Inacreditável a posição do Partido Comunista Português ao defender o situacionismo na Venezuela, quando tantos e tantos portugueses sofrem consequências irreparáveis da “tirania” Chavista.
Haja decoro do PCP que passa o tempo a falar de Direitos. Afinal os direitos humanos dos Venezuelanos não são tidos em conta?
Mais do que a politiquice, as ideologias e o fundamentalismo o que a Venezuela precisa é que o povo seja chamado a se pronunciar livremente sobre o seu futuro e do seu País.
quinta-feira, janeiro 24, 2019
quarta-feira, janeiro 23, 2019
CASA DE REALIZAÇÕES
A Casa do Povo da Ilha assinala no dia de hoje mais um aniversário da sua fundação e hoje remontam-me memórias. Memórias de uma casa que foi presença desde a minha infância, sempre activa, acolhedora e próxima, onde participei e integrei os grupos culturais e desenvolvi outras competências.
Numa idade mais madura, e logo após o final da minha formação, foi onde mais cresci, foi onde mais aprendi e foi onde tomei as melhores lições de vida.
Hoje aviva-me o frenesim a cada ano, a cada novo aniversário. Era sempre desafiante prospetivar o novo ano, apresentar algo novo, idealizar os novos projetos, muitas vezes não passando de sonhos para uma instituição e uma terra. E o que me deixa tranquilo é que muitos desses planos foram traduzidos em ações concretas. Tornaram-se realidade.
Há um tempo para tudo, e houve de facto um tempo em que a Casa do Povo da Ilha foi a minha vida. Hoje é uma Casa de memórias e grande depositária de bonitas realizações, onde um grupo de pessoas, apoiadas pela população local e parceiros, conseguiram concretizar sonhos.
O que fica? Ficam as lembranças que fazem sorrir. Fica o melhor, o que foi feito, a felicidade a cada novo projeto, a cada novo evento e o sorriso de agradecimento no rosto daqueles que souberam sempre reconhecer - estimulando, somando, participando, estando sempre quando foi preciso.
Hoje felizmente continua, e há-de continuar enquanto a determinação pelas causas daquela terra forem sempre acolhidas. Será sempre o quisermos fazer dela, do seu legado destes 28 anos passados, e será tudo o que sonharmos e tudo o que for feito para realizar esses sonhos.
O que fica? Ficam as lembranças que fazem sorrir. Fica o melhor, o que foi feito, a felicidade a cada novo projeto, a cada novo evento e o sorriso de agradecimento no rosto daqueles que souberam sempre reconhecer - estimulando, somando, participando, estando sempre quando foi preciso.
Hoje felizmente continua, e há-de continuar enquanto a determinação pelas causas daquela terra forem sempre acolhidas. Será sempre o quisermos fazer dela, do seu legado destes 28 anos passados, e será tudo o que sonharmos e tudo o que for feito para realizar esses sonhos.
sábado, janeiro 19, 2019
SONHOS DA DIÁSPORA MADEIRENSE
O novo ano é sempre momento de traçar objetivos e debruçar as esperanças para o novo ciclo, que se quer bom e feliz. Embora todos desejamos o melhor, sabemos de antemão que há contextos onde as perspectivas não são as mais animadoras, nomeadamente nos países da diáspora Madeirense, onde o ano 2018 foi caracterizado por crises e instabilidade.
Os desejos para 2019, são para os nossos “embarcados” um reduto de esperança e de interesse vital para a estabilidade de tantas famílias que vivem nos quatro cantos do Mundo. O cenário de incerteza, talvez nunca antes vividode uma forma transversal nos diversos países com maior expressão da nossa emigração, como são os casos da África do Sul, França, Reino Unido e Venezuela, deixam muitas dúvidas sobre o futuro.
Na África do Sul seria desejável um clima demaior pujança económica, que favorecesseaqueles que apostaram naquele país e que vivem todos os dias ameaçados pelo crime, pela instabilidade social e pelas consequências da imigração desenfreada e ilegal.
Na França, a imigração desregrada, o crescimento dos movimentos partidários da direita radical e os confrontos de rua, com o seu apogeu nos “coletes amarelos”, são indicadores de crescentes convulsões sociais e políticas, que usando meios subversivos tentam obrigar o Estado a acatar as suas reivindicações. Por isso, o que se deseja é a paz social e que contundentemente os políticos percebam os sinais dos cidadãos franceses, sem ceder a populismos que possam levar o país ao descalabro.
