quarta-feira, agosto 14, 2024

LIBERDADE É CAMINHO PARA A DEMOCRACIA


▶️ACREDITO QUE A LIBERDADE É O CAMINHO PARA UMA DEMOCRACIA COM TODOS

Fui convidado a comentar para a revista SÁBADO, sobre as exonerações no Governo da Madeira desde as internas do PSD. Partilho a minha contribuição, que foi citada na edição da revista que está hoje nas bancas :

“𝐎 𝐚𝐦𝐛𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐩𝐮𝐧𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐚𝐨 𝐝𝐢𝐫𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐨𝐩𝐢𝐧𝐢𝐚̃𝐨 𝐞́ 𝐢𝐧𝐚𝐜𝐞𝐢𝐭𝐚́𝐯𝐞𝐥 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐝𝐞𝐦𝐨𝐜𝐫𝐚𝐜𝐢𝐚, 𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐟𝐮𝐧𝐝𝐢𝐫 𝐨 𝐆𝐨𝐯𝐞𝐫𝐧𝐨 𝐑𝐞𝐠𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐝𝐨 𝐚𝐠𝐫𝐚𝐯𝐚 𝐚𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐚 𝐬𝐢𝐭𝐮𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨, 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐨 𝐝𝐢𝐬𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐫 𝐚𝐪𝐮𝐞𝐥𝐞𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐟𝐢𝐳𝐞𝐫𝐚𝐦 𝐮𝐦𝐚 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐥𝐡𝐚 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐧𝐚 𝐥𝐢𝐝𝐞𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐒𝐃. 𝐄𝐬𝐭𝐚 𝐩𝐨𝐬𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐧𝐚̃𝐨 𝐟𝐨𝐫𝐭𝐚𝐥𝐞𝐜𝐞 𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐝𝐨 𝐧𝐞𝐦 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫𝐚 𝐚 𝐞𝐟𝐢𝐜𝐢𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐆𝐨𝐯𝐞𝐫𝐧𝐨, 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐞𝐯𝐞𝐫𝐢𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐟𝐨𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐞𝐦 𝐬𝐞𝐫𝐯𝐢𝐫 𝐚𝐬 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬.  

𝐀 𝐥𝐢𝐝𝐞𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐒𝐃 𝐭𝐞𝐦 𝐮𝐦𝐚 𝐠𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐬𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐧𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨 𝐚𝐭𝐮𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐧𝐚 𝐌𝐚𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚. 𝐄𝐬𝐭𝐞 𝐦𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞𝐯𝐞𝐫𝐢𝐚 𝐬𝐞𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐨𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨𝐮𝐯𝐢𝐫 𝐭𝐨𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐯𝐨𝐳𝐞𝐬, 𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐦𝐨𝐯𝐞𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐚𝐜̧𝐚 𝐚̀𝐬 𝐛𝐫𝐮𝐱𝐚𝐬. 𝐀 𝐞𝐫𝐚 𝐝𝐚 𝐮𝐧𝐢𝐚̃𝐨 𝐞 𝐝𝐨 𝐬𝐢𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐨 𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐣𝐚́ 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐨𝐮. 

𝐎 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐏𝐒𝐃 𝐝𝐞𝐩𝐞𝐧𝐝𝐞 𝐝𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐜𝐚𝐩𝐚𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐳𝐞𝐥𝐚𝐫 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐝𝐞𝐦𝐨𝐜𝐫𝐚𝐜𝐢𝐚 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚 𝐞 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐞𝐢𝐭𝐚𝐫 𝐨 𝐩𝐥𝐮𝐫𝐚𝐥𝐢𝐬𝐦𝐨. 

𝐀𝐬 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐞𝐬𝐭𝐚̃𝐨 𝐚𝐭𝐞𝐧𝐭𝐚𝐬 𝐞 𝐬𝐨𝐥𝐢𝐝𝐚́𝐫𝐢𝐚𝐬; 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐫 𝐮𝐦 𝐜𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐞 𝐧𝐞𝐠𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞́ 𝐜𝐚𝐭𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨́𝐟𝐢𝐜𝐨 𝐞 𝐬𝐨́ 𝐚𝐜𝐞𝐥𝐞𝐫𝐚 𝐚 𝐞𝐫𝐨𝐬𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫, 𝐝𝐚 𝐢𝐦𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐝𝐨 𝐞 𝐝𝐚 𝐩𝐫𝐨́𝐩𝐫𝐢𝐚 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚.

