quarta-feira, agosto 14, 2024

LIBERDADE É CAMINHO PARA A DEMOCRACIA


▶️ACREDITO QUE A LIBERDADE É O CAMINHO PARA UMA DEMOCRACIA COM TODOS

Fui convidado a comentar para a revista SÁBADO, sobre as exonerações no Governo da Madeira desde as internas do PSD. Partilho a minha contribuição, que foi citada na edição da revista que está hoje nas bancas :

“𝐎 𝐚𝐦𝐛𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐩𝐮𝐧𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐚𝐨 𝐝𝐢𝐫𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐨𝐩𝐢𝐧𝐢𝐚̃𝐨 𝐞́ 𝐢𝐧𝐚𝐜𝐞𝐢𝐭𝐚́𝐯𝐞𝐥 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐝𝐞𝐦𝐨𝐜𝐫𝐚𝐜𝐢𝐚, 𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐟𝐮𝐧𝐝𝐢𝐫 𝐨 𝐆𝐨𝐯𝐞𝐫𝐧𝐨 𝐑𝐞𝐠𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐝𝐨 𝐚𝐠𝐫𝐚𝐯𝐚 𝐚𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐚 𝐬𝐢𝐭𝐮𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨, 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐨 𝐝𝐢𝐬𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐫 𝐚𝐪𝐮𝐞𝐥𝐞𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐟𝐢𝐳𝐞𝐫𝐚𝐦 𝐮𝐦𝐚 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐥𝐡𝐚 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐧𝐚 𝐥𝐢𝐝𝐞𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐒𝐃. 𝐄𝐬𝐭𝐚 𝐩𝐨𝐬𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐧𝐚̃𝐨 𝐟𝐨𝐫𝐭𝐚𝐥𝐞𝐜𝐞 𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐝𝐨 𝐧𝐞𝐦 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫𝐚 𝐚 𝐞𝐟𝐢𝐜𝐢𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐆𝐨𝐯𝐞𝐫𝐧𝐨, 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐞𝐯𝐞𝐫𝐢𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐟𝐨𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐞𝐦 𝐬𝐞𝐫𝐯𝐢𝐫 𝐚𝐬 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬.  

𝐀 𝐥𝐢𝐝𝐞𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐒𝐃 𝐭𝐞𝐦 𝐮𝐦𝐚 𝐠𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐬𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐧𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨 𝐚𝐭𝐮𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐧𝐚 𝐌𝐚𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚. 𝐄𝐬𝐭𝐞 𝐦𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞𝐯𝐞𝐫𝐢𝐚 𝐬𝐞𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐨𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨𝐮𝐯𝐢𝐫 𝐭𝐨𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐯𝐨𝐳𝐞𝐬, 𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐦𝐨𝐯𝐞𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐚𝐜̧𝐚 𝐚̀𝐬 𝐛𝐫𝐮𝐱𝐚𝐬. 𝐀 𝐞𝐫𝐚 𝐝𝐚 𝐮𝐧𝐢𝐚̃𝐨 𝐞 𝐝𝐨 𝐬𝐢𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐨 𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐣𝐚́ 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐨𝐮. 

𝐎 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐏𝐒𝐃 𝐝𝐞𝐩𝐞𝐧𝐝𝐞 𝐝𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐜𝐚𝐩𝐚𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐳𝐞𝐥𝐚𝐫 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐝𝐞𝐦𝐨𝐜𝐫𝐚𝐜𝐢𝐚 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚 𝐞 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐞𝐢𝐭𝐚𝐫 𝐨 𝐩𝐥𝐮𝐫𝐚𝐥𝐢𝐬𝐦𝐨. 

𝐀𝐬 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐞𝐬𝐭𝐚̃𝐨 𝐚𝐭𝐞𝐧𝐭𝐚𝐬 𝐞 𝐬𝐨𝐥𝐢𝐝𝐚́𝐫𝐢𝐚𝐬; 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐫 𝐮𝐦 𝐜𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐞 𝐧𝐞𝐠𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞́ 𝐜𝐚𝐭𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨́𝐟𝐢𝐜𝐨 𝐞 𝐬𝐨́ 𝐚𝐜𝐞𝐥𝐞𝐫𝐚 𝐚 𝐞𝐫𝐨𝐬𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫, 𝐝𝐚 𝐢𝐦𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐝𝐨 𝐞 𝐝𝐚 𝐩𝐫𝐨́𝐩𝐫𝐢𝐚 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚.

Como é do conhecimento público, o meu apoio a Manuel António Correia na liderança das últimas eleições internas do PSD Madeira resultou em consequências imediatas, culminando na minha exoneração formal a 1 de abril de 2024.

As razões e causas do meu afastamento foram amplamente discutidas. Por respeito, nunca questionei o direito de quem tem a competência para nomear e exonerar cargos políticos, e por prudência, mantive a separação entre o que deve ser público e o que deve permanecer privado.


 

 

domingo, agosto 11, 2024

Vigília pela liberdade na Venezuela

 Hoje participamos, no Funchal, ao lado de tantos irmãos venezuelanos, na vigília "Ilumina o Caminho da Liberdade", um ato simbólico mas com grande dimensão, em solidariedade com o povo da Venezuela, que está em braços com um regime que não quer reconhecer a voz do povo, a voz da democracia a voz da liberdade.

O mundo tem estado particularmente expectante quanto à situação e ao desfecho das eleições na Venezuela. A atenção global reflete a gravidade do momento, onde o povo enfrenta uma tentativa de subversão da sua vontade popular e democrática. A batalha é dura, e o caminho para a liberdade tem sido longo e cheio de desafios.

