Apesar de se tentar disfarçar da possibilidade de Paulo Portas ser candidato à Presidência da República, até porque antes das presidências haverão legislativas e não sabemos o que de lá sairá, a verdade é que essa é uma hipótese muito séria.
As vantagens políticas são muitas.
Para Paulo Portas qual seria o passo seguinte? Que objetivo político ainda pode atingir?
Primeiro-Ministro é uma missão quase impossível, até porque a contestação em trono do Governo da República, o qual o CDS faz parte, é mais do que muita, e já será muito bom uma eventual coligação chegar à vitória.
Se o CDS sair do governo é claro que a liderança de Paulo Portas no partido estará em fim de linha. Logo, a sua carreira política estará muito condicionada por esse passo importante rumo à Presidência da República.
Ao nível das condições externas até não seria mal pensado: então o CDS passou presidenciais atrás de presidenciais a apoiar um candidato apoiado/indicado pelo PSD, não seria a altura de acontecer o contrário?
No tabuleiro das presidenciais joga-se muito. Para os lados dos centristas não só se joga a sobrevivência política de Paulo Portas mas também a do CDS.

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