quinta-feira, outubro 29, 2009

Inaugurar com o PND e Tomar Posse com os Homens da Luta

A verdade deve ser dita e as análises também devem ser feitas, e por isso, abordarei factos que marcaram actos públicos recentes e que tiveram leituras e atitudes diferentes:

1) Inaugurações na Madeira e o PND
O Governo Regional da Madeira, no bom costume de mostrar a obra aos eleitores e ao povo que legitimamente confiou e elegeu, realizou inaugurações, como já é de hábito fazer ao longo dos mandatos.

Como contestação a estes actos, o PND, também sobejamente conhecido como o Partido dos Novos Dementes, realizou um conjunto de acções, que têm como única e exclusivamente perturbar esses actos oficiais. A contestação versou sobre a forma de exibição de tarjas, música, discursos de marionetas (refiro-me ao Coelho e ao Bexiga), entre outras.

As acções do PND perturbaram os actos públicos e colocaram em perigo a segurança dos membros oficiais e da população participante nestas iniciativas. Numa dessas acções os seguranças impediram a realização deste tipo de acções do PND.

Conclusão: Notícias de abertura dos telejornais, tinta a correr em tudo o que era jornal e “comentadores e analistas” a tecer a sua opinião contra uma dita asfixia que atentava contra a liberdade de expressão na Região Autónoma da Madeira. Alberto João Jardim, o Governo Regional e o PSD/Madeira foram visados nas críticas pela forma como agiam perante estas manifestações.

2) Tomada de Posse e os Homens da Luta

Na tomada de posse do XVIII Governo Constitucional no Palácio da Ajuda em Lisboa, e após uma manifestação dos homens da luta (para quem não sabe, os Homens da Luta, são dois humoristas apresentadores de um programa na Sic Radical), foram detidos pela Polícia de Segurança Pública, por estar a “perturbar uma cerimónia de um órgão de soberania”, segundo porta-voz da polícia de segurança pública.

Agora pergunta-se: Qual foi o eco na comunicação social?
E Então não se fala na liberdade de expressão?
E a asfixia democrática?
E a liberdade de manifestação?
E os rios de tinta?
E as aberturas dos telejornais?
Quem mandou deter?
E neste caso o Primeiro-ministro não tem responsabilidades?
E a Polícia de Segurança Pública?

Deixo todas as elações e respostas para cada qual.
Parafraseando Fernando Pessa “ E Esta hem”?

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