No âmbito do 82.º aniversário da Casa do Povo de Santo António, teve lugar uma conversa reflexão sobre a importância das Casas do Povo da Madeira.
O debate, sob o lema “O Que é isto?!”, focado nas experiências na primeira pessoa dos quatro intervenientes do painel, com diferentes sensibilidades e experiências na área cultural e no desenvolvimento local, reverteu-se numa pertinente abordagem que desmistificou algumas questões que estão sempre em órbita quando se fala de Casas do Povo, designadamente:
Há Casas do Povo a mais na Madeira?
A resposta a essa questão é clara: Não há casas do povo a mais.
Embora nem todas potenciem a comunicação sobre o quanto fazem, as Casas do Povo da Madeira são todas ativas e desenvolvem projetos meritórios e de grande impacto nas comunidades onde estão inseridas. Divulgam as localidades, servem as comunidades e contribuem para uma integração social e plena das populações.
O seu estatuto transversal é que exige sempre outras dinâmicas, a de se reinventar e de estar permanentemente atentas aos interesses e aos desafios das localidades onde se inserem. Apostar em novas valências, nas grandes necessidades da atualidade e procurar dar respostas através de projetos sustentáveis, profissionais e distintos.
Faz pouco sentido falar em Casas do Povo a mais quando é recorrente surgirem novas associações para responder a áreas onde as Casas do Povo seriam perfeitamente capazes de responder. Talvez neste campo o desafio passe pelo reforço do trabalho em rede dos intervenientes locais, pelo unir esforços e encontrar em sede destas instituições os mecanismos para viabilizar novos projetos e novas valências.
A resposta a essa questão é clara: Não há casas do povo a mais.
Embora nem todas potenciem a comunicação sobre o quanto fazem, as Casas do Povo da Madeira são todas ativas e desenvolvem projetos meritórios e de grande impacto nas comunidades onde estão inseridas. Divulgam as localidades, servem as comunidades e contribuem para uma integração social e plena das populações.
O seu estatuto transversal é que exige sempre outras dinâmicas, a de se reinventar e de estar permanentemente atentas aos interesses e aos desafios das localidades onde se inserem. Apostar em novas valências, nas grandes necessidades da atualidade e procurar dar respostas através de projetos sustentáveis, profissionais e distintos.
Faz pouco sentido falar em Casas do Povo a mais quando é recorrente surgirem novas associações para responder a áreas onde as Casas do Povo seriam perfeitamente capazes de responder. Talvez neste campo o desafio passe pelo reforço do trabalho em rede dos intervenientes locais, pelo unir esforços e encontrar em sede destas instituições os mecanismos para viabilizar novos projetos e novas valências.

O dirigismo nas Casas do Povo deve ser profissional?
Não, de todo!
A vida associativa, e em particular numa associação sem fins lucrativos, deve ser exercida por paixão, por uma vontade intrínseca e altruísta. Se resultou em 82 anos porque não deverá continuar a resultar? O que deverá haver são estruturas profissionais de apoio aos dirigentes das Casas do Povo.
Se o entendimento for o de estimular e reconhecer os seus dirigentes poderão ser criados incentivos fiscais, majoração na contagem da idade para a reforma, mecanismos que assegurem a maior compatibilidade entre a vida associativa e a vida profissional, sempre em salvaguarda, quer do trabalhador, quer da entidade empregadora, entre tantos outros incentivos que o Estado tem e deve ter a responsabilidade de assegurar a favor de quem indiretamente promove fins que normalmente deveriam ser supridos pelo próprio Estado.
De que forma a cooperação deve ser aprofundada no meio associativo das Casas do Povo?
Na realidade, há pouco por inventar. Atualmente existem modelos de gestão com base na cooperação de serviço às instituições e subsequentemente às populações a quem servem ou destinam a sua ação.
Neste aspeto, e no caso concreto das Casas do Povo da Madeira, quase todo o trabalho está por fazer e compete em grande parte às entidades representativas estudar, debater e apresentar os modelos adequados de gestão e de dinamização. Ao nível da logística, por exemplo, proceder à criação de estruturas profissionais e especializadas de assessoria, de central de compras, de central de transportes, etc. No que respeita ao funcionamento das valências, quer sejam elas culturais, sociais, de economia social ou artísticas, o aproveitamento de sinergias entre duas ou mais Casas do Povo que possam criar valor acrescentado, massa crítica e qualidade nos trabalhos e serviços que apresentam.
Efetivamente o que se deve pretender com as respostas em cooperação é reduzir o manancial das Casas do Povo à subsidiodependência das entidades autárquicas ou governamentais e acabar com o cada uma a trabalhar virado para si.
Os apoios são importantes, mas para haver melhores respostas e estruturas profissionais atendendo à dimensão de cada Casa do Povo, urge respostas em comum.
Na realidade, há pouco por inventar. Atualmente existem modelos de gestão com base na cooperação de serviço às instituições e subsequentemente às populações a quem servem ou destinam a sua ação.
Neste aspeto, e no caso concreto das Casas do Povo da Madeira, quase todo o trabalho está por fazer e compete em grande parte às entidades representativas estudar, debater e apresentar os modelos adequados de gestão e de dinamização. Ao nível da logística, por exemplo, proceder à criação de estruturas profissionais e especializadas de assessoria, de central de compras, de central de transportes, etc. No que respeita ao funcionamento das valências, quer sejam elas culturais, sociais, de economia social ou artísticas, o aproveitamento de sinergias entre duas ou mais Casas do Povo que possam criar valor acrescentado, massa crítica e qualidade nos trabalhos e serviços que apresentam.
Efetivamente o que se deve pretender com as respostas em cooperação é reduzir o manancial das Casas do Povo à subsidiodependência das entidades autárquicas ou governamentais e acabar com o cada uma a trabalhar virado para si.
Os apoios são importantes, mas para haver melhores respostas e estruturas profissionais atendendo à dimensão de cada Casa do Povo, urge respostas em comum.
Que papel podem ter as Casas do Povo a disseminar a identidade da Madeira junto das suas Comunidades espalhadas pelo Mundo?
As nossas comunidades tendem a queixar-se de que os seus locais de origem têm muito a pedir, mas pouco a fazer por elas. E aqui as Casas do Povo podem ter um papel fundamental na construção de pontes com a nossa diáspora, a disseminar a nossa cultura, a nossa identidade junto das comunidades e junto das novas gerações.
Num mundo cada vez mais indiferenciado, a nossa cultura, as nossas tradições, a nossa forma de ser e de acolher, podem servir, não só como meio de disseminação cultural, mas também, para despoletar quiçá interessantes áreas de negócios aqui na Madeira e fora através da nossa cultura que é única no Mundo.
Este, como outros debates sobre as Casas do Povo na Madeira são de relevar. Mais do que a critica fácil e barata, todos podemos contribuir para uma melhor ação das Casas do Povo.
De facto, há um conjunto de homens e mulheres na Madeira que, envolvidos no espírito de contribuir para a sua comunidade, fazem acontecer, transformam vidas e contribuem para um mundo melhor e mais feliz através de uma atitude abnegada, fazendo o melhor que sabem e podem por amor à sua terra nas nossas Casas do Povo.
De facto, há um conjunto de homens e mulheres na Madeira que, envolvidos no espírito de contribuir para a sua comunidade, fazem acontecer, transformam vidas e contribuem para um mundo melhor e mais feliz através de uma atitude abnegada, fazendo o melhor que sabem e podem por amor à sua terra nas nossas Casas do Povo.


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