Por sua vez, o Reino Unido surpreendeu todos com o resultado do referendo sobre o Brexit e a partir desse momento foram só perdas: Perdas de estabilidade, de confiança e de preponderância económica. O novo modelo de organização em perspectiva afetou e muito a nossa Comunidade e ainda hoje,com tantos avanços e recuos, ninguém arrisca uma previsão como ficará o país. O clima político deixa alguns sinais de alarme e não sabemos até que ponto a opção pelo Brexit sofrerá um revés, até porque, estou em querer, se hoje fosse realizado um novo referendo à saída da União Europeia, essa proposta seria recusada.
Na Venezuela a degradação social e política não pode ser mais nefasta, o país bateu no fundo. É desejo que o regime político ditatorial e comunista instalado seja derrubado.
Apesar do que tem vindo a acontecer aos nossos “irmãos” e a todos os que vivem naquele país, a comunidade internacional continua impávida e serena. As entidades portuguesas também estão aquém do que seria desejável. Não chegam reuniões, cimeiras, comunicados ou medidas solidárias para os cidadãos que lá vivem ou para os que regressaram. São precisas ações consertadas, persistência e sobretudo teimosia dos nossos atores políticos que, mesmo não tendo forma de alterar o contexto político na Venezuela, podem lutar mais veementemente pelos direitos e pela dignidade humana. Há aqui um desígnio nacional, e neste âmbito, julgo que Sua Excelência o Senhor Presidente da República Portuguesa seria o melhor mediador neste dossier de grande importância para Portugal e, em particular, para a Madeira e seus conterrâneos.
Fazer votos pela nossa diáspora, não só representa a consideração que temos por eles, mas também porque temos a obrigação de acompanhar as repercussões que poderão ter na nossa Região.
Fazer votos pelas nossas Comunidades implica gratidão e respeito por tudo o que fizeram e ainda continuam a fazer pela nossa terra.
Fazer votos pelos nossos “embarcados” é retribuir pelo que estes fizeram ao longo de décadas pelo progresso da Madeira e por aqueles que cá ficaram.
Fazer votos pela nossa emigração é sensibilizar todos para um desígnio maior: as nossas gentes, gente como nós.
Que seja um ano profícuo e feliz para Todos. É para isso que vivemos e lutamos. É esse o sonho que segue sempre o povo Madeirense, onde quer que resida.
lapiseira1980.blogspot.com
sexta-feira, janeiro 18, 2019
ASSIM É DIFÍCIL
Todos nós sabemos dos efeitos nefastos da diminuição da população, em especial nas zonas rurais. Mesmo que nem todos reconheçam, é, de facto, muito difícil dinamizar as localidades com ações que potenciem a projeção local e a melhoria de qualidade de vida, tendo, no entanto, as dificuldades acrescidas quando, se trata de terras desertificadas.
Felizmente há mais vida além do que para muitos representa o “fim do mundo”, e há quem contribua para inverter esses retratos mal tirados. Mas confesso que este preconceito com estas localidades fere o orgulho de quem sente de alma as suas vivências e lá trabalha. Com estas atitudes derrotistas e irrealistas assim não avançamos, antes regredimos, porque, para os mesmos resultados, precisamos do dobro do empenho, mais o esforço de desmistificar o outro lado da história.
Seria bom que Todos contribuíssemos para as oportunidades do mundo rural, dando foco ao que está para melhorar, mas que, simultaneamente, se apostasse em elevar os projetos que já existem e as potencialidades de cada território.
Falo a propósito de opiniões públicas “sensacionalistas” sempre que se fala sobre a freguesia da Ilha. Respeito, e até consigo perceber o objetivo subjacente das mesmas, no entanto considero que não são retratos fidedignos da realidade local. Friso porque sei bem o que as instituições e a população local têm trabalhado para dignificar e “alavancar” a freguesia rumo ao desenvolvimento como polo atrativo numa região tão virada para o turismo como é a Madeira, dando a conhecer as nossas tradições. Realço porque sei bem o que é inverter as tendências. Agora, uma coisa é certa, há uma diferença abismal entre a Ilha dos anos 70 e a Ilha dos dias de hoje, e só não vê quem não quer ver.