Como é do conhecimento público, o meu apoio a Manuel António Correia na liderança das últimas eleições internas do PSD Madeira resultou em consequências imediatas, culminando na minha exoneração formal a 1 de abril de 2024.

As razões e causas do meu afastamento foram amplamente discutidas. Por respeito, nunca questionei o direito de quem tem a competência para nomear e exonerar cargos políticos, e por prudência, mantive a separação entre o que deve ser público e o que deve permanecer privado.


 

 

domingo, agosto 11, 2024

Vigília pela liberdade na Venezuela

 Hoje participamos, no Funchal, ao lado de tantos irmãos venezuelanos, na vigília "Ilumina o Caminho da Liberdade", um ato simbólico mas com grande dimensão, em solidariedade com o povo da Venezuela, que está em braços com um regime que não quer reconhecer a voz do povo, a voz da democracia a voz da liberdade.

O mundo tem estado particularmente expectante quanto à situação e ao desfecho das eleições na Venezuela. A atenção global reflete a gravidade do momento, onde o povo enfrenta uma tentativa de subversão da sua vontade popular e democrática. A batalha é dura, e o caminho para a liberdade tem sido longo e cheio de desafios.

No entanto, está a chegar a hora da Venezuela mudar e de procurar o progresso e o desenvolvimento que tanto merece. Potencial humano e recursos naturais não faltam ao país, que tem tudo para se erguer e garantir um futuro de prosperidade para todos os seus cidadãos. A luta pela liberdade e pela democracia continua, e o mundo aguarda, solidário e esperançoso, que o povo venezuelano prevaleça.

LIBERDADE É CAMINHO

Embora a liberdade ainda não esteja plenamente alcançada no século XXI, onde quer que seja, em qualquer região ou país, entre os nossos conterrâneos ou não, devemos lutar pela liberdade, pela diversidade de opiniões, pelo direito de escolha e pela democracia. A liberdade não é, não pode e nunca será negociável.

🇻🇪 Ilumina o Caminho para a Liberdade 🕯️

#LiberdadeParaVenezuela  

#VigíliaPelaLiberdade  

#SolidariedadeVenezuelana  

#DemocraciaVenezuela  

#ApoioInternacional  

#LiberdadeÉCaminho  

#DireitoDeEscolha  

#LutaPelaLiberdade  

#DemocraciaComTodos

sexta-feira, agosto 02, 2024

Artigo de opinião no observador: 𝙌𝙪𝙚𝙢 𝙧𝙚𝙖𝙡𝙢𝙚𝙣𝙩𝙚 𝙚𝙨𝙩á 𝙘𝙖𝙣𝙨𝙖𝙙𝙤 𝙙𝙚 𝙚𝙡𝙚𝙞çõ𝙚𝙨?

 

Quem realmente está cansado de eleições?


Agora que entramos na "silly season" da política e considerando o que nos trouxe até aqui, tivemos um ano bastante atribulado em Portugal. Foram muitos e desafiantes momentos para o país, que enfrentou eleições nacionais, regionais e europeias.


Os eleitores foram chamados a votar em todos os atos, expressando o reforço do parlamentarismo e obrigando os partidos a negociar as principais soluções políticas. Mesmo com a frequência das eleições neste início de ano, os portugueses têm cumprido a sua parte, e a abstenção não tem evidenciado grandes oscilações. Nas eleições para a Assembleia da República, a abstenção baixou cerca de cinco pontos percentuais relativamente às eleições de 2022. Nos Açores, houve uma diminuição da abstenção de cerca de 5% em relação a 2020. Na Madeira, entre o ato de 2023 e 2024, a abstenção manteve-se nos 46%. No caso das europeias, a abstenção foi de 64%, dentro do habitual.