No entanto, está a chegar a hora da Venezuela mudar e de procurar o progresso e o desenvolvimento que tanto merece. Potencial humano e recursos naturais não faltam ao país, que tem tudo para se erguer e garantir um futuro de prosperidade para todos os seus cidadãos. A luta pela liberdade e pela democracia continua, e o mundo aguarda, solidário e esperançoso, que o povo venezuelano prevaleça.

LIBERDADE É CAMINHO

Embora a liberdade ainda não esteja plenamente alcançada no século XXI, onde quer que seja, em qualquer região ou país, entre os nossos conterrâneos ou não, devemos lutar pela liberdade, pela diversidade de opiniões, pelo direito de escolha e pela democracia. A liberdade não é, não pode e nunca será negociável.

🇻🇪 Ilumina o Caminho para a Liberdade 🕯️

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sexta-feira, agosto 02, 2024

Artigo de opinião no observador: 𝙌𝙪𝙚𝙢 𝙧𝙚𝙖𝙡𝙢𝙚𝙣𝙩𝙚 𝙚𝙨𝙩á 𝙘𝙖𝙣𝙨𝙖𝙙𝙤 𝙙𝙚 𝙚𝙡𝙚𝙞çõ𝙚𝙨?

 

Quem realmente está cansado de eleições?


Agora que entramos na "silly season" da política e considerando o que nos trouxe até aqui, tivemos um ano bastante atribulado em Portugal. Foram muitos e desafiantes momentos para o país, que enfrentou eleições nacionais, regionais e europeias.


Os eleitores foram chamados a votar em todos os atos, expressando o reforço do parlamentarismo e obrigando os partidos a negociar as principais soluções políticas. Mesmo com a frequência das eleições neste início de ano, os portugueses têm cumprido a sua parte, e a abstenção não tem evidenciado grandes oscilações. Nas eleições para a Assembleia da República, a abstenção baixou cerca de cinco pontos percentuais relativamente às eleições de 2022. Nos Açores, houve uma diminuição da abstenção de cerca de 5% em relação a 2020. Na Madeira, entre o ato de 2023 e 2024, a abstenção manteve-se nos 46%. No caso das europeias, a abstenção foi de 64%, dentro do habitual.


É evidente que os portugueses estão cansados do ruído em torno das eleições, da paralisia provocada pelos contextos eleitorais, dos gastos envolvidos, da discrepância entre o que se discursa e o que se pratica e do adiamento da introdução do voto eletrónico seguro, que facilitaria o exercício do voto.


Não há dúvida de que os que mais temem novas eleições — e, portanto, estão mais cansados delas — são os partidos políticos e os seus representantes.


Os enquadramentos parlamentares têm colocado a vida política portuguesa em suspenso, com a ameaça de novas eleições pairando sobre todos os documentos estratégicos e na imposição de opções políticas fora do comando de quem governa.


No plano nacional, se os partidos tivessem indicadores que mudassem o contexto, as dificuldades de governação ou até mesmo reforçassem a votação, designadamente a AD, que atualmente tem 78 deputados, o PS com 77 ou o CH com 50, o país seria levado para novas eleições legislativas nacionais.


O PSD, liderado por Luís Montenegro, tem tido um bom desempenho, apesar da governação em minoria e da esforçada negociação, embora ainda não se tenha refletido positivamente nas sondagens.


O PS, sob a liderança de Pedro Nuno Santos, abdicou, logo após as últimas eleições, de ser parte do problema e de impedir a formação do governo. Tem exercido uma pressão parlamentar assinalável e, embora algumas sondagens o coloquem à frente do PSD, não tem margem para desejar eleições.


Por sua vez, o CH, liderado por André Ventura, é o partido que terá mais motivos para resistir a eleições. Os seus últimos posicionamentos e o indicador das eleições europeias não foram animadores.


As negociações sobre o Orçamento do Estado para 2025 começaram antes das férias, mas não sabemos se resultarão em estratégia ou efetividade da negociação parlamentar, cabendo ao PS e ao CH serem os fiéis da balança.


Nos Açores, a coligação liderada pelo PSD conseguiu ver aprovados os seus documentos estratégicos para a governação da região, apesar de um governo minoritário.


Na Madeira, após o impasse político, que não passou de meros episódios propagandísticos, a governação está assegurada, mas exige um olhar atento para o que aí vem.


Perante este estado de comprometimento e da necessidade de diálogo constante e de consensos interpartidários, será curioso acompanhar os próximos tempos da política do país e das Regiões Autónomas.


Os portugueses desejam que o país avance com ideias de governação que se reflitam num país de futuro e moderno, justo e solidário, amigo dos jovens, das famílias e das empresas, que resolva os problemas da habitação, das sobrecargas fiscais, e que seja gerido com transparência e responsabilidade.


Em contrapartida, os objetivos dos partidos políticos são mais estratégicos, o que tantas vezes confunde o superior interesse público com o oportunismo político, levando ao afastamento dos cidadãos.


Os portugueses estão cansados de estratégias, da falta de palavra de alguns políticos, da falta de empatia e da incapacidade dos políticos de lerem os sinais dos tempos. Mesmo que usem os números eleitorais para lhes assegurar garantias que na prática não têm, agir em política exige uma visão que vá além do imediato.


Que na "silly season" os partidos se preparem para a rentrée política com energia renovada e humildade para enfrentar os desafios, o escrutínio e as negociações que serão permanentes e exigentes. Em política, só é certo o momento, porque as circunstâncias, contextos e acordos mudam, até porque foi inédito o que aconteceu no início deste ano e não existem garantias de como terminará.


António Ascensão da Trindade