De facto, existem limitações, mas hoje em dia há condições de apoio à população que em nenhuma altura da história existiram, algumas até desejáveis e inexistentes em locais mais populosos da nossa Madeira. Tem infraestruturas de excelência, com um centro cívico com excelentes condições para a atividade cultural, social, religiosa e com os serviços de apoio básico à população. Toda a população pode beneficiar dos serviços e das instituições locais, como são os casos dos espaços de Internet, os grupos culturais, o centro de convívio, para não falar dos eventos realizados anualmente e que projetam a freguesia, como são os casos da Exposição do Limão, o Dia do Emigrante e a Semana Cultural. A Ilha é uma localidade com excelentes indicadores de qualidade de vida: É segura, saudável, com serviços adequados à população e com uma enorme riqueza natural.
Hoje, a ilha tem acessibilidades que competem com outras localidades desenvolvidas da Europa, tem trilhos e veredas únicos e uma beleza inigualável. Hoje, fruto do trabalho de valorização das tradições e dos saberes locais a Ilha tem potencial para se distinguir no campo do património imaterial.
Na realidade o que se precisa para inverter a tendência são investimentos, são iniciativas para que o turismo crie valor na economia local, são medidas verdadeiramente diferenciadoras e atrativas para fomentar negócios e a fixação de pessoas.
Agora o raciocínio que desfio é o seguinte: se já é tão difícil projetar a localidade, torná- la dinâmica e atrativa, se porventura um investidor ou um turista chegasse agora à Madeira e tomasse conta do que por vezes se retrata, será que considerava a hipótese de investir e apostar na Ilha?
Afinal o que estamos a fazer? O que estamos a contribuir? Que valor acrescentado trazem as opiniões que só fazem ruído? Que oportunidades estamos a despoletar?
O desafio passa por apontar modelos de investimento, protótipos de unidades de turismo rural, uma visão de desenvolvimento integral de todas as faixas etárias da população.
O desafio fica lançado. Apresentem-se propostas de modelos de desenvolvimento sustentável e transversal de localidades com este potencial como é o da Ilha. Nada está por inventar, todos podemos ter a responsabilidade de criar oportunidades, uns mais do que outros, para que aquela pequena freguesia de Santana, tal como muitas outras da nossa Madeira, possa crescer e tornar-se competitiva.
Todos podemos fazer bem melhor, pelo mundo rural, pela Ilha e pelas nossas localidades, isto se estivermos dispostos a somar e não a subtrair. Se gostamos da nossa terra não tornemos a missão mais difícil, já que por si só é desafiante.
De verdade, tomara que todas as localidades tivessem a mesma dinâmica, condições e oportunidades que a Freguesia da Ilha tem.
#ilha #madeira #diariodasfreguesias #mundorural #portugalrural #santana
Felizmente há mais vida além do que para muitos representa o “fim do mundo”, e há quem contribua para inverter esses retratos mal tirados. Mas confesso que este preconceito com estas localidades fere o orgulho de quem sente de alma as suas vivências e lá trabalha. Com estas atitudes derrotistas e irrealistas assim não avançamos, antes regredimos, porque, para os mesmos resultados, precisamos do dobro do empenho, mais o esforço de desmistificar o outro lado da história.
Seria bom que Todos contribuíssemos para as oportunidades do mundo rural, dando foco ao que está para melhorar, mas que, simultaneamente, se apostasse em elevar os projetos que já existem e as potencialidades de cada território.
Falo a propósito de opiniões públicas “sensacionalistas” sempre que se fala sobre a freguesia da Ilha. Respeito, e até consigo perceber o objetivo subjacente das mesmas, no entanto considero que não são retratos fidedignos da realidade local. Friso porque sei bem o que as instituições e a população local têm trabalhado para dignificar e “alavancar” a freguesia rumo ao desenvolvimento como polo atrativo numa região tão virada para o turismo como é a Madeira, dando a conhecer as nossas tradições. Realço porque sei bem o que é inverter as tendências. Agora, uma coisa é certa, há uma diferença abismal entre a Ilha dos anos 70 e a Ilha dos dias de hoje, e só não vê quem não quer ver.