É evidente que os portugueses estão cansados do ruído em torno das eleições, da paralisia provocada pelos contextos eleitorais, dos gastos envolvidos, da discrepância entre o que se discursa e o que se pratica e do adiamento da introdução do voto eletrónico seguro, que facilitaria o exercício do voto.


Não há dúvida de que os que mais temem novas eleições — e, portanto, estão mais cansados delas — são os partidos políticos e os seus representantes.


Os enquadramentos parlamentares têm colocado a vida política portuguesa em suspenso, com a ameaça de novas eleições pairando sobre todos os documentos estratégicos e na imposição de opções políticas fora do comando de quem governa.


No plano nacional, se os partidos tivessem indicadores que mudassem o contexto, as dificuldades de governação ou até mesmo reforçassem a votação, designadamente a AD, que atualmente tem 78 deputados, o PS com 77 ou o CH com 50, o país seria levado para novas eleições legislativas nacionais.


O PSD, liderado por Luís Montenegro, tem tido um bom desempenho, apesar da governação em minoria e da esforçada negociação, embora ainda não se tenha refletido positivamente nas sondagens.


O PS, sob a liderança de Pedro Nuno Santos, abdicou, logo após as últimas eleições, de ser parte do problema e de impedir a formação do governo. Tem exercido uma pressão parlamentar assinalável e, embora algumas sondagens o coloquem à frente do PSD, não tem margem para desejar eleições.


Por sua vez, o CH, liderado por André Ventura, é o partido que terá mais motivos para resistir a eleições. Os seus últimos posicionamentos e o indicador das eleições europeias não foram animadores.


As negociações sobre o Orçamento do Estado para 2025 começaram antes das férias, mas não sabemos se resultarão em estratégia ou efetividade da negociação parlamentar, cabendo ao PS e ao CH serem os fiéis da balança.


Nos Açores, a coligação liderada pelo PSD conseguiu ver aprovados os seus documentos estratégicos para a governação da região, apesar de um governo minoritário.


Na Madeira, após o impasse político, que não passou de meros episódios propagandísticos, a governação está assegurada, mas exige um olhar atento para o que aí vem.


Perante este estado de comprometimento e da necessidade de diálogo constante e de consensos interpartidários, será curioso acompanhar os próximos tempos da política do país e das Regiões Autónomas.


Os portugueses desejam que o país avance com ideias de governação que se reflitam num país de futuro e moderno, justo e solidário, amigo dos jovens, das famílias e das empresas, que resolva os problemas da habitação, das sobrecargas fiscais, e que seja gerido com transparência e responsabilidade.


Em contrapartida, os objetivos dos partidos políticos são mais estratégicos, o que tantas vezes confunde o superior interesse público com o oportunismo político, levando ao afastamento dos cidadãos.


Os portugueses estão cansados de estratégias, da falta de palavra de alguns políticos, da falta de empatia e da incapacidade dos políticos de lerem os sinais dos tempos. Mesmo que usem os números eleitorais para lhes assegurar garantias que na prática não têm, agir em política exige uma visão que vá além do imediato.


Que na "silly season" os partidos se preparem para a rentrée política com energia renovada e humildade para enfrentar os desafios, o escrutínio e as negociações que serão permanentes e exigentes. Em política, só é certo o momento, porque as circunstâncias, contextos e acordos mudam, até porque foi inédito o que aconteceu no início deste ano e não existem garantias de como terminará.


António Ascensão da Trindade



quarta-feira, julho 10, 2024

Artigo de opinião no Observador, "𝐌𝐚𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐚̀ p𝐫𝐨𝐜𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐚 e𝐬𝐭𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 p𝐨𝐥í𝐭𝐢𝐜𝐚".

Madeira à procura da estabilidade política

Terminou a novela em torno da aprovação do programa e do orçamento da Região Autónoma da Madeira e, ao que tudo indica, foram alcançados acordos políticos que garantem a governação. Estão assim reunidas as condições para a assunção de compromissos eleitorais, nomeadamente alguns de grande relevo para a atual conjuntura regional.


