segunda-feira, maio 29, 2006

XI CONGRESSO DO PSD/MADEIRA- Descentralização Cultural e Empreendorismo Social



Após 30 anos de vitórias e de lutas que ainda continuam vivas quis hoje também dar o meu contributo pois na JSD entendemos que é desde já que construímos o presente e preparamos o nosso futuro. Neste congresso quero abordar duas questão que no meu ponto de vista são e devem continuar a ser pilares de orientação para a política na Região Autónoma da Madeira, nomeadamente a Descentralização Cultural e Empreendedorismo social.


A Descentralização Cultural


Tem sido uma aposta da Madeira pois a Cultura só faz sentido se chegar a todos os madeirenses. Apesar de vivermos num mundo global existem ainda assimetrias e barreiras à informação e ao acesso cultural. A crescente preocupação neste sector tem sido cada vez mais acentuado quer por entidades públicas, privadas e associativas. No entanto urge reforçar o apoio de entidades provadas à causa cultural e evitarmos a subsidiodependência governamental.

Sendo a Madeira um território insular, e querendo enfrentar o turismo na Madeira como uma questão primordial e acima de tudo económica temos de apostar na diferenciação e nos nossos traços culturais.
No mundo global, há ainda lugar para a diferença. E é nesta diferença que nós queremos diferenciar, nas particularidades culturais, na valorização e preservação da nossa identidade.

A cultura popular madeirense deve assim ser promovida e incutida junto dos mais novos, nas escolas incluído nos programas curriculares a aprendizagem da nossa Literatura Oral e Tradicional e da música tradicional madeirense. Temos de fazer perdurar e viver o conhecimento dos mais idosos e evitarmos a tragédia da morte de bibliotecas e de acervos culturais.

Neste esforço de preservação e valorização cultural não posso pois deixar de fazer um reconhecimento público ao papel das Casas do Povo e de outras instituições de utilidade pública que tem tido uma importante missão no desenvolvimento de dinâmicas culturais e sociais através das suas iniciativas para a valorização cultural madeirense.

A simbiose entre o governo e as associações e instituições públicas, tem sido exemplar e tem contribuído para que em qualquer parte da nossa região possamos hoje, em condições físicas de excelência, assistir a concertos de qualidade, desenvolver os grupos culturais de promover exposições, promover seminários, semanas culturais, recolher as nossas tradições e fomentar a formação pessoal e profissional.


Apesar esforço destas instituições, dos seus dirigentes e voluntários que amam e que trabalham incansavelmente para um fim comum a nossa oposição tem criticado, tem caluniado e disparatado contra estas instituições e os seus dirigentes.
Faz-lhes confusão haver pessoas com vontade de trabalhar de uma forma voluntária na sua comunidade local.
Faz-lhes confusão o povo ter acesso a espectáculos, exposições e formação;
Faz-lhes confusão haver forças vivas nas diferentes localidades.
Esses senhores sentem-se incomodados com a entrega e com a dinâmica destas instituições e dos seus dirigentes;
Gozam, menosprezam, brincam com o voluntariado e entrega destes dirigentes;

O que a nossa oposição quer é que se regrida no tempo que se volte ao tempo da ignorância, do rural “ruralizado”, da miséria, do tempo do elitismo cultural.

Muitas são as instituições e pessoas que dedicam as suas prioridades a uma missão de causa pública e ao desenvolvimento cultural. Estamos certos que nós não podemos deixar cair por terra projectos que vão ao encontro das populações.
Vamos continuar a desejar o desenvolvimento integral da nossa sociedade, colocando em pé de igualdade o equipamento social o social e a cultura.

Esta paixão de ajudar de preservar e de valorizar a nossa terra, a nossa região e as nossas particularidades culturais deve ser uma bandeira, uma bandeira da diferença e acima de tudo de oferta turística, apostando no turismo cultural.

Uma proposta da JSD que recentemente viu ser aprovada pelo Governo foi o Concelho da Cultura uma medida que é um claro exemplo de descentralização e criação de novos pólos de dinamização cultural.

Queremos mais desenvolvimento, mas queremos também consolidar a nossa cultura junto da nossa população, dos visitantes e acima de tudo das gerações vindouras. Estamos certos que o Dr. Alberto João e a sua equipa terão a habilidade como sempre tiveram a olhar a Madeira como um todo e preocupando-se com todos os madeirenses.

Empreendedorismo Social
Por outro lado o Empreendedorismo social é um conceito que associa a paixão por uma missão social a uma política de rigor, inovação e conhecimento.
Deverá se flexibilizar os mecanismos de apoio a pessoas carenciadas, dotando a esses indivíduos competências pessoais e profissionais, tornando-se produtivos e que possam “subir um degrau” na sua vida. Refiro-me às empresas de inserção social que se enquadram no conceito de economia solidária.
Com o Empreendedorismo social valoriza-se os indivíduos e retiramos os mesmos da subsidiodependência.


Como diz uma frase célebre de Henry Peter:
"A educação faz um povo fácil de ser liderado, mas difícil de ser dirigido; fácil de ser governado, mas impossível de ser escravizado"


Esta é a mensagem que deixo à nossa estrutura em prol do desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira e trunfo das vitórias do PPD/PSD.

2006/05/27

1 comentário:

Anónimo disse...

Grande frase, mas desconhecida completamente na Madeira. pois também quanto mais ignorante o povo mais passível de ser controlado e dominado.