quarta-feira, julho 21, 2021

Estiveram por nós!


A COVID-19 tornou a sociedade especialista em virologia, em pneumologia, em vacinação e em tantos outros conceitos. 
Fomos bombardeados por informação, e toda ela deu-nos conhecimentos, embora superficiais, sobre esses temas.

Todos nós, a certa altura, tememos muito o vírus e agimos irracionalmente com medo do perigo que o mesmo sustenta. Mas também é verdade que o tempo nos tem ensinado a viver com ele, a sequestrá-lo, a proteger-nos, com as medidas de contenção, e a atacá-lo, com a vacinação. A luta continua, nesta guerra que se deseja o Homem vencedor.

Um pouco por todo o Mundo habituamo-nos a olhares distintos, sobretudo dos políticos e dos especialistas em saúde pública, e o impacto dos mesmos na sociedade, na economia e na saúde. Agora, uma coisa tem de ser dita, a grande maioria desses Homens e Mulheres merecem o nosso reconhecimento. Merecem a nossa gratidão porque tiveram de enfrentar o desconhecido. Quando quase todos se protegiam, tiveram de agir, tomaram medidas por Todos, muitas acertadas, outras nem tanto, mas decidiram munidos da informação que tinham em cada momento.  

Por isso, num tempo em que a vida pública é cada vez mais posta em causa, em que os rótulos sobrepõem às boas práticas, que felizmente muitos ainda empenham no exercício das suas funções, nunca é demais lembrar as Mulheres e os Homens que assumiram os destinos dos continentes, dos países e das regiões, numa época de grande fragilidade. Esses nunca anteveriam Hercúlio desígnio, mas, também, nunca pressagiariam tamanhas injustiças e tanta incoerência derramada nas redes sociais, na comunicação social e na opinião pública, de tantas e tantos que, no conforto do seu canto, acharam por bem disparar para tudo e Todos, como se fossem donos da verdade e da razão, quando, naturalmente, razão, verdade e conhecimento foi e serão sempre escassos.

Assistimos de tudo: apelo a manifestações irresponsáveis, entrevistas a políticos, desumanas, que mais pareciam julgamentos, questionar-se avulsamente as autoridades de saúde, posições antagónicas, discursos de ódio, alguns deles até roçando o xenófobo. Todos, exemplos que a sociedade deve abominar.    

Embora o pensamento crítico e o debate sejam importantes, há casos que são puros comportamentos infantis, de uma sociedade doente, que chama atenção, mesmo que para isso tenha de fazer birra, para com aqueles que nos tiveram na mão das suas decisões.

Embora ainda estejamos numa longa maratona sem meta à vista, nunca esqueçamos- Somos Mulheres e Homens, dirigidos por políticos e autoridades de saúde, que são também Mulheres e Homens. Politiquices e celeumas à parte, e enquanto legítimos representantes, depositamos nessas Mulheres e Homens a esperança em vencer as Pandemias que a COVID-19 originou.   

 

segunda-feira, julho 12, 2021

EURO fora de horas

 Apito final: Itália campeã do euro 2020, campeonato esse que, de 2020, só o nome, porque todos os jogos aconteceram em 2021. 

Assim se vive o futebol pós-pandemia, atrasado no tempo, em múltiplos estádios, onde um dos finalistas foi beneficiado com a presença dos seus adeptos porque, quase sempre, jogou em casa - a Inglaterra - e que chegou à final. Não foi um modelo bem conseguido, aliás um formato a não repetir.   

Uma vez mais o anfitrião perdeu em casa a final do Europeu de futebol. Neste campo tudo igual. 

Portugal, uma vez mais, candidato a campeão, caiu aos pés de uma Bélgica nos 1/8 de final. A Bélgica que, por sua vez, não teve fôlego para passar dos 1/4.  

Está aí o mundial, espera-se outra organização, outra dinâmica e pés assentes na terra para os eternos sonhadores. 

sábado, julho 10, 2021

O significado do Dia de Portugal na Madeira


 

UMA PAUSA NOS TEMAS EM VOGA

O tema: a detenção de Luís Filipe Vieira.

 Por uns dias esqueceu-se a COVID-19, as restrições de viagens e as suas consequências para o turismo, para dar lugar ao mediático caso “Cartão Vermelho”. 

Foi tempo de tanto comentador ter o seu tempo de antena, e de ser notícia as refeições do arguido até às confabulações jurídicas. 

Para bem do nosso país, que a justiça funcione, que apure factos e que trabalhe sem condicionamentos: sem atropelos, sem fúria da notícia em primeira mão e sem pressa - inimiga da verdade. 

Entretanto, que os testes de antígeno e dos certificados  digitais animem a agenda mediática deste Portugal