Embora o enredo pareça ter terminado, representou uma perda de tempo considerável. Este impasse, que deveria ter sido resolvido logo após a posse do XV Governo Regional da Madeira, durou um mês e meio e gerou custos políticos, prejudicando ainda mais a confiança da população. Foi caricato ver o parlamento regional discutir um programa que foi retirado na última hora e, pouco tempo depois, ter sido aprovado por aqueles que inicialmente se opunham.


Não se pode dizer que todo o processo, desde as eleições regionais até à aprovação do programa de Governo, tenha sido normal. Esqueceu-se de um grande pormenor: o sentir da rua e a perceção das pessoas, que, com exemplos menos conseguidos como estes, têm dificuldade em compreender o que verdadeiramente move a ação política. Os políticos e os partidos devem refletir sobre o impacto destas situações na relação entre a sociedade e os seus representantes. Que mensagem está a ser transmitida aos eleitores em geral, e em particular aos abstencionistas, sobre a importância de votar e confiar nos políticos?


Apesar da estabilidade aparente, existem desafios cruciais a serem abordados, nomeadamente em que plano foi colocada a prioridade à Madeira e à sua população. A governação dependerá de acordos entre cinco partidos: PSD, CDS, PAN, IL e Chega. Sendo assim, é legítimo colocarem-se as seguintes questões: Como será conciliada a disparidade de posições entre estas forças políticas? Qual será a visão de governação para a Madeira, considerando as propostas dos diferentes partidos que apoiam o governo? Como se sentirão os 49.103 eleitores do PSD resignados aos ditames dos pequenos partidos? O que dirão os 23.938 eleitores que votaram no Chega, IL, PAN e CDS, apresentando um discurso em campanha mas optando por outra via na prática? Que interpretação farão desta solução política os 86.806 eleitores que não votaram no PSD?


O exercício do poder político na Madeira, após 48 anos da conquista da autonomia regional, enfrenta agora um dos seus maiores desafios. Pela primeira vez, as linhas da negociação e do escrutínio estão lado a lado. Pelas promessas feitas, e se desta vez todos honrarem a palavra, o processo será extremamente exigente, colocando em confronto pontos de vista antagónicos, além da necessidade de conciliar princípios e ideologias incompatíveis. De qualquer forma, é importante considerar que, após todas as reviravoltas subjacentes a estes acordos, os cidadãos estarão mais vigilantes e prontos para avaliar criticamente a situação.


A verdade é que, passados os últimos meses de instabilidade, a política na Madeira aparenta estar a regressar à normalidade, tornando-se governável novamente. No entanto, pelo menos no curto a médio prazo, não haverá desculpas para que as coisas não funcionem como esperado. A população não aceitará falhas, especialmente considerando os significativos desafios que a política madeirense enfrenta.


António Ascensão da Trindade


🔵 https://observador.pt/opiniao/madeira-a-procura-da-estabilidade-politica/



quarta-feira, junho 26, 2024

Novo Artigo no Observador: "A fulanização política que paralisa a Madeira"

https://observador.pt/opiniao/a-fulanizacao-politica-que-paralisa-a-madeira/
Partilhamos o mais recente artigo publicado no Observador, intitulado "A fulanização política que paralisa a Madeira"

Nele, aborda-se a encruzilhada em que a situação política da Madeira se encontra e faz uma reflexão crucial sobre o momento que exige atenção de todos- sociedade civil, partidos e políticos- na Região Autónoma da Madeira.

O artigo oferece uma análise sobre os desafios atuais e as implicações para o futuro da Madeira. 

Leia mais carregando no link👉🏻🔗 A fulanização política que paralisa a Madeira

Boa leitura! 

sexta-feira, junho 14, 2024

Opinião no Observador

É com grande satisfação que partilho convosco a minha estreia no Observador com o artigo de opinião "Crise política na Madeira: a hora da verdade". Nele, abordo a atual crise política na Madeira e discuto possíveis soluções.

👉🏻🔗 [Crise Política na Madeira: A Hora da Verdade] https://observador.pt/opiniao/crise-politica-na-madeira-a-hora-da-verdade/






ARTIGO:

Crise Política na Madeira: A Hora da Verdade


A Madeira enfrenta uma situação política complexa, resultante de diversas circunstâncias internas e individuais, que estão a gerar um quadro de instabilidade. Se a situação não se alterar, poderá desencadear, a breve trecho, uma nova chamada às urnas para eleições regionais.

