POR SANTANA DENTRO:Discussão do Plano Diretor Municipal
Recentemente, tive a oportunidade
de participar na discussão pública do Plano Diretor Municipal de Santana, no
qual constatei as alterações e os avanços na gestão territorial do Concelho.Da discussão, e também da análise
que fiz ao documento, traço algumas considerações, designadamente:
1) As
alterações na gestão do solo, em geral, correspondem aos anseios da população,
sobretudo no que se refere às áreas
consideradas agrícolas que, a partir de então, serão permitidas
construções.
2) Não podemos
contudo incorrer na ilusão de que a partir de agora será possível construir em qualquer
terreno considerado zona agrícola, até porque há algumas condicionantes para a sua permissão, nomeadamente o acesso de
estrada, água potável e eletricidade.
3) Analiso com
alguma relutância o fato de existirem situações que podem condicionar as
permissões de construção, em particular, e sobretudo, em áreas onde existem aglomerados populacionais que foram autorizados
no passado.
4) O maior
importante é que o plano trace e preveja a evolução dos próximos anos,
nomeadamente considerando, em primeiro lugar, as condicionantes sociais da
população e, depois, as perspectivas
económicas e ambientais.
5) As questões sociais são sempre as mais
delicadas e que geram inconformismo nos cidadãos. As pessoas do Concelho são
proprietárias de terrenos em determinadas zonas que não são autorizadas a construção
e não têm alternativas. Das duas uma, ou é permitida a construção ou não têm
capacidade de adquirir terreno para construir noutro sítio.
6) O domínio
sobre as nossas propriedades e terrenos são alicerce para o conforto e
realização das pessoas, o que não devem é intervenções
descontextualizadas que prejudiquem o futuro.
7) As características ambientais e paisagísticas
do Concelho devem ser sempre salvaguardadas e preservadas, porque estão
nelas um rico património por delapidar e potenciar de progresso e desenvolvimento
para o Concelho e para os seus residentes.
Aproveito
para relevar a iniciativa da Câmara Municipal em realizar estas ações de
discussão nas diversas freguesias mas também a abertura em receber e aprovar as
reclamações dos munícipes. Nota que as reclamações ao plano terminam no próximo
dia 21 de julho. Até lá aconselha-se a consulta e análise do documento e das
suas alterações. http://www.cm-santana.com/pt/areas-de-atuacao/gestao-e-planeamento-urbanistico/pdm
Face a uma matéria tão complexa e geradora de tantos
pontos de vista distintos, o mais importante é que impere o bom senso e a
razoabilidade, a bem do Concelho, da sua população e do futuro.
Sem comentários:
Enviar um comentário