De facto, existem limitações, mas hoje em dia há condições de apoio à população que em nenhuma altura da história existiram, algumas até desejáveis e inexistentes em locais mais populosos da nossa Madeira. Tem infraestruturas de excelência, com um centro cívico com excelentes condições para a atividade cultural, social, religiosa e com os serviços de apoio básico à população. Toda a população pode beneficiar dos serviços e das instituições locais, como são os casos dos espaços de Internet, os grupos culturais, o centro de convívio, para não falar dos eventos realizados anualmente e que projetam a freguesia, como são os casos da Exposição do Limão, o Dia do Emigrante e a Semana Cultural. A Ilha é uma localidade com excelentes indicadores de qualidade de vida: É segura, saudável, com serviços adequados à população e com uma enorme riqueza natural.
Hoje, a ilha tem acessibilidades que competem com outras localidades desenvolvidas da Europa, tem trilhos e veredas únicos e uma beleza inigualável. Hoje, fruto do trabalho de valorização das tradições e dos saberes locais a Ilha tem potencial para se distinguir no campo do património imaterial.
Na realidade o que se precisa para inverter a tendência são investimentos, são iniciativas para que o turismo crie valor na economia local, são medidas verdadeiramente diferenciadoras e atrativas para fomentar negócios e a fixação de pessoas.
Agora o raciocínio que desfio é o seguinte: se já é tão difícil projetar a localidade, torná- la dinâmica e atrativa, se porventura um investidor ou um turista chegasse agora à Madeira e tomasse conta do que por vezes se retrata, será que considerava a hipótese de investir e apostar na Ilha?
Afinal o que estamos a fazer? O que estamos a contribuir? Que valor acrescentado trazem as opiniões que só fazem ruído? Que oportunidades estamos a despoletar?
O desafio passa por apontar modelos de investimento, protótipos de unidades de turismo rural, uma visão de desenvolvimento integral de todas as faixas etárias da população.
O desafio fica lançado. Apresentem-se propostas de modelos de desenvolvimento sustentável e transversal de localidades com este potencial como é o da Ilha. Nada está por inventar, todos podemos ter a responsabilidade de criar oportunidades, uns mais do que outros, para que aquela pequena freguesia de Santana, tal como muitas outras da nossa Madeira, possa crescer e tornar-se competitiva.
Todos podemos fazer bem melhor, pelo mundo rural, pela Ilha e pelas nossas localidades, isto se estivermos dispostos a somar e não a subtrair. Se gostamos da nossa terra não tornemos a missão mais difícil, já que por si só é desafiante.
De verdade, tomara que todas as localidades tivessem a mesma dinâmica, condições e oportunidades que a Freguesia da Ilha tem.
#ilha #madeira #diariodasfreguesias #mundorural #portugalrural #santana
quarta-feira, janeiro 16, 2019
SONHOS DA DÍASPORA MADEIRENSE - II- ÁFRICA DO SUL
Na África do Sul seria desejável um clima de maior pujança económica, que favorecesse aqueles que apostaram naquele país e que vivem todos os dias ameaçados pelo crime, pela instabilidade social e pelas consequências da imigração desenfreada e ilegal.
terça-feira, janeiro 15, 2019
OS SONHOS DA DIÁSPORA MADEIRENSE II - REINO UNIDO
o Reino Unido surpreendeu todos com o resultado do referendo sobre o Brexit e a partir desse momento foram só perdas: Perdas de estabilidade, de confiança e de preponderância económica. O novo modelo de organização em perspectiva afetou e muito a nossa Comunidade e ainda hoje,com tantos avanços e recuos, ninguém arrisca uma previsão como ficará o país.
O clima político deixa alguns sinais de alarme e não sabemos até que ponto a opção pelo Brexit sofrerá um revés, até porque, estou em querer, se hoje fosse realizado um novo referendo à saída da União Europeia, essa proposta seria recusada
segunda-feira, janeiro 14, 2019
SONHOS DA DIÁSPORA MADEIRENSE - I
O novo ano é sempre momento de traçar objetivos e debruçar as esperanças para o novo ciclo, que se quer bom e feliz. Embora todos desejamos o melhor, sabemos de antemão que há contextos onde as perspectivas não são as mais animadoras, nomeadamente nos países da diáspora Madeirense, onde o ano 2018 foi caracterizado por crises e instabilidade.
Os desejos para 2019, são para os nossos “embarcados” um reduto de esperança e de interesse vital para a estabilidade de tantas famílias que vivem nos quatro cantos do Mundo. O cenário de incerteza, talvez nunca antes vivido de uma forma transversal nos diversos países com maior expressão da nossa emigração, como são os casos da África do Sul, França, Reino Unido e Venezuela, deixam muitas dúvidas sobre o futuro.
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