A governação social-democrata na região tem sido hegemónica desde 1976, com resultados evidentes no progresso e desenvolvimento do arquipélago sob as lideranças de Alberto João Jardim, durante 37 anos, e de Miguel Albuquerque, nos últimos 9 anos. 

Falar em governação na Madeira é sinónimo de falar em social-democracia, até porque, embora em contextos e quadros políticos díspares, a oposição não tem sido capaz de se apresentar aos Madeirenses com um projeto de verdadeira alternativa para a região. No entanto, desde 2012, devido ao desgaste do partido e da governação, os sinais de instabilidade foram crescentes, culminando em 2024 com múltiplos fatores:


1. Autárquicas de 2013:

A primeira grande clivagem no Partido Social Democrata da Madeira (PSD/M), aconteceu em 2012 com a primeira disputa interna quando Albuquerque enfrentou Jardim, tendo vencido este último por uma margem mínima. Essa divisão resultou na perda de 7 das 11 câmaras municipais, com a oposição a dominar pela primeira vez as autarquias na Madeira.


2. Divisão no PSD/M:

Em 2014, no processo de sucessão de Alberto João Jardim, seis candidatos disputaram a liderança, resultando numa nova direção que se mostrou incapaz de unir o partido e de promover a unidade na diferença. A ideia de "nós e eles" persistiu, e as ações não inclusivas e a perda da matriz popular agravaram a perceção pública, apesar de alguns resultados positivos de governação.


3. Perda das Maiorias Absolutas:

As maiorias absolutas do PSD/M terminaram em 2015, obrigando o partido a acordos com o CDS e, posteriormente, com o CDS e o PAN, alterando profundamente a dinâmica política. Estas novas realidades obrigaram a estar em condições de negociar e a ceder, incluindo a presidência da Assembleia Legislativa, primeiro órgão de poder político da Madeira, a um partido com apenas 2 ou 3 deputados.


4. Investigação Judicial:

Em janeiro de 2024, uma investigação judicial agravou a instabilidade. As hesitações, incluindo a não demissão, demissão e retorno do Presidente do Governo, bem como a não aprovação do Orçamento Regional, criaram um caos e um desgaste político pouco percetível para os cidadãos.


5. Eleições Internas e Consequências:

Todo o processo desencadeou uma clarificação interna no PSD/M, com eleições internas a 21 de março, marcadas por diversos incidentes, nomeadamente prazos curtos e condicionamentos no pagamento de quotas, que poderiam alargar o universo eleitoral interno.

Miguel Albuquerque venceu por uma margem mínima de 54% contra 46% de Manuel António Correia, tendo o projeto vencedor argumentado que era necessário assegurar a estabilidade para evitar eleições antecipadas, o que não se veio a comprovar.

Fruto dessas eleições, Albuquerque implementou exonerações políticas no Governo Regional de apoiantes adversários e manteve um discurso de facção, aprofundando a divisão no partido. No lançamento das eleições regionais, o presidente social-democrata não teve a atenção de promover pontes internas e, por mais estranho que possa parecer, não traçou linhas vermelhas para os entendimentos com a oposição.


6. Impasse Político:

Das eleições regionais de 26 de maio resultou numa minoria parlamentar do PSD/M, em coligação com o CDS/PP, e mesmo sem traçar linhas vermelhas enfrenta a clara oposição da maioria dos partidos. Neste contexto, a oposição tem dado sinais de que não aceita Miguel Albuquerque como líder, o que, se mantido, poderá levar à queda do Governo Regional.


O PSD tem uma grande responsabilidade no estado atual da política na Madeira. Esta é a oportunidade para o partido ouvir todos, a sociedade, os partidos e os seus militantes, promovendo decisões conscienciosas, legitimadas e adequadas para um novo tempo e um novo ciclo político.

O PSD, se quiser sair da crise que mergulha simultaneamente a região, deverá ser um exemplo de visão para o futuro, indo além das divisões internas e reconquistando a confiança dos eleitores. 

