segunda-feira, abril 07, 2008

INTERVENÇÃO NO XII CONGRESSO PSD/MADEIRA


Enquanto militante activo no PSD e com funções na estrutura da JSD regional e nacional, não quis deixar de participar e intervir num momento importante, como é o Congresso do PSD abordando aspectos que inquietam a juventude.

O XII Congresso do PSD/Madeira marca as novas definições políticas para os próximos dois anos. Dois anos de trabalho, dois anos de desafios e dois anos de sucessos eleitorais e quiçá de aprofundamento autonómico.

Foi o PSD/Madeira que com um trajecto invejável de vitórias conseguiu juntar à sua força o ânimo de cada madeirense. A autonomia é responsável pela obra notável que lançou a Madeira no caminho do desenvolvimento, na redução das assimetrias, na criação de riqueza que proporcionou mais e melhor qualidade de vida à sua população.

Hoje não se diferencia na forma de ser, de vestir e de agir um jovem do mundo rural e um jovem de uma zona urbana. Este é um exemplo profundo do sucesso do modelo de desenvolvimento e de autonomia traçado por este partido e pelos seus governantes.

Os jovens de hoje são a “Geração Autonomia”, não sentiram as dificuldades que os antepassados viveram, não lhes fecharam as portas que outrora foram fechadas. Hoje TODOS vivemos numa região próspera com igualdade de oportunidades para TODOS.
Mas as conquistas não permitem que as novas gerações se demitam das causas da autonomia, da participação cívica e da luta permanente.
O Alargamento da autonomia é o melhor instrumento de servir a população da Madeira!

Por isso, as novas gerações que são os legítimos herdeiros deste trabalho, de todas estas conquistas deverão dizer BASTA a todos aqueles que querem fazer da autonomia uma “marioneta”. BASTA!
Não admitimos nem aceitamos ser considerados portugueses de segunda e jovens de segunda categoria!

Não consentiremos que de algum modo continuem a atacar os madeirenses com leis prejudiciais que servem a uma certa classe política. Teremos de ser reconhecidos pelas nossas circunstâncias e temos de ser apoiados da mesma forma que um português de Lisboa, do Algarve ou dos Açores.
Somos Portugueses e não admitimos ser discriminados e chamados de “parasitas” do Estado!

Não nos podemos conformar.
Temos um Primeiro Ministro arrogante, uma oposição regional rasca e sobretudo poucos Autonomistas no continente. Teremos de demonstrar, resistir e fazer valer a vontade da população da Madeira.
Este Governo não tem legitimidade nem competência para dar lições de moral à Madeira, porque o único defensor desta população e deste território autónomo é o PSD!



Senhores e Senhoras, Caros Congressistas

Fazemos parte de um país confrontado com grandes carências que são inaceitáveis de um país europeu do Sec. XXI. O Governo da República não dá atenção aos problemas mas subalterniza os verdadeiros desígnios nacionais a meros interesses partidários.

Deparamo-nos com um país sem esperança, um país enganado, um país debilitado.
Se a credibilidade dos políticos e da política não existe, é também devido à falta de coerência deste Governo socialista. Prometeu não aumentar impostos, prometeu criar 150.000 postos de trabalho e verifica-se exactamente o oposto. Mais despesa para as famílias e mais desemprego.
É controverso que tenhamos uma das forças de trabalho menos qualificada da Europa, e ao mesmo tempo exista tanto desemprego qualificado.
É preciso apostar nas competências!

Os jovens estão sem alento fruto de um estrangulamento financeiro. Saem cada vez mais tarde de casa, e o que mais perturba os nossos jovens é que fazem as suas formações, saem das universidades e encontram a porta do desemprego!
Não podemos continuar a formar para o desemprego e a criar cursos para satisfazer as necessidades dos corpos docentes!

Deveremos ser pioneiros no conhecimento, na investigação como factor de diferenciação e apostar no ensino técnico- profissional orientado para o mercado.
Queremos indivíduos verdadeiramente qualificados e não apenas certificados!

Que Futuro! Os jovens são hoje a “Geração Recibo Verde”! Pela necessidade abdicam do subsídio de férias e de natal, de assistência na doença e vivem sem perspectiva de reforma.
Pouco emprego… e esse pouco, é emprego verde!

Por seu lado, as preocupações de certas juventudes partidárias são os casamentos homossexuais, a liberalização das drogas e a eutanásia, relegando para segundo lugar temáticas que afligem os jovens como é o desemprego, a educação, arrendamento jovem, entre outras.
Em que país estamos? Porque nos preocupamos com questões de 5ª dimensão quando ainda não resolvemos os problemas de 1ª Dimensão?

