aposta cultural com grande enfoque nas especificidades locais, nomeadamente através da promoção das tradições, na inventariação da literatura oral e tradicional e na reativação de atividades em vias de extinção são um importante vetor de ação das casas do povo. Simultaneamente, estão vocacionadas para a dinamização de grupos culturais e para o desenvolvimento artístico.
Dinamização económica
Os certames, as feiras, as exposições e outras iniciativas, têm proporcionado um conjunto de oportunidades económicas. A promoção da economia local tem originado um apelo ao conhecimento e ao consumo de produtos característicos e que, subsequentemente, incrementam outras dinâmicas económicas associadas à atividade de entidades públicas e privadas. Ainda neste segmento é importante referenciar o apoio aos agricultores, através do desenvolvimento de actividades direcionadas para o sector.
Intervenção social
Os projetos sociais têm sido estratégicos e alicerçados no voluntariado através do estabelecimento de parcerias com o intuito da promoção social e de combate à exclusão social. A atividade social tem abrangência intergeracional e se ao nível das atividades direcionadas para os mais novos representam o garantir de oportunidades, para os seniores, são geradoras de novas vivências e conhecimentos, como são os exemplos dos projetos de alfabetização e de aprendizagem sobre as novas tecnologias de informação.
Formação
Os cursos de formação, de índole profissional e económico-social, têm sido amplamente aproveitados por milhares de madeirenses. As formações, adaptadas à realidade local, têm contribuído para um aumento das qualificações, para desenvolver competências pessoais e profissionais e para melhorar a competitividade dos territórios de intervenção.
Ocupação dos tempos livres e desporto
A ocupação dos tempos livres, a organização e a participação desportiva são também referência da ação das instituições. As condições e as infraestruturas que dispõem estão ao serviço da população e que, gratuitamente, propiciam oportunidades, como são os casos dos espaços de estudo, de espetáculo e de multimédia.
A transversalidade da atividade das casas do povo determina a acutilância e a pertinência da sua existência. A relevante atividade deve-se, em muito, aos dirigentes, associados e voluntários que, de uma forma altruísta e espontânea, perseguem resultados comuns. Em paralelo, é justo dividir os triunfos do trabalho com o Governo Regional da Madeira que, através do apoio técnico, logístico e financeiro, tem apostado naquelas instituições - gesto de atenção e de reconhecimento.
O trabalho e os benefícios das casas do povo emergem de necessidades específicas e que, na presente conjuntura, são inevitáveis. O futuro aponta para a sustentabilidade de projetos que evidenciem as particularidades locais, alicerçados nos traços culturais, ambientais e turísticos, característicos dos territórios de intervenção.
http://impresso.jornaldamadeira.pt/opiniao.php?Seccao=12&id=213496&sdata=2012-04-15
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