O partido, se quiser manter a sua hegemonia, precisa de se reconectar com as suas bases e capitalizar os votos dos descontentes e abstencionistas, antes e enquanto a oposição regional se apresente como uma alternativa segura e credível de governação.

A hora é da Madeira, a hora é de encontrar a curto e médio prazo um quadro de estabilidade política na região, pois os problemas que afetam os cidadãos amontoam-se e precisam de resoluções urgentes!

António Trindade

segunda-feira, junho 10, 2024

VITÓRIA DAS ELEIÇÕES EUROPEIAS FOI…

 🗳️ 🇪🇺VITÓRIA DO DIA 
Cadernos Digitais e Voto em Mobilidade para Todos 
👉🏻  votar foi muito mais simples e cómodo. Assim, sim! 👍 Consequência: baixou a abstenção, embora não tanto como desejável. 

Há que continuar o caminho de uma Democracia melhor para Todos! 🌍


Madeira Garante Representação no Parlamento Europeu

 

A Madeira enfrentou uma noite eleitoral emocionante e conseguiu eleger um deputado para o Parlamento Europeu, assegurando assim sua representação e influência em decisões cruciais. Sérgio Gonçalves, do PS, será a voz da região em Bruxelas. A União Europeia é essencial para a coesão e continuidade territorial, e ter um representante é fundamental para garantir que a Madeira esteja próxima das oportunidades que podem beneficiá-la nos próximos cinco anos.

É crucial que a região e os partidos políticos, nacionais e regionais, continuem a dar prioridade a esta questão no futuro. Olhemos para o caso dos Açores que terá 3 representantes em Bruxelas. 

 As regiões ultraperiféricas, como a Madeira, possuem especificidades que merecem representação europeia, uma responsabilidade coletiva que não pode ser ignorada, especialmente devido ao impacto dos dossiers europeus no dia a dia do arquipélago.


Deputados Eleitos

Eleições Europeias 2024: Deputados Eleitos
PS - 8
  • Marta Alexandra Fartura Braga Temido de Almeida Simões
  • Francisco José Pereira de Assis Miranda
  • Ana Catarina Veiga dos Santos Mendonça Mendes
  • Bruno Alexandre Rocha Gonçalves
  • André Filipe Franqueia Rodrigues
  • Carla Maria Nunes Tavares
  • Isilda Maria Prazeres dos Santos Varges Gomes
  • Sérgio Miguel Sousa Gonçalves
AD - 7
  • Sebastião Maria Reis Bugalho
  • Paulo Alexandre Matos Cunha
  • Ana Miguel Pedro Soares
  • Hélder António Guerra de Sousa e Silva
  • Ana Lídia Fernandes Oliveira Pereira
  • Sérgio Humberto Pereira da Silva
  • Paulo Roberto de Medeiros do Nascimento Cabral
IL - 2
  • João Fernando Cotrim de Figueiredo
  • Ana Vasconcelos Martins
CHEGA - 2
  • António Manuel Moreira Tanger Corrêa
  • Tiago da Mota Veiga Moreira de Sá
CDU - 1
  • João Guilherme Ramos Rosa de Oliveira
BE - 1
  • Catarina Soares Martins

segunda-feira, junho 03, 2024

A voz da nova geração política da Madeira

Esta manhã, tive o prazer de participar numa interessante conversa sobre cidadania e participação política na Escola Secundária Gonçalves Zarco. Durante o encontro, partilhei um pouco do meu percurso político, académico e profissional e debati temas importantes como habitação, emprego, emigração, imigração e a análise da situação política atual.

Fiquei profundamente impressionado com o interesse e a participação ativa dos jovens. Demonstraram uma notável consciência política e um genuíno interesse por questões que afetam a nossa sociedade e região, especialmente os assuntos relacionados com os cidadãos da Região Autónoma da Madeira. Foi inspirador observar como estão conscientes das questões que impactam diretamente as suas vidas e como estão dispostos a discutir e encontrar soluções.