O nosso país precisa de uma nova força!
Portugal precisa de uma nova energia!
O governo socialista não dá soluções, não dá esperanças aos jovens portugueses.


Ao nível comunitário, temos uma União Europeia desinteressante e disfuncional. Os órgãos de decisão estão mais distantes dos seus cidadãos.
Queremos uma Europa mais solidária. Mas, não se promove a coesão social, se colocarmos a competir países, culturas e cidadãos diferentes.
Enquanto compararmos de igual modo os estados membros não promoveremos a coesão social!
A Europa será dos cidadãos quando todos sentirem fazer parte deste projecto comum!



Caros e Caras Companheiros

A oposição do PSD na Madeira, se estivesse no poder teria aplicado um Modelo de Desenvolvimento bem diferente.
Os madeirenses voltariam aos “velhos tempos”. Continuariam a viver isolados, continuariam a andar descalços, demorariam 4 ou 5 horas para chegar ao Funchal, continuariam com elevados índices de analfabetismo, não teriam centros de saúde, escolas, centros cívicos, casas do povo e equipamentos desportivos. Os madeirenses teriam de procurar soluções no estrangeiro para sobreviver, e esta, seria para sempre uma “colónia” dirigida pelo Terreiro do Paço. Discordam do progresso, do desenvolvimento e da melhoria do bem – estar dos madeirenses.
É por estas e por outras, que nem os madeirenses, nem os colegas dos seus partidos a nível nacional lhes passam cartão!

A oposição diz que não há obra social na Madeira e diz que este é o governo do betão. Mas pergunto-vos caros companheiros:
A Saúde gratuita na região, os centros de dia e de convívio não é obra social?
O Voluntariado juvenil o apoio a crianças e jovens em risco não matéria social?
As actividades desenvolvidas por instituições apoiadas pelo Governo Regional e as empresas de inserção social existentes na região não é substância social?
Estes são alguns dos muitos exemplos de actuação social. Só não vê quem não quer ver!

Há uma diferença abismal entre o nosso partido e a oposição. O PSD tem a população do seu lado que sabe o quanto custou a vida “dura” de outros tempos e que reconhece as suas lutas incessantes.

O PSD sempre teve como lema o primado da pessoa humana.

Embora reconhecendo as dificuldades não podemos desistir do futuro do nossa Região e do Nosso País!

É preciso trabalhar mais, inovar mais, ousar mais para conseguir crescer mais!

O novo ciclo que se avizinha precisa do PSD/Madeira, precisa do PSD capaz de liderar e estar sempre lado a lado da população madeirense!

SÓ UNIDOS E CONVICTOS NOS MOMENTOS DE DECISÃO SEREMOS INVENCÍVEIS!

5 de Abril de 2008
António Ascensão da Trindade

1 comentário:

MMV disse...

“A autonomia é responsável pela obra notável que lançou a Madeira no caminho do desenvolvimento, na redução das assimetrias, na criação de riqueza que proporcionou mais e melhor qualidade de vida à sua população.

(…)
A oposição do PSD na Madeira, se estivesse no poder teria aplicado um Modelo de Desenvolvimento bem diferente.
Os madeirenses voltariam aos “velhos tempos”. Continuariam a viver isolados, continuariam a andar descalços, demorariam 4 ou 5 horas para chegar ao Funchal, continuariam com elevados índices de analfabetismo, não teriam centros de saúde, escolas, centros cívicos, casas do povo e equipamentos desportivos. Os madeirenses teriam de procurar soluções no estrangeiro para sobreviver, e esta, seria para sempre uma “colónia” dirigida pelo Terreiro do Paço. Discordam do progresso, do desenvolvimento e da melhoria do bem – estar dos madeirenses.
É por estas e por outras, que nem os madeirenses, nem os colegas dos seus partidos a nível nacional lhes passam cartão!

(…)

A oposição diz que não há obra social na Madeira e diz que este é o governo do betão. Mas pergunto-vos caros companheiros:
A Saúde gratuita na região, os centros de dia e de convívio não é obra social?
O Voluntariado juvenil o apoio a crianças e jovens em risco não matéria social?
As actividades desenvolvidas por instituições apoiadas pelo Governo Regional e as empresas de inserção social existentes na região não é substância social?
Estes são alguns dos muitos exemplos de actuação social. Só não vê quem não quer ver!”


Acho que estas passagens resumem o que eu sinto, e penso que a maioria dos madeirenses sente!

Estiveste muito bem no teu discurso, os meus sinceros parabéns!