Durante o debate, os alunos representaram os partidos políticos Bloco de Esquerda, PS, CDS, Juntos pelo Povo e Iniciativa Liberal. Infelizmente, os representantes do PSD, Chega, CDU e PAN não conseguiram marcar presença porque estavam em Erasmus. Cada grupo estudou as propostas dos partidos nas diferentes áreas em discussão, mantendo coerência com as matrizes ideológicas de cada partido.


Os temas abordados – habitação, emprego, emigração, imigração e a situação política atual – são de extrema relevância para a sociedade. Foi gratificante ver como os estudantes se envolveram ativamente, apresentando argumentos fundamentados e revelando uma compreensão profunda dos desafios e das possíveis soluções. O entusiasmo e a vontade de aprender desses jovens são um sinal promissor para o futuro da democracia.


A seriedade com que prepararam o debate evidenciou que os jovens não estão alheios à política e ao bem-estar comum. Foi interessante recordar, 28 anos depois, os meus tempos de estudante, onde partilhei experiências semelhantes, como o gosto pela política e a ativação da associação de estudantes. Também o fiz na minha escola em 1997, na Escola Básica e Secundária Bispo D. Manuel Ferreira Cabral de Santana.


Os partidos políticos devem considerar seriamente estas gerações e encontrar formas de atrair a sua participação nas iniciativas políticas. Os jovens demonstram interesse e boas intenções para resolver os problemas atuais da Madeira, empenhando-se em melhorar a qualidade de vida de todos e promover o progresso e a justiça social.


Esta experiência foi verdadeiramente inspiradora e enriquecedora. Observar a energia e o empenho desses jovens dá-me esperança para o futuro da nossa democracia. Destaco a dedicação desses jovens que estão empenhados em promover uma melhor democracia para todos.


Acredito firmemente que iniciativas como esta são fundamentais para promover uma cidadania ativa e participativa. Ao envolver os jovens em discussões políticas e sociais desde cedo, estamos a construir uma base sólida para uma sociedade mais justa, informada e comprometida com o bem comum.


Espero que estas iniciativas continuem a crescer e a prosperar, alimentando o espírito crítico e a participação cívica dos nossos jovens. Todos temos a missão de construir um futuro melhor para todos.

António Trindade

domingo, junho 02, 2024

Opinião formada


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Como enfrentar as dores de crescimento da Madeira

O crescimento económico da Madeira, impulsionado pelo "boom" turístico, trouxe problemas que não podemos ignorar. A saturação de locais turísticos, o aumento das unidades de alojamento local como fonte de rendimento principal dos proprietários, a falta de mão-de-obra qualificada e a pressão imobiliária são questões prementes. Os madeirenses enfrentam dificuldades crescentes para arrendar ou comprar casa, com os custos da construção civil a disparar e a escassez de mão-de-obra a criar um cenário insustentável.

Este paradoxo do pleno emprego, que deveria ser positivo, revela-se problemático com a falta de trabalhadores em setores-chave como serviços, construção, agricultura, hotelaria e restauração. A vinda de mão-de-obra estrangeira é uma solução bem-vinda, mas é essencial assegurar os direitos laborais e condições de vida dessas pessoas que escolhem a Madeira para trabalhar.

A atratividade da Madeira para estrangeiros com elevado poder de compra elevou os preços das casas a níveis insustentáveis para os locais. Um madeirense pergunta-se: "Como vou poder comprar ou arrendar uma casa se os preços estão fora do meu alcance?" A Madeira, que deveria ser um paraíso para todos, está a tornar-se um local de dificuldades para os próprios madeirenses.

Para resolver estes problemas, precisamos de políticas reguladoras firmes e estratégias inovadoras. É essencial regular o turismo com critérios claros, adaptados à densidade populacional de cada área. Não podemos permitir que este contexto continue a deteriorar a qualidade de vida dos residentes.

É urgente reorientar o turismo, focando-se na qualidade em vez da quantidade. Apostar em menos turistas, mas que gastem mais e permaneçam mais tempo, é uma solução viável e sustentável. Diversificar as atrações turísticas por toda a ilha também é crucial para distribuir melhor o fluxo de visitantes e aliviar a pressão dos pontos mais saturados.

Além disso, é fundamental reforçar os apoios à fixação de população em zonas menos populosas da Madeira, compensando os custos dessa escolha com incentivos fiscais, subsídios à habitação e melhores serviços e infraestruturas. Precisamos de uma Madeira para todos.

Este é o momento de agir com coragem e determinação. A nossa ilha não pode ser apenas um destino turístico; deve ser, acima de tudo, um lar para os seus habitantes. Regular o e promover um turismo de qualidade, diversificar as atrações e apoiar a fixação populacional são passos essenciais para transformar estes desafios em oportunidades. A hora é agora, e já está ficando tarde para enfrentar problemas que atingem todos os estratos sociais da nossa sociedade!
António Trindade 

sexta-feira, maio 31, 2024

O escândalo do idade da reforma

A idade da reforma em Portugal não para de aumentar, em 2025 passas para os 66 anos e 7 meses. Este alteração levanta questões sérias sobre a dignidade da pessoa humana, nomeadamente a aptidão para o desempenho de determinadas funções e a insensibilidade face a uma vida inteira de trabalho e pagamento de impostos. Além disso, coloca em causa as oportunidades para os novos quadros e as novas gerações. Adia-se a justiça para os mais velhos e adia-se o futuro para os mais novos.
Vejamos assim a evolução da idade da reforma em Portugal:

Como cidadão e como português, esta medida é um escândalo, quando pára? Pergunto-me para onde estamos a caminhar num país que continua sem coragem de cortar gorduras do Estado. Um país que não promove a meritocracia. Um país que não cuida dos seus cidadãos.

É hora de refletir sobre as implicações deste novo marco na vida laboral e social dos portugueses. Esta não é, certamente, uma democracia para todos. Até quando os portugueses vão suportar este aperto sem precedentes?

António Trindade 

quinta-feira, maio 30, 2024

Europeias estreiam uma nova era no voto

As eleições europeias introduzem , pela primeira vez, a possibilidade de todos os cidadãos portugueses votarem antecipadamente em mobilidade, sem restrições específicas.

Até hoje, 30 de maio, é possível inscrever-se e votar já no dia 2 de junho, de uma forma simples e sem complicações. Esta inovação merece ser enaltecida, pois representa um pequeno, mas significativo passo na promoção da participação política e na luta contra a abstenção.

A abstenção é um problema grave nas democracias modernas. Quando uma parte substancial da população não participa nas eleições, as decisões políticas acabam sendo tomadas por uma minoria, o que pode não refletir a vontade geral.

O voto antecipado em mobilidade é uma medida que facilita a participação de todos, especialmente daqueles que, por diversos motivos, encontram dificuldades em votar no dia oficial.

Este pequeno avanço é digno de enaltecer, sobretudo quando estreia em eleições europeias, que são aquelas que tradicionalmente têm maiores taxas de abstenção.

O modelo arcaico de votação, que exige a presença no local de recenseamento, já não faz sentido. Permitir que os cidadãos votem na proximidade onde se encontram, mesmo que antecipadamente, é uma evolução necessária. Este teste nas eleições europeias deve tornar-se prática comum para todas as eleições futuras no nosso país.

Esta medida simplifica o processo e encoraja a participação. Vamos continuar à procura de formas de tornar o voto ainda mais acessível, como o voto eletrónico seguro. 

É hora de fortalecer a nossa democracia e encorajar os cidadãos a votar, pois infelizmente a democracia para todos ainda tem muito caminho pela frente. Não se pode reter num conceito, mas sim numa prática que todos devem desejar mais e melhor Democracia para Todos.
Desta vez não há motivo para não votar!


**Para aqueles que desejam aproveitar esta oportunidade, o processo é simples e sem burocracia excessiva. Em apenas alguns passos, é possível inscrever-se e votar antecipadamente:

1. Acesse [eportugal.gov.pt] -https://www.votoantecipado.pt/).
2. Registe-se para o voto antecipado.
3. Confirme a sua inscrição.
4. Vote no dia 2 de junho perto de si